Os Com "Motivos Sem Mistura"



Baixar 205.15 Kb.
Página1/2
Encontro06.08.2016
Tamanho205.15 Kb.
  1   2
80 Texto da Coleção:

Os Com “Motivos Sem Mistura”

8 - Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
BEM-AVENTURADOS - Aqui temos uma bem-aventurança que exige de toda pessoa que se detenha, pense e faça um exame de consciência [1].
PUROS DE CORAÇÃO - Todo pensamento impuro contamina a alma, enfraquece o senso moral, e tende a apagar as impressões do Espírito Santo. Diminui a visão espiritual, de modo que os homens não podem ver a Deus [2].
Os de limpo coração. A palavra que aqui se traduz como coração se refere ao intelecto capítulo 13: 15, a consciência I João 3: 20, o homem interior I Pedro 3: 4
A pureza de coração, no sentido que lhe deu Cristo, compreende muito mais do que a pureza sexual; inclui todos os traços de caráter desejáveis e exclui todos os indesejados. O ser de limpo coração equivale a estar revestido com o manto de justiça de Cristo Mateus 22: 11 e 12, o linho fino do qual estão ataviados os santos Apocalipse 19: 8; 3: 18 e 19, isto é, a perfeição do caráter. 
Jesus não estava falando da limpeza cerimonial Mateus 15: 18 a 20; 23: 25, senão da limpeza interior do coração. Se os motivos são puros, a vida também o será. 
Os de coração limpo abandonaram o pecado como princípio dirigente da vida, e sua existência estão inteiramente consagrados a Deus. Romanos 6: 14 a 16; 8: 14 a 17. O ter limpo coração não significa que a pessoa não tenha nenhum pecado, mas significa que seus motivos são corretos, que pela graça de Cristo se apartou de seus erros passados e que prossegue para a meta de perfeição em Cristo Jesus Filipenses 3: 13 a 15 [3].
Os limpos de coração são os íntegros, livres da tirania de um eu dividido, e que não ficam tentando servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Destes é impossível que Deus se esconda. Vivem como se já pudessem ver Aquele que é invisível e a quem, um dia, verão tal como Ele é. Foi pela fé que deixou o Egito, sem temer o furor do rei, e resistiu como se visse o invisível. Hebreus 11: 27. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus. E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não o conheceu. I João 3: 2 [4].
A referência primária não é a pureza sexual embora esta seja mencionada 5: 28, mas a retidão, a pessoa ser liberta da tirania do eu dividido. De acordo com Tiago o hipócrita precisa purificar o coração. Tiago 4: 8. Se o olho não é bom o corpo todo andará em trevas Mateus 6: 23. Motivos interiores dividem o coração. Escritores judeus entendiam que essa inclinação para a esquizofrenia moral resulta yeser ou impulso mau. O que Deus exige do que deseja subir ao santo monte do Senhor, senão que seja limpo de mãos e pura decoração. Salmo 24: 3 e 4[5].
A palavra grega para Limpos é katharós, que tem uma variedade de usos, cada um deles com um enfoque novo o que faz sentido a esta bem-aventurança na vida cristã.
1. Em sua origem queria dizer simplesmente limpo, e podia ser usado referindo-se a roupa suja que após ser lavada tornava-se limpa.

2. Usa-se freqüentemente ao trigo que era depurado após ter tirado a palha e estar limpo. No sentido figurado também é usado para referir-se a um exército que limpou de suas fileiras soldados descontentes, fracos e covardes, formando um pelotão de elite e lutadores de primeira categoria.



3. Aparece correntemente na companhia de outro adjetivo grego: akêratos, que se refere ao leite e ao vinho não adulterados, e para o metal que possui autenticidade que não possui a mais ligeira alteração.
Katarós refere-se a algo sem mistura, sem mescla, adulteração ou alienação. Porem esta bem-aventurança é exigente. Poderia ser traduzida assim:

Bendita é a pessoa cujos motivos são sempre totalmente sem mistura, porque verão a Deus.
Rara vez se dá ao caso, até em nossas ações menores, de que não há a menor mescla de motivos. Se não entregamos totalmente a boa causa, pode ser que nosso coração se quede a algum resquício de satisfação própria, e aprovação de alguma complacência, gratidão ou louvor de algum crédito que alcancemos em benefício próprio. Fazem-se algo bom que requer algum sacrifício de nossa parte, pode ser que não estejamos totalmente livres do sentimento de que outros verão em nós algo heróico, e nos considerem mártires.
Até um pregador sincero não está isento deste perigo da própria satisfação de ter pregado um bom sermão. John Bunyan contestou tristemente a uma pessoa que havia dito que seu sermão era muito bom. Sim eu sei. O diabo já me disse quando eu desci do púlpito.
Esta bem-aventurança exige um mais severo exame de consciência. Temos executado um trabalho com a finalidade de receber um salário. Cumprimos o nosso trabalho com motivos de serviço ou para recebermos. Ao prestarmos nossos serviços o fazemos por generosidade ou egoísmo? Quando prestamos um serviço na igreja o fazemos para o Senhor ou para nosso prestígio pessoal? Vamos à igreja para encontrarmos com Deus ou para cumprir um costume e nos considerarmos respeitáveis? É nossa vida de meditação e oração inspirada num desejo de íntima comunhão com Deus que nos dá um sentimento agradável de superioridade? Cultivamos a vida espiritual porque somos supremamente conscientes de nossa necessidade de Deus no mais íntimo de nosso ser, ou porque nos produzem um sentimento de comodidade e bem estarem pensamentos piedosos? Ao examinar nossos próprios motivos produz inquietude e vergonha, porque há poucas coisas neste mundo que são melhores que nós que nos podem produzir em nós motivos diversos discutíveis [6].
VERÃO A DEUS - Cristo põe ênfase no reino da graça divina nos corações humanos nesta era presente, mas sem esquecer o reino eterno de glória no mundo futuro. É claro que as palavras verão a Deus se referem tanto à visão espiritual como à física. Quem sente sua necessidade espiritual, entra no reino dos céus agora; os que choram pelo pecado são consolados agora; quem são os mansos de coração recebem seu direito de possuir a terra nova agora; os que têm fome e sede da justiça de Jesus Cristo são saciados agora; os misericordiosos conseguem misericórdia agora. Do mesmo modo, os de coração limpo têm o privilégio de ver a Deus agora, com os olhos da fé; e finalmente, no glorioso reino, terão o privilégio de vê-lo face a face I João 3: 2; Apocalipse 22: 4. Só os que conseguem desenvolver a visão celestial neste mundo presente, terão o privilégio de ver a Deus no mundo vindouro.
Bem como ocorre com os narcóticos e as bebidas embriagantes, o primeiro efeito do pecado é nublar as faculdades superiores da mente e da alma. Só depois que a serpente teve seduzido a Eva fazendo que visse com os olhos da alma que a árvore era boa para comer, e que era agradável aos olhos, e árvore para atingir a sabedoria, foi quando ela tomou de seu fruto, e comeu. Gênesis 3: 6. Quando a serpente disse serão abertos vossos olhos, referia-se a uma visão simbólica, porque como resultado de que seus olhos foram abertos, conheceram o bem e o mau Gênesis 3: 5. O diabo cega em primeiro lugar aos homens persuadindo-os a que creiam que a experiência com o pecado lhes dará uma visão mais clara. No entanto, o pecado leva a uma cegueira maior. O pecador tem olhos e não vê. Jeremias 5: 21; Isaias 6: 10; Ezequiel 12: 2
Só aqueles cujo coração é limpo e sincero verão a Deus. Se o olho é bom, toda a vida estará cheia de luz Mateus 6: 22 e 23. Muitos cristãos sofrem de estrabismo espiritual por tentar ter um olho fixo na Canaã celestial e o outro nos deleites temporários do pecado Hebreus 11: 25 e as panelas de carne de Egito Êxodo 16: 3. Nossa única segurança está em viver segundo os princípios e colocar a Deus em primeiro lugar em nossa vida. Que hoje vejam que as coisas deste mundo são desejáveis e cujo atendimento está fixo nos reluzentes atrativos da terra que Satanás lhes mostra, nunca considerará como de maior valor o obedecer a Deus. Se queremos ver a Deus, devemos manter limpa a janela da alma [7].
A recompensa da integridade interior, total, é que eles verão a Deus. João escreve que Nunca ninguém viu a Deus. João 1: 18, e Paulo nos dão a razão disso: é que Deus habita na luz inacessível. I Timóteo 6: 16. Permanecer na presença de Deus é a maior bênção concebível. Em Apocalipse 22: 4 os bem-aventurados verão sua face. Embora a promessa seja essencialmente escatológica, pode ser concretizada num sentido espiritual também, no presente tempo. A pureza genuína provê uma experiência imediata e profunda da presença e do poder de Deus. Os puros verão a Deus [8].
Como é possível ver a Deus? Podemos vê-lo a partir do momento em que Ele se torna uma experiência real em nossa vida. No futuro, os fiéis terão uma gloriosa e transcendente revelação de Deus, inaccessível a vida presente: a visão beatífica. Jó 19: 26; Salmo 17: 15.
Não se entenda a por condição de se ver a Deus a perfeição sem pecado. Neste caso só Cristo seria digno. Mas pureza de coração aqui significa simplicidade, cristalina sinceridade diante de Deus e firme resolução em cumprir sua vontade Jó 17: 7 [9].
Jesus passou a dizer que somente os limpos de coração verão a Deus. Este é um dos simples fatos da vida que vemos o que só estamos dispostos a ver. E isto não é somente no sentido físico, mas em todos os sentidos.
Se uma pessoa observa o céu numa noite clara, não vê nada mais que uma imensidão de pontinhos de luz, vê só o que seus olhos permitem ver. Porém o mesmo céu observado por um astrônomo poderá chamar as estrelas e planetas por seus nomes, e mover-se entre eles como entre amigos, e um navegador poderá conduzir sua embarcação a um porto seguro seguindo os caminhos traçados observando o céu. Francisco Garcia Navarro nos conta sua chegada em Jaca em, 1/01/1932, onde aguardava a chegada do pastor e mestre dom Salvador Ramirez com seus filhos. A caminho da estação de Jaca, nos conta, havia anoitecido, e a conversa empreendida por dom Salvador Ramirez era dirigida mais os seus filhos do que a Francisco, consistiu numa grata e eficaz lição planetária, que levou a contemplar o firmamento repleto de beleza e estrelas rutilantes. Disse as palavras do Salmo 19: 1: Os céus contemplam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos. Foi para mim um prazer escutar em silêncio, porque passou a dizer a localização das estrelas, seus nomes, movimento, suas funções, as galáxias e sua formação, os anos luz de distância entre elas e a perfeição do Universo regido por leis precisas ditadas por um Deus Criador. Bom começo, pensou Francisco Garcia Navarro dos descobrimentos que haveria de fazer com um homem tão sábio nos caminhos da teologia, moral e educação.
Uma pessoa normal ao passear pelos caminhos no campo não verá nada mais que alguns arbustos e espinhos. Um botânico experimentado se fixará em cada uma destas plantas, chamando por seu nome e conhecendo seu uso; pode ser até que descubra algo de valor extraordinário, porque seus olhos foram direcionados para aquilo.
Se colocarmos duas pessoas numa residência repleta de quadros antigos, a que não tem conhecimento nem habilidade não verá diferença entre uma peça e outra de menor ou maior valor, entretanto um perito crítico de arte descobrirá um valor incalculável em uma pintura que outros passariam sem ao menos se fixar sobre a obra.
Existem pessoas de mente apurada que em qualquer situação observa algo e lhe chama a atenção. Em qualquer esfera da vida, cada um vê o que está capacitado para ver.
Assim disse Jesus que somente os puros de coração verão a Deus. É uma séria advertência para que recordemos o quanto está limpo nosso coração pela graça de Deus, o quanto estamos isentos da malícia humana, se estamos nos capacitando ou nos incapacitando de ver a Deus algum dia.
A sexta bem-aventurança poderia ser lida da seguinte maneira:

Ah! Bem-aventurada a pessoa cujos motivos são absolutamente puros, porque um dia estará capacitado para contemplar a Deus [10].
Todo Bom Sermão tem um Plano

Todo bom sermão realmente tem um plano. Isso e verdade a res­peito do Sermão do Monte em geral, e as bem-aventuranças em parti­cular.


Anteriormente mencionamos como cada uma das bem-aventuran­ças conduz à seguinte. Assim, todos os que compreendem sua pobreza es­piritual, choram por causa de suas faltas, e verdadeiramente chegam ao ponto em que, com sinceridade, se sentem humildes e mansos.
Essa compreensão os levou a ter fome e sede de algo melhor: da justiça de Deus como graça perdoadora, bem como graça transforma­dora e fortalecedora.
Essa quarta bem-aventurança ter fome e sede estabelece o cen­tro das bem-aventuranças. As três que a antecederam tratam da pessoa em relação a Deus. As que se seguem tratam do relacionamento de ca­da individuo com outras pessoas.
A recompensa dos que tem fome e sede é que eles serão fartos. Mas fartos de que? Pode alguém perguntar. Da justiça que buscam! Eles são perdoados e transformados em pessoas que possuem nova pers­pectiva da vida.
Parte dessa fartura está explicita na segunda parte das bem-aven­turanças. Eles se tornarão misericordiosos, puros e pacificadores. Que benção! Que transformação! Que dom precioso! Glórias a Deus, por meio de quem todas as bênçãos nos advêm!
Ha outra coisa importante a respeito do plano das bem-aventu­ranças. A quinta, sexta e sétima bem-aventuranças correspondem primeira, segunda e terceira, tendo a quarta como o ponto central. E como subir de um lado da montanha nas primeiras três, chegando ao topo na quarta, e então descer do outro lado nas ultimas três.
De igual modo, os puros de coração são aqueles que anteriormen­te choraram por causa de sua impureza de coração. Em seqüência se­melhante, os pacificadores são aqueles que se tornaram mansos.
A grande verdade é que Jesus não tem um plano só nas bem-aven­turanças; Ele tem um plano definido para a minha vida.

Ajuda-me, Pai, a compreender o Teu plano11.


A Essência do Assunto
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes da vida. Provérbios 4: 23.
Quando Sir Walter Raleigh foi levado ao cepo de execução, seu executor perguntou se sua cabeça estava na posição correta. Raleigh respondeu: Pouco importa, meu amigo, como está a cabeça, contanto que o coração esteja bem.
De maneira semelhante, quando vou ao médico para fazer uma ci­rurgia na perna, a primeira coisa que o médico faz é examinar meu co­ração. Afinal, se o coração não estiver bem, não há necessidade de consertar a perna. Sem um coração sadio, a melhor perna do mundo de nada me serve.
No campo físico, o coração é o centro da vida. E o pulsar daquele músculo que espalha vida ao restante do corpo.
O mesmo acontece no campo espiritual. Daí a ênfase bíblica sobre a importância de um coração reto para com Deus.

Jesus pronuncia Sua benção sobre aqueles que são puros de cora­ção. Isso significa que Ele não elogia aqueles que são intelectuais. Ele não diz: Bem-aventurados os que compreendem a doutrina correta­mente, porque eles verão a Deus. Seu destaque está no coração.

Doutrina correta é importan­te, não é, a essência do assunto. Você pode ter uma compreen­são correta das doutrinas e ser mais mesquinho do que o diabo. Uma pessoa pode ser direita no que se refere às doutrinas, e contudo ser uma maldição para a igreja e um falso representante de seu Senhor.
Como acontece na vida física, o centro da existência cristã é o co­ração. O coração que está bem, tanto com Deus como com outras pes­soas, estabelece o cenário para a compreensão correta da doutrina e a correta expressão da fé na vida diária da pessoa. Sem um coração espi­ritual sadio, você está espiritualmente morto, não importa quão bem você entenda teologia ou quanto da Bíblia conseguiu memorizar.
São os puros de coração que verão a Deus.

Senhor, ajuda-me hoje a estabelecer minhas prioridades correta­mente. Ajuda-me hoje a entregar meu coração a Ti. Ajuda-me hoje a começar a ver-Te melhor [12].


O Centro de Controle
Ouvi e entendei: não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca... O que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. Mateus 15: 10 a 19.
No mundo da Palestina do primeiro século, pensava-se que o coração era muito mais do que um órgão do corpo humano que bom­beava sangue. A palavra grega kardia, é traduzida para o inglês como heart e para o português como coração. E o que deu origem a palavra cardíaca e outros termos semelhantes.
Do começo ao fim da Bíblia, kardia é o centro dos motivos e atitu­des das pessoas, bem como o centro da personalidade. Inclui ainda a mente e a vontade. Jesus podia dizer: Por que cogitais o mal no vosso coração? Mateus 9: 4, e o sadio podiam afirmar que como ima­gina em sua alma coração, assim ele é. Provérbios 23: 7.
A Bíblia estabelece que o coração é o centro de controle da men­te e da vontade, bem como das emoções. O coração é o manancial de onde fluem todas as demais coisas na vida de uma pessoa.
Como resultado, é de suma importância que o coração seja puro. Um coração impuro pode levar a uma vida impura; um coração puro, porém, resulta em uma vida em harmonia com os princípios divinos. O centro de controle é extremamente importante. Bem-aventurados os puros de coração.
Jesus transmitiu Seus ensinos a respeito do coração num mundo em que a espiritualidade das pessoas era julgada pelo seu exterior. A maneira como lavavam as mãos, como se vestiam e com quem co­miam, se tornaram pontos pelos quais eram julgados. A religião se tor­nara exterior no entendimento dos judeus.
Não é muito diferente hoje. Inúmeros cristãos professos ainda ava­liam outras pessoas pelas ações exteriores. E a sua vara de medir é com freqüência a vara da tradição e da perspectiva humana usada pelos an­tigos fariseus. E isso acontece até entre os professos cristãos.
Os ensinos de Jesus colocam um fim a todas essas formas de avalia­ção. Sua preocupação é o centro de controle. Se as coisas estiverem cer­tas no centro, elas também estarão certas na periferia da minha vida [13].
P

48

49
ureza é Importante


Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 21: 27.
O significado básico de puro é sem impurezas, limpo, sem con­taminação. O termo grego é com freqüência usada para referir-se a metais que foram refinados até que toda a impureza tenha sido remo­vida, restando só o metal puro.
Assim, pureza significa sem mistura, não adulterado, genuíno. Quando esse pensamento é aplicado ao coração, pensamos em motivos puros, em sinceridade, devoção indivi­dual, uma pessoa que é totalmente dedicada a Deus, de acordo com os Seus princípios.
O oposto de pureza no campo espiritual é ser inconstante. A pes­soa inconstante procura seguir ao Senhor e ao mundo ao mesmo tem­po. O coração impuro é um coração dividido. É um coração que busca alcançar dois alvos incompatíveis ao mesmo tempo.
Jesus disse que isso e impossível. Ninguém pode servir a dois se­nhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se de­votará a um e desprezará ao outro. Mateus 6: 24. Tiago enfatiza quando escreve que ser amigo do mundo e ser inimigo de Deus. Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus. Tiago 4: 4.
Deus deseja que dominemos nossos atos. Quer que decidamos quem é na verdade o Deus de nossa vida; as coisas da Terra ou o Se­nhor Jesus. Essas duas áreas representam dois reinos estabelecidos so­bre duas diferentes séries de princípios.
Quando Jesus nos diz que Seus seguidores devem ser puros de co­ração, Ele quer dizer mais do que meramente limpeza das coisas exte­riores que contaminam nossa vida. Ele quer dizer que precisa­mos compreender que vivemos em um campo de batalha espiritual, e que é necessário que escolhamos com cuidado a quem nos sujeitamos. Ser puro de coração é entregar totalmente nossa vida, mente e vonta­de a Deus e aos Seus princípios. Tais pessoas terão seus nomes escritos no livro da vida e verão a Deus [14].

Vendo Deus Aqui e Agora
Ninguém jamais viu a Deus. I João 4: 12.

Homem nenhum verá a Minha face e viverá. Êxodo 33:20.

O que a Bíblia quer dizer quando afirma que os puros de cora­ção verão a Deus? É uma experiência presente ou algo que terá lu­gar no futuro? A resposta inclui as duas coisas:


Moisés é um bom exemplo dessa questão. Depois da trágica expe­riência do bezerro de ouro, e pouco antes de Deus dar a Moisés os Dez Mandamentos pela segunda vez, o profeta pediu para ver a glória de Deus. Em Sua bondade, Deus colocou Moisés na fenda de uma rocha e prometeu deixá-lo ver Suas costas: Tu Me verás pelas costas; mas a Minha face não se verá. Êxodo 33: 23.

Assim acontece conosco. Embora vá chegar à ocasião em que ha­veremos de vê-Lo como Ele é. I João 3: 2, atualmente só O vemos pelas costas; nós O vemos parcialmente.


Mas esse vislumbre parcial e uma realidade presente. Afinal, Jesus disse que aquele que O vê, vê o Pai João 14: 9. Jesus veio para reve­lar o Pai ao mundo. Como resultado, quando estudamos a história do evangelho, captou o melhor vislumbre do Pai que está disponível agora. Logicamente, aquilo que é verdade a respeito dos quatro Evan­gelhos, é também verdade acerca do restante da Bíblia em menor sen­tido. Todas as Escrituras são apenas um reflexo parcial de Deus.

Os cristãos não só captam vislumbres de Deus na Bíblia, mas, atra­vés dos compreensíveis olhos da fé, podem perceber o toque de Deus na natureza, nos eventos da História e na maneira como Ele nos trata diariamente. Conquanto apreciemos os vislumbres de Deus, aguarda­mos com ansiosa antecipação aquele dia em que o veremos face a fa­ce na Terra renovada. Os vislumbres de Sua glória e amor, que nos são permitidos agora, nos dão apenas uma pálida noção do que virá para aqueles que com toda sinceridade dedicaram a vida a Deus [15].


Vendo a Deus Então e no Além
Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é. E a si mesmo se purifica todo o que Nele tem esta esperança, assim como Ele é puro. I João 3: 2 e 3.
No mundo atual podemos captar vis­lumbres de Deus de vez em quando, mas que nunca O vemos na ple­nitude prometida aos puros de coração. Isso mudará. Como Paulo des­creve: Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, vere­mos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. I Corintios 13: 12.
Nesta vida, vemos apenas o inicio do cumprimento da promessa de Deus aos puros de coração.
Pense por um momento sobre o que significará permanecer na pre­sença do Rei do Universo. Você e eu estamos sendo preparados para entrar na presença absoluta do Rei dos reis e Senhor dos senhores. A compreensão dessa idéia revolucionará nossa vida.
Agora O vemos como que através de um vidro escuro, mas então O veremos face a face. Pense nisso. Medite sobre isso. Leia a respeito do trono de Deus em passagens como Apocalipse 4 e 5, e Ezequiel 1.
Depois leia alguns dos grandes cânticos de louvor em Apocalipse. Vi, registra João em Apocalipse 5: 11 a 14, e ouvi uma voz de muitos anjos..., cujo número era de milhões de milhões e milhares de milha­res, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória, e louvor. Então ouvi que toda criatura que há no Céu e na Terra,... Estava dizendo: Aquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a gloria, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém; também os anciãos pros­traram-se e adoraram.
Um dia você estará diante desse trono! Bem-aventurados os lim­pos de coração, porque verão a Deus. Mateus 5: 8 [16].
  1   2


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal