Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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3. Judite tinha dito à serva que ficasse do lado de fora do quarto, esperando que ela saísse, como nos outros dias. Tinha dito que sairia para rezar, e já havia falado disso com Bagoas.
4. Todos saíram. Não ficou mais ninguém no quarto, nem pequeno nem grande. Então, de pé e junto ao leito de Holofernes, Judite rezou interiormente: "Senhor Deus de toda a força, volta agora o teu olhar para o que eu estou para fazer em favor da exaltação de Jerusalém.
5. Chegou o momento de ajudar a tua herança e dar sucesso ao meu plano, ferindo o inimigo que se levantou contra nós".
6. Então Judite se aproximou da coluna da cama, que ficava junto à cabeça de Holofernes, e pegou a espada dele.
7. Depois chegou perto da cama, agarrou a cabeleira de Holofernes, e pediu: "Dá-me força agora, Senhor Deus de Israel".
8. E com toda a força, deu dois golpes no pescoço de Holofernes e lhe cortou a cabeça.
9. Rolou o corpo do leito e tirou o mosquiteiro das colunas. Depois saiu, entregou a cabeça de Holofernes para a serva,
10. que a colocou na sacola de alimentos. E saíram juntas, como de costume, para rezar. Atravessaram o acampamento, rodearam o vale, subiram a encosta de Betúlia e chegaram à porta da cidade.

EXEMPLO QUE GERA CONFIANÇA
11. Judite gritou de longe para as sentinelas das portas: "Abram! Abram a porta! O Senhor nosso Deus está conosco, demonstrando ainda sua força em Israel e seu poder contra o inimigo. Isso acaba de acontecer hoje".
12. Os homens da cidade ouviram, desceram logo até a porta e convocaram os anciãos.
13. Adultos e crianças, todos foram correndo. Parecia-lhes incrível que Judite estivesse de volta. Abriram a porta e as receberam. E logo fizeram uma grande fogueira para clarear, e se ajuntaram ao redor delas.
14. Judite começou a gritar: "Louvem a Deus! Louvem a Deus! Louvem a Deus que não retirou sua misericórdia da casa de Israel. Nesta noite, ele matou o inimigo através da minha mão".
15. Então Judite tirou a cabeça de Holofernes que estava na sacola, mostrou-a e disse: "Esta é a cabeça de Holofernes, general do exército da Assíria. Este é o mosquiteiro, debaixo do qual ele dormia embriagado. O Senhor o matou pela mão de uma mulher.
16. Viva o Senhor, que me protegeu no meu plano. Juro a vocês que meu rosto seduziu Holofernes, para a sua ruína, mas ele não me fez pecar. Minha honra está intacta".
17. Todos ficaram assombrados e, inclinando-se em adoração a Deus, disseram a uma só voz: "Bendito sejas, nosso Deus, porque hoje aniquilaste os inimigos do teu povo!"
18. E Ozias disse a Judite: "Que o Deus Altíssimo abençoe você, minha filha, mais que a todas as mulheres da terra. Bendito seja o Senhor Deus, criador do céu e da terra, que guiou você para cortar a cabeça do chefe dos nossos inimigos.
19. Os que se lembrarem dessa façanha de Deus, jamais perderão a confiança que você inspira.
20. Que Deus a exalte sempre e lhe dê prosperidade, porque você não vacilou em expor a própria vida por causa da humilhação de nossa gente, mas vingou a nossa ruína, indo diretamente ao alvo, diante do nosso Deus". E todo o povo aclamou: "Amém! Amém!"

[Judite 14]Judite 14



VITÓRIA COMPLETA DOS OPRIMIDOS
1. Judite falou ao povo: "Escutem, irmãos. Peguem esta cabeça e a pendurem no parapeito da muralha.
2. Quando a aurora raiar e o sol sair sobre a terra, cada um de vocês pegue suas armas, e todos os homens fortes saiam da cidade. Coloquem à frente um chefe, como se fossem descer para a planície contra as sentinelas dos assírios. Mas não desçam.
3. Eles pegarão em armas, e irão ao acampamento para despertar os oficiais do exército assírio. Irão correndo à tenda de Holofernes e não o encontrarão. Aí ficarão apavorados e fugirão de vocês.
4. Nesse momento, vocês e todos os que vivem no território israelita os perseguirão para abatê-los na fuga.
5. Antes, porém, chamem Aquior, o amonita, para que ele veja e reconheça aquele que caçoava dos israelitas e que o mandou até nós como réu de morte".
6. Então chamaram Aquior, que estava na casa de Ozias. Quando ele chegou e viu a cabeça de Holofernes na mão de um homem na assembléia do povo, desmaiou e caiu de bruços.
7. Quando o levantaram, Aquior se lançou aos pés de Judite e, prostrando-se diante dela, disse: "Bendita seja você em todas as tendas de Judá e entre todos os povos! Os que ouvirem sua fama, ficarão perturbados.
8. Agora, conte-me o que foi que você fez nesses dias". Judite, no meio do povo, contou tudo o que havia feito, desde o dia em que saíra de Betúlia até esse momento.
9. Quando terminou, todos gritaram vivas e encheram a cidade com gritos de alegria.
10. Aquior, vendo tudo o que o Deus de Israel tinha feito, acreditou firmemente em Deus, apresentou-se para a circuncisão e foi definitivamente admitido entre os israelitas.
11. Ao raiar do dia, penduraram a cabeça de Holofernes na muralha. Os homens empunharam armas e saíram, em esquadrões, para as encostas do monte.
12. Ao vê-los, os assírios informaram seus chefes, e estes informaram os generais, os comandantes e os oficiais.
13. Quando chegaram à tenda de Holofernes, disseram ao mordomo: "Acorde o nosso chefe, porque esses escravos se atreveram a descer para nos atacar. Estão querendo ser completamente destruídos".
14. Bagoas entrou e bateu palmas diante da cortina, pensando que Holofernes estivesse dormindo com Judite.
15. Como ninguém respondesse, Bagoas afastou as cortinas, entrou no quarto e encontrou Holofernes morto, jogado na entrada; tinham-lhe cortado a cabeça.
16. Bagoas soltou um grito e, rasgando as roupas, começou a chorar, soluçando e gritando.
17. Correu para a tenda onde Judite se alojava. Não a encontrando, precipitou-se para a tropa, gritando:
18. "Os escravos nos traíram. Uma só mulher hebréia desonrou a casa do rei Nabucodonosor. Holofernes está atirado no chão, com a cabeça cortada".
19. Ao ouvirem isso, os oficiais assírios rasgaram os mantos e ficaram completamente perturbados. Seus gritos e clamores ressoaram por todo o acampamento.

[Judite 15]Judite 15



1. Os soldados que ainda estavam nas tendas, ao ouvirem, ficaram espantados com o que acontecera.
2. Entraram em pânico e, sem esperar um pelo outro, fugiram todos pelos caminhos da planície e da serra, numa debandada geral.
3. Os que estavam acampados na serra, ao redor de Betúlia, também fugiram. Então todos os guerreiros israelitas se lançaram contra eles.
4. Ozias enviou mensageiros a Betomestaim, a Bebai, a Cobe, a Cola e a todo o território de Israel, comunicando o acontecido e pedindo que todos caíssem sobre o inimigo e o exterminassem.
5. Informados disso, os israelitas caíram sobre todos eles, matando-os até Coba. Os habitantes de Jerusalém e todos os da serra, informados do que acontecera no acampamento inimigo, vieram ajudar. Também os de Galaad e da Galiléia os atacaram pelos flancos, causando-lhes muitas baixas, até mais além de Damasco e suas fronteiras.
6. Os que ficaram em Betúlia caíram sobre o acampamento assírio e o devastaram, recolhendo imensos despojos.
7. Ao voltar da matança, os israelitas se apossaram do resto. Os habitantes das aldeias e dos lugares da serra e da planície tomaram posse de muitos despojos. O saque foi enorme.

O DEUS QUE ACABA COM AS GUERRAS
8. O sumo sacerdote Joaquim e o conselho de anciãos israelitas de Jerusalém foram contemplar os benefícios que o Senhor tinha feito por Israel e também para conhecer Judite.
9. Chegando à casa dela, todos a elogiaram, dizendo: "Você é a glória de Jerusalém! Você é a honra de Israel! Você é o orgulho da nossa gente!
10. Você fez essas coisas com sua própria mão, realizando benefícios para Israel, e Deus se alegrou com isso. Que o Senhor Todo-poderoso abençoe você para todo o sempre!" E todos aclamaram: "Amém".
11. O saque do acampamento durou trinta dias. Deram a Judite a tenda de Holofernes, com toda a sua prataria, leitos, vasilhas e móveis. Judite recolheu tudo e o carregou sobre sua mula. Atrelou os carros e empilhou tudo em cima deles.
12. Todas as mulheres israelitas correram para ver Judite e dar-lhe uma boa recepção. Algumas organizaram uma dança em sua honra. Judite pegou ramos e os repartiu com as companheiras,
13. que fizeram coroas com folhas de oliveira para Judite e para si mesmas. Depois Judite foi na frente de todos, dirigindo a dança das mulheres. Os israelitas iam logo atrás, armados, coroados e cantando hinos.
14. No meio de todos os israelitas, Judite entoou este cântico de ação de graças, enquanto todo o povo a acompanhava com refrães:

[Judite 16]Judite 16



1. "Louvem o meu Deus com pandeiros, celebrem o Senhor com címbalos. Componham para ele um salmo de louvor. Exaltem e invoquem o seu nome.
2. O Senhor é um Deus que acaba com as guerras. Do seu acampamento no meio do povo, ele me livrou da mão dos perseguidores.
3. A Assíria chegou das montanhas do norte, com seus milhares de soldados. Sua multidão cercou as torrentes e seus cavalos cobriram as colinas.
4. Ameaçou incendiar meu território e matar meus jovens à espada. Ameaçou jogar no chão meus nenês, tomar minhas crianças como presa e raptar as minhas jovens.
5. Mas o Senhor Todo-poderoso os deixou frustrados pela mão de uma mulher.
6. Seu chefe não caiu diante de soldados, nem foi ferido por filhos de titãs ou atacado por gigantes enormes. Foi Judite, filha de Merari, que o desarmou com a beleza de seu rosto.
7. Ela deixou as vestes de viúva, para levantar os aflitos de Israel. Ungiu o rosto com perfume,
8. prendeu os cabelos com turbante e se vestiu de linho para seduzi-lo.
9. Sua sandália cativou o olhar dele. Sua beleza lhe escravizou a alma, e a espada lhe cortou o pescoço!
10. Os persas se assustaram com a audácia dela, e os medos se perturbaram com sua ousadia.
11. Então meus pobres lançaram o grito de guerra, e eles ficaram assustados. Meus fracos lançaram seu grito, e eles se encheram de terror. Levantaram a voz e eles recuaram.
12. Filhos de escravos os transpassaram e os feriram como a desertores. E eles pereceram na batalha do meu Senhor.
13. Cantarei a meu Deus um cântico novo: Senhor, tu és grande e glorioso, admirável e invencível em tua força!
14. Que toda a criação sirva a ti, porque ordenaste, e os seres existiram. Enviaste o teu espírito, e eles foram feitos. E nada pode resistir à tua voz.
15. As ondas sacudirão o alicerce das montanhas e, diante de ti, as rochas derreterão como cera. E tu serás favorável aos teus fiéis.
16. Os sacrifícios de odor agradável pouco valem, e a gordura dos holocaustos é um nada, mas quem teme o Senhor sempre será grande.
17. Ai das nações que atacam o meu povo! O Senhor Todo-poderoso as castigará no dia do julgamento. Ele porá fogo e vermes na carne deles, e eles chorarão de dor para sempre".
18. Chegando a Jerusalém, adoraram a Deus e, quando todos terminaram de purificar-se, ofereceram holocaustos, sacrifícios espontâneos e ofertas votivas.
19. Judite consagrou ao Senhor todos os objetos de Holofernes, que o povo lhe tinha dado, e também o mosquiteiro que ela mesma pegara do leito dele.
20. O povo continuou a festejar em Jerusalém, perto do Templo, durante três meses. E Judite ficou entre eles.

A FAMA DE JUDITE
21. Depois disso, cada um voltou para a sua herança. Judite retornou para Betúlia e continuou vivendo em sua propriedade. Durante toda a vida, ficou muito famosa em todo o país.
22. Teve muitos pretendentes, mas, desde que seu marido Manassés morreu e se reuniu com os seus, ela nunca mais se casou.
23. E a fama de Judite crescia sempre mais. Viveu na casa de seu marido até a idade de cento e cinco anos. Deu liberdade à sua serva e morreu em Betúlia, sendo enterrada na sepultura de seu marido Manassés.
24. Os israelitas fizeram luto por sete dias. Antes de morrer, Judite repartiu seus bens entre os parentes de seu marido Manassés e entre seus próprios parentes.
25. Em seu tempo e depois, durante muitos anos, ninguém mais molestou os israelitas.

[Ester 1]I. PREVISÃO DE UM DRAMA



Ester 1

DEUS OUVE O CLAMOR DO SEU POVO
1a. No segundo ano do reinado do rei Assuero, no primeiro dia do mês de Nisã, Mardoqueu teve um sonho. Mardoqueu era filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim.
1b. Ele era judeu que vivia na cidade de Susa, homem notável, ligado à corte do rei.
1c. Pertencia ao grupo dos exilados que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha exilado de Jerusalém, junto com Jeconias, rei de Judá.
1d. O sonho foi assim: Gritos e tumulto, trovões e terremotos, agitação sobre a terra.
1e. Dois enormes dragões avançam, prontos para a luta. Lançam um grande rugido
1f. E, ao ouvi-lo, todas as nações se preparam para a guerra, para o combate contra o povo dos justos.
1g. É dia de treva e escuridão, caem sobre a terra angústia e aflição, tribulação e pavor.
1h. Todo o povo dos justos fica transtornado e, temendo desgraças, prepara-se para morrer e clama a Deus.
1i. E ao clamor do povo brota, como de uma pequena fonte, um grande rio de águas caudalosas.
1j. A luz e o sol se levantam: os oprimidos são exaltados e devoram os poderosos.

1l. Mardoqueu acordou do sonho e perguntou a si mesmo: "O que Deus está decidindo fazer?" Continuou a refletir nisso e ficou até à noite procurando decifrar de algum modo o significado.

O ESTOPIM DO CONFLITO
1m. Mardoqueu morava na corte com Bagatã e Tares, dois funcionários do rei, guardas do palácio.
1n. Ouvindo a conversa deles e investigando seus planos, ficou sabendo que estavam preparando um atentado contra o rei Assuero. Mardoqueu informou o rei.
1o. E o rei interrogou os dois funcionários, que confessaram e foram condenados à morte.
1p. O rei mandou escrever uma crônica desses fatos, e também Mardoqueu, por conta própria, os deixou por escrito.
1q. Depois o rei colocou Mardoqueu como funcionário na corte e o recompensou com presentes.
1r. Todavia, Amã, filho de Amadates, o agagita, tinha muito prestígio diante do rei e buscava um modo de prejudicar Mardoqueu e seu povo, por causa dos dois funcionários do rei.

II. AMEAÇA AO PODER

O BANQUETE DOS PODEROSOS
1. Eis o que aconteceu no tempo do rei Assuero, aquele Assuero que reinou sobre cento e vinte e sete províncias, desde a Índia até a Etiópia.
2. Nesse tempo, o rei Assuero reinava na fortaleza de Susa.
3. No terceiro ano do seu reinado, Assuero deu um banquete para todos os seus oficiais e ministros. Reuniram-se então para o banquete os chefes do exército da Pérsia e da Média, os nobres e os governadores das províncias.
4. Assuero queria ostentar a riqueza e glória do seu reino com o fausto magnífico de sua grandeza. Por isso fez o banquete durar cento e oitenta dias.
5. Passados esses dias, o rei deu um banquete por sete dias no jardim do palácio real, e convidou todo o povo que se encontrava na fortaleza de Susa, desde o maior até o menor.
6. Havia cortinas de linho fino e púrpura violeta suspensas em anéis de prata e colunas de mármore, e também divãs de ouro e prata sobre um piso de mosaico feito de malaquita, mármore branco e madrepérola.
7. Para beber, havia taças de ouro, uma diferente da outra, e o vinho era abundante, muito de acordo com a liberalidade do rei.
8. Bebia-se à vontade, como de costume, porque o rei tinha ordenado aos empregados de sua casa que deixassem cada um fazer o que queria.

O PRINCÍPIO DA AUTORIDADE
9. Também a rainha Vasti ofereceu um banquete para as mulheres no palácio real de Assuero.
10. No sétimo dia, alegre por causa do vinho, o rei ordenou que Maumã, Bazata, Harbona, Abgata, Bagata, Zetar e Carcas, sete funcionários que serviam pessoalmente ao rei Assuero,
11. lhe apresentassem a rainha Vasti, com a coroa real, para exibir a beleza dela ao povo e aos oficiais, pois a rainha era muito bela.
12. Ao receber a ordem dos funcionários, a rainha Vasti recusou apresentar-se. O rei ficou furioso, e sua ira se inflamou.
13. Então consultou os sábios, especialistas em leis, pois toda questão real devia ser tratada pelos peritos em direito.
14. Os mais próximos eram Carsena, Setar, Admata, Társis, Mares, Marsana e Mamucã, os sete grandes do reino da Pérsia e da Média, que eram conselheiros do rei e ocupavam os primeiros postos no reino.
15. Assuero perguntou: "Segundo a lei, o que se deve fazer à rainha Vasti por não ter obedecido à ordem do rei Assuero, transmitida pelos funcionários?"
16. Mamucã respondeu diante do rei e dos oficiais: "Não foi somente contra o rei que a rainha Vasti agiu mal, mas também contra todos os oficiais e todos os súditos que vivem por todas as províncias do rei Assuero.
17. De fato, o comportamento da rainha será conhecido por todas as mulheres, que desprezarão seus maridos, dizendo: 'O rei Assuero mandou que a rainha Vasti se apresentasse, e ela recusou'.
18. Hoje mesmo, as princesas da Pérsia e da Média, que ficarem sabendo do comportamento da rainha, comentarão isso com todos os oficiais do rei, e haverá muito desprezo e caçoada.
19. Se o rei achar bom, proclame um decreto real, que seja incluído nas leis da Pérsia e da Média, e tenha caráter irrevogável: que a rainha Vasti nunca mais se apresente ao rei Assuero e que o título de rainha seja dado a outra, que seja melhor do que ela.
20. Quando o decreto real for promulgado em todo o reino, todas as mulheres respeitarão seus maridos, tanto as nobres, como as do povo".
21. O rei e os oficiais gostaram da proposta, e Assuero seguiu o que Mamucã tinha dito.
22. Mandou cartas a todas as províncias reais, na escrita e na língua de cada povo, ordenando que o marido fosse o chefe da casa.

[Ester 2]III. UM POVO AMEAÇADO



Ester 2

DEUS SE ESCONDE NA FORÇA DOS FRACOS
1. Tempos depois, quando se acalmou, o rei se lembrou de Vasti, do que ela fizera e do decreto que havia publicado contra ela.
2. Então os cortesãos disseram ao rei: "Mande procurar jovens solteiras e bonitas.
3. O rei pode nomear comissários em todas as províncias do reino, e eles reunirão todas as jovens solteiras e bonitas no harém da fortaleza de Susa. Elas ficarão sob os cuidados de Egeu, eunuco do rei, que lhes dará o necessário para seus enfeites.
4. A jovem que mais agradar ao rei substituirá a rainha Vasti". A proposta agradou ao rei, e assim se fez.
5. Na fortaleza de Susa vivia um judeu chamado Mardoqueu, filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim.
6. Ele fora exilado de Jerusalém, entre os que tinham sido deportados com Jeconias, rei de Judá, por Nabucodonosor, rei da Babilônia.
7. Mardoqueu tinha criado Hadassa, que é Ester, sua prima, pois ela era órfã de pai e mãe. A jovem era muito bela e atraente e, quando os pais dela morreram, Mardoqueu adotou-a como filha.
8. Promulgado o decreto real, levaram muitas jovens para a fortaleza de Susa. E elas ficaram sob as ordens de Egeu. Levaram também Ester ao palácio, e a deixaram aos cuidados de Egeu, o guarda das mulheres.
9. Egeu gostou da jovem, e lhe deu logo o necessário para seus enfeites e a comida, entregando-lhe sete escravas, todas escolhidas do palácio real. Depois a transferiu com as escravas para um aposento melhor dentro do harém.
10. Seguindo as recomendações de Mardoqueu, Ester não disse a qual povo ou família pertencia.
11. Todos os dias Mardoqueu passeava pelo pátio do harém, para saber como Ester se sentia e como a tratavam.
12. Conforme o regulamento das mulheres, cada moça se preparava durante doze meses para se apresentar ao rei Assuero. Este era o prazo para o tratamento de beleza: seis meses à base de óleo de mirra e outros seis meses com vários bálsamos e cremes.
13. Quando chegava o tempo de apresentar-se ao rei, a jovem recebia tudo o que quisesse levar do harém para o palácio real.
14. Entrava no palácio à tarde e, na manhã seguinte, passava para um segundo harém, confiado a Sasagaz, eunuco real encarregado das concubinas. Ela não voltava mais para junto do rei, a não ser que o rei a desejasse e a chamasse pelo nome.
15. Chegou a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, que a adotara como filha, apresentar-se ao rei. Ester, porém, nada pediu. Contentou-se com o que Egeu, eunuco real encarregado das mulheres, lhe havia dado. Ester atraía a simpatia de todos os que a conheciam.
16. Foi levada ao palácio real, até o rei Assuero, no décimo mês, o mês de Tebet, no sétimo ano do seu reinado.
17. E o rei preferiu Ester a todas as outras mulheres, tanto que a coroou e a nomeou rainha, no lugar de Vasti.
18. Depois disso o rei deu um grande banquete em honra de Ester, e convidou todos os altos oficiais e ministros. Também concedeu um dia de descanso para todas as províncias, e distribuiu presentes com liberalidade régia.

O ESTOPIM DO CONFLITO
19. Ester passou depois para o segundo harém, como as outras moças.
20. Mas não disse a qual povo ou família pertencia. Mardoqueu a proibira de fazer isso, e ela continuava a obedecer-lhe, como quando vivia com ele.
21. Nesse tempo Mardoqueu era funcionário da corte. Ora, Bagatã e Tares, dois funcionários do corpo da guarda, estavam descontentes e planejavam um atentado contra o rei Assuero.
22. Mardoqueu ficou sabendo do plano e informou a rainha Ester. Ela, por sua vez, contou tudo ao rei, em nome de Mardoqueu.
23. Fizeram uma investigação, e todo o plano foi descoberto. Os dois funcionários foram enforcados, e o acontecimento foi registrado nos anais do reino, em presença do rei.

[Ester 3]Ester 3



O OPRIMIDO NÃO ADORA O OPRESSOR
1. Algum tempo depois, o rei Assuero promoveu Amã, filho de Amadates, do país de Agag, à mais alta dignidade, e lhe concedeu um trono mais alto que dos ministros, colegas de Amã.
2. Todos os funcionários do palácio obedeciam à ordem do rei, e dobrando os joelhos prestavam homenagem a Amã. Mardoqueu, porém, recusou-se a dobrar os joelhos diante de Amã.
3. Os funcionários do palácio perguntaram a Mardoqueu: "Por que você está desobedecendo à ordem do rei?"
4. Perguntavam isso todos os dias, porém Mardoqueu não fazia caso. Então denunciaram o fato a Amã, para ver se Mardoqueu insistiria em seu comportamento, já que Mardoqueu lhes havia dito que era judeu.
5. Amã comprovou que Mardoqueu não lhe prestava homenagem dobrando os joelhos, e ficou furioso.
6. Mas não se contentou em vingar-se apenas de Mardoqueu. Como lhe tivessem contado a qual povo Mardoqueu pertencia, Amã planejou destruir com Mardoqueu todos os judeus que viviam no reino de Assuero.



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