Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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15. Nesse dia, os benjaminitas, vindos das diversas cidades, se alistaram: eram cerca de vinte e seis mil homens armados de espada, sem contar os habitantes de Gabaá.
16. Nesse exército, se alistaram setecentos homens escolhidos, canhotos, capazes de acertar com a funda um fio de cabelo, sem errar.
17. Os homens de Israel também se alistaram, sem incluir Benjamim: eram quatrocentos mil homens armados de espada e preparados para a guerra.
18. Foram a Betel e consultaram a Deus: "Quem de nós irá em primeiro lugar para guerrear contra os benjaminitas?" Javé respondeu: "Judá".
19. Os israelitas madrugaram, acamparam diante de Gabaá,
20. e saíram para combater Benjamim, colocando-se em ordem de batalha diante de Gabaá.
21. Mas os benjaminitas saíram de Gabaá e nesse dia massacraram vinte e dois mil israelitas.
23. Os israelitas voltaram a Betel para chorar até a tarde diante de Javé. Depois consultaram Javé, perguntando: "Devemos lutar de novo contra nosso irmão Benjamim?" Javé respondeu: "Marchem contra ele".
22. Então os israelitas se refizeram, e novamente formaram ordem de batalha no mesmo lugar do dia anterior.
24. No segundo dia, os israelitas se aproximaram dos benjaminitas,
25. mas nesse mesmo dia os benjaminitas saíram de Gabaá contra eles e massacraram mais dezoito mil israelitas, todos armados de espada.
26. Então todos os israelitas foram a Betel com o povo, choraram aí sentados diante de Javé. Jejuaram nesse dia até a tarde, ofereceram a Javé holocaustos e sacrifícios de comunhão,
27. e depois consultaram a Javé. Nesse tempo, a arca da aliança de Deus estava nessa região.
28. E Finéias, filho de Eleazar, filho de Aarão, oficiava junto a ela. Eles perguntaram: "Devemos sair para combater nosso irmão Benjamim, ou devemos desistir?" Javé respondeu: "Ataquem, porque amanhã eu o entregarei a vocês".
29. Então os israelitas armaram emboscadas em torno de Gabaá,
30. e no terceiro dia marcharam contra os benjaminitas e, como das outras vezes, se organizaram para a batalha diante de Gabaá.
31. Os benjaminitas saíram ao encontro dos israelitas e foram atraídos para longe da cidade. Como das outras vezes, começaram a ferir alguns do povo nos caminhos que vão para Betel e para Gabaon. Desse modo, mataram, em campo aberto, cerca de trinta israelitas.
32. Os benjaminitas comentaram: "Vencemos como na primeira vez!" Mas os israelitas tinham combinado: "Vamos fugir para atraí-los para os caminhos, longe da cidade".
33. Então a maior parte dos israelitas abandonou suas posições e se organizou em Baal-Tamar. E a emboscada de Israel apareceu do lugar em que estava, a oeste de Gaba.
34. Dez mil homens escolhidos de Israel chegaram diante de Gabaá e começou um combate violento, sem que os benjaminitas percebessem a desgraça que os aguardava.
35. Javé derrotou Benjamim diante de Israel. Nesse dia, os israelitas mataram vinte e cinco mil e cem homens, todos armados de espada.
36. Os benjaminitas perceberam que tinham sido derrotados. Os israelitas cederam terreno a Benjamim, porque confiavam na emboscada que tinham preparado contra Gabaá.
37. Então os que estavam na emboscada se lançaram rapidamente contra Gabaá; apareceram de repente e passaram todo o povo da cidade ao fio da espada.
38. Os israelitas tinham combinado um sinal com os que estavam na emboscada: estes deviam fazer subir da cidade uma nuvem de fumaça como sinal;
39. nesse momento, os israelitas que estavam no combate recuariam, dando meia-volta. Os benjaminitas já tinham matado uns trinta israelitas, e comentavam: "Vencemos como no primeiro combate".
40. Nesse momento, porém, a fumaça começou a subir da cidade. Os benjaminitas olharam para trás e viram que a cidade inteira ardia em chamas até o céu.
41. Então os israelitas deram meia-volta e os benjaminitas se apavoraram, vendo que estavam perdidos.
42. Então os benjaminitas fugiram dos israelitas, tomando a direção do deserto, mas os perseguidores os alcançaram e os que vinham da cidade os massacraram, atacando-os pela retaguarda.
43. Os israelitas cercaram os benjaminitas, os perseguiram sem tréguas e os foram esmagando até perto de Gaba, do lado leste.
44. Dezoito mil guerreiros benjaminitas caíram mortos.
45. Na fuga, eles foram para o deserto, para os lados do Rochedo de Remon. Pelo caminho ainda caíram cerca de cinco mil. Depois os israelitas os seguiram de perto até Gadaam e mataram mais dois mil homens.
46. O número total de benjaminitas que caíram nesse dia foi de vinte e cinco mil homens armados de espada, todos guerreiros.
47. Na fuga, seiscentos homens foram para o deserto, na direção do Rochedo de Remon, e aí ficaram quatro meses.
48. Os israelitas se voltaram contra os benjaminitas e passaram ao fio da espada a população masculina da cidade e até mesmo o gado e tudo o que encontraram. Também puseram fogo em todas as cidades que encontravam.

[Juízes 21]Juízes 21



1. Os israelitas tinham feito este juramento em Masfa: "Ninguém de nós dará sua filha para casar com nenhum benjaminita".
2. Foram para Betel e ficaram aí, até a tarde sentados diante de Deus, gemendo e chorando inconsoláveis.
3. E diziam: "Javé, Deus de Israel, por que aconteceu isso em Israel? Hoje uma tribo de Israel desapareceu".
4. No dia seguinte, madrugaram, construíram aí um altar e ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão.
5. Depois perguntaram: "Quem das tribos de Israel não compareceu à assembléia diante de Javé?" Isso porque eles tinham feito juramento solene contra quem não se apresentasse diante de Javé em Masfa; quem não comparecesse se tornaria réu de morte.
6. Os israelitas ficaram com pena de seu irmão Benjamim, e diziam: "Hoje uma tribo foi cortada de Israel.
7. Como podemos providenciar mulheres para os sobreviventes? Nós juramos que nunca lhes daríamos nossas filhas em casamento!"
8. Então eles perguntaram: "Quem das tribos de Israel não compareceu à assembléia diante de Javé em Masfa?" Perceberam então que ninguém de Jabes de Galaad tinha vindo ao acampamento onde foi feita a assembléia.
9. Foram contados todos os que tinham comparecido e, de fato, ninguém de Jabes de Galaad tinha vindo.
10. Então a comunidade mandou para lá doze mil homens armados, com esta ordem: "Vão e passem ao fio da espada todos os habitantes de Jabes de Galaad, inclusive mulheres e crianças.
11. Façam de modo que todos os homens e as mulheres casadas sejam mortos. Deixem com vida apenas as solteiras". E eles assim fizeram.
12. Entre os habitantes de Jabes de Galaad encontraram quatrocentas jovens não casadas, e as levaram ao acampamento em Silo, que está na terra de Canaã.
13. Então toda a comunidade mandou mensageiros com propostas de paz aos benjaminitas que estavam no Rochedo de Remon.
14. Os benjaminitas voltaram, e os israelitas lhes deram as mulheres de Jabes de Galaad, que tinham sido deixadas com vida. Mas essas não eram suficientes para todos eles.
15. O povo teve piedade de Benjamim, porque Javé havia provocado um vazio entre as tribos de Israel.
16. Os anciãos da comunidade perguntaram: "O que é que vamos fazer para que os restantes tenham mulheres, já que as mulheres benjaminitas estão mortas?"
17. E acrescentaram: "Como preservar um resto para os benjaminitas que escaparam, a fim de que não desapareça uma tribo de Israel?
18. Nós não podemos dar mulheres para eles dentre as nossas filhas, porque os israelitas fizeram um juramento, amaldiçoando quem desse mulher para os benjaminitas!"
19. E continuaram: "Há uma festa anual de Javé em Silo, que fica ao norte de Betel, ao leste do caminho que sobe de Betel para Siquém, e ao sul de Lebona".
20. Sugeriram, então, aos benjaminitas: "Vão e escondam-se entre as vinhas.
21. Fiquem observando e, quando as moças de Silo saírem para dançar, vocês saiam das vinhas e cada um de vocês rapte uma mulher para si dentre as moças de Silo e depois retornem com elas para o território de Benjamim.
22. Se os pais ou irmãos delas forem reclamar com vocês, nós lhes diremos: 'Procurem compreender: não podemos tomar mulher para cada um deles na guerra, e vocês também não poderiam dar a eles, porque, nesse caso, vocês se tornariam culpados' ".
23. Assim fizeram os benjaminitas. De acordo com o número deles, tomaram para si esposas entre as dançarinas que raptaram. Depois partiram e retornaram para o território deles; reconstruíram as cidades e se estabeleceram nelas.
24. Depois disso, os israelitas se dispersaram, cada um para a sua tribo e o seu clã, saindo daí cada um para o seu território.
25. Nesse tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia correto.

[Rute 1]Rute 1



EM BUSCA DA SOBREVIVÊNCIA
1. No tempo em que os juízes governavam, houve um período de fome no país. Por isso, um homem de Belém de Judá emigrou para os Campos de Moab, com a mulher e os dois filhos.
2. O homem se chamava Elimelec, a mulher Noemi, e os dois filhos Maalon e Quelion. Eram do vale de Éfrata, de Belém de Judá. Chegaram aos Campos de Moab e aí ficaram morando.
3. Elimelec, marido de Noemi, morreu. E ela ficou só com os dois filhos.
4. Estes se casaram com moças moabitas; um se casou com Orfa e o outro com Rute. E aí ficaram por uns dez anos.
5. Maalon e Quelion morreram. Noemi ficou sozinha, sem os dois filhos e sem o marido.

COMPROMETER-SE COM OS POBRES
6. Noemi resolveu voltar dos Campos de Moab, junto com as duas noras, pois ficou sabendo que Javé tinha abençoado seu povo, dando-lhe pão.
7. Ela com as noras saiu do lugar onde tinha morado e se pôs a caminho para voltar à terra de Judá.
8. No caminho, Noemi perguntou às noras: "Por que vocês não voltam para a casa de sua mãe? Que Javé trate vocês com a mesma bondade que vocês tiveram com meus filhos e comigo.
9. Javé faça cada uma de vocês encontrar marido e viver feliz". Noemi beijou as noras e elas começaram a chorar alto, dizendo:
10. "De jeito nenhum! Nós vamos com você para o seu povo".
11. Noemi insistiu: "Voltem, minhas filhas. Por que vocês querem ir comigo? Vão ficar esperando que eu tenha mais filhos para se casar com eles?
12. Voltem, minhas filhas, porque eu estou velha demais para me casar outra vez. Mesmo que eu tivesse esperança, me casasse esta noite, e tivesse filhos,
13. será que vocês deixariam de casar, esperando os meninos crescer? Não, minhas filhas! Minha sorte é mais amarga que a sorte de vocês, porque a mão de Javé está contra mim".
14. Elas começaram de novo a chorar. Depois, Orfa se despediu da sogra e voltou para seu povo. Rute, porém, ficou com Noemi.
15. Então Noemi lhe disse: "Veja: sua cunhada voltou para o seu povo e o seu deus. Volte você também com ela".
16. Rute respondeu: "Não insista comigo. Não vou voltar, nem vou deixar você. Aonde você for, eu também irei. Onde você viver, eu também viverei. Seu povo será o meu povo, e seu Deus será o meu Deus.
17. Onde você morrer, eu também morrerei e serei sepultada. Somente a morte nos poderá separar. Se eu fizer o contrário, que Javé me castigue!"
18. Noemi viu que Rute estava decidida a ir com ela, e não insistiu mais.
19. Puseram-se a caminho e chegaram a Belém. Logo que entraram na cidade, todo mundo se alvoroçou, e as mulheres comentavam: "Não é a Noemi?"
20. Mas Noemi corrigia: "Não me chamem de Noemi. Me chamem de Mara, porque o Todo-poderoso me encheu de amargura.
21. Parti com as mãos cheias, e Javé me traz de volta de mãos vazias! Não me chamem de Noemi, porque Javé está contra mim e o Todo-poderoso me tornou infeliz".
22. Foi assim que Noemi voltou dos Campos de Moab, junto com sua nora Rute, a moabita. Chegaram a Belém quando estava começando a colheita da cevada.

[Rute 2]Rute 2



LUTAR PELOS PRÓPRIOS DIREITOS
1. Noemi tinha um parente, por parte do marido. Era uma pessoa importante do clã de Elimelec, e se chamava Booz.
2. Rute, a moabita, disse a Noemi: "Deixe-me ir ao campo onde estão colhendo cevada. Se alguém me deixar, irei atrás dele catando umas espigas". Noemi concordou: "Pode ir, minha filha".
3. E Rute foi ao campo catar o restolho das espigas, atrás dos cortadores. E por acaso foi parar num dos campos de Booz, do clã de Elimelec.
4. Nesse momento, Booz estava chegando de Belém e cumprimentava os cortadores: "Javé esteja com vocês". Eles responderam: "Javé o abençoe".
5. Então Booz perguntou ao capataz: "Quem é aquela moça?"
6. O capataz respondeu: "É uma moabita, que voltou com Noemi dos Campos de Moab,
7. e me pediu para catar o restolho das espigas. Ela chegou de manhã e está de pé até agora, sem parar um só momento".

PROVOCAR FRATERNIDADE E PARTILHA
8. Então Booz disse a Rute: "Escute, minha filha. Não vá catar espigas em outro campo. Não se afaste daqui. Fique com minhas empregadas.
9. Observe o terreno que os homens estão ceifando e vá atrás deles. Ordenei aos meus empregados que não incomodem você. Quando estiver com sede, pode ir até as bilhas e beber a água que os empregados tiverem trazido".
10. Então Rute se prostrou com o rosto no chão e perguntou a Booz: "Por que o senhor está sendo tão bom comigo? Por que está dando tanta atenção para mim? Eu sou uma estrangeira!"
11. Booz respondeu: "Fiquei sabendo de tudo o que você fez por sua sogra, depois que você perdeu o marido. Você deixou pai e mãe, abandonou sua terra natal e veio viver no meio de um povo que você não conhecia.
12. Javé lhe pague o que você fez. Que você receba uma grande recompensa de Javé, Deus de Israel, pois foi debaixo das asas dele que você veio buscar abrigo".
13. Rute disse: "Que eu mereça o favor que o senhor está fazendo por mim. O senhor me tranqüilizou e me falou ao coração, embora eu não seja nem mesmo sua empregada".
14. Na hora de comer, Booz chamou Rute: "Venha cá. Coma do nosso pão e molhe o pão no caldo". Rute se sentou ao lado dos cortadores, e Booz ofereceu para ela espigas assadas. Ainda sobrou depois que Rute comeu e ficou satisfeita.

ANTEVENDO A PLENA LIBERTAÇÃO
15. Quando Rute se levantou para continuar a cata de restolhos, Booz ordenou aos empregados: "Deixem essa moça catar espigas também entre os feixes, e não a incomodem.
16. Deixem também cair algumas espigas dos feixes e não fiquem bravos quando ela as recolher".
17. E Rute catou espigas no campo até a tarde. Depois bateu as espigas que tinha recolhido. Deu quase quarenta e cinco quilos.
18. Rute carregou e voltou para a cidade. E sua sogra viu o que ela havia recolhido. Rute deu também para a sogra algumas espigas assadas que tinham sobrado do almoço.
19. A sogra perguntou: "Onde você catou essas espigas? Onde você trabalhou hoje? Bendito seja quem se interessou por você". Rute contou à sogra com quem havia trabalhado, e disse: "O dono do campo onde trabalhei se chama Booz".
20. Noemi disse à nora: "Que ele seja abençoado por Javé, que não deixa de ter misericórdia pelos vivos e pelos mortos". E continuou: "Esse homem é nosso parente próximo, é um dos que têm o direito de resgate sobre nós".
21. Rute, a moabita, disse: "Ele também me falou para ficar com os empregados até que terminem toda a colheita".
22. Noemi disse à sua nora Rute: "Minha filha, é bom que você esteja com as empregadas dele. Em outro campo você poderia ser maltratada".
23. Então Rute continuou com as empregadas de Booz, recolhendo espigas até o fim da colheita da cevada e do trigo. Depois ficou morando com a sogra.

[Rute 3]Rute 3



É PRECISO PLANEJAR
1. Noemi disse a Rute: "Minha filha, tenho que procurar para você uma situação melhor, para que se sinta feliz.
2. Acontece que Booz é nosso parente e você esteve trabalhando com as empregadas dele. Esta noite ele vai bater a cevada no terreiro.
3. Faça o seguinte: tome banho, perfume-se, vista seu manto e vá ao terreiro. Não deixe que ele veja você, antes que tenha acabado de comer e beber.
4. Quando ele for dormir, olhe bem onde ele se deita. Depois vá, tire a coberta dos pés dele e deite-se. Ele dirá o que você deve fazer".
5. Rute respondeu: "Vou fazer tudo o que você está me dizendo".
6. Rute foi para o terreiro e fez tudo o que a sogra havia mandado.
7. Booz comeu, bebeu, ficou alegre e depois foi deitar-se ao lado de um monte de cevada. Então Rute chegou de mansinho, tirou a coberta dos pés dele e se deitou.
8. No meio da noite, Booz acordou de repente, sentou-se, e viu a mulher deitada a seus pés.

COMO REIVINDICAR OS PRÓPRIOS DIREITOS
9. Booz perguntou: "Quem é você?" Ela respondeu: "Sou Rute, sua serva. Estenda seu manto sobre mim, porque você tem o direito de resgate".
10. Booz disse: "Deus abençoe você, minha filha. Este seu novo ato de amor é maior do que o primeiro, porque você não procurou jovens, sejam pobres ou ricos.
11. Não tenha medo, minha filha. Vou fazer tudo o que você está dizendo. Todo mundo na cidade sabe que você é mulher de valor.
12. Sei que tenho o direito de resgate, mas há outro parente mais próximo que eu.
13. Passe a noite aqui. Amanhã cedo vamos procurar o outro. Se ele quiser resgatar você, deixe que ele resgate. Se ele não quiser resgatar você, então eu usarei o meu direito de resgate. Juro por Javé. Fique deitada aqui até o amanhecer".
14. Rute ficou dormindo aos pés de Booz até o amanhecer, e se levantou quando ainda não dava para uma pessoa reconhecer a outra, pois Booz não queria que ninguém soubesse que ela tinha ido ao terreiro.
15. Booz então lhe disse: "Abra o manto e o segure". Rute segurou o manto e Booz o encheu com uns vinte quilos de cevada. Depois lhe ajudou a colocar nos ombros, e Rute voltou para a cidade.
16. Quando chegou em casa, a sogra lhe perguntou: "Como é que foi, minha filha?" Rute contou tudo o que Booz tinha feito por ela,
17. e acrescentou: "Ele me deu estes vinte quilos de cevada, pois achou que eu não devia voltar para você de mãos vazias".
18. Noemi lhe disse: "Fique tranqüila, minha filha. Você vai ver como isso tudo vai terminar bem: estou certa de que esse homem não vai descansar. Garanto que hoje mesmo ele vai resolver a questão".

[Rute 4]Rute 4



É PRECISO MUDAR A LEI
1. Booz foi à porta da cidade e aí sentou-se. Quando passou o parente do qual tinha falado, Booz o chamou: "Ei, fulano, venha sentar-se aqui". O homem se aproximou e sentou-se.
2. Booz convidou dez anciãos da cidade, e lhes disse: "Sentem-se aqui". Todos se assentaram.
3. Então Booz disse ao homem que tinha o direito de resgate: "Escute! Noemi, que voltou dos Campos de Moab, está querendo vender o terreno que pertencia ao nosso irmão Elimelec.
4. Estou informando você, para ver se está interessado na compra. O povo que está aqui e os anciãos vão ser testemunhas. Se você quiser resgatar o terreno, pode resgatar. Se não quiser resgatar, declare isso para mim, pois além de nós não há mais ninguém com direito de resgatar o terreno. O direito cabe primeiro a você e depois a mim". O homem respondeu: "Muito bem. Aceito resgatar".
5. Então Booz acrescentou: "Tem outra coisa: comprando o terreno de Noemi, você estará adquirindo também Rute, a moabita, mulher do falecido. Desse modo, a herança do falecido continuará com o nome dele".
6. Então o homem que tinha o direito ao resgate disse: "Não posso fazer isso, porque eu acabaria prejudicando meus herdeiros. Entrego o meu direito para você. Pode resgatar você o terreno, porque isso eu não posso fazer".
7. Antigamente, quando se faziam resgates ou trocas em Israel, havia este costume: para dizer que o negócio estava garantido, a pessoa tirava a sandália e a entregava ao parceiro. Era assim que se fechava um negócio em Israel.
8. Foi o que fez aquele que tinha o direito de resgate. Ele disse a Booz: "Resgate você o terreno". E lhe entregou a sandália.

A JUSTIÇA PRODUZ ESPERANÇA
9. Então Booz disse aos anciãos e ao povo: "Vocês hoje são testemunhas de que eu estou comprando de Noemi tudo o que pertencia a Elimelec, a Quelion e a Maalon.
10. Ao mesmo tempo, estou adquirindo como esposa a moabita Rute, viúva de Maalon, a fim de conservar o nome do falecido na herança dele, e para que o nome do falecido não desapareça do meio de seus irmãos nem da porta de sua cidade. Vocês são testemunhas?"
11. Todos os que estavam aí presentes, na porta da cidade, junto com os anciãos, responderam: "Nós somos testemunhas. Que Javé torne essa mulher, agora entrando em sua casa, como Raquel e Lia, que formaram a casa de Israel. Quanto a você, Booz, seja poderoso em Éfrata e tenha fama em Belém.
12. E pelos filhos que Javé vai dar a você, por meio dessa moça, que a sua casa seja como a casa de Farés, que Tamar deu à luz para Judá".

A ESPERANÇA TRAZ VIDA
13. Booz se casou com Rute. E ela se tornou sua esposa. Booz teve relações com ela, e Javé deu a Rute a graça de engravidar, e ela deu à luz um filho.
14. As mulheres diziam a Noemi. "Javé seja bendito! Ele não deixou que hoje faltasse para você um resgatador. O nome dele se tornará famoso em Israel.
15. Ele será para você um consolador e um apoio na velhice, pois quem o gerou é sua nora. Ela ama você, e é melhor para você do que sete filhos".
16. Noemi pegou o menino, o pôs no colo e foi para ele uma verdadeira mãe de criação.
17. As vizinhas deram um nome ao menino, dizendo: "Nasceu um filho para Noemi". E lhe deram o nome de Obed. Obed foi o pai de Jessé. E Jessé foi o pai de Davi.

COMEÇO DE UMA NOVA HISTÓRIA
18. Esta é a descendência de Farés: Farés foi o pai de Hesron.
19. Hesron foi o pai de Ram. Ram foi o pai de Aminadab.
20. Aminadab foi o pai de Naasson. Naasson foi o pai de Salmon.
21. Salmon foi o pai de Booz. Booz foi o pai de Obed.
22. Obed foi o pai de Jessé. E Jessé foi o pai de Davi.

[I Samuel 1]I Samuel 1


I. SAMUEL: SACERDOTE, PROFETA E JUIZ

1. SAMUEL E A PALAVRA DE JAVÉ

JAVÉ ATENDE O PEDIDO DO POVO
1. Havia um homem de Ramataim, um sufita da região montanhosa de Efraim, que se chamava Elcana, filho de Jeroam, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Suf. Era um efraimita.
2. Elcana tinha duas mulheres: uma se chamava Ana e a outra Fenena. Fenena tinha filhos; Ana, porém, não tinha nenhum.
3. Todos os anos, Elcana subia de sua cidade para Silo, a fim de adorar e oferecer sacrifícios a Javé dos exércitos. Em Silo, estavam Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli, que eram sacerdotes de Javé.
4. No dia em que oferecia sacrifícios, Elcana repartia porções para sua mulher Fenena e para todos os filhos e filhas dela.
5. Embora tivesse maior amor por Ana, Elcana lhe dava apenas uma porção, porque Javé a tornara estéril.


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