Origem, evoluçÃo e desenvolvimento da auditoria introdução



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ORIGEM, EVOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA AUDITORIA


1. Introdução

Dentre as diversas áreas de atuação do contador, a auditoria vem experimentando excepcional desenvolvimento, quer no plano prático, quer no plano teórico. A profissão do auditor data do século XVIII, onde alguns profissionais se autonomeavam contadores públicos, executando, porém um trabalho pouco mais aprofundado do que aquele efetuado pelos contadores comuns.

No século XIX, aparece o denominado perito contador, cuja função básica era a de descobrir erros e fraudes. A partir de 1900, a profissão do auditor tomou maior impulso através do desenvolvimento do capitalismo, tornando-se uma profissão propriamente dita. Em 1934, com a criação da Security and Exchange Comission, nos Estados Unidos, a profissão do auditor criou um novo estímulo, pois as companhias que transacionavam ações na Bolsa de Valores foram obrigadas a utilizar-se dos serviços de auditoria, para dar maior fidedignidade às suas demonstrações financeiras.

No Brasil, o desenvolvimento da auditoria teve influência de filiais e subsidiárias de firmas estrangeiras; financiamento de empresas brasileiras através de entidades internacionais; crescimento das empresas brasileiras e necessidade de descentralização e diversificação de suas atividades econômicas; evolução do mercado de capitais; criação das normas de auditoria promulgadas pelo BACEN (Banco Central do Brasil) em 1972, e criação da Comissão de Valores Mobiliários e da Lei de Sociedades Anônimas em 1976.

O trabalho de auditoria deve ser adequadamente planejado e quando executado por contabilistas assistentes, ou seja, pessoal com nível técnico, estes precisam ser convenientemente supervisionados pelo auditor responsável.


2. Objetivo

Evidenciar que a auditoria para atingir sua finalidade deve ser planejada de forma que preveja-se a natureza, a extensão e a profundidade dos procedimentos a serem adotados, bem como os momentos mais propícios à aplicação destes métodos.

Demonstrar como as organizações e profissionais buscam o aperfeiçoamento profissional e como se relacionam com os clientes.

Sendo o objetivo da auditoria, o de expressar opinião sobre a propriedade das demonstrações financeiras e contábeis pretende-se verificar se estas representam a posição patrimonial, contábil e financeira da empresa auditada e adequado para atender as exigências do mundo globalizado.




3. Metodologia

A pesquisa realizada pode ser classificada como uma pesquisa bibliográfica.

A pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsa, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico, etc, até meios de comunicação orais: rádio, gravações em fita magnética e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferê4ncias seguidos de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicada, quer gravada (LAKATOS; MARCONI, 1995).

A bibliografia pertinente oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente e tem por objetivo permitir ao cientista o esforço paralelo na análise de suas pesquisas ou manipulação de suas afirmações. Dessa forma, a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras (LAKATOS; MARCONI 1995).




4. Referencial Teórico

4.1. História da Contabilidade e Origem da Auditoria

A contabilidade surgiu como uma parte do conhecimento humano, em função da necessidade básica do homem de contar seus rebanhos, produtos de sua pesca ou caça, cujo objetivo seria garantir o resultado positivo da equação entre necessidade de recursos a disponibilidade para subsistência.

Iudicibus (2000) afirma como o homem é naturalmente ambicioso, e por isso a necessidade de contabilizar seus recursos advém desde o início da civilização. Alguns teóricos preferem dizer que a necessidade de contabilizar, ou seja, a contabilidade existe, pelo menos desde 4.000 anos antes de cristo(...)na monotonia do inverno, entre os balidos ininterruptos das ovelhas, o homem tem uma idéia. Havendo um pequeno monte de pedras ao seu lado, o homem separa uma pedra para cada cabeça de ovelha, executando assim o que o contabilista chamaria hoje de inventário (...).

Desde o período primitivo a contabilidade se desenvolveu, sempre em função das modificações das relações econômicas ocorridas no mundo, marcadas por períodos definidos assim definidos por Hendriksen (1999).

Sá (1998) também faz referências à evolução da contabilidade.

Entre os sumero-babilonios já existiam registros contábeis em pedaços de argila.

Há mais de 6.000 anos o comércio já era intenso, o controle religioso sobre o Estado já era grande e poderoso, daí derivando grande quantidade de fatos a registrar. Ensejando, também o desenvolvimento da escrita contábil.

No Egito, igualmente, há milhares de anos, o \"papiro\" deu origem aos livros contábeis.

Em cada período da história, as relações entre homem e sua disponibilidade de recursos sempre foi fonte para evolução dos conceitos contábeis, que sempre procurou quebrar os paradigmas proporcionados por cada um destes períodos, e hoje volta a enfrenta um novo desafio, em função do nascimento de uma nova sociedade, cuja economia está baseada no conhecimento.

1. A contabilidade é um produto do Renascimento Italiano, período de grande avanço econômico, em regiões como Roma, Gênova, Milão e Veneza.


2. Por volta de 332 a.C. Foram encontrados vários registros contábeis, como forme de coletar os tributos com cereais e linhaça pelo uso de água para irrigação pelos egípcios.
3. \"2000 a.C. sistemas contábeis parecem Ter existido na China (...)\".


4.2. A Origem da Auditoria nos Países Desenvolvidos

Documentos históricos afirmam que os imperadores romanos nomeavam altos funcionários que eram incumbidos de supervisionar todas as operações financeiras de seus administradores provinciais e lhes prestar contas, verbalmente (a palavra auditoria tem origem no latim, vem de “audire”, que significa ouvir).

Já no século II, na França, os barões realizavam a leitura pública das contas de seus domínios, na presença dos funcionários designados pela Coroa. Enquanto, na Inglaterra, por ato do Parlamento, o rei Eduardo outorgava direito aos barões para nomear seus representantes oficiais. Ele próprio ordenou que as contas do testamento de sua falecida esposa fossem conferias. A aprovação destes auditores era atestada em documentos que constituíram os primeiros relatórios de Auditoria, denominados, “Probatur Sobre as Contas”. Documentos atestam, ainda, que o termo auditor originou-se no final do século XIII, na Inglaterra, sob o poder deste rei que mencionava o termo auditor sempre que se referia ao exame das contas, alegando que se estas não estivessem corretas, iria punir seus responsáveis.

A Inglaterra, empregando o mercantilismo, dominando os mares e controlando o comércio, mantendo grandes companhias comerciais e instituindo impostos sobre o lucro dessas empresas para desenvolver a riqueza nacional e firmar-se como uma das grandes potências mundiais, em fins do século XVII, foi o país que mais desenvolveu a auditoria. Mas somente, séculos depois, em seguida a crise do ano de 1929, a auditoria, neste país, começou a prosperar.

Em meados dos anos 30, foi criado o famoso Comitê May, um grupo de trabalho formado para determinar regras para as empresas que tivessem suas ações cotadas em bolsa de valores, tornando obrigatória a Auditoria Contábil Independente, nas demonstrações financeiras dessas empresas.

Os auditores independentes, para exercerem suas atividades, precisavam utilizar informações e documentos que permitissem o profundo conhecimento e análises das diversas transações financeiras. Para auxiliá-los, foram indicados alguns funcionários da própria empresa, que por sua vez, com o decorrer do tempo, foram aprendendo e dominando as técnicas de auditoria e utilizando-as em trabalhos solicitados pela própria administração da empresa. Estas empresas perceberam a possibilidade de diminuir seus custos com auditoria externa, se aproveitassem mais esses funcionários, implantando um serviço de conferência e revisão interna dos trabalhos contábeis, continuada e permanente, a preço menor.

Os auditores externos também lucraram com isso, pois puderam se dedicar exclusivamente ao seu maior objetivo de examinar a situação econômico-financeira das empresas contratantes. Posteriormente, nos Estados Unidos da América, como exemplo, as grandes empresas de transporte ferroviário criaram unidades fiscais chamadas “Travelling Auditors” (Auditores Viajantes), que tinham a função de visitar as estações rodoviárias e assegurar que todo produto da venda de passagens e de fretes de carga estavam sendo arrecadados e contabilizados corretamente. E após a fundação do The Institute of Internal Auditors (Instituto de Auditores Internos), em Nova York, a auditoria interna passou a ser vista de forma diferente. De um corpo de funcionários de linha, costumeiramente subordinados a contabilidade, aos poucos passou a ter um enfoque de controle administrativo, com a finalidade de avaliar a eficácia e a efetividade dos controles internos.

Logo o seu campo de ação funcional estendeu-se para todas as áreas da empresa e para manter sua independência, passou a subordinar-se diretamente à alta administração da empresa.




4.3. A Origem da Auditoria no Brasil

No Brasil, a auditoria surgiu na época colonial, quando o juiz era a pessoa de confiança do rei, designada pela Coroa portuguesa para conferir o recolhimento dos tributos ao tesouro, reprimindo e punindo fraudes. E no decurso do sistema capitalista, a expansão comercial e a forte concorrência, despertaram nas empresas, antes familiares, a necessidades de aumentar suas instalações, investir em tecnologia e aperfeiçoar os controles e procedimentos internos, como por exemplo, a redução de custos, com a intenção de tornar seus produtos mais competitivos no mercado. Para a consecução desses objetivos, tornou-se necessário atrair recursos de terceiros, por meio de empréstimos em longo prazo e abertura do capital social a novos acionistas.

Os investidores precisavam obter informativos sobre a situação financeira e patrimonial, a solvência e a gestão dos recursos da empresa para avaliara segurança, o grau de liquidez e a rentabilidade. Assim, as demonstrações contábeis tornaram-se os informativos mais importantes, e para maior segurança, os investidores passaram a exigir que as demonstrações fossem examinadas por profissionais independentes e de capacidade técnica reconhecida, a exemplo do que já era realizado nos Estados Unidos da América, na Inglaterra e em outros países desenvolvidos. No ano de 1931, através do Decreto nº 20.158, a profissão de guardador de livros passou a ser regulamentada, no que se incluía a função de auditor. E no ano de 1945, por ocasião da lei nº\' 7.988, foi criado o curso de Ciências Contábeis, de nível superior, e de Técnico, de nível médio, tomando a Auditoria uma prerrogativa daquele profissional. Até então, os trabalhos de auditoria, no Brasil, eram escassos e necessários apenas para o controle administrativo e à formulação de pareceres sobre balanços, ainda como atos formais.

Até que com o final da segunda guerra mundial, os escritórios estrangeiros, acompanhando as instalações de empresas no país, convenceram o empresariado nacional sobre a importância do trabalho de auditoria, e no ano de 1976, com o advento da Lei nº 6.404, o parecer do auditor independente nas demonstrações contábeis das companhias abertas tornou-se obrigatório e impulsionou a auditoria brasileira.




4.4. Evolução Histórica da Auditoria

Em essência, a causa da evolução da auditoria, que é decorrente da evolução da contabilidade, foi a do desenvolvimento econômico dos países, do crescimento das empresas e expansão das atividades produtoras, gerando crescente complexidade na administração dos negócios e de práticas financeiras.

A veracidade das informações, o correto cumprimento das metas, a aplicação do capital investido de forma lícita e o retorno do investimento, foram algumas das preocupações que exigiram a opinião de alguém não ligado aos negócios e que confirmasse, de forma independente, a qualidade e precisão das informações prestadas, dando, desta forma, o ensejo ao aparecimento do Auditor.

Embora cronologicamente haja indícios da existência da profissão do auditor desde o século XIV, esta é, em verdade, uma função nova e que vem experimentando excepcional desenvolvimento com diferentes graus de especialização.

Por meio destes fatos históricos, verifica-se que o surgimento da auditoria apoiou-se na indispensável necessidade de confirmação, por parte dos usuários, sobre a realidade econômica e financeira do patrimônio das empresas investigadas, essencialmente, no surgimento de grandes empresas multigeograficamente distribuídas e simultaneamente ao desenvolvimento econômico que permitiu a participação acionaria na formação do capital de muitas empresas, gerando crescente complexidade na administração dos negócios e de práticas financeiras.

Logo, a veracidade das informações, o correto cumprimento das metas, a aplicação do capital investido de forma lícita e o retorno do investimento foram às preocupações fundamentais que exigiram a opinião de alguém não-vinculado aos negócios  e capaz de confirmar, de modo independente, a qualidade das informações prestadas, ocasionando assim, o desenvolvimento do profissional de auditoria. E embora, cronologicamente, haja indícios da existência desta profissão desde o século XIV, esta é, na verdade, uma função nova que vem experimentando excelente desenvolvimento em diversos níveis de especialização.

Porém, como a auditoria provém da Contabilidade, ainda é indicado o conjunto de dados históricos que permitem a comparação entre estas duas atividades.Com o conhecimento da evolução dos fatos criadores do trabalho de auditoria, verifica-se que esta se estabeleceu pelo exame científico e sistêmico dos registros, documentos, livros, contas, inspeções, obtenção de informações e confirmações internas e externas, sujeitos as normas apropriadas de procedimentos para investigar a veracidade das demonstrações contábeis e o cumprimento não somente das exigências fiscais como dos princípios e normas de contabilidade e sua aplicação uniforme.


4.5. Desenvolvimento da Auditoria

A evolução da auditoria no Brasil está primariamente relacionada com  a instalação de empresas internacionais de auditoria Independente, uma vez que investimentos também internacionais foram aqui implantados  e compulsoriamente tiveram de ter suas demonstrações contábeis auditadas.

As principais influências que possibilitaram o desenvolvimento da auditoria no Brasil foram:

1. Filiais e subsidiárias de firmas estrangeiras;


2. Financiamento de empresas brasileiras através de entidades internacionais.
3. Crescimento das empresas brasileiras e necessidades de descentralização e diversificação de suas atividades econômicas.
4. Evolução de mercados de capitais.
5. Criação das normas de auditoria promulgadas pelo Banco Central do Brasil em 1972;
6. Criação da Comissão dos Valores Mobiliários e da Lei das Sociedades Anônimas em 1976.


4.5.1. A Auditoria na Era da Iinformação

No decorrer das últimas décadas, o ritmo das mudanças, no mundo, se caracterizou por extraordinária rapidez. Estas afetaram profundamente as organizações, seja em sua estrutura, cultura ou comportamento. As organizações passaram por três fases durante o século XX: a era industrial clássica, a era industrial neoclássica e a era da informação.

Enquanto nas duas primeiras foram destacadas as tarefas, as pessoas, a tecnologia e o ambiente, na última e atual, devido às mudanças e transformações, ocorre em um contexto globalizado e dinâmico, em que a competitividade se dá em nível mundial, as relações comerciais ignoram fronteiras e culturas nacionais e a informação imediata faz com que as organizações necessitem ser ágeis, flexíveis e rápidas em suas respostas aos desafios cada vez mais complexos e, ainda, provoca diversidade em relação à composição humana dentro das organizações e incentiva a modificação nas funções das pessoas que nelas trabalham, de forma direta ou indireta.

O conceito de emprego e as formas de trabalho (que é o título de identidade social do ser humano, no qual ele se reconhece e é reconhecido pelos outros) estão se tomando cada vez mais flexíveis para adaptar-se à nova ordem mundial, pois para que as organizações possam ser transformadas, torna-se necessário antes fazer o mesmo com cada pessoa envolvida em seus objetivos.

As mudanças que estão ocorrendo nesta era, e em que todos já estão aprendendo a viver, afetam, ainda, as classes profissionais em geral, obrigando-as a repensarem seus métodos e propósitos.

Assim, como outras áreas de produção que precisam acompanhar a evolução econômica para adaptar-se as novas demandas do mercado de trabalho, a função da auditoria começa a ser reavaliada, não somente como instrumento tradicional capaz de revelar erros, falhas e até fraudes organizacionais à alta administração, mas fundamental para indicar sugestões e soluções preventivas e educativas, e quando bem aplicada, permitir o desenvolvimento da sensibilidade dos administradores para diagnosticar problemas e fomentar sua gestão, melhorando o desempenho de seus funcionários e do trabalho de auditoria, seja interna ou externa, além de influenciar, positivamente, no funcionamento geral da organização.




4.5.2. A Auditoria e seu Objetivo Educativo

Frente a uma sociedade dinâmica em transição, torna-se importante acreditar em uma educação que estimule as pessoas a procurarem a verdade comum, realizarem questionamentos e investigações para evoluírem, compreenderem os acontecimentos e provocarem mudanças positivas. A educação, por permitir o desenvolvimento intelectual, moral e do corpo físico, pode ser analisada como uma prática social de divisão do trabalho, ou ainda, como a busca da verdade, e para tanto é essencial refletir o passado da mesma forma que futuramente será preciso refletir o momento atual.

A partir do conhecimento da evolução histórica da auditoria, pode-se entender o motivo pelo qual o seu objetivo educativo é, hoje, muito valorizado. Ou seja, o fenômeno da globalização exige conhecimento, tecnologia, competição com produtos e serviços de melhor qualidade e de menor preço, custos baixos, elevada produtividade ,extração aceitável dos recursos escassos aplicados e capacidade profissional de agregação de valores.

As organizações, neste novo mundo, requerem novas habilidades das pessoas, mentalidade aberta, criativa e ágil. Trata-se de educação profissional capaz de aperfeiçoar auditores e auditados para a consecução de objetivos amplos, a curto e/ou a longo prazo, de modo que recursos sejam otimizados e a duplicação de esforços seja prevenida.

Um instrumento importante para alcançar esse objetivo educacional é a comunicação interpessoal, o diálogo, capaz de despertar a consciência critica sobre os métodos tradicionais, incentivar os envolvidos a acompanharem as necessidades atuais e a se relacionarem construtivamente e sem temores, visando a valorização, eficiência e expansão do trabalho de auditoria nas organizações e perante a sociedade em geral.


4.5.3. Medo do Trabalho de Auditoria

Outro fato importante é o medo da auditoria, pois por mais que os auditores se esforcem para serem vistos como “consultores” ou que realizem trabalhos para atender a administração no desenvolvimento de suas atribuições, ainda são vistos pelos auditados com rejeição.

As pessoas por temerem ser fiscalizadas caracterizam os auditores com este estereótipo. Devido à pretensão de descobrir fraudes ou irregularidades, trabalho de auditoria fixou-se, durante sua história, como objeto de fiscalização e punição, e ainda, nos dias atuais percebemos resquícios desta concepção. Muitas vezes os auditores não percebem estar criando o clima de medo e poder que exercem ou ainda são capazes de estimulá-lo para que sua autoridade seja exercida, e ainda, em função da carga de trabalho que possuem, não lhe sobeje tempo para trabalhar suas relações com as pessoas.

Se for feita uma análise profunda sobre o trabalho do auditor, nota-se que sua missão é informar aos superiores do auditado os erros observados. Qual o funcionário que aprecia que seus erros sejam evidenciados? O auditor, nesse momento, representa uma ameaça. O temor das pessoas de terem seus erros divulgados e até expostos ao ridículo é sensível. Estas mostram seu anseio em verificar se alguma tarefa de sua responsabilidade consta nos relatórios dos auditores. Deve ser observado, também, o comportamento do auditor mediante os erros encontrados. Uns no momento em que verificam ou ouvem sobre algo errado o fazem de maneira que se torne público e exponha os envolvidos ao ridículo. É necessário que compreendam que estão se relacionado com pessoas e, desde que elas não pratiquem atos de má fé, é fundamental orientá-las e não envergonhá-las por seus erros.

Alguns auditores entendem a importância das pessoas e a importância da consecução de sua colaboração para desempenhar satisfatoriamente seu trabalho, uma vez que, a cada auditoria, ele precisa enfrentar um conjunto de regras novas e fazer questionamentos. Estes aconselham, algumas atitudes que podem ajudar a diminuir a tensão durante o trabalho de auditoria e fazer com que as pessoas cooperem no desenvolvimento de seu trabalho, como:

1. Fazer que as pessoas envolvidas compreendam que não estão sendo analisados os seus erros individuais e sim todo o sistema. Os erros só se tomam relevantes quando inseridos no contexto total do sistema e é preciso que o auditado explique como este funciona;


2. Definir corretamente a responsabilidade das pessoas sobre os fatos constatados, não as responsabilizando indevidamente, determinar por quais motivos possui todos os fatos e dados que sustentam suas afirmativas e ter um conhecimento abrangente dos sistemas e controles capaz de beneficiar o desempenho da unidade e não apenas corrigir os erros individuais.

Enquanto os auditados poderão interessar-se em:

1. Informar-se sobre o que é a auditoria e quais são seus benefícios;
2. Desenvolver seu trabalho com honestidade, organização e limpeza;
3. Procurar ter segurança e domínio de suas tarefas.

5. Conclusão

Os objetivos do trabalho de auditoria estão se adaptando as necessidades modernas, com ambiente dinâmico, sistemas de informações integrados e estratégicos, capaz desde atender a força de trabalho bem treinada e valorizada, contribuindo para tornar o desempenho desta cada vez mais eficiente e, ainda, tornar o trabalho das organizações mais competentes, oferecendo constantes oportunidades de melhorias, fortalecendo os controles contábeis e operacionais e permitindo antecipar o conhecimento dos problemas existentes, para que suas causas sejam alteradas em tempo hábil e não seus efeitos.

As organizações e os profissionais envolvidos em auditoria que já compreenderam tais vantagens demonstram estar promovendo alterações educativas e preventivas em seus procedimentos de trabalho, como por exemplo, criando novos modelos de relatórios que indicam que os problemas encontrados já foram ou estão sendo solucionados pelos próprios auditados, novas formas de melhorar o relacionamento entre auditores e auditados ou incentivando o comportamento ético.

Porém, apesar de a auditoria ser um instrumento comprovadamente indispensável e adequado para atender as exigências do mundo globalizado, em que todos estão aprendendo a viver, ainda é considerável o número de profissionais que a utilizam apenas para o cumprimento de obrigações legais ou como mero centro de custos.

Muitos auditores, inclusive, demonstram ainda não conhecer e aplicar as vantagens que um bom trabalho de auditoria pode oferecer, fundamentalmente, quando valorizados seus objetivos educativo e preventivo que proporcionam o desenvolvimento profissional de auditores e auditados contribuindo diretamente para agregar resultados mais positivos às organizações, e conseqüentemente, influenciando a alta administração a reconhecer e utilizar a auditoria como um excelente investimento capaz de oferecer informações, garantir o perfeito funcionamento de seus controles e cumprimento das obrigações legais com integridade.

Certamente a auditoria não propicia a solução para todos os problemas existentes nas organizações, mas, por meio de seus trabalhos construtivos, fornece base sólida para a alta administração tomar decisões inteligentes e conduzir melhor a organização para alcançar os objetivos pretendidos e garantir informações seguras aos demais usuários e para a sociedade em geral.


6. Referências Bibliográficas

A evolução do trabalho de auditoria. Disponível em http://www.eac.fea.usp.br. Acessado em 25 de março de 2004.


CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria Contábil: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
Evolução da Auditoria no Brasil. Disponível em http://www.magnusauditores.com.br. Acessado em 25 de março de 2004.
Evolução Histórica da Auditoria. Disponível em http://www.selectaauditores.com.br. Acessado em 25 de março de 2004.
HENDRIKSEN, E. S. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 1999.
LAKATOS, E. M; MARCONI, M.A. Fundamentos de Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1995.

Autor: SILVIO APARECIDO CREPALDI


Contato: silviocrepaldi@uai.com.br


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