Origens do canto coral



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Encontro27.07.2016
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Origens do canto coral

A origem da palavra CORAL vem da palavra KHOROS, do grego, pois das encenações trágicas e nas funções de adoração religiosa, um grupo de pessoas se apresentava cantando e dançando juntos (em coro), unidos pela poesia tendo um cantor principal (corifeu). O coro na tragédia grega servia como a consciência da sociedade e do público. Os gregos cultivaram as artes com extremo foco, pois a música era obrigatória na formação do indivíduo, assim como a educação física e as armas. Dissociado da dança e da poesia falada, o canto coral tem poucas provas de sua existência no tempo antigo, como alguns fragmentos de hinos cantados nos templos gregos e uma série de salmos inseridos nos cultos do templo de Jerusalém. Baseamos então, sua existência em relatos nos papiros, pergaminhos e esculturas dos templos.

A prática musical em conjunto sempre esteve ligada às funções religiosas, como já dissemos anteriormente, desde os povos antigos até os atuais. Além dos gregos temos como exemplo: os persas e egípcios, os assírios e hebreus, os ciganos, hindús e chineses. A música, porém, não necessita ter clara suas origens antigas para iniciar sua evolução rumo à música ocidental moderna, basta partirmos de sua constituição na Igreja cristã, onde o cantochão foi a base da musica litúrgica para o desdobramento e avanço da musica vocal e posteriormente, a música instrumental, com suas escolas e estilos. A Igreja ainda usou o ORGANUM (séc IX), aonde um das vozes se mantinha sob uma outra de forma bastante imóvel (com poucas variações), enquanto a outra manifestava com variações de até uma quarta, até se estenderem com intervalos entre terças e sextas (falsobordão) em meados do séc XII. Os cânones tem sua origem na musica profana oriunda das poesias líricas cantadas nos castelos. A história do canto coral tem seu apogeu nas composições da polifonia vocal(séc XIV). Como exemplos autênticos citamos Josquin dês Pres, Orlandu di Lassus, os irmãos Gabrielli, Victoria, e G.L. Palestrina (1525-1594), este último uma lenda da composição sacra polifônica. Desde então a presença coral nas composições, sacras e profanas, são abundantes: oratórios, sinfonias e óperas, para citas algumas.

No Brasil o uso dos corais nas funções religiosas não foge a regra. Nas escolas a prática data de 1590 visando catequizar os índios, mudando seu enfoque no império até nossos dias.Porém o movimento de maior expressão promovido pelo Estado foi a formação de coros escolares nas décadas de 40 e 50, chamado de orfeão. Este nome vem da figura mitológica grega, Orfeu, deus da música e da poesia, revelando a associação global artística que os gregos faziam. Na França do séc XIX já havia corais com crianças, estudantes, militares e gente do povo como o mesmo nome, mas a característica no Brasil é que orfeão era feito A capella (sem acompanhamento).



A formação de corais de terceira idade no Brasil envolve outros valores além da “performance” (desempenho) musical, podendo estender-se até ao campo da psicologia e sociologia, porém é na qualidade de vida do individuo que esse trabalho em grupo veste-se de sentido pratico e seduz seus participantes.


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