Os Assis de São Fidélis



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Os Assis

Resende (p. 300) introduz nossos Assis na Genealogia mineira com o seguinte

registro:
TENENTE-CORONEL MANOEL RODRIGUEZ CHAVES. Foi baptisado na Capella de Santo Antonio da Lagôa Dourada pelo Padre Matheus José de Macenedo, em 16-11-789, sendo o padrinho o Reverendo Manoel Luiz Affonso. (...) Com D. MARIA AUGUSTA DA SILVA, SOBRINHA DO TIRADENTES, teve os filhos seguintes:


  • Maria Augusta de Assis

  • Pedro Augusto de Assis

  • Francisca Augusta de Assis

  • Gomes Augusto de Assis

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1. Maria Augusta da Silva, segundo pesquisas de Ajax e Cely Lannes, era filha de Eufrásia Maria da Assumpção (irmã do Tiradentes), nascida na freguesia de Nossa Senhora do Pilar, em São João del Rei.


  1. Falta esclarecer por que os quatro filhos de Maria Augusta receberam o sobrenome Assis, já que o pai era Chaves e a mãe era Silva. Uma das hipóteses é que tenha sido promessa a São Francisco de Assis.

  2. Sobre Manuel Rodrigues Chaves, Resende (p. 295) informa que era filho de André Rodrigues Chaves, nascido em Monte Alegre, comarca de Chaves, arcebispado de Braga (Portugal), e casado com Gertrudes Joaquina da Silva, nascida na freguesia de Nossa Senhora da Borda do Campo, hoje Barbacena (MG).

  3. Quanto a Custódio Pereira Pacheco, pai de Maria Augusta, Resende (p.276) registra haver nascido na freguesia de Santa Maria dos Idões, termo da vila dos Guimarães, arcebispado de Braga.

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Braga
As raízes lusitanas da família estão todas no histórico arcebispado de Braga, entre o Minho e o Douro. Tanto os ascendentes de Manuel Rodrigues Chaves quanto os de Maria Augusta de Jesus (pais dos primeiros Assis) nasceram na mesma vizinhança: Braga, Barcelos, Pousada, Chaves, Monte Alegre – lugares marcantes do norte de Portugal, parte na província do Minho, parte na de Trás-os-Montes.

Braga é muito antiga. Banhada pelos rios Este e Cávaco, localiza-se numa planície de solo fértil, protegida por um anfiteatro de colinas. Fundada pelos primeiros povoadores da península Ibérica, desenvolveu-se a partir de um forte construído pelos cartagineses na colina Maximinos.

Com a chegada dos romanos, o local tornou-se estratégico entroncamento de estradas militares, facilitando a expansão dos invasores no vale do Minho. No século 1o a.C., o imperador César Augusto criou ali a província administrativa da Lusitânia, passando a cidade a chamar-se Bracara Augusta.
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Pelo processo natural de evolução do latim para o português, Bracara originou o nome atual: Braga (Bracara > Bracra > Braca > Braga). Diz antiga lenda que o nome se deve ao fato de ali os homens usarem um tipo de calças conhecido como bracas (um calção largo, apertado nos tornozelos). De bracas vem também braguilha (abertura dianteira nas calças). Outra hipótese é a de que a palavra Bracara (do latim bracare = apertar, cercar) fosse usada com o significado de muro, referindo-se aos muros que por vários séculos cercaram a cidade. Os habitantes locais são chamados brácaros ou bracarenses.

No século 5o, a Lusitânia foi invadida pelos bárbaros de origem germânica. Nessa época os suevos fizeram de Braga a sua capital, valendo-se da estrutura urbana desenvolvida pelos romanos. Nos séculos 6o e 7o, a cidade alcançou especial esplendor como metrópole espiritual, ficando célebre, por exemplo, o trabalho ali realizado por São Martinho de Dume, o apóstolo dos suevos, também conhecido como São Martinho de Braga.

Com a invasão dos mouros, em 711, Braga foi destruída e a região ficou praticamente despovoada durante cerca de 300 anos. O desenvolvimento só foi retomado a partir da constituição do Condado Portucalense, em 1097. Dom Henrique e Dona Teresa, fundadores do Condado (que deu origem ao reino de Portugal), doaram Braga à Igreja. Em 1104, a criação do arcebispado de Braga consolidou a liderança religiosa da cidade, enquanto a vizinha Guimarães firmava-se como pólo político.

Em 1505, Dom Diogo de Sousa tomou posse do arcebispado. Braga era então uma típica cidade medieval, com ruas estreitas e praças acanhadas. Dom Diogo, entusiasmado renascentista que trouxera de Roma uma nova mentalidade, decidiu empreender a reforma total da velha urbe, começando pelo rompimento dos muros. Novos espaços foram ocupados e numerosos serviços públicos foram instalados, introduzindo a antiga Bracara Augusta na modernidade.

Hoje, Braga é sede de distrito e capital da província do Minho, com expressiva participação na economia portuguesa. Tem forte agricultura e animado comércio, produz excelentes vinhos verdes, e ganhou grande prestígio cultural desde que ali foi instalada a Universidade do Minho, com seus cerca de 15 mil estudantes.

A cidade é também um movimentado centro de turismo, atraindo visitantes não apenas por sua condição de estância climática, mas principalmente pelo rico patrimônio histórico e religioso. Vale destacar a catedral construída no séc. 12 (a célebre Sé de Braga); o palácio dos Arcebispos (séc. 14); o convento do Pópulo (séc. 16); o museu dos Biscainhos (séc. 17); a Câmara Municipal (séc. 18), o santuário do Bom Jesus do Monte (séc. 19); o teatro-circo (do início do séc. 20).

Bem próxima dali está Barcelos, onde também viveu boa parte de nossa antiga gente. Com seu famoso galo cantando desde o século 12 nas margens do rio Cávado, Barcelos é hoje o mais importante centro de artesanato de Portugal.




Maria Augusta
MARIA AUGUSTA DE ASSIS nasceu em 1837. Casada com Manuel Cardoso de Miranda, deixou os seguintes filhos: Antônio Cardoso de Miranda, Pedro Cardoso de Miranda, Maria Abigail de Miranda, José Cardoso de Miranda, Maria Rita de Miranda, Maria Thereza de Jesus, Anna Maria de Jesus, Augusto Cardoso de Miranda, Maria Antônia de Miranda.
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