Os corpos sutis: uma contribuiçÃo aos estudos espíritas. Prof a. Dra. Eliane Moura Silva



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OS CORPOS SUTIS: UMA CONTRIBUIÇÃO AOS ESTUDOS ESPÍRITAS.

Prof.a. Dra. Eliane Moura Silva.

UNICAMP/IFCH/Dep. de História.
INTRODUÇÃO:

O movimento espírita kardecista, ao surgir na segunda metade do século XIX, afirmou-se enquanto doutrina espiritual, filosófica e científica, centrada na relação com a morte, no contato sistemático e regular com os espíritos dos mortos, nas manifestações conscientes destes mesmos espíritos e nos ensinamentos por eles transmitidos. Foi um novo influxo segundo os princípios positivos da ciência de sua época. O movimento espírita sempre incentivou o estudo, a aquisição de novos conhecimentos, o aprimoramento intelectual, moral e a transformação do homem, enfatizando a realidade e a permanência da vida espiritual bem como a sua continuidade, antes e depois da morte do corpo físico, revestimento adensado constituído por matéria grosseira, vista como decorrência natural condicionada por fatores e limitações, biológicas, vivenciais e kármicas. Corpo Material de que se reveste o Corpo Espiritual.

É justamente a crença convicta e absoluta nestes pressupostos que permite manter e aprofundar o diálogo com seres que, em algum período, estiveram nesta terra “encarnados”.

Provavelmente devido ao fácil acesso às sociedades e instituições dedicadas a prática e ao estudo, os Centros, hoje em número crescente, e a farta literatura encontrada facilmente nos mais variados pontos, locais e livrarias (literatura esta de valor frequentemente questionável), pode o leitor iniciante, curioso ou o ocasional observador, deixar-se levar, iludido pela aparente simplicidade advindas de “palestras” e “literatura”.

É neste sentido que apresento, procurando adotar a forma mais simplificada e resumida possível, este estudo sobre os corpos sutis, segundo os milenares ensinamentos hinduistas e budistas e que, acredito, poderão ser de valia para ampliar os limites e conhecimentos sobre a natureza espiritual daquilo a que chamamos de existência, tanto “encarnada” como “desencarnada”.(1).
A ALMA E O CORPO:

Este vasto Universo é uma roda. Sobre ela estão todas as criaturas e vagueia a alma humana sujeita ao nascimento, morte e renascimento. Ela gira e nunca pára. Ela é a roda de Brahman. Enquanto o Eu individual pensa que é separado de Brahman, ele gira ligado aos ciclos de morte e renascimentos. (Swetaswara Upanishad, 1).

De acordo com a tradição hindu transmitida pela tradição filosófico-religiosa a partir dos Upanishads, no centro de cada alma individual existe a cente­lha divina, o atman (alento vital), uma noção equivalente ao que chamamos de alma. Quando o atman encontra-se envolvido em limitações morais, men­tais e físicas, as Uphadis ou as limitações naturais da alma encarnada, temos então Jiva, um indivíduo, um ser vivo, uma reunião de energias que se adensam em cor­pos físicos, sutis e espirituais. Este é o princípio da encarnação num corpo físico: o atman vai revestindo-se de corpos de paixões, emoções, sentimentos e desejos, ganhando uma dimensão cada vez mais material até chegar a um corpo físico, tornando-se jiva atman, a alma individual de um ser encarnado.

Segundo esta concepção o atman está localizado no olho ou coração, uma forma de mostrar que tudo o que move, impulsiona, emociona, mas também prende e detém a libertação situa-se entre o olho e o coração, a razão e a emoção.

A união e a separação entre o corpo e o atman é um processo repleto de tensões, que antecede ao nascimento e também não ocorre de forma normal­ e tranquila, nem mesmo após a morte. Há uma transição vibratória con­tínua entre a matéria e os planos psíquicos e espirituais, entre os quais reside o sentido da personalidade e da individualidade, assim como entre o corpo físico, o sutil e o espiritual, seja na existência encarnada como após a morte do corpo físico. Assim, o ser humano é composto de elementos densos, sutis, mistos, espirituais e divinos, ou seja, corpos de diferentes naturezas, densidades e escala vibratória, adequados, cada um, a habitar um diferente “Loka”, Planeta, ou Dimensão..

O primeiro corpo, material e visível, é formado de diversos elementos e nele estão localizados os órgãos físicos de percepção e ação. Este primeiro corpo material que é afastado da alma no momento da morte, é chamado sthula sharira, a matéria física.

Este afasta­mento e a conseqüente destruição da matéria não significam a libertação da alma, o retorno de atman a Brahman. Corpos sutis de natureza mais densa continuam envolvendo a alma e nele estão as emoções, os sentimentos, a mente racional e a mente emocio­nal, o intelecto e as respirações vitais. Todos os elementos psicológicos da vida humana ficam aderidos ou gravitando nestes corpos. As imagens após a morte são, portanto pro­jeções da mente e da consciência que permanecem nestes corpos de natureza sutil, os sukshma sharira, de natureza astral onde situam-se os chakras, os centros de energia que são os canais de comunicação entre corpos físicos, mentais e espirituais. Estes “cascões” podem obstruir as relações e o contato entre os corpos individuais, o meio ambiente e o corpo universal, tudo isto com graves consequencias.

Ë por isso que, ao invés de encontrar a libertação e a reabsorção na essência Criadora, o atman, como num sonho, vaga através do labirinto de mortes e renascimentos, sempre ligado a estes corpos sutis, de acordo com suas ações, reações e pensamen­tos, imaginando, por desconhecimento, sua separação de ou­tras almas e da Alma Primordial.

Temos, também, um "corpo" ou nível mais sutil, o chamado corpo causal, karana sharira, a existência individual. É a parte composta por todas as coisas que fazem o ser humano diferente de animais, matéria inanimada. Confere a individualidade em todos os aspectos possíveis. É o corpo da diferença entre iguais, desde as físicas até a personalidade, emoções, etc.

Esta concepção de corpos de diferentes naturezas reflete um conjunto de doutrinas e sabedoria que vê a vida, a existência material dentro de um universo, como uma grande vibração, uma profusão de energias exprimindo-se numa variedade inimaginável. A matéria, a vida, a existência psíquica são modulações, freqüências vibratórias da mesma energia primordial e essencial, manifestações mais sutis ou condensadas, que vão compondo corpos de diferentes densidades e natureza extra-física, todos sujeitos ao eterno ciclo de metamorfoses, à vida e morte. Isto é uma lei primordial, base da teoria do Karma.


A TEORIA DO KARMA:

A palavra Karma deriva da raiz sânscrita Kr`ma e significa “efeitos do fazer, efeitos do que se faz, reação a ação e consequência”, em suma, as consequências das ações movidas pelos desejos de qualquer natureza. É uma lei eterna e imútavel, invisível e absoluta que afeta a alma e os corpos sutis e materiais, obrigando ao renasci­mento numa forma humana ou animal determinada pela qualidade e natureza dos atos, pensamentos e intenções de todo o pas­sado.

A idéia de Karma na tradição hindu e, posteriormente, na budista, não possui o sentido de castigo ou punição. É uma lei universal, que coloca em equilíbrio to­das as ações, pensamentos, sentimentos, palavras, desejos, paixões, praticadas durante a vida. É o outro lado da moeda, da constatação que "a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário". Karma é uma força imensa, inexorável completamente cega, sem sabedoria ou discernimento próprios. É uma força obedecendo a uma das muitas leis: apenas isto. Sua compreensão e aceitação geram sabedoria, compreensão, entendimento e poder de superar a condição humana. Em linhas gerais, a lei do Karma deixa, entre outras, uma lição: “Nós somos os construtores de nosso destino na vida e na morte”, no passado, presente ou futuro.

O Karma, como uma lei universal, afeta toda forma de existência, inclusive aos deuses, pois todo o uni­verso reflete ação e tudo o que nele esta sofre o movi­mento eterno e a Lei fundamental do Karma, da qual ninguém pode fugir. Tanto a matéria como os planos mentais e emocionais sofrem as conseqüências das ações, num eterno ciclo de ações e reações. Tudo que age sobre o universo, age sobre os seres. As coisas, os seres e as situações aparecem e desaparecem na tela da nossa cons­ciência. Cada ação, seja ela positiva ou negativa, grandi­osa ou sórdida, espelha uma imagem da existência.

Diante da falta de compreensão desta lei, o quadro da existência humana afigura-se necessariamente decepcio­nante, cercado de tensões, avidez e sofrimento permanente. Somos o que desejamos, pensamos, acreditamos, falamos, fazemos e sofremos. Somos as causas e resultados de nosso próprio destino tanto na vida, na morte, como após a morte. A doutrina do Karma dentro desta concepção tra­z a responsabilidade para os indivíduos, retirando da Di­vindade o papel de juiz e verdugo das ações humanas. Nada acontece fora do campo da ação humana, das possibilidades de, rompendo os véus da ignorância, superar os limites de suas ações e suas consequências, a reação inevitável tanto na existência atual como nas encarnações futuras.

Karma sempre haverá. Nascer e morrer, encarnar e desencarnar, são atos kármicos, geradores de mais Karma. O simples ato de existir, de ser criado gera Karma, porém esta noção nunca deve ser associada a culpa, punição, pecado, certo e errado, bem e mal, noções estas, de fundamento Judaico-Cristão, e inexistentes nas religiões orientais antigas mais esclarecidas.
A RODA DA VIDA, SAMSARA:

O termo Samsara (divagação, perambulação) aplica-se ao ciclo de mortes e renascimentos em muitas formas e condições diferentes de existência. É o apoio necessário à doutrina do Karma. A comparação mais tradicional desta doutrina da transmigração indefinida dos seres em diferentes tempos, formas e situações é simbolizada na imagem de uma roda que gira sem cessar.

A alma, após a morte e um período determinado de existência numa dimensão espiritual, regressa à Terra com os “cascões”, resíduos de Karma produzidos em sua vida material, somados aos das vidas anteriores ainda não desfeitos, resíduos estes que determinam e subordinam as condições em que se darão o seu re­nascimento. A maioria dos homens morre com um sem número de desejos insatisfeitos, de temores não apaziguados, ambições não consumadas, necessidades físicas e afetivas irrealiza­das, sonhos e, como pano de fundo, a obscura lembrança das ações praticadas e ocasiões perdidas. A própria condição da morte, se violenta ou calma, na juventude ou por velhice, aponta para o destino, tanto da existência após a morte como da futura reencarnação.

Disto tudo resulta um conjunto de impressões re­siduais poderosas e indeléveis, de aspirações latentes que se deseja realizar ou apaziguar através de um novo renas­cimento num contexto material, familiar, social e psicoló­gico. É este o fator determinante de uma nova reencarnação para a realiza­ção destas ações e desejos.

Cada encarnação é um elo da roda dos renas­cimentos e mortes, sinal de um Atman que ainda não alcançou a sua Libertação e Imortalidade na absorção a Brahman, por estar preso, envolvido em condição carnal, aprisionado em vestes gros­seiras da matéria densa e sutil. A existência encarnada na matéria é um aspecto provisório, acidental e frágil, su­jeito tanto a deterioração e corrupção como aos caminhos do conhecimento e da libertação. O corpo físico morre, porém a verdadeira Vida do Espírito transcorre eterna, indestrutí­vel.

Para chegar a esta essência doutrinária da impermanência e do papel da mente na construção desta percepção holográfica da “realidade”, surge uma inovação filosófica e doutrinária no Budismo: a concepção de que toda forma de existência no mundo está classificada em cinco categorias de “agregados” conhecidos como Skandhas. Esta concepção é definitiva pois traça a anatomia, a fisiologia, a mecânica de funcionamento dos pensamentos, sentimentos e suas relações com a vida, com a existência encarnada, a sua qualidade e relações com as futuras reencarnações.

Os Skandhas são agregações, aderências, conjuntos de elementos físicos, mentais, emocionais, espirituais interpenetrados que compõem e formam a percepção física e sensorial das coisas e também o estabelecimento das relações, de idéias, as associações entre formas, sentidos e a construção de projeções mentais objetivas e subjetivas. De forma bastante simples e resumida, os cinco Skandas são definidos da seguinte maneira:

1) Rupa-Kandha - É o agregado que distingue, a percepção física que permite distinguir coisas e sua natureza: material, vegetal, animal, humano, mineral, elemento, imagem ou qualquer outra coisa.

2) Vedana-Kandha - É o agregado de sensações desencadeadas pelo contato do objeto, tal qual é percebido e captado pelos orgãos dos sentidos. por ex., leve, pesado, quente, frio, duro, mole, liso, áspero, perfumado, nauseante, claro, escuro, doce, salgado, etc.

3) Sanna-Kandha - É o agregado da elaboração mental, o conhecimento obtido à partir do contato das percepções físicas e sensoriais produzidas pelos agregados anteriores. É o conjunto de elementos, de conhecimentos transmitidos ao campo mental pelo Rupa-Kandha e Vedana-Kandha, o que se apreende através das sensações. Por ex. “O fogo é quente, queima e dói.” “Comida estragada é ruim e faz mal.” “Bebida alcoólica deixa tonto e faz mal.” Etc. É o princípio do que chamamos experiência acumulada. Há quem afirme que produz as sensações de prazer, dor, etc., desde que oriundas de fatores materiais, por ex. comida, sexo, carícias, machucaduras, etc.

4) Shankara-Kandha - É o agregado das associações mentais, das produções psíquicas. É dele que parte a imaginação com toda a gama de possibilidades. É onde realidade e suposição se mesclam podendo apresentar-se até com distorções. Há quem afirme que partem daqui os pensamentos, sentimentos de prazer ou sofrimento ligados a lembranças de situações, fatos, momentos, pessoas ou coisas, que podem ou não, ter ocorrido.

5) Vinnana-Kandha - É o agregado equibrador, harmonizador, organizador, integrador das sensações, dos sentimentos, das emoções, das experiências, da imaginação, das memórias dos vários Skandhas. Talvez por isto se atribua a ele também a capacidade de produzir prazer, dor, sofrimento ou qualquer outra forma de sentimento. É evidente que, pela sua capacidade de gerar pensamentos, deve sempre tentar conduzir e fazer prevalecer o impulso que lhe pareça mais proveitoso e agradável. Seria, também, neste caso, as formas de se proporcionar prazer a si próprio, resultantes da ação prevalecente deste agregado. Evita, ou minimiza, que a excessiva preponderância de qualquer dos outros agregados predomine sobre o conjunto desarmonizando a estrutura interior. Tenta dividir a carga de força e influência. Possibilita a aprendizagem e, possivelmente, a realimente. Desenvolve conceitos de lógica, abstração, etc. É como o cérebro e o coração funcionando harmoniosamente, de outra forma seria um verdadeiro caos. Daí pode-se ter ações devidamente equilibradas.

Sendo os Skandhas corpos formados por agregação, não possuindo em si e por si consistência e materialidade, construções que produzem construções que produzem construções que produzem construções... Infinitamente...

É como se estivéssemos constantemente acumulando karma ao mesmo tempo em que o dissolvemos e o produzimos. Vida após vida tentando reverter esta situação, dissolvendo mais que produzindo. Se o conseguimos, gradativamente, a custa de grande esforço, vida após vida, chamamos a isto evolução, senão...

No Oriente ensina-se que as voltas infinitas dos ciclos desta “Roda” podem ser paradas e a “Roda” extinta, dissolvida em si mesma. É isto que chamam Nirvana, Nibbana, a Suprema Libertação, a Grande Extinção, que ocorre, também, em conjunto com o Samadhi, Satori, a Suprema Beatitude, o Divino Êxtase, a Suprema Fusão, a Perfeita Reabsorção em Deus, O Princípio Criador. Uma vez atingido tal estado, todos os Skandhas são automaticamente dissolvidos, desintegrados, sendo a sua “matéria”, corpo de energia e estrutura energética, desfeitas e reincorporadas à massa da “matéria” Cósmica Universal.
A PRISÃO ESPIRITUAL:

Porém ocorre que, na maioria das vezes, quase sempre, após o desencarne, aquela alma permaneça aprisionada, encarcerada, envolvida pelos seus Skandhas, retornando a este plano com os mesmos impulsos, sentimentos e desejos. Neste caso, cabe à alma fazer “evoluir” os Skandhas tornando-os mais tênues, suaves e sutis, para diminuir-lhes a aderência, tornar mais fácil a sua liberação tirando proveito da sua força e energia. Note que sendo a alma parcela do Criador, já é perfeita em Si, não lhe cabendo evoluir, mas sim aos agregados que são construções da mente iludida pela falsa idéia de ser uma personalidade individual separada de Deus, seu criador.

Se a alma conseguir libertar-se de um ou mais agregados, ainda que não os tenha extinguido de todo, podem, estes agregados, expulsos, porém livres, ficarem atraídos e absorvidos por outros agregados de densidade, carga, estrutura e energia semelhantes ou maior, com atração mútua, formando, então, um grande Skandha que pode, depois, repetir o processo vindo a se constituir num imenso agregado que pode repetir tudo novamente tornando-se um Super Agregado. (E pobre Ser Humano, Construtor e Alimentador de tal “Ente”).

As correntes mágicas e místicas tanto do Hinduismo como do Budismo, que afirmam a real existência destas forças, nos falam, também, da possibilidade destes agregados, virem mesmo a tomar a forma, influenciar, possuir ou habitar um corpo animal, vegetal ou mineral, ainda que momentaneamente pois, na maioria das vezes, tentam, sempre que possível, reunir-se num corpo humano.

Construções da mente? Temos ai uma verdadeira “Égrégora”, um “ser” sem matéria densa, sem fisiologia estabelecida, sem alma, porem capaz de literalmente arrasar com a vida em todas as formas possíveis. Pode, também, ser considerada uma das piores formas de obsessor, entre a humana, a animal, a elemental, a mental-emocional, a imaginária, a mitológica, figura resgatada pelo moderno espiritismo porém comum a muitas religiões antigas, ainda que com particularidades de visão. Todos os pensamentos, sentimentos, emoções, paixões, etc, adquirem forma e também uma materialidade semi-densa ou sutil. Trata-se da materialização, em forma aparente, dos sentimentos e emoções fortes, intensas ou violentas. Tais imagens materializadas em diferentes graus e sutilezas são formadas por pura concentração de energia, sem racionalidade, ética ou senso comum. Podem ser objetos, alimentos, animais variados, inclusive formas lendárias ou monstruosas, extintas, os mais diferentes seres em variadas condições de tamanho, forma, altura e até mesmo, sexo. Podem também nem ter forma definida apresentando-se como nuvens, redemoinhos, vendavais, ciclones, etc.

São pura energia condensada em diferentes intensidades, altamente destrutivas, podendo prejudicar, desorganizar, adoecer, enlouquecer ou matar passando a absorver a energia da vítima. Tudo isto, frequentemente, gerado por emoções de encarnados e desencarnados e passível de ser “incorporado” por algum ser desencarnado sob forte carga emocional de ódio, vingança, remorso, etc. Pode também se produzir um tipo de “efeito fantasma”, “Poltergeist”, etc.. Conforme a corrente, a linha, o país etc., podem até mesmo ganhar outro nome e definição, porém, que fique claro, “O Ser”, “A Coisa”, a miséria, a desgraça, é a mesma.

Pelo sim, pelo não, o que os antigos Mestres Orientais nos ensinam e´:

CUIDADO COM OS SEUS SENTIMENTOS.

CUIDADO COM OS SEUS DESEJOS.

CUIDADO COM OS SEUS PENSAMENTOS.

CUIDADO COM AS SUAS PALAVRAS.

CUIDADO COM AS SUAS AÇÕES.

CONCLUSÃO:

Este conjunto de concepções dotados de forte carga espiritual, filosófica e transcendental é de suprema importância para tentarmos entender tanto a vida como a morte. Assim, é possível pensar que a transição chamada de “morte” apenas dissolve o agregado de matéria física e das formas. Não constrói realmente uma nova união mas apenas novos elementos de diferentes densidades que se agregam às antigas estruturas das existências sejam elas doces ou amargas, boas ou más, agradáveis ou desagradáveis.


NOTA:
(1) Este trabalho faz parte do capítulo 2 de minha tese de doutorado Vida e Morte: o Homem no Labirinto da Eternidade, Unicamp, 1993, pp. 43-88. Neste capítulo estudo as concepções sobre a morte e o pós-morte nas tradições védicas, hindus, budistas e do budismo tibetano, bem como o orfismo, pitagorismo e platonismo. Dedico também, um capítulo ao Espiritismo desde os seus primórdios, outro a Parapsicologia e evidentemente, aos novos rumos apontados pela Transcomunicação.


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