Origem do mundo e da humanidade a criaçÃo gênesis 1 a humanidade, ponto alto da criaçÃO


Obedeça às ordens do rei e, por causa do juramento feito a Deus, 3



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2. Obedeça às ordens do rei e, por causa do juramento feito a Deus,
3. não se apresse em se afastar dele, nem persista no mal, porque o rei pode fazer o que quer.
4. De fato, a palavra do rei é soberana, e ninguém pode perguntar a ele: "O que é que você está fazendo?"
5. Quem obedece às ordens, não incorre em pena alguma. A mente do sábio conhece o tempo e o julgamento,
6. porque para cada coisa há um tempo e um julgamento. Sobre o homem pesa um grande mal:
7. ninguém sabe qual será o seu futuro. De fato, quem pode saber o que vai acontecer?
8. Ninguém é capaz de dominar sua própria respiração: o dia da morte está fora do nosso domínio. Da luta na vida ninguém pode fugir; nem a maldade salva aquele que a comete.
9. Vi tudo isso, e refleti sobre todas as coisas que se fazem debaixo do sol, enquanto um homem domina outro homem para arruiná-lo.

VALE A PENA SER JUSTO?
10. Vi também os injustos sendo levados à sepultura e entrarem no repouso, enquanto os freqüentadores do lugar santo ficavam esquecidos na cidade, onde tinham feito o bem. Isso também é fugaz.
11. Dado que não se executa logo a sentença contra quem praticou o mal, o coração dos homens está sempre inclinado a praticar o mal.
12. O pecador sobrevive, mesmo que cometa cem vezes o mal. Mas eu sei também que aos que temem a Deus acontece o bem, porque eles o temem;
13. mas que o bem não acontece ao injusto e que ele não poderá alongar os dias como a sombra, porque ele não teme a Deus.
14. Existe ainda outra desilusão: justos que são tratados conforme a conduta dos injustos, e injustos que são tratados conforme a conduta dos justos. Penso que também isso é coisa fugaz.
15. Por isso, eu exalto a alegria, porque não existe felicidade para o homem debaixo do sol, além do comer, beber e alegrar-se. Essa é a única coisa que lhe serve de companhia na fadiga, nos dias contados da vida que Deus lhe concede debaixo do sol.

O LIMITE DA SABEDORIA HUMANA
16. Apliquei-me a conhecer a sabedoria e a considerar a fadiga que se realiza sobre a terra, pois o homem não conhece repouso, nem de dia, nem de noite.
17. Observei o conjunto da obra de Deus e percebi que o homem não consegue descobrir tudo o que acontece debaixo do sol. Por mais que o homem se afadigue em pesquisar, não chega a compreendê-la. E mesmo que o sábio diga que a conhece, nem por isso é capaz de entendê-la.

[Eclesiastes 9]Eclesiastes 9



APESAR DE TUDO, VALE A PENA VIVER
1. Refleti sobre tudo isso e compreendi que os justos, os sábios e suas ações estão nas mãos de Deus. O homem não conhece nem sequer o amor e o ódio, embora isso tudo se desenvolva diante dele.
2. Todos têm o mesmo destino, tanto o justo como o injusto, o bom e o mau, o puro e o impuro, quem sacrifica e quem não sacrifica. O bom é tal qual o pecador, e quem jura é igual a quem evita o juramento.
3. O mal que existe em tudo o que se faz debaixo do sol é que todos têm o mesmo destino. Além disso, o coração dos homens está cheio de maldade, e a insensatez se abriga no coração deles durante todo o tempo que vivem. Depois eles se dirigem para junto dos mortos.
4. Enquanto alguém está vivo, ainda há esperança, porque é melhor um cão vivo do que um leão morto.
5. Os vivos estão sabendo que devem morrer, mas os mortos não sabem nada, nem terão recompensa, porque a lembrança deles cairá no esquecimento.
6. Seu amor, ódio e ciúme se acabam, e eles nunca mais participarão de nada que se faz debaixo do sol.

VIVER O PRESENTE E AMAR
7. Portanto, vá, coma o seu pão com alegria e beba o seu vinho com satisfação, porque com isso Deus já foi bondoso para com você.
8. Que suas roupas sejam brancas o tempo todo, e nunca falte perfume em sua cabeça.
9. Goze a vida com a esposa que você ama, durante todos os dias da vida fugaz que Deus lhe concede debaixo do sol. Essa é a porção que lhe cabe na vida e no trabalho com que você se afadiga debaixo do sol.
10. Tudo o que você puder fazer, faça-o enquanto tem forças, porque no mundo dos mortos, para onde você vai, não existe ação, nem pensamento, nem ciência, nem sabedoria.
11. Observei outra coisa debaixo do sol: não é o mais veloz que ganha a corrida, nem é o mais forte que vence na batalha. O pão não é para os mais sábios, nem as riquezas para os mais inteligentes, nem o favor para os mais cultos, porque tudo depende do tempo e do acaso.
12. Além disso, o homem não conhece o dia da própria morte: ele é como os peixes, que são pegos na rede, ou como os pássaros que caem presos na armadilha. Da mesma forma, o homem é surpreendido pela desgraça que cai sobre ele de improviso.

A SABEDORIA DERROTA AS ARMAS
13. Também vi debaixo do sol este exemplo de sabedoria que me pareceu muito importante:
14. Havia uma pequena cidade com poucos habitantes. Um grande rei foi contra ela. Cercou-a, e construiu contra ela máquinas de guerra.
15. Nela se encontrou um homem, de origem pobre, mas sábio. Com sua sabedoria ele salvou a cidade. Contudo, ninguém mais se lembrou desse homem pobre.
16. Por isso, concluo que a sabedoria vale mais do que a força, porém a sabedoria do pobre é desprezada, e ninguém dá ouvidos às palavras dele.
17. Palavras calmas de sábios são mais ouvidas do que gritos de um poderoso, que fala no meio dos insensatos.
18. Mais vale a sabedoria do que os instrumentos de guerra, mas um só erro pode anular muita coisa boa.

[Eclesiastes 10]Eclesiastes 10



A INFLUÊNCIA DO INSENSATO
1. Mosca morta estraga um vidro de perfume, e um pouco de insensatez pesa mais do que a sabedoria e a honra.
2. O sábio se orienta bem, mas o insensato se desvia.
3. Quando o insensato anda pelo caminho, falta-lhe inteligência e pensa que todo mundo é insensato também.

CALMA E DISCERNIMENTO
4. Se a ira de um poderoso se levanta contra você, não saia do lugar, porque a calma aplaca grandes erros.
5. Vi outro mal debaixo do sol, um erro cometido pelo soberano:
6. o insensato ocupando os mais altos cargos e os hábeis em posições bem inferiores.
7. Vi escravos a cavalo, e príncipes andando a pé, como se fossem escravos.

SABEDORIA E PRUDÊNCIA
8. Quem cava um buraco, nele cairá. Quem derruba um muro, uma cobra o morderá.
9. Quem carrega pedras, com elas se machuca, e quem racha lenha, corre perigo.
10. Se o machado está cego e não for afiado, será preciso muita força; é mais vantajoso usar a sabedoria.
11. Se a cobra não encantada morde o encantador, este não ganha nada.

O SÁBIO FALA POUCO
12. As palavras do sábio favorecem a ele mesmo, mas as palavras do insensato provocam sua própria ruína.
13. Se o início das palavras do insensato já é insensatez, o fim do seu discurso será tolice perversa.
14. O insensato multiplica as palavras, embora o homem não saiba o que vai suceder, porque ninguém lhe pode dizer o que vai acontecer no futuro.
15. O trabalho do insensato lhe causa fadiga, pois nem sabe como ir à cidade.

TENTAÇÃO DOSGOVERNANTES
16. Ai de você, país governado por um jovem, e cujos príncipes se banqueteiam desde o amanhecer.
17. Feliz de você, país governado por um rei nobre, e cujos príncipes comem na hora certa para se refazerem, e não para se banquetearem.
18. Pela preguiça das mãos, o teto desaba; e por causa de braços frouxos, goteja na casa.
19. Para se divertirem, fazem banquete, e o vinho alegra a vida: o dinheiro providencia tudo.
20. Não fale mal do rei, nem mesmo em pensamento, e não fale mal do poderoso, nem dentro do seu próprio quarto: um passarinho poderá ouvir, e um ser alado qualquer poderia contar o que você falou.

[Eclesiastes 11]Eclesiastes 11



PRUDÊNCIA E RISCO
1. Jogue seu pão sobre a água, porque dias depois você o encontrará.
2. Reparta com sete e até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraças lhe poderão acontecer na terra.
3. Quando as nuvens estão cheias, derramam chuva sobre a terra. Se uma árvore cai, seja para o sul, seja para o norte, no lugar onde cair, aí ficará.
4. Quem fica olhando o vento, nunca semeará; quem fica olhando as nuvens, jamais colherá.
5. Assim como você ignora o caminho por onde o sopro de vida entra nos ossos dentro do ventre da mulher grávida, assim também você ignora a obra de Deus, que fez todas as coisas.
6. De manhã, semeie a sua semente, e de tarde não dê descanso à sua mão, porque você não sabe qual das sementes irá brotar, se esta ou aquela, ou se as duas serão boas.

VIVER ENQUANTO É TEMPO
7. Doce é a luz, e agradável para os olhos ver o sol.
8. Se o homem viver por muitos anos, procure desfrutar de todos eles; mas lembre-se dos dias sombrios, que serão muitos, pois tudo o que acontece é fugaz.
9. Jovem, alegre-se na sua juventude e seja feliz nos dias da mocidade. Siga os impulsos do seu coração e os desejos dos olhos. Contudo, saiba que Deus vai pedir contas a você de todas essas coisas.
10. Expulse a melancolia do seu coração e afaste do seu corpo a dor, porque a juventude e os cabelos negros são fugazes.

[Eclesiastes 12]Eclesiastes 12



1. Lembre-se do seu Criador, nos dias da mocidade, antes que venham os dias tristes e cheguem os anos em que você dirá: "Não sinto mais gosto para nada";
2. antes que se escureçam o sol e a luz, a lua e as estrelas, e antes que voltem as nuvens depois da chuva;
3. no dia em que os guardas da casa tremerem e os homens fortes se curvarem, quando as mulheres, uma a uma, pararem de moer, e cair a escuridão sobre aquelas que olham pelas janelas;
4. quando se fechar a porta da rua e diminuir o barulho do moinho; quando se acordar com o canto dos passarinhos, e todas as canções emudecerem;
5. quando se ficar com medo das alturas, e se levar sustos pelo caminho. Quando a amendoeira estiver em flor, o gafanhoto ficar pesado, e o tempero perder o sabor: é porque o homem já está a caminho de sua morada eterna, e os que choram a sua morte, já começam a rondar pela rua.
6. Antes que o fio de prata se rompa e a taça de ouro se parta, antes que o jarro se quebre na fonte e a roldana rebente no poço.
7. Então o pó volta para a terra de onde veio, e o sopro vital retorna para Deus que o concedeu.
8. Ó suprema fugacidade, diz Coélet, tudo é fugaz.

CONCLUSÃO: TEMER A DEUS
9. Além de sábio, Coélet também ensinou a ciência ao povo. Ele ponderou, examinou e corrigiu muitos provérbios.
10. Coélet procurou encontrar palavras agradáveis, e escrever com propriedade palavras verdadeiras.
11. As palavras dos sábios são como ferrões, e as sentenças coletadas são como estacas fincadas. Umas e outras provêm do mesmo pastor.
12. Além disso, meu filho, preste atenção: escrever livros é um trabalho sem fim, e muito estudo cansa o corpo.
13. Fim do discurso. De tudo o que se ouviu o resumo é este: Tema a Deus e observe seus mandamentos, porque esse é o dever de todo homem.
14. Deus julgará toda obra, até mesmo a que estiver escondida, seja boa, seja má.

[Cântico dos Cânticos 1]Cântico dos Cânticos 1



TÍTULO
1. O mais belo cântico de Salomão.

BEIJOS A amada:
2. Beije-me com os beijos de sua boca! Seus amores são melhores do que o vinho,
3. o odor de seus perfumes é suave, seu nome é como óleo escorrendo, e as donzelas se enamoram de você...
4. Arraste-me com você, corramos! Leve-me, ó rei, aos seus aposentos, e exultemos! Alegremo-nos em você! Mais que ao vinho, celebremos seus amores! Com razão se enamoram de você...

BUSCA E GALANTEIO

A amada:
5. Sou morena, mas formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Cedar e os pavilhões de Salma.
6. Não reparem se eu sou morena: foi o sol que me queimou. Os filhos da minha mãe se voltaram contra mim, me obrigaram a guardar as vinhas, e a minha vinha, a minha... eu não a pude guardar.
7. Avise-me, amado de minha alma, onde você apascenta e faz descansar o rebanho ao meio-dia, para que eu não fique vagando perdida entre os rebanhos de seus companheiros.

Coro:
8. Se você não sabe, ó mais bela das mulheres, siga o rastro das ovelhas e leve as cabras a pastar junto às tendas dos pastores.

O amado:
9. Minha amada, eu comparo você à égua atrelada ao carro do Faraó!
10. Que beleza suas faces entre os brincos, seu pescoço, com colares!
11. Faremos para você pingentes de ouro cravejados de prata.

Dueto:
12. Enquanto o rei está em seu divã, o meu nardo difunde seu perfume.
13. Um saquinho de mirra é para mim o meu amado, repousando entre meus seios.
14. O meu amado é para mim um cacho de cipro florido entre as vinhas de Engadi.
15. -Como você é bela, minha amada, como você é bela!... Seus olhos são pombas.
16. Como você é belo, meu amado, e que doçura! Nosso leito é todo relva.
17. -As vigas da nossa casa são de cedro, e seu teto, de ciprestes.

[Cântico dos Cânticos 2]Cântico dos Cânticos 2



1. -Sou um narciso de Saron, uma açucena dos vales.
2. -Como açucena entre espinhos é a minha amada entre as donzelas.
3. -Macieira entre as árvores do bosque, é o meu amado entre os jovens; à sombra dele eu quis sentar, com seu doce fruto na boca.
4. Ele me levou à adega, e contra mim desfralda sua bandeira de amor.
5. Sustentem-me com bolos de passas, dêem-me forças com maçãs, oh! que estou doente de amor...
6. Sua mão esquerda está sob a minha cabeça, e com a direita ele me abraça.
7. -Filhas de Jerusalém, pelas cervas e gazelas do campo, eu conjuro vocês: não despertem, não acordem o amor, até que ele o queira!

PRIMAVERA

A amada:
8. A voz do meu amado! Vejam: vem correndo pelos montes, saltitando pelas colinas!
9. Meu amado é como um gamo, um filhote de gazela. Ei-lo postando-se atrás da nossa parede, espiando pelas grades, espreitando pela janela.
10. O meu amado fala, e me diz: "Levante-se, minha amada, formosa minha, venha a mim!
11. Veja: o inverno já passou! Olhe: a chuva já se foi!
12. As flores florescem na terra, o tempo da poda vem vindo, e o canto da rola já se ouve em nosso campo.
13. Despontam figos na figueira e a vinha florida exala perfume. Levante-se, minha amada, formosa minha, venha a mim!
14. Pomba minha, que se aninha nos vãos do rochedo, na fenda dos barrancos... Deixe-me ver a sua face, deixe-me ouvir a sua voz, pois a sua face é tão formosa e tão doce a sua voz!"
15. Agarrem as raposas, as raposas pequeninas que devastam nossas vinhas, nossas vinhas já floridas!...
16. O meu amado é meu e eu sou dele, do pastor das açucenas!
17. Antes que a brisa sopre e as sombras se debandem, volte! Seja como um gamo, amado meu, um filhote de gazela pelas montanhas de Beter.

[Cântico dos Cânticos 3]BUSCA NOTURNA



Cântico dos Cânticos 3

1. Em meu leito, pela noite, procurei o amado da minha alma. Procurei e não encontrei!
2. Vou levantar-me, vou rondar pela cidade, pelas ruas, pelas praças, procurando o amado da minha alma... Procurei e não encontrei!...
3. Encontraram-me os guardas que rondavam a cidade: "Vocês viram o amado da minha alma?"
4. Passando por eles, contudo, encontrei o amado da minha alma. Agarrei-o, e não vou soltá-lo, até levá-lo à casa da minha mãe, ao quarto daquela que me carregou no seio.

O amado:
5. Filhas de Jerusalém, pelas cervas e gazelas do campo, eu conjuro vocês: não despertem, não acordem o amor, até que ele o queira!

DIA DO CASAMENTO

Coro:
6. Que é isso que sobe do deserto, como colunas de fumaça perfumada com incenso e mirra, e perfumes dos mercadores?
7. É a liteira de Salomão! Sessenta soldados a escoltam, soldados seletos de todo Israel.
8. São todos treinados na espada, provados em muitas batalhas. Vêm todos cingidos de espada, temendo surpresas noturnas.
9. O rei Salomão fez para si uma liteira com madeira do Líbano,
10. colunas de prata, encosto de ouro e assento de púrpura, forrada de ébano por dentro.
11. Ó filhas de Sião, venham ver o rei Salomão, com a coroa que lhe pôs sua mãe no dia do casamento, dia em que seu coração se enche de alegria.

[Cântico dos Cânticos 4]REVELAÇÃO DA BELEZA FEMININA



Cântico dos Cânticos 4
O amado:
1. Como você é bela, minha amada, como você é bela!... São pombas seus olhos escondidos sob o véu. Seu cabelo... um rebanho de cabras ondulando nas encostas de Galaad.
2. Seus dentes... um rebanho tosquiado subindo após o banho, cada ovelha com seus gêmeos, nenhuma delas sem cria.
3. Seus lábios são fita vermelha, sua fala melodiosa. Metades de romã são suas faces mergulhadas sob o véu.
4. Seu pescoço é a torre de Davi, construída com defesas: dela pendem mil escudos e armaduras dos heróis.
5. Seus seios são dois filhotes, filhos gêmeos de gazela, pastando entre açucenas.
6. Antes que sopre a brisa e as sombras se debandem, vou ao monte da mirra, à colina do incenso.
7. Você é bela, minha amada, e não tem um só defeito!
8. Venha do Líbano, noiva minha, venha do Líbano e faça sua entrada comigo. Desça do alto do Amaná, do cume do Sanir e do Hermon, esconderijo de leões, montes onde rondam as panteras.
9. Você roubou meu coração, minha irmã, noiva minha, você roubou meu coração com um só de seus olhares, uma volta dos colares.
10. Como seus amores são belos, minha irmã, noiva minha. Seus amores são melhores do que o vinho, e mais fino que os outros aromas é o odor de seus perfumes.
11. Seus lábios são favo escorrendo, ó noiva minha. Você tem leite e mel sob a língua, e o perfume de suas roupas é como a fragrância do Líbano.
12. Você é um jardim fechado, minha irmã, noiva minha, um jardim fechado, uma fonte lacrada.
13. Seus brotos são pomar de romãs com frutos preciosos:
14. nardo e açafrão, canela, cinamomo e árvores todas de incenso, mirra e aloés, e os mais finos perfumes.
15. A fonte do jardim é poço de água viva que jorra, descendo do Líbano!

A amada:
16. Desperte, vento norte! Aproxime-se, vento sul! Soprem no meu jardim para espalhar seus perfumes. Entre o meu amado em seu jardim e coma de seus frutos saborosos!

[Cântico dos Cânticos 5]Cântico dos Cânticos 5


O amado:
1. Já vim ao meu jardim, minha irmã, noiva minha, colhi minha mirra e meu bálsamo, comi meu favo de mel, bebi meu vinho e meu leite. Comam e bebam, companheiros, embriaguem-se, meus caros amigos!

REVELAÇÃO DA BELEZA MASCULINA

A amada:
2. Eu dormia, mas o meu coração velava, e ouvi o meu amado que batia: "Abra, minha irmã, minha amada, pomba minha sem defeito! Tenho a cabeça orvalhada, meus cabelos gotejam sereno!"
3. "Já despi a túnica, e vou vesti-la de novo? Já lavei meus pés, e vou sujá-los de novo?"
4. Meu amado põe a mão pela fenda da porta: as entranhas me estremecem, minha alma, ao ouvi-lo, se esvai.
5. Ponho-me de pé para abrir ao meu amado: minhas mãos gotejam mirra, meus dedos são mirra escorrendo na maçaneta da fechadura.
6. Abro para o meu amado, mas o meu amado se foi... Procuro e não encontro. Chamo, e não me responde...
7. Encontraram-me os guardas que rondavam a cidade. Bateram-me, feriram-me e tomaram-me o manto as sentinelas das muralhas!
8. Filhas de Jerusalém, eu conjuro vocês: se encontrarem o meu amado, que lhe dirão?... Digam que estou doente de amor!

Coro:
9. O que o seu amado é mais que os outros, ó mais bela das mulheres? O que o seu amado é mais que os outros, para assim nos conjurar?

A amada:
10. O meu amado é branco e rosado e se destaca entre dez mil.
11. Sua cabeça é ouro puro, uma copa de palmeira seus cabelos, negros como o corvo.
12. Seus olhos... são pombas à beira de águas correntes: elas se banham no leite e repousam na margem.
13. Suas faces são canteiros de bálsamo, colinas de ervas perfumadas. Seus lábios são lírios com mirra que flui e se derrama.
14. Seus braços são torneados em ouro incrustado com pedras de Társis. Seu ventre é um bloco de marfim cravejado com safiras.
15. Suas pernas, colunas de mármore firmadas em bases de ouro puro. Seu aspecto é o do Líbano altaneiro, como um cedro.
16. Sua boca é muito doce... Ele todo é uma delícia! Assim é o meu amigo, assim o meu amado, ó filhas de Jerusalém.

[Cântico dos Cânticos 6]Cântico dos Cânticos 6


Coro:
1. Onde anda o seu amado, ó mais bela das mulheres? Aonde foi o seu amado? Nós vamos buscá-lo com você!

A amada:
2. O meu amado desceu ao seu jardim, aos terrenos das balsameiras. Foi pastorear nos jardins e colher açucenas.
3. Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu, o pastor das açucenas.

UMA SÓ É A MINHA AMADA

O amado:
4. Você é bonita, minha amiga, você é como Tersa, formosa como Jerusalém. Você é terrível como esquadrão com bandeiras desfraldadas.
5. Afaste de mim seus olhos, que seus olhos me perturbam! Seu cabelo é um rebanho de cabras ondulando nas encostas de Galaad.
6. Seus dentes... um rebanho tosquiado subindo após o banho, cada ovelha com seus gêmeos, nenhuma delas sem cria.
7. Metades de romã são suas faces mergulhadas sob o véu.
8. Que sejam sessenta as rainhas, e oitenta as concubinas, e as donzelas... sem conta:
9. uma só é a minha pomba sem defeito, uma só a preferida pela mãe que a gerou. Vendo, as jovens a felicitam, e rainhas e concubinas a louvam:
10. "Quem é essa que desponta como aurora, bela como a lua, fulgurante como o sol, terrível como esquadrão com bandeiras desfraldadas?"
11. Desci ao jardim das nogueiras para ver os brotos dos vales, para ver se a videira florescia, se os botões das romãzeiras se abriam,
12. e, sem saber, me coloquei no carro, com o meu príncipe!

[Cântico dos Cânticos 7]Cântico dos Cânticos 7


DANÇA E ÊXTASE

Coro:
1. Vire-se, vire-se, Sulamita. Vire-se, vire-se... queremos contemplar você! Sulamita: "O que vocês olham na Sulamita, quando ela baila entre dois coros?"

O amado:


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