Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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18. As portas de Jerusalém ressoarão com cantos de júbilo, e em todas as suas casas aclamarão: Aleluia! Bendito seja o Deus de Israel! Benditos aqueles que bendizem o seu Nome santo, para todo o sempre!"

[Tobias 14]Tobias 14



O PODER DE DEUS RESTAURA SEU POVO
1. Aqui terminam as palavras do cântico de Tobit.
2. E Tobit morreu em paz com a idade de cento e doze anos, e foi sepultado em Nínive com todas as honras. Tinha sessenta e dois anos quando ficou cego e, depois que recuperou a vista, viveu feliz, praticou a esmola e continuou a bendizer a Deus e celebrar sua grandeza.
3. Quando estava para morrer, chamou o seu filho Tobias e lhe deu estas recomendações: "Filho, você vai ajuntar os seus filhos
4. e mandar-me para a Média, pois eu creio na palavra de Deus a respeito de Nínive, pronunciada pelo profeta Naum. Vai se cumprir e se realizar tudo o que os profetas de Israel, enviados por Deus, anunciaram contra a Assíria e contra Nínive. Nada ficará sem se realizar. Tudo acontecerá no tempo certo. Haverá mais segurança na Média do que na Assíria ou na Babilônia. Pois eu sei e acredito que vai acontecer tudo o que Deus disse, e não falhará uma só palavra do que foi dito. Nossos irmãos que estão na terra de Israel serão recenseados e exilados para longe de sua bela pátria. Toda a terra de Israel se transformará num deserto. Samaria e Jerusalém ficarão desertas. O Templo será incendiado e ficará algum tempo em ruínas.
5. Mas Deus terá novamente misericórdia do seu povo e vai levá-lo de volta para a terra de Israel. Eles reconstruirão o Templo, menos belo que o primeiro, até que chegue o tempo determinado. Então todos voltarão do exílio, reconstruirão Jerusalém em seu esplendor, e o Templo de Deus será reconstruído como os profetas de Israel anunciaram.
6. Todas as nações da terra se converterão e temerão a Deus com sinceridade. Eles todos abandonarão os ídolos, que os enganaram com mentiras, e bendirão, como é justo, o Deus dos séculos.
7. Nesse dia, todos os israelitas que se salvarem, se lembrarão de Deus com sinceridade. Irão reunir-se em Jerusalém, e daí por diante habitarão com segurança na terra de Abraão, que será propriedade deles. E aqueles que amam a Deus com sinceridade serão felizes, mas todos os que praticam o pecado e a injustiça serão eliminados da terra.
8. Agora, meus filhos, eu lhes recomendo: Sirvam a Deus com sinceridade e façam sempre o que ele aprova. Ensinem aos seus filhos a prática da justiça e da esmola, e a se lembrarem de Deus e louvarem o seu Nome por todo o tempo, com sinceridade e com todas as forças.
9. Quanto a você, meu filho, saia de Nínive, não fique aqui. No dia em que você sepultar sua mãe junto comigo, não pernoite mais nesta região. Aqui existe muita injustiça, acontecem muitas fraudes e ninguém se sente envergonhado.
10. Veja, meu filho, quanta coisa Nadab fez para Aicar, seu pai de criação! Não é verdade que ele queria colocá-lo vivo debaixo da terra? No entanto, Deus fez o criminoso pagar sua injustiça diante da sua própria vítima, pois Aicar voltou à luz, enquanto Nadab desceu às trevas eternas, castigado por atentar contra a vida de Aicar. Por causa de suas boas obras, Aicar escapou da armadilha mortal que Nadab havia preparado para ele, enquanto Nadab caiu na armadilha e morreu.
11. Portanto, meus filhos, vejam quais são os frutos da esmola, e quais são os frutos da injustiça, que mata! Estou perdendo a respiração..." Então deitaram Tobit na cama. E ele morreu e foi sepultado com honra.
12. Quando sua mãe morreu, Tobias a sepultou junto com o pai. Em seguida, ele partiu para a Média com a mulher e os filhos, e ficou morando com seu sogro Ragüel, em Ecbátana.
13. Cuidou, como devia, da velhice dos sogros e os sepultou em Ecbátana, na Média. Herdou o que era da família de Ragüel e também o que era do seu pai Tobit.
14. Cercado de respeito, Tobias morreu em Ecbátana, na Média, com cento e dezessete anos.
15. Antes da sua morte, porém, viu e ouviu falar da destruição de Nínive. Viu os prisioneiros ninivitas serem levados para o exílio na Média por Ciáxares, rei da Média. Tobias bendisse a Deus pelo castigo dos ninivitas e assírios. Antes de morrer, ele ainda pôde alegrar-se com a desgraça de Nínive, e bendisse o Senhor Deus para todo o sempre.
[Judite 1]I. A ARMA DOS PODEROSOS

Judite 1

A INTENÇÃO DOS PODEROSOS
1. Era o décimo segundo ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Assíria, em Nínive, a capital. Nesse tempo, Arfaxad reinava sobre os medos em Ecbátana.
2. Arfaxad cercou Ecbátana com muralhas feitas com pedras de um metro e meio de largura por três de comprimento. A altura da muralha era de trinta e cinco metros, e a largura era de vinte e cinco metros.
3. Sobre as portas, levantou torres com cinqüenta metros de altura e trinta metros de largura na base.
4. Fez as portas com trinta e cinco metros de altura e vinte de largura, para que os soldados do seu exército pudessem sair, e a infantaria fazer suas evoluções.
5. Por esse tempo, o rei Nabucodonosor guerreou contra o rei Arfaxad na grande planície, que se encontra no território de Ragau.
6. Os habitantes da montanha, todos os habitantes das regiões do Eufrates, do Tigre, do Hidaspes e os habitantes das planícies de Arioc, rei dos elimeus, aliaram-se a Nabucodonosor. E assim, muitas nações fizeram aliança para guerrear contra os filhos de Queleud.
7. Nabucodonosor, rei da Assíria, enviou embaixadores para a Pérsia e nações do Ocidente, para a Cilícia, Damasco, Líbano e Antilíbano, para os habitantes do litoral
8. e os povos do Carmelo, de Galaad, da Alta-Galiléia, da grande planície de Esdrelon,
9. para os habitantes de Samaria e suas cidades, para os que habitam além do Jordão até Jerusalém, em Batana, Quelus, Cades, o rio do Egito, Táfnis, Ramsés e toda a terra de Gessen,
10. até chegar além de Tânis e de Mênfis, e a todos os egípcios, até a fronteira da Etiópia.
11. Todos, porém, desprezaram o convite de Nabucodonosor, rei da Assíria, e não se aliaram com ele. Não respeitavam Nabucodonosor, porque achavam que ele era pessoa sem poder. Mandaram de volta os embaixadores de mãos vazias e humilhados.
12. Nabucodonosor ficou furioso com esses países e jurou, por seu trono e seu reino, vingar-se de todos os territórios da Cilícia, Damasco e Síria, e passar a fio de espada todos os moabitas, amonitas, judeus e egípcios, até chegar à fronteira dos dois mares.
13. No décimo sétimo ano, Nabucodonosor guerreou contra o rei Arfaxad, venceu-o no combate e derrotou todo o exército, cavalaria e carros dele.
14. Tomou posse de suas cidades e, chegando até Ecbátana, tomou suas torres, saqueou suas ruas e transformou sua beleza em humilhação.
15. Depois prendeu Arfaxad nas montanhas de Ragau, o atravessou com suas lanças e o eliminou para sempre.
16. Em seguida, voltou para Nínive com o seu exército, uma imensa multidão de soldados. Ficaram despreocupados, descansando e banqueteando-se por cento e vinte dias.

[Judite 2]Judite 2



A PRETENSÃO AO PODER ABSOLUTO
1. No dia vinte e dois do primeiro mês do ano décimo oitavo, no palácio de Nabucodonosor, rei da Assíria, deliberou-se sobre a vingança contra toda a terra, conforme o rei havia falado.
2. Então ele convocou todos os ministros e conselheiros, expôs seu plano secreto e decretou a destruição de todos esses territórios.
3. Decidiram exterminar todos os que não tinham aceito o convite de Nabucodonosor.
4. Terminada a reunião, Nabucodonosor, rei da Assíria, convocou Holofernes, general do seu exército, o segundo homem no reino, e lhe ordenou:
5. "Assim diz o grande rei, o senhor de toda a terra: Ao sair de minha presença, tome consigo homens experientes, uns cento e vinte mil de infantaria e forte contingente de cavalaria, com doze mil cavaleiros.
6. Marche contra toda a região ocidental, porque não aceitaram o meu convite.
7. Obrigue-os a colocar à minha disposição a terra e a água, porque vou marchar furioso contra eles. Vou cobrir o chão com os pés de meus soldados e entregá-los ao saque.
8. Seus feridos encherão os vales e as torrentes, e os rios transbordarão de cadáveres,
9. e eu levarei os prisioneiros para os confins do mundo.
10. Siga à minha frente e conquiste os territórios deles para mim. Se eles se renderem a você, deixe que eu os castigue.
11. Não tenha consideração para com os rebeldes. Entregue-os à matança e ao saque em toda a terra que você conquistar.
12. Por minha vida e por meu império, vou cumprir o que estou dizendo.
13. Não desobedeça a nenhuma ordem do seu senhor. Faça tudo conforme eu lhe ordenei. Não perca tempo".

A IDOLATRIA SE IMPÕE PELO MEDO
14. Holofernes saiu da presença de seu senhor e convocou todos os chefes, generais e oficiais do exército da Assíria.
15. Em seguida, escolheu um contingente de cento e vinte mil homens e doze mil arqueiros a cavalo, conforme seu senhor tinha mandado.
16. E os organizou para o combate.
17. Tomou então grande quantidade de camelos, jumentos e mulas, para carregar o equipamento, e também inumeráveis ovelhas, bois e cabras para o abastecimento.
18. Cada soldado recebeu farta provisão e muito ouro e prata do palácio do rei.
19. Então Holofernes saiu com todo o seu exército à frente do rei Nabucodonosor, para cobrir toda a região ocidental com carros, cavaleiros e tropas escolhidas.
20. A eles juntou-se ainda um bando numeroso, incontável como os gafanhotos e como a areia da terra.
21. Partiram de Nínive e caminharam três dias em direção à planície de Bectilet. Acamparam fora de Bectilet, perto da montanha, ao norte da Alta-Cilícia.
22. Daí, com todo o seu exército, formado por infantaria, cavalaria e carros, Holofernes partiu para a região montanhosa.
23. Devastou Fut e Lud, e saqueou todos os filhos de Rassis e de Ismael, que vivem na beira do deserto, ao sul de Queleon.
24. Depois costeou o rio Eufrates, atravessou a Mesopotâmia e destruiu todas as cidades fortificadas que estão junto ao riacho Abrona, até chegar ao mar.
25. Tomou posse dos territórios da Cilícia, despedaçou todos os que resistiram e foi até à fronteira sul de Jafé, diante da Arábia.
26. Cercou todos os madianitas, incendiou suas tendas e devastou seus estábulos.
27. A seguir, desceu para a planície de Damasco no tempo da colheita de trigo, e incendiou as plantações, destruiu ovelhas e bois, saqueou as cidades, devastou as plantações e passou todos os jovens ao fio da espada.
28. Um medo terrível caiu sobre os habitantes do litoral, sobre os sidônios e tírios, sobre os de Sur, de Oquina e de Jâmnia. Também os habitantes de Azoto e Ascalon ficaram aterrorizados.

[Judite 3]Judite 3



1. Os habitantes do litoral enviaram mensageiros com proposta de paz, nestes termos: "Aqui estamos.
2. Somos servos do grande rei Nabucodonosor e nos prostramos diante de você: faça de nós o que quiser.
3. Aqui estão à sua disposição nossos estábulos, nosso território, os campos de trigo, as ovelhas e os bois, e todos os nossos acampamentos. Sirva-se como achar melhor.
4. Nossas cidades e seus habitantes são seus escravos. Venha e trate-as como quiser".
5. Então os mensageiros se apresentaram a Holofernes, e transmitiram a mensagem.
6. Holofernes desceu com seu exército para o litoral, deixou guarnições nas cidades fortificadas e recrutou homens escolhidos para servirem de tropas auxiliares.
7. Os habitantes das cidades e arredores o receberam com coroas, danças e tamborins.
8. Mas Holofernes destruiu os santuários deles, cortou suas árvores sagradas e exterminou todos os deuses da terra, para que todas as nações só adorassem a Nabucodonosor, e todas as tribos o invocassem como deus, cada uma na própria língua.
9. Quando chegou à vista de Esdrelon, perto de Dotaia, aldeia que está diante da grande serra da Judéia,
10. Holofernes acampou entre Geba e Citópolis, e aí ficou por um mês, recolhendo provisões para o exército.

[Judite 4]Judite 4



AMEAÇA AO POVO DE DEUS
1. Os israelitas da Judéia ficaram sabendo de tudo o que Holofernes, general de Nabucodonosor, rei da Assíria, tinha feito às nações, atacando seus templos e entregando-os ao saque.
2. Então ficaram aterrorizados com Holofernes e temeram por Jerusalém e pelo Templo do Senhor seu Deus.
3. Eles tinham voltado do exílio fazia pouco tempo, e todo o povo da Judéia se havia reunido novamente. Os utensílios, o altar e o Templo haviam sido recentemente purificados da profanação.
4. Então mandaram mensageiros por todo o território da Samaria, a Cona, Bet-Horon, Belmain, Jericó, Coba, Aisora e ao vale de Salém.
5. Ocuparam o topo dos montes mais altos, fortificaram as aldeias da região montanhosa e ajuntaram provisões para a guerra, pois nesse tempo tinham acabado de fazer a colheita.
6. O sumo sacerdote Joaquim, que nessa ocasião se achava em Jerusalém, escreveu aos habitantes de Betúlia e Betomestaim, que estão diante de Esdrelon, em frente da planície vizinha de Dotain.
7. Ele mandou que ocupassem as passagens da serra, porque era por aí que passava o caminho para a Judéia. Desse modo, era fácil impedir que o inimigo avançasse, porque o desfiladeiro era tão estreito que somente se podia passar dois a dois.
8. Os israelitas obedeceram ao sumo sacerdote Joaquim e ao conselho dos anciãos do povo de Israel, que tinham sede em Jerusalém.
9. Ao mesmo tempo, cada israelita suplicou insistentemente a Deus, e todos se humilharam diante dele.
10. Eles e suas mulheres, seus filhos e rebanhos, e todos os imigrantes, mercenários e escravos se vestiram com pano de saco.
11. Os que viviam em Jerusalém, inclusive mulheres e crianças, se prostraram diante do Templo, com cinzas na cabeça, e estenderam as mãos diante do Senhor.
12. Cobriram o altar com panos de saco e clamaram, a uma só voz e com ardor, para que o Deus de Israel não entregasse seus filhos ao saque, nem suas mulheres ao exílio, nem à destruição as cidades que tinham herdado, nem o Templo à profanação e caçoadas humilhantes das nações.
13. O Senhor ouviu-lhes o grito e tomou conhecimento da tribulação deles. O povo jejuou por dias seguidos em toda a Judéia e em Jerusalém, diante do Templo do Senhor Todo-poderoso.
14. O sumo sacerdote Joaquim, junto com todos os sacerdotes e ministros do culto do Senhor, ofereciam o holocausto diário, as ofertas e os dons voluntários do povo. Vestidos com panos de saco
15. e com cinza sobre os turbantes, eles clamavam com toda força ao Senhor, para que protegesse a casa de Israel.

[Judite 5]Judite 5



A FORÇA DO POVO É A PRÁTICA DA JUSTIÇA
1. Holofernes, general do exército assírio, foi informado de que os israelitas estavam se preparando para a guerra. Contaram-lhe que eles tinham fechado as passagens das montanhas, fortificado o topo dos montes mais altos e preparado obstáculos nas planícies.
2. Holofernes ficou enfurecido e convocou todos os chefes moabitas, generais amonitas, governadores do litoral,
3. e lhes perguntou: "Cananeus, digam-me: Que gente é essa que vive na serra? Em que cidades moram? Qual é a potência do exército deles? Em que ponto está seu poder e sua força? Que rei os governa?
4. Por que não se dignaram vir ao meu encontro, como fizeram todos os povos do Ocidente?"
5. Aquior, chefe de todos os amonitas, respondeu: "Escute, meu senhor, o que este seu servo vai dizer. Vou contar-lhe a verdade sobre esse povo que vive na serra, aqui perto. Não direi mentiras.
6. Esse povo é descendente dos caldeus.
7. Primeiro estiveram na Mesopotâmia, porque não quiseram seguir os deuses de seus antepassados, que viviam na Caldéia.
8. Eles abandonaram a religião de seus antepassados e adoraram o Deus do céu, que reconheceram como Deus. Os caldeus, porém, os expulsaram da presença de seus deuses, e eles tiveram que fugir para a Mesopotâmia, onde ficaram por longo tempo.
9. O Deus deles ordenou que saíssem daí e fossem para a terra de Canaã. Instalaram-se aí e ficaram muito ricos em ouro, prata e rebanhos numerosos.
10. Em seguida, foram para o Egito por causa de uma fome que atingia o país de Canaã. E aí ficaram enquanto havia alimento. No Egito, multiplicaram-se muito e se transformaram num povo numeroso.
11. O rei do Egito, porém, ficou contra eles e os explorou no trabalho de preparar tijolos, e eles foram humilhados e tratados como escravos.
12. Então eles clamaram ao seu Deus, e este castigou todo o país do Egito com pragas incuráveis. Os egípcios, então, os expulsaram do país.
13. Deus secou diante deles o mar Vermelho
14. e os conduziu pelo caminho do Sinai e de Cades Barne. Eles expulsaram todos os habitantes do deserto,
15. instalaram-se na terra dos amorreus, e exterminaram pela força todos os habitantes de Hesebon. Depois atravessaram o Jordão, tomaram posse de toda a serra,
16. expulsaram os cananeus, ferezeus, jebuseus, siquemitas e todos os gergeseus, e aí viveram por muito tempo.
17. Enquanto não pecaram contra o seu Deus, a prosperidade estava com eles, porque o Deus deles odeia a injustiça.
18. Mas quando se afastaram do caminho que Deus lhes havia marcado, uma parte deles foi completamente exterminada em guerras, e a outra foi exilada num país estrangeiro. O Templo do Deus deles foi arrasado e suas cidades foram conquistadas pelo inimigo.
19. Mas agora eles se voltaram para o Deus deles, regressaram da dispersão, ocuparam Jerusalém, onde está o Templo deles, e repovoaram a serra que tinha ficado deserta.
20. Agora, meu soberano e senhor, se essa gente se desviou, pecando contra o Deus deles, comprovemos essa falta, e subamos para atacá-los.
21. Contudo, se eles não tiverem pecado, é melhor que o senhor os deixe em paz. Caso contrário, o Senhor e Deus deles vai protegê-los, e nós ficaremos envergonhados diante de todo o mundo".

QUEM É DEUS FRENTE A NABUCODONOSOR?
22. Quando Aquior acabou de falar, todos os que estavam ao redor da tenda protestaram. Os oficiais de Holofernes, os habitantes do litoral e os moabitas queriam matar Aquior.
23. E diziam: "Não vamos ficar com medo dos israelitas. É um povo sem exército e sem forças para agüentar um combate duro.
24. Por isso, vamos lá. Serão presa fácil para todo o seu exército, senhor Holofernes".

[Judite 6]Judite 6



1. Quando se acalmou o alvoroço dos que assistiam à reunião, Holofernes, general do exército assírio, disse a Aquior, na frente de toda a tropa estrangeira e de todos os moabitas:
2. "Quem é você, Aquior, e esses mercenários de Efraim, para profetizarem dessa forma, aconselhando-nos a não lutar contra os israelitas, porque o Deus deles vai protegê-los? Quem é deus, além de Nabucodonosor? Nabucodonosor enviará sua força e exterminará os israelitas da face da terra. E o Deus deles não conseguirá salvá-los.
3. Nós, servos de Nabucodonosor, os esmagaremos como se fossem um só homem. Não poderão resistir à nossa cavalaria.
4. Nós os queimaremos de uma só vez. Seus montes ficarão embriagados com o sangue deles, e suas planícies transbordarão de cadáveres. Eles não poderão ficar de pé diante de nós. Todos morrerão, diz o rei Nabucodonosor, o senhor de toda a terra. Ele assim falou, e suas palavras não serão desmentidas.
5. Quanto a você, Aquior, mercenário amonita, você disse essas frases num momento de loucura. Por isso, não voltará a me ver até que eu castigue essa gente que escapou do Egito.
6. Então a espada de meus soldados e a lança de meus oficiais atravessarão suas costelas, e você cairá entre os feridos deles.
7. Meus servos vão levar você para a montanha e deixá-lo em alguma cidade dos desfiladeiros.
8. Você ficará vivo para ser morto junto com eles.
9. Se você confia que eles não serão capturados, não fique de cabeça baixa. Nada do que eu disse ficará sem se realizar".
10. Holofernes ordenou aos servos, que estavam na tenda, para pegarem Aquior, o levarem a Betúlia e o entregarem aos israelitas.
11. Os servos agarraram Aquior e o levaram para a planície, fora do acampamento. Daí se dirigiram para a serra e chegaram às fontes que estão abaixo de Betúlia.
12. Quando os homens da cidade os viram no alto dos montes, pegaram suas armas, saíram da cidade e foram para lá, enquanto os atiradores jogavam pedras sobre os homens de Holofernes, para impedir que subissem.
13. Então estes desceram pela encosta do monte, amarraram Aquior e o deixaram ao pé do monte. E voltaram para junto do seu senhor.
14. Então os israelitas desceram da cidade e foram até Aquior. Eles o desamarraram e o levaram a Betúlia para apresentá-lo aos chefes da cidade.
15. Nesse tempo, os chefes eram Ozias, filho de Micas, da tribo de Simeão; Cabris, filho de Gotoniel, e Carmis, filho de Melquiel.
16. Eles convocaram todos os anciãos da cidade. Também os jovens e as mulheres foram para a assembléia. Colocaram Aquior no meio de todos, e Ozias lhe perguntou o que havia acontecido.
17. Então Aquior contou-lhes o que haviam falado no conselho de Holofernes, o que ele próprio tinha dito aos chefes assírios e as vantagens que Holofernes tinha contado contra Israel.
18. Então o povo se prostrou, adorou a Deus e suplicou:
19. "Senhor Deus do céu, olha do alto o orgulho deles e tem piedade da humilhação de nossa gente. Acolhe hoje com boa vontade a presença daqueles que são consagrados a ti".
20. Depois, animaram Aquior e o elogiaram muito.
21. Ozias o levou para sua casa e ofereceu um banquete aos anciãos. E durante toda essa noite, ficaram invocando o auxílio do Deus de Israel.

[Judite 7]Judite 7



EFICÁCIA DA PRESSÃO
1. No dia seguinte, Holofernes ordenou ao exército e às tropas aliadas que levantassem acampamento, avançassem contra Betúlia, ocupassem as passagens das montanhas e atacassem os israelitas.
2. Nesse mesmo dia, todos os soldados levantaram acampamento. O exército contava com cento e setenta mil soldados de infantaria e doze mil cavaleiros, sem contar a bagagem e a multidão que os acompanhava a pé.
3. Formaram-se em ordem de batalha no vale perto de Betúlia, junto à fonte, e se estenderam ao largo, na direção de Dotain, até Belbaim, e de Betúlia até Quiamon, que está diante de Esdrelon.
4. Quando os israelitas viram essa multidão, ficaram aterrorizados e comentaram: "Eles vão engolir toda a face da terra. Nem os montes mais altos, nem os precipícios, nem as colinas suportarão tanto peso".
5. Cada um empunhou suas armas, acenderam fogueira nas torres e ficaram em guarda a noite inteira.
6. No segundo dia, Holofernes fez a cavalaria avançar diante dos israelitas que estavam em Betúlia.
7. Inspecionou as subidas para a cidade, examinou as fontes e ocupou-as, deixando aí destacamentos militares. Depois voltou para junto do exército.


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