Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Voltando-se, as tropas de Judá se viram atacadas pela frente e pelas costas. Então clamaram a Javé. Os sacerdotes tocaram a trombeta, 15



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14. Voltando-se, as tropas de Judá se viram atacadas pela frente e pelas costas. Então clamaram a Javé. Os sacerdotes tocaram a trombeta,
15. os homens de Judá lançaram o grito de guerra e, enquanto eles gritavam, Deus derrotou Jeroboão e todo o Israel diante de Abias e de Judá.
16. Os israelitas fugiram diante de Judá, e Deus os entregou nas mãos de Judá.
17. Abias e seu exército conseguiram uma grande vitória, pois de Israel morreram quinhentos mil guerreiros.
18. Nessa ocasião, os israelitas foram humilhados e os judaítas saíram vitoriosos, porque se apoiaram em Javé, Deus dos seus antepassados.
19. Abias perseguiu Jeroboão e tomou dele a cidade de Betel com arredores, Jesana com arredores, Efron com arredores.
20. No tempo de Abias, Jeroboão não conseguiu se recuperar. Por fim ele morreu, ferido por Javé.
21. Abias, porém, tornou-se cada vez mais poderoso. Teve catorze mulheres, que lhe deram vinte e dois filhos e dezesseis filhas.
22. O resto da história de Abias, suas obras e palavras, estão escritos no comentário do profeta Ado.
23. Depois Abias morreu e foi enterrado na Cidade de Davi. E seu filho Asa lhe sucedeu no trono. E no tempo de Asa o país ficou tranqüilo por dez anos.

[II Crônicas 14]II Crônicas 14



O REI ASA E A GARANTIA DE JAVÉ
1. Asa fez o que Javé seu Deus aprova e estima.
2. Acabou com os altares dos deuses estrangeiros e com os lugares altos, demoliu as estelas e derrubou os postes sagrados.
3. Ordenou aos judeus que buscassem a Javé, o Deus dos seus antepassados, e que praticassem as leis e mandamentos dele.
4. Acabou com os lugares altos e com os altares de incenso em todas as cidades de Judá. E o reino viveu tranqüilo durante todo o reinado dele.
5. Asa reconstruiu as cidades fortificadas de Judá, já que o país estava em paz e não fez nenhuma guerra nesses anos, porque Javé lhe deu descanso.
6. Asa disse a Judá: "Vamos reconstruir essas cidades, cercá-las de muralhas e torres, de portas e trancas. A terra ainda nos pertence, porque servimos a Javé, nosso Deus, e ele nos concedeu paz com os vizinhos". Executaram a reconstrução com pleno êxito.
7. Os soldados que Asa tinha a seu dispor eram, da parte de Judá, trezentos mil homens equipados de armaduras e lanças; e, da parte de Benjamim, duzentos e oitenta mil treinados para empunhar o escudo e manejar o arco. Todos eram valentes guerreiros.
8. Zara, o etíope, marchou contra Judá com um exército de um milhão de homens e trezentos carros. Quando chegou a Maresa,
9. Asa foi enfrentá-lo. E se prepararam para a luta no vale de Sefata, em Maresa.
10. Então Asa invocou Javé seu Deus, dizendo: "Javé, quando queres ajudar, não distingues entre poderosos e fracos. Ajuda-nos, então, Javé nosso Deus, pois nós nos apoiamos em ti, e em teu Nome vamos enfrentar essa multidão! Javé, tu és o nosso Deus. Não te deixes derrotar por um mortal".
11. Javé derrotou os etíopes à vista de Asa e de Judá. E os etíopes tiveram que fugir.
12. Asa e seu exército perseguiram os etíopes até Gerara. Todos foram mortos: não ficou nenhum sobrevivente. Foram estraçalhados quando quiseram enfrentar Javé e seu exército. Os homens de Judá recolheram muitos despojos.
13. Em seguida, atacaram as cidades vizinhas de Gerara, pois o terror de Javé tinha caído sobre elas. E as saquearam, pois havia nelas muitos despojos.
14. Atacaram também as moradias da zona rural, e levaram muitas ovelhas e camelos. Por fim, voltaram para Jerusalém.

[II Crônicas 15]II Crônicas 15



O REI ASA E A REFORMA RELIGIOSA
1. O espírito de Deus desceu sobre Azarias, filho de Oded.
2. Ele foi então ao encontro de Asa e lhe disse: "Asa e homens de Judá e Benjamim, escutem! Javé estará sempre com vocês, se vocês estiverem com ele. Se vocês o procurarem, ele se deixará encontrar. Mas se vocês o abandonarem, ele também os abandonará.
3. Por muito tempo Israel ficará sem o Deus verdadeiro, sem sacerdote para ensiná-lo, e sem lei.
4. Mas, em sua aflição, Israel voltará para Javé seu Deus, e o procurará. Então Javé se deixará encontrar por ele.
5. Nesse tempo, ninguém viverá em paz, pois todos os habitantes do país sofrerão grandes tribulações.
6. Nações e cidades se destruirão mutuamente, pois Deus os perturbará com toda espécie de tribulações.
7. Mas fiquem firmes, não desanimem, porque suas obras serão recompensadas."
8. Ao ouvir essa mensagem do profeta, Asa decidiu eliminar os ídolos imundos de todo o país de Judá e Benjamim, e das cidades que ele havia tomado na região montanhosa de Efraim. Depois restaurou o altar de Javé que estava diante do vestíbulo de Javé.
9. Reuniu os homens de Judá e Benjamim, bem como os de Efraim, Manassés e Simeão que moravam entre eles, pois muitos israelitas tinham passado para o lado de Asa, ao verem que Javé seu Deus estava com ele.
10. Essa assembléia se realizou em Jerusalém no terceiro mês do décimo quinto ano do reinado de Asa.
11. Nesse dia, ofereceram em sacrifício a Javé setecentos bois e sete mil ovelhas dentre os despojos que tinham recolhido.
12. Assumiram o compromisso de buscar a Javé, o Deus de seus antepassados, com todo o coração e com toda a alma.
13. Quem deixasse de buscar a Javé, o Deus de Israel, deveria ser morto, pequeno ou grande que fosse, homem ou mulher.
14. Fizeram juramento a Javé em voz alta e por aclamação, ao som de trombetas e trompas.
15. Judá inteiro ficou alegre com esse juramento, feito de todo o coração. Eles buscaram a Javé com sinceridade, e Javé se deixou encontrar por eles, e lhes deu paz com os vizinhos.
16. Maaca, avó do rei Asa, perdeu o título de Grande Dama, porque fizera um ídolo para Aserá. Asa quebrou e esmigalhou o ídolo e o queimou junto ao riacho do Cedron.
17. Os lugares altos não desapareceram de Israel, mas o coração de Asa foi íntegro durante toda a vida.
18. Ele levou para o Templo de Deus os objetos que seu pai tinha ofertado, como também as suas próprias ofertas em prata, ouro e objetos.
19. E até o trigésimo quinto ano do reinado de Asa não houve nenhuma guerra.

[II Crônicas 16]II Crônicas 16



A SEGURANÇA PODE CUSTAR CARO
1. Baasa, rei de Israel, no trigésimo sexto ano do reinado de Asa, marchou contra Judá, e fortificou Ramá, para cortar as comunicações com Asa, rei de Judá.
2. Então Asa tirou ouro e prata dos tesouros do Templo de Javé e do palácio, e os mandou para Ben-Adad, rei de Aram, que residia em Damasco, com esta mensagem:
3. "Vamos fazer um tratado de paz, como seu pai e o meu fizeram. Estou lhe mandando esta prata e este ouro, para que você rompa sua aliança com Baasa, rei de Israel, a fim de que ele saia do meu território".
4. Ben-Adad atendeu o rei Asa e mandou os comandantes do seu exército às cidades de Israel. Conquistou Aion, Dã, Abelmaim e todas as cidades-entrepostos da região de Neftali.
5. Ao receber essa notícia, Baasa desistiu de fortificar Ramá e fez parar as obras.
6. O rei Asa convocou Judá inteiro para carregar as pedras com que Baasa estava fortificando Ramá, e as aproveitou para fortificar Gaba e Masfa.
7. Nessa ocasião, o vidente Hanani procurou Asa, rei de Judá, e lhe disse: "Você se apoiou no rei de Aram, e não em Javé seu Deus! Por isso, o exército do rei de Aram vai escapar do seu controle.
8. Os etíopes e líbios também tinham numeroso exército com carros e cavalos. Você pediu socorro a Javé, e ele os entregou em suas mãos.
9. Os olhos de Javé percorreram a terra inteira para sustentar os que são sinceros para com ele. Desta vez você fez uma loucura. Por isso, daqui para a frente você viverá em guerra".
10. Asa ficou com raiva do vidente e mandou prendê-lo, porque suas palavras o irritaram. E, ao mesmo tempo, Asa começou a oprimir parte do povo.
11. A história de Asa, do começo ao fim, está escrita nos Anais dos Reis de Judá e Israel.
12. No trigésimo nono ano do seu reinado, Asa teve uma doença grave nos pés. Mesmo na doença, ele não recorreu a Javé, mas aos médicos.
13. Asa morreu no ano quarenta e um do seu reinado, e se reuniu com seus antepassados.
14. E o enterraram no túmulo que ele tinha mandado cavar para si mesmo na Cidade de Davi. Colocaram o seu corpo num leito cheio de aromas, essências e perfumes, e fizeram uma grande fogueira em sua honra.

[II Crônicas 17]II Crônicas 17



JOSAFÁ E A INSTRUÇÃO DO POVO
1. Josafá, filho de Asa, lhe sucedeu no trono e conseguiu se impor ao reino de Israel.
2. Colocou batalhões de soldados em cada cidade fortificada de Judá e nomeou governadores no território de Judá e nas cidades de Efraim, que tinham sido conquistadas por seu pai Asa.
3. Javé esteve com Josafá, pois sua conduta foi a mesma que seu pai tinha seguido no começo. E não serviu aos ídolos.
4. Ele buscou apenas o Deus do seu pai, comportou-se conforme os seus mandamentos e não imitou a conduta de Israel.
5. Javé firmou o reino nas mãos dele. Judá inteiro pagava tributo a Josafá, de modo que ele adquiriu muita riqueza e prestígio.
6. Seu coração se manteve nos caminhos de Javé. E Josafá eliminou do território de Judá os lugares altos e postes sagrados.
7. No terceiro ano do seu reinado, ele mandou seus oficiais Ben-Hail, Abdias, Zacarias, Natanael e Miquéias para instruir as cidades de Judá.
8. Alguns levitas os acompanharam: Semeías, Natanias, Zabadias, Asael, Semiramot, Jônatas, Adonias e Tobias, além dos sacerdotes Elisama e Jorão.
9. Então, levando consigo o livro da Lei de Javé, eles começaram a ensinar em Judá. E percorreram todas as cidades de Judá, instruindo o povo.
10. O terror de Javé atingiu todos os reinos dos países vizinhos de Judá. E nenhum deles tentou fazer guerra contra Josafá.
11. Os filisteus lhe pagavam muito tributo em dinheiro. Até os árabes lhe traziam gado miúdo: sete mil e setecentos carneiros e sete mil e setecentos bodes.
12. Josafá foi ficando cada vez mais poderoso, e construiu fortalezas e cidades-entrepostos em Judá.
13. Dispunha de muita mão-de-obra nas cidades de Judá. Os guerreiros valentes residiam em Jerusalém.
14. Aqui está a relação deles segundo as famílias. Em Judá, os comandantes de mil eram os seguintes: Ednas, o chefe, com trezentos mil guerreiros.
15. Às suas ordens estavam Joanã, comandante de duzentos e oitenta mil guerreiros,
16. e também Amasias, filho de Zecri, que servia a Javé como voluntário e comandava duzentos mil guerreiros.
17. Em Benjamim, os comandantes de mil eram estes: Eliada, valente guerreiro, com duzentos mil homens armados de arco e escudo.
18. Às suas ordens estava Jozabad, com cento e oitenta mil homens disponíveis.
19. Todos esses estavam a serviço do rei, sem contar os homens que ele havia colocado nas fortalezas de Judá.

[II Crônicas 18]II Crônicas 18



O PROFETA É REALISTA
1. Josafá se tornou rico e poderoso, e se aliou com Acab, através de um casamento.
2. Alguns anos depois, ele foi visitar Acab em Samaria. Acab matou grande quantidade de ovelhas e bois, para ele e comitiva, e procurou convencê-lo a lutar contra Ramot de Galaad.
3. Acab, rei de Israel, disse a Josafá, rei de Judá: "Você quer vir comigo contra Ramot de Galaad?" Josafá respondeu: "Você e eu, seu exército e o meu, iremos juntos à guerra".
4. E acrescentou: "No entanto, consulte antes a resposta de Javé".
5. Então o rei de Israel reuniu seus profetas, cerca de quatrocentos homens. E perguntou a eles: "Devemos atacar Ramot de Galaad, ou não?" Eles responderam: "Vá! Deus entregou Ramot de Galaad em suas mãos".
6. Josafá, porém, disse: "Não existe outro profeta de Javé para consultarmos?"
7. O rei de Israel respondeu a Josafá: "De fato, existe ainda outro homem, por meio de quem podemos consultar Javé. Mas eu tenho ódio dele, pois nunca diz coisas agradáveis para mim; só anuncia desgraças! É Miquéias, filho de Jemla". Josafá disse: "Não fale assim".
8. Então o rei de Israel chamou um funcionário e lhe disse: "Depressa! Traga aqui Miquéias, filho de Jemla".
9. O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, ficaram sentados, cada um no seu trono e vestidos com seus mantos reais. Estavam na praça defronte da porta da cidade de Samaria, enquanto os profetas pronunciavam suas profecias.
10. Sedecias, filho de Canaana, fez para si dois chifres de ferro, e disse: "Assim diz Javé: 'Você ferirá os arameus com estes chifres, até destruí-los' ".
11. Todos os outros profetas prediziam: "Ataque Ramot de Galaad. Você triunfará, pois Javé a entregará nas mãos do rei".
12. Enquanto isso, o mensageiro que tinha ido chamar Miquéias, disse ao profeta: "Leve em conta que todos os profetas estão profetizando felicidade para o rei! Faça como eles. Anuncie felicidade".
13. Miquéias respondeu: "Juro por Javé, que só falarei o que meu Deus me disse".
14. Ao chegar aonde estava o rei, este foi logo perguntando: "Miquéias, devemos combater Ramot de Galaad, ou não?" Miquéias respondeu: "Podem ir. Vocês triunfarão; eles serão entregues em suas mãos".
15. O rei, porém, disse a Miquéias: "Quantas vezes tenho que fazer você jurar para que me diga somente a verdade em nome de Javé?"
16. Então Miquéias respondeu: "De fato, eu vejo Israel espalhado pelas montanhas, como rebanho sem pastor. E Javé me diz: 'Eles não têm mais chefe. Volte em paz cada um para sua casa' ".
17. O rei de Israel comentou com Josafá: "Não lhe disse? Ele nunca me profetiza felicidade! Só anuncia desgraças!"
18. Miquéias, porém, continuou: "Escutem a palavra de Javé: Eu vi Javé sentado em seu trono e todo o exército do céu, em pé, à sua direita e à esquerda.
19. Então Javé perguntou: 'Quem poderá enganar Acab, o rei de Israel, para que ele ataque e morra em Ramot de Galaad?' Um respondia isso, outro respondia aquilo.
20. Então o espírito colocou-se diante de Javé e disse: 'Eu posso enganá-lo!' Javé perguntou: 'Como?'
21. Ele respondeu: 'Eu vou lá e me transformo num espírito de mentira na boca de todos os profetas do rei'. E Javé disse: 'Você conseguirá enganá-lo. Vá e faça isso'.
22. Foi assim que Javé colocou um espírito de mentira na boca desses seus profetas, porque Javé decretou a ruína de você".
23. Então Sedecias, filho de Canaana, chegou perto de Miquéias e lhe deu um tapa na boca, dizendo: "De que maneira o espírito de Javé saiu de mim para falar a você?"
24. Miquéias respondeu: "Você o verá no dia em que você estiver se escondendo de quarto em quarto".
25. O rei de Israel ordenou: "Prendam Miquéias, e o entreguem a Amon, governador da cidade, e a Joás, filho do rei,
26. com a seguinte ordem do rei: 'Coloquem esse indivíduo na prisão e dêem a ele o mínimo de comida e bebida, até que eu volte vitorioso' ".
27. Miquéias disse: "Se você voltar vitorioso, é porque Javé não falou através de mim".
28. O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, atacaram Ramot de Galaad.
29. O rei de Israel disse a Josafá: "Vou me disfarçar para entrar em combate. Você vá com suas próprias roupas". O rei de Israel se disfarçou. E começaram o combate.
30. O rei de Aram tinha dado ordem aos comandantes de carros, dizendo: "Não ataquem ninguém, nem grande nem pequeno. Lutem só contra o rei de Israel".
31. Quando os comandantes de carros viram Josafá, pensaram que ele era o rei de Israel e concentraram a luta em torno dele. Então Josafá gritou e Javé o socorreu, afastando dele os arameus.
32. Os comandantes de carros perceberam que ele não era o rei de Israel, e se afastaram.
33. Alguém atirou uma flecha ao acaso e atingiu o rei de Israel bem no vão da articulação da armadura. Então o rei disse ao condutor do carro: "Dê a volta e me tire da linha de combate, porque estou ferido".
34. Mas o combate nesse dia se tornou mais violento, e o rei de Israel teve de ficar em pé no seu carro diante dos arameus, até à tarde. Ao pôr-do-sol, ele morreu.

[II Crônicas 19]II Crônicas 19



1. Josafá, rei de Judá, voltou são e salvo para o seu palácio em Jerusalém.
2. O vidente Jeú, filho de Hanani, foi ao seu encontro e disse: "Você precisava mesmo ajudar um injusto? Como pode você amar aqueles que odeiam a Javé? É por isso que Javé está indignado contra você.
3. Apesar de tudo, você tem algo de bom, pois derrubou os postes sagrados que havia no país, e manteve seu coração na busca de Deus".

SER JUSTO NO EXERCÍCIO DA JUSTIÇA
4. Josafá, rei de Judá, morava em Jerusalém, mas resolveu sair daí para ir ao encontro do povo, desde Bersabéia até a região montanhosa de Efraim, a fim de convertê-lo para Javé, o Deus de seus antepassados.
5. Josafá nomeou juízes para cada uma das cidades fortificadas de Judá.
6. E disse aos juízes: "Cuidado com o que vocês fazem, porque não vão julgar em nome dos homens, mas em nome de Javé. Ele estará com vocês, quando pronunciarem uma sentença.
7. Portanto, temam a Javé e procedam com cuidado, porque Javé, nosso Deus, não admite injustiça, favoritismo ou suborno".
8. Além disso, em Jerusalém, Josafá nomeou alguns levitas e sacerdotes, assim como alguns chefes de famílias israelitas, para pronunciarem as sentenças de Javé e julgarem os processos. Todos esses moravam em Jerusalém.
9. E Josafá lhes deu a seguinte ordem: "Desempenhem sua função com o temor de Javé, dentro da verdade e de coração íntegro.
10. Seus irmãos que habitam em suas cidades virão trazer a vocês processos de assassínio, ou consultar vocês sobre a Lei ou sobre algum mandamento, sobre estatutos ou normas. Resolvam tudo, para que eles não se tornem culpados diante de Javé, nem sua ira se inflame contra vocês e seus irmãos. Se agirem assim, vocês ficarão livres de culpa.
11. O sacerdote-chefe Amarias será o chefe de vocês em todos os assuntos religiosos. E Zabadias, filho de Ismael, chefe da casa de Judá, dirigirá as questões civis. Os levitas ficarão a serviço de vocês como escrivães. Coragem e mãos à obra! E Javé esteja com quem é bom".

[II Crônicas 20]II Crônicas 20



DEUS DÁ A VITÓRIA PARA SEUS ALIADOS
1. Tempos depois, os amonitas, moabitas e alguns meunitas foram lutar contra Josafá.
2. Então informaram a Josafá: "Uma grande multidão do outro lado do mar, do país de Edom, está vindo contra você. Eles estão em Asasontamar, que é Engadi".
3. Josafá ficou com medo e recorreu a Javé, proclamando um jejum para Judá inteiro.
4. Então o povo de todas as cidades de Judá se reuniu para pedir conselho a Javé.
5. E Josafá se colocou diante da assembléia de Judá e dos habitantes de Jerusalém, reunida no Templo de Javé. De pé, diante do pátio novo,
6. Josafá exclamou: "Javé, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está no céu? Não és tu que governas os reinos das nações? Em tuas mãos está o poder e a força, e ninguém pode resistir a ti!
7. Não foste tu, Deus nosso, que expulsaste os antigos habitantes desta terra em favor do teu povo Israel, e a entregaste para sempre aos descendentes do teu amigo Abraão?
8. Aqui eles passaram a morar e construíram aqui um santuário para o teu Nome, pensando:
9. 'Se nos acontecer alguma desgraça, guerra, castigo, peste ou fome, viremos a este Templo, diante de ti, pois o teu Nome está neste Templo. Do fundo de nossa angústia clamaremos a ti, e tu nos ouvirás e salvarás'.
10. Aí estão os amonitas, moabitas e habitantes da montanha de Seir. Quando Israel vinha do Egito, não deixaste que ele atravessasse o território deles. Ao invés de destruí-los, Israel se afastou deles.
11. Agora aí estão eles. Querem expulsar-nos da propriedade que nos deste como herança!
12. Deus nosso, tu não vais julgá-los? Nós não podemos fazer nada contra essa multidão enorme que nos ataca. Nós não sabemos o que fazer, e por isso nossos olhos se voltam a ti".
13. Judá inteiro estava de pé, com suas famílias, mulheres e filhos, na presença de Javé.
14. No meio da assembléia o espírito de Javé desceu sobre Jaziel, filho de Zacarias, filho de Banaías, filho de Jeiel, filho do levita Matanias, um dos filhos de Asaf.
15. Ele disse: "Prestem atenção, habitantes de Judá e Jerusalém, e você também, rei Josafá: Assim diz Javé: Não tenham medo e não se acovardem por causa dessa grande multidão. Essa guerra não é de vocês, mas de Deus.
16. Amanhã vocês descerão contra eles quando estiverem subindo a encosta de Cis. Vocês vão encontrá-los no fim do vale, diante do deserto de Jeruel.
17. Vocês nem terão que lutar! Fiquem firmes e parados, olhando como Javé salvará vocês. Judá e Jerusalém, não tenham medo nem se acovardem. Saiam amanhã ao encontro deles, e Javé estará com vocês".
18. Josafá prostrou-se com o rosto por terra, e todos os habitantes de Judá e Jerusalém se prostraram para adorar Javé.
19. Os levitas da família de Caat e da família de Coré começaram então a louvar em alta voz a Javé, o Deus de Israel.
20. De madrugada, foram para o deserto de Técua. Quando iam saindo, Josafá pediu a palavra e disse: "Escutem-me, habitantes de Judá e Jerusalém! Confiem em Javé, seu Deus, e estarão seguros. Confiem nos profetas dele; e tudo dará certo".
21. Depois de falar ao povo, Josafá encarregou um grupo com vestes sagradas para marchar na frente do batalhão, cantando e louvando a Javé com estas palavras: "Agradeçam a Javé, porque o seu amor é para sempre".
22. Enquanto davam louvores com aclamações e cânticos, Javé armou uma emboscada contra os amonitas, moabitas e habitantes da montanha de Seir, que tinham vindo contra Judá. E todos eles foram derrotados.
23. Então amonitas e moabitas decidiram destruir e aniquilar os habitantes da montanha de Seir. E quando acabaram com eles, começaram a destruir-se mutuamente.
24. Quando os homens de Judá chegaram ao ponto de onde se avista o deserto, dispostos a enfrentar a multidão, viram pelo chão apenas cadáveres; ninguém havia escapado.
25. Então Josafá e seu exército saquearam os despojos. Encontraram muita coisa: mantimentos, gado, objetos de valor e roupas. Foram se apossando de tudo, até não poderem mais carregar. Ficaram três dias catando coisas, porque havia muito que pegar.
26. No quarto dia, reuniram-se no vale da Bênção. Aí bendisseram a Javé. Por isso, chamaram o lugar Vale da Bênção, nome que permanece até o dia de hoje.
27. Por fim, todos voltaram para Jerusalém, com Josafá à frente. Estavam cheios de alegria, porque Javé lhes tinha dado a vitória sobre os inimigos.
28. Chegando a Jerusalém, desfilaram até o Templo de Javé, ao som de liras, cítaras e trombetas.
29. E o terror de Deus caiu sobre todos os reinos da região, pois todos ficaram sabendo que Javé tinha combatido contra os inimigos de Israel.
30. O reinado de Josafá seguiu tranqüilo, porque Deus lhe concedeu paz com seus vizinhos.
31. Josafá reinou em Judá. Tinha trinta e cinco anos quando subiu ao trono. E reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Azuba, filha de Selaqui.


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