Os mestres também adoecem



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Encontro29.07.2016
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Os mestres também adoecem
Nestas quase 3 décadas em que abracei a Iridologia, tenho visto muitos mestres passarem por enfermidades, ao mesmo tempo em que tenho observado alguns alunos tecerem críticas, a meu ver incabidas, à estes professores que, um dia, pacientemente, ensinaram sua ciência e arte a alguns deles que, hoje, também ensinam.

Quero ressaltar, por absoluta isenção, que não é o meu caso, posto que, graças a Deus, até o momento, nunca tive nada grave, a não ser pequenas afecções passageiras, como sói acontecer com qualquer ser humano. Entretanto, a estes poucos alunos, no meu entender ingratos para com os seus mestres, quero afirmar que absolutamente nenhum Homo sapiens “manda” ou tem domínio sobre a sua constituição, que, apesar de ser regida pelo genoma, sofre influência do meio fenotípico. Assim não fora, o Dr. Bernard Jensen, não teria adoecido, à despeito de todo o cuidado que tomava consigo próprio, e eu sou testemunha viva deste fato, porque tive a honra e o privilégio de conviver pessoalmente com o meu mestre maior, entre outros.

Os fatores fenotípicos podem influenciar, sobremaneira, o organismo humano, muitos dos quais, sem qualquer controle possível, como, as radiações, agrotóxicos e metais pesados, entre tantos outros, contra os quais não bastam somente cuidados higiênicos-dietéticos, embora sejam importantes.

O que dizer, então, da história biopatográfica, que, na maioria das vezes, foge do controle de qualquer ser humano vivente, com acontecimentos como mortes, perdas e separações, caracterizando o estresse pós-traumático.

Jensen teve, por exemplo, a morte prematura de um filho.

O papa João Paulo foi acometido do mal de Parkinson no final de sua vida, mesmo tendo ocupado um cargo único, da maior importância, que é o papado.

O mesmo sucedeu com o amado Arnaldo Gauer, meu dileto e precioso amigo.

Há coisas, reafirmo, a que todos estamos sujeitos. Todavia, o que chamou muitíssimo a minha atenção foi o fato de, tanto Bernard Jensen, como Karol Wojtyla e Gauer, apresentarem aos seus discípulos, de maneira absolutamente humilde, seus problemas de saúde, que, como bons matemáticos, tanto da saúde física, como espiritual, procuraram solucionar com dignidade. Ao se depararem com estas equações diante da vida e, notadamente, frente aos seus discípulos, disseram: “Olhem, perante à vida e perante a todos, somos, apenas, seres mortais.”

Neste sentido, desejo que se adoce o julgamento com estes e outros mestres queridos, como é o caso do professor Jomar Cunha, que declinou do convite de participar do congresso vindouro, para o qual já estava previamente agendado, devido a um problema de saúde. Contudo, ao declinar de nos ensinar no nosso evento, o fez com maestria digna daqueles que trazem a sabedoria inata dos que amam os seus mestres e, sobretudo, os seus alunos, o que os torna, ainda mais dignos e honrados, portanto, merecedores do mais alto respeito e da mais alta consideração da nossa parte.

Convém lembrar que, nesta terra de meu Deus, ninguém, nem mesmo nossos familiares, está imune a este infortúnio de sofrer, um dia, uma moléstia qualquer, curável ou incurável, mesmo porque a vida à Deus pertence. Portanto, não cabe desqualificar qualquer pessoa, mormente, nossos querido e amados mestres, porque isto leva à corrosão do caráter.



Desejo e quero que, de alguma forma, possa ter sido útil.


Celso


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