Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO



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12n. Com falsos e sutis artifícios, ele pediu a pena de morte para Mardoqueu, o nosso salvador e benfeitor perpétuo, e também para Ester, nossa irrepreensível companheira no trono, junto com todo o seu povo.
12o. Desse modo, ele pensava em nos isolar e passar o poder dos persas para os macedônios.
12p. Nós, porém, achamos que os judeus, condenados ao extermínio por esse criminoso, não são malfeitores. Pelo contrário, eles vivem segundo leis justíssimas,
12q. são filhos do Deus Altíssimo, excelso e vivo, que, em nosso favor e de nossos antepassados, dirige o reino do modo mais florescente.
12r. Portanto, vocês farão bem se não obedecerem ao decreto enviado por Amã, filho de Amadates, porque seu autor foi enforcado diante das portas de Susa, com toda a sua família. Deus, Senhor de todos os acontecimentos, fez recair imediatamente sobre ele o castigo que merecia.
12s. Coloquem cópias desta carta em público, e permitam que os judeus continuem a seguir livremente seus costumes. Além disso, dêem aos judeus apoio para se defenderem de todos aqueles que os atacarem no dia da perseguição, isto é, no dia treze do décimo segundo mês, chamado Adar.
12t. Porque Deus, Senhor de todas as coisas, transformou esse dia trágico em dia de alegria para o povo escolhido.
12u. Quanto a vocês, judeus, celebrem com toda a solenidade esse dia memorável, entre as festas de vocês. Assim, hoje e no futuro, seja ele uma lembrança da salvação para nós e para os amigos dos persas, e uma lembrança da destruição para os nossos inimigos.
12v. Toda cidade e província que não seguir estas disposições, será devastada a ferro e fogo. Nenhum homem viverá nela e até os animais e pássaros a evitarão".
13. O texto do decreto, com força de lei para todas e cada uma das províncias, se tornaria público, para que os judeus estivessem preparados, a fim de se vingarem de seus inimigos nesse dia.
14. Os correios montaram cavalos reais e partiram rapidamente para executar a ordem do rei, enquanto o decreto era imediatamente promulgado na fortaleza de Susa.
15. Mardoqueu saiu da presença do rei com vestes reais, de cor violeta e branca, uma grande coroa de ouro e um manto de linho e de púrpura vermelha. Toda a cidade de Susa saltava de alegria.
16. Para os judeus foi um dia de luz e alegria, festa e triunfo.
17. Em todas as províncias e em todas as cidades, aonde chegava a ordem do decreto real, os judeus se alegravam com banquetes e festas. Muitos do país se tornaram judeus, porque o temor dos judeus caiu sobre eles.

[Ester 9]Ester 9



O POVO TEM DIREITO DE SE DEFENDER
1. No dia treze do décimo segundo mês, chamado Adar, quando se devia executar o decreto do rei, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam destruí-los, aconteceu o contrário: foram os judeus que destruíram seus inimigos.
2. Os judeus se concentraram em suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, para atacar os que maquinavam sua destruição. Ninguém lhes ofereceu resistência, porque o temor dos judeus caiu sobre toda a população.
3. Os chefes das províncias, os sátrapas, os governadores e funcionários reais apoiaram os judeus, porque tiveram medo de Mardoqueu.
4. De fato, Mardoqueu ocupava alto cargo no palácio, e sua fama se espalhava por todas as províncias. Mardoqueu se tornava cada vez mais poderoso.
5. Os judeus passaram a fio de espada todos os seus inimigos, matando e exterminando. Fizeram dos inimigos o que quiseram.
6. Só na fortaleza de Susa, os judeus mataram e exterminaram quinhentos homens,
7. incluindo Farsandata, Delfon, Esfata,
8. Forata, Adalia, Aridata,
9. Fermesta, Arisai, Aridai, Jezata
10. e os dez filhos de Amã, filho de Amadates, o perseguidor dos judeus. Mas não praticaram o saque.
11. No mesmo dia, comunicaram ao rei o número de vítimas na fortaleza de Susa.
12. E o rei disse à rainha Ester: "Só na fortaleza de Susa, os judeus mataram e exterminaram quinhentos homens e os dez filhos de Amã. O que terão feito nas outras províncias do reino? Peça o que você quiser, e eu lhe darei. Se você quer mais alguma coisa, lhe será concedida".
13. Ester respondeu: "Se parece bem ao rei, conceda que os judeus de Susa possam prorrogar o cumprimento do decreto até amanhã. E que enforquem os cadáveres dos dez filhos de Amã".
14. O rei ordenou que assim fosse feito: prorrogou o decreto em Susa, e enforcaram os cadáveres dos dez filhos de Amã.
15. Assim, os judeus de Susa se concentraram também no dia catorze do mês de Adar e mataram mais trezentos homens, sem contudo praticar o saque.
16. Os judeus das outras províncias do reino também se concentraram para se defender, eliminando os inimigos. Mataram setenta e cinco mil adversários, mas não praticaram o saque.
17. Assim foi o dia treze do mês de Adar, e no dia catorze descansaram, transformando-o em dia de festa.
18. Os judeus de Susa se reuniram nos dias treze e catorze; no dia quinze descansaram, transformando-o em dia de festa.
19. É por isso que os judeus do campo, que vivem nas aldeias, fazem do dia catorze do mês de Adar, um dia de alegria, banquete e festa, e trocam presentes.
19a. Para os judeus das grandes cidades, o dia festivo é o dia quinze do mês de Adar, quando mandam presentes para seus vizinhos.

O POVO FESTEJA A LIBERTAÇÃO
20. Mardoqueu registrou por escrito todos esses acontecimentos. Depois mandou cartas a todos os judeus que viviam nas províncias do rei Assuero, próximas ou distantes,
21. ordenando-lhes que celebrassem todo ano os dias catorze e quinze do mês de Adar,
22. porque nesses dias é que os judeus se livraram de seus inimigos, e nesse mês a sua tristeza foi transformada em alegria e o seu luto em festa. Ele insistia que os judeus festejassem esse dia, fazendo banquetes, trocando presentes e fazendo doações aos pobres.
23. Os judeus, que já haviam começado a praticar tudo isso, aceitaram o que Mardoqueu lhes pedia.
24. De fato, Amã, filho de Amadates, o agagita, perseguidor de todos os judeus, tinha planejado a morte deles e lançado o "Pur", isto é, as sortes, para eliminá-los e destruí-los.
25. Mas quando Ester se apresentou ao rei, este ordenou, com documento escrito, que a perversa trama de Amã contra os judeus recaísse sobre ele próprio, e que ele e seus filhos fossem enforcados.
26. Por isso, esses dias receberam o nome de "Purim", da palavra "pur". Conforme o texto dessa carta, e de acordo com o que haviam presenciado e sabido por notícias,
27. os judeus assumiram para si próprios, para seus descendentes e para todos os que a eles se reunissem, o compromisso inviolável de celebrar todo ano esses dois dias, conforme esse documento e nas datas fixadas.
28. Esses dias são lembrados e celebrados de geração em geração, em cada família, província e cidade. São os dias dos "Purim", que nunca desaparecerão do meio dos judeus, e sua lembrança jamais morrerá entre seus descendentes.
29. A rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mardoqueu escreveram, urgindo o cumprimento da segunda carta sobre os dias dos "Purim",
30. e enviaram cartas a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero. Com palavras de paz e fidelidade,
31. ordenaram a observância desses dias dos "Purim" na data certa. Assim lhes ordenaram o judeu Mardoqueu e a rainha Ester, e os próprios judeus o assumiram para si e seus descendentes, acrescentando algumas cláusulas sobre jejuns e súplicas.
32. Desse modo, o decreto de Ester fixou as normas para celebrar os dias dos "Purim", e ficou registrado por escrito.

[Ester 10]Ester 10



DEUS OUVIU O CLAMOR DO SEU POVO
1. O rei Assuero impôs tributo aos habitantes do continente e das ilhas.
2. Para suas vitórias militares e o relato em pormenores da dignidade a que o rei elevou Mardoqueu, podem ser consultados os Anais do reino da Média e da Pérsia:
3. "O judeu Mardoqueu era o primeiro depois do rei Assuero. Foi um homem considerado pelos judeus e amado por seus muitos compatriotas, porque buscava o bem do seu povo e se preocupava com a prosperidade de sua nação.
3a. Mardoqueu comentou: Essas coisas aconteceram por obra de Deus.
3b. Lembro-me do sonho que tive sobre esses fatos, e nenhum deles foi omitido:
3c. a pequena fonte que se torna rio, a luz que se levanta, o sol e a água abundante. O rio é Ester, que o rei desposou e constituiu rainha.
3d. Os dois dragões, somos eu e Amã.
3e. As nações, são aquelas que se coligaram para destruir o nome dos judeus.
3f. Meu povo é Israel, aqueles que invocaram a Deus e foram salvos. Sim, o Senhor salvou o seu povo, o Senhor nos libertou de todos esses males. Deus realizou sinais e prodígios, como nunca houve entre as nações.
3g. Por isso, ele estabeleceu duas sortes: uma para o povo de Deus, e outra para as nações.
3h. Essas duas sortes se realizaram na hora, no momento e no dia estabelecido do julgamento diante de Deus, e em todas as nações.
3i. Deus se lembrou do seu povo e fez justiça para a sua herança.
3j. Os dias catorze e quinze do mês de Adar serão celebrados com assembléia, alegria e contentamento diante de Deus, em Israel, seu povo por todas as gerações e para sempre".
3l. No quarto ano de Ptolomeu e de Cleópatra, Dositeu, que se dizia sacerdote e levita, e seu filho Ptolomeu, trouxeram a presente carta sobre os "Purim". Eles a consideraram autêntica e traduzida por Lisímaco, filho de Ptolomeu, que era da comunidade de Jerusalém.

[Jó 1]I. FIEL ATÉ NA MISÉRIA



Jó 1

RETRATO DE UM HOMEM FELIZ
1. Era uma vez um homem chamado Jó, que vivia no país de Hus. Era um homem íntegro e reto, que temia a Deus e evitava o mal.
2. Tinha sete filhos e três filhas.
3. Possuía também sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas mulas e grande número de empregados. Jó era o mais rico dos homens do Oriente.
4. Os filhos de Jó costumavam fazer banquetes, um dia na casa de cada um, e convidavam as três irmãs para comer e beber com eles.
5. Quando terminavam esses dias de festa, Jó os mandava chamar, para purificá-los. Ele madrugava e oferecia um holocausto para cada um deles, pensando: "Talvez meus filhos tenham pecado, ofendendo Deus em seu coração". E Jó fazia assim todas as vezes.

EXISTE RELIGIÃO GRATUITA?
6. Certo dia, os anjos se apresentaram a Javé e, entre eles, foi também Satã.
7. Então Javé perguntou a Satã: "De onde você vem?" Satã respondeu: "Fui dar uma volta pela terra".
8. Javé lhe disse: "Você reparou no meu servo Jó? Na terra não existe nenhum outro como ele: é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e evita o mal".
9. Satã respondeu a Javé: "E é a troco de nada que Jó teme a Deus?
10. Tu mesmo puseste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens. Abençoaste os trabalhos dele e seus rebanhos cobrem toda a região.
11. Estende, porém, a mão e mexe no que ele possui. Garanto que ele te amaldiçoará na cara!"
12. Então Javé disse a Satã: "Pois bem! Faça o que você quiser com o que ele possui, mas não estenda a mão contra ele". E Satã saiu da presença de Javé.

A FIDELIDADE DO POBRE
13. Certo dia, os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam na casa do irmão mais velho.
14. Um mensageiro chegou à casa de Jó e lhe disse: "Os bois estavam arando e as mulas pastando perto deles.
15. Os sabeus caíram sobre eles, mataram os empregados a fio de espada e levaram o rebanho. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu".
16. Mal acabara de falar, quando chegou outro e disse: "Caiu um raio do céu e queimou e consumiu suas ovelhas e pastores. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu".
17. Mal acabara de falar, quando chegou outro e disse: "Um bando de caldeus, dividido em três grupos, caiu sobre os camelos e os levou embora, depois de matar os empregados a fio de espada. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu".
18. Mal acabara de falar, quando chegou outro e disse: "Seus filhos e filhas estavam comendo e bebendo na casa do irmão mais velho,
19. quando um furacão veio do deserto, atingindo a casa pelos quatro lados, e ela desabou sobre os jovens e os matou. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu".
20. Então Jó se levantou, rasgou a roupa, rapou a cabeça, caiu por terra,
21. e disse: "Nu eu saí do ventre de minha mãe, e nu para ele voltarei. Javé me deu tudo e Javé tudo me tirou. Bendito seja o nome de Javé!"
22. E, apesar de tudo, Jó não pecou e não acusou Deus de ter feito alguma coisa injusta.

[Jó 2]Jó 2



ATÉ ONDE O POBRE É FIEL?
1. Certo dia,os anjos se apresentaram a Javé e, entre eles, foi também Satã.
2. Então Javé perguntou a Satã: "De onde você vem?" Satã respondeu: "Fui dar uma volta pela terra".
3. Javé lhe disse: "Você reparou no meu servo Jó? Na terra não existe nenhum outro como ele: é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e evita o mal. Ele continua firme na sua integridade. E você, a troco de nada, me lançou contra ele para o aniquilar".
4. Satã respondeu a Javé: "Pele por pele! O homem dá tudo o que tem para manter a vida.
5. Estende, porém, a mão e o atinge na carne e nos ossos. Garanto que ele te amaldiçoará na cara!"
6. Então Javé disse a Satã: "Faça com ele o que você quiser, mas poupe a vida dele".
7. E Satã saiu da presença de Javé.

FIDELIDADE ATÉ O FIM Satã feriu Jó com feridas graves, desde a planta do pé até a cabeça.
8. Então Jó pegou um caco de telha para se coçar, sentado no meio da cinza.
9. Sua mulher lhe disse: "E você ainda continua em sua integridade? Amaldiçoe a Deus e morra de uma vez!"
10. Jó respondeu: "Você está falando como louca! Se aceitamos de Deus os bens, não devemos também aceitar os males?" E, apesar de tudo isso, Jó não ofendeu a Deus com palavras.

OS AMIGOS: SOLIDARIEDADE OU ACUSAÇÃO?
11. Nesse meio tempo, três amigos de Jó ficaram sabendo de todas as desgraças que o tinham atingido. Eram eles: Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat. Cada um partiu de sua terra e se encontraram para compartilhar a dor de Jó e o consolar.
12. Quando o viram de longe, não o reconheceram, e começaram a chorar. Rasgaram a roupa e jogaram pó sobre a cabeça.
13. Depois sentaram-se no chão ao lado dele, por sete dias e sete noites. Vendo o enorme sofrimento de Jó, não lhe disseram nenhuma palavra.

[Jó 3]II. QUEM ESTÁ ERRADO?



1. PRIMEIRO DEBATE

DESESPERO DE JÓ

Jó 3

MELHOR NÃO TER NASCIDO
1. Então Jóabriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento,
2. dizendo:
3. "Morra o dia em que nasci e a noite em que se disse: 'Um menino foi concebido'.
4. Que esse dia se transforme em trevas; que Deus, do alto, não cuide dele e sobre ele não brilhe a luz.
5. Que as trevas e as sombras o reclamem para si, que uma nuvem o cubra e um eclipse o torne pavoroso.
6. Que a escuridão se apodere desse dia, que ele não se some aos dias do ano e não entre na conta dos meses.
7. Que essa noite fique estéril e fechada aos gritos de alegria.
8. Que a maldigam os que maldizem o dia, os que sabem despertar Leviatã.
9. Que as estrelas da sua aurora escureçam, que espere a luz que não vem, e não veja as pálpebras da alvorada.
10. Pois essa noite não fechou as portas do ventre para mim, e não escondeu da minha vista tanta miséria.

MELHOR TER SIDO UM ABORTO
11. Por que não morri ao sair do ventre de minha mãe, ou não pereci ao sair de suas entranhas?
12. Por que dois joelhos me receberam, e dois peitos me amamentaram?
13. Agora eu repousaria tranqüilo e dormiria em paz,
14. junto com os reis e governantes da terra, que construíram túmulos suntuosos para si,
15. ou com os nobres que possuíram ouro e encheram de prata seus mausoléus.
16. Agora eu seria um aborto enterrado, uma criatura que não chegou a ver a luz.
17. Lá embaixo acaba o tumulto dos injustos, e aí repousam os que estão esgotados.
18. Com eles descansam os prisioneiros, e não ouvem mais a voz do capataz.
19. Lá embaixo os pequenos se confundem com os grandes, e o escravo fica liberto do seu patrão.

MELHOR MORRER DO QUE VIVER ASSIM
20. Para que dar luz a um infeliz, e vida para quem vai viver na amargura?
21. Para que dar luz a quem anseia pela morte que não chega, e que a procura mais do que a um tesouro?
22. Para que dar luz a quem se alegra diante de um túmulo e exulta diante da sepultura?
23. Para que dar luz a um homem que não encontra caminho, porque Deus o cercou de todos os lados?
24. Os soluços são meu alimento, e meus gemidos transbordam como água.
25. O que eu mais temia aconteceu para mim, e o que mais me apavorava me atingiu.
26. Vivo sem paz, sem tranqüilidade e sem descanso, em contínuo sobressalto".

[Jó 4]INTERVENÇÃO DE ELIFAZ



Jó 4

DEUS CASTIGA O INOCENTE?
1. Elifaz deTemã tomou a palavra e disse:
2. "Não sei se você agüentaria se alguém falasse com você. Contudo, quem poderia permanecer calado?
3. Veja! Você instruiu pessoas e fortaleceu braços enfraquecidos.
4. Com suas palavras, você levantou quem vacilava, e sustentou joelhos que se dobravam.
5. Pois bem! Hoje é a sua vez. Você não agüenta? Você se perturba hoje, quando tudo desaba sobre você?
6. O temor de Deus não era a sua confiança, e a sua esperança não era um comportamento íntegro?
7. Lembre-se bem: quando é que um inocente pereceu, e quando é que os homens retos foram destruídos?
8. Pelo que eu sei, os que cultivam injustiça e semeiam miséria, são esses que as colhem.
9. Deus sopra, e eles perecem; o sopro de sua ira os consome.
10. Embora o leão ruja e o leopardo também, os dentes dos filhotes são quebrados:
11. sem a presa, o leão acaba morrendo, e as crias da leoa debandam.

QUEM PODE TER RAZÃO DIANTE DE DEUS?
12. Escutei uma palavra fugidia, meu ouvido percebeu seu leve sussurro:
13. numa visão noturna de pesadelo, quando o torpor cai sobre os homens,
14. fui tomado por um calafrio de terror, e todos os meus ossos estremeceram.
15. Um vento passou pelo meu rosto e me provocou arrepios por todo o corpo.
16. Eu estava em pé, mas não vi quem era. Uma figura apareceu diante de mim, houve um silêncio, e depois ouvi uma voz:
17. 'Pode o homem ter razão diante de Deus? Ou pode um mortal ser puro diante do seu Criador?
18. Ele desconfia até de seus servos, e mesmo em seus anjos descobre defeitos.
19. Quanto mais nesses que moram em casas de barro e que têm alicerces sobre a poeira! Serão esmagados mais depressa do que a traça,
20. aniquilados entre o amanhece

r e a tarde. Eles perecem para sempre, pois ninguém os trará de volta.


21. As cordas de sua tenda são arrancadas, e eles morrem sem ter aprendido a lição'.

[Jó 5]Jó 5



DE ONDE VEM A DESGRAÇA?
1. Grite, para ver se alguém lhe responde. A que anjo você vai recorrer?
2. Porque o despeito mata o insensato, e a inveja causa a morte do imbecil.
3. Vi um insensato lançar raízes, e num momento sua casa foi amaldiçoada.
4. Seus filhos estão longe de prosperar, são esmagados sem defensor no tribunal.
5. O faminto devorou as colheitas dele, e o sedento sugou-lhe os bens.
6. A miséria não nasce do pó, e a fadiga não brota da terra.
7. E o homem gera seu próprio sofrimento, como as faíscas voam para cima.

RECORRER A DEUS
8. Em seu lugar, eu recorreria a Deus, e poria a minha causa nas mãos dele.
9. Ele faz coisas grandiosas e incompreensíveis, e maravilhas sem conta:
10. dá chuva para a terra, e rega os campos;
11. levanta os humildes, e concede prosperidade aos abatidos;
12. malogra os planos do astuto, para que as manobras deste fracassem;
13. apanha os espertos na astúcia deles, e desmonta as tramas do velhaco.
14. Em pleno dia, todos esses caem nas trevas, e ao meio-dia tateiam como se fosse noite.
15. É assim que Deus salva da língua afiada o pobre, e da mão do poderoso o necessitado.
16. Desse modo, o fraco tem esperança, e a injustiça fecha a boca.
17. Feliz o homem a quem Deus corrige. Portanto, não despreze a lição do Todo-poderoso.
18. É Deus quem fere e cura a ferida, quem golpeia e cura com sua própria mão.
19. Ele é quem liberta você de seis perigos, e no sétimo o mal não mais o atingirá.
20. Em tempo de fome, salvará você da morte, e na guerra o protegerá do golpe da espada.
21. Você ficará a salvo do flagelo da língua, e não temerá quando a ruína chegar.
22. Você rirá do desastre e da fome, e não temerá os animais selvagens.
23. Você fará aliança com os espíritos do campo, e viverá em paz com as feras.
24. Você terá prosperidade em sua tenda e, visitando sua propriedade, verá que nada falta.
25. Terá descendência numerosa, e seus filhos serão como erva do campo.
26. Descerá ao túmulo em avançada velhice, como feixe de trigo colhido no tempo certo.
27. Veja bem! Observamos tudo isso, e é coisa certa. Escute bem, e faça bom proveito".

[Jó 6]RESPOSTA DE JÓ



Jó 6

SÓ SABE QUEM SOFRE
1. Então Jó respondeu:
2. "Se pudessem pesar a minha aflição, e colocar na balança a minha desgraça,
3. seriam mais pesadas que a areia do mar! Por isso, as minhas palavras são confusas.
4. Levo, cravadas em mim, as flechas do Todo-poderoso, e o meu espírito bebe o veneno delas; os terrores de Deus se enfileiram contra mim.
5. Por acaso o asno selvagem relincha diante do capim? Ou o boi muge diante da forragem?
6. Alguém come sem sal algo que não tem gosto? Que sabor tem a clara do ovo?
7. O que antes me causava nojo de tocar, agora se tornou a minha comida repugnante.

MORRER PARA NÃO SE REVOLTAR
8. Tomara que se cumpra o que eu pedi, e Deus me conceda o que espero:
9. que ele se digne esmagar-me, e solte sua mão para acabar comigo!


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