Os paulistas em s. João d’ el-rei bernardo guimarãES



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CAPÍTULO XXII

A gruta de Irabussu

O sol já havia desaparecido no horizonte. Os emboabas tinham pela frente a poucos passos de distância uma enorme massa de rocha calcária, coroada de selvas e elevando-se a prumo como fachada em ruína de construção titânica. Pelos outros lados cercava-os um extenso vargedo, todo crivado de pequenas lagoas e viçosos bosquetes. Além um grande rio coleando entre florestas e mostrando aqui e acolá o largo veio ainda cintilante das púrpuras do céu. Mais além os topes de elevada serrania desenhando-se no fundo do horizonte sereno ainda iluminado pelos últimos reflexos do dia.

Interessante e grandioso devia ser aquele espetáculo; mas a narrativa nos punge para diante, e nossos emboabas não tinham tempo nem vontade de se conservarem em estática contemplação diante das maravilhas da natureza.

Em face de uma fortuna imensa e pavorosa, ensopados, transidos de terror e de frio, entregues às mãos de um espírito diabólico, de um bruxo, de um feiticeiro, que disposição poderiam ter para contemplar os horizontes em derredor?...

Além disso, o que lhes preocupava o espírito era o ouro, o ouro sólido e verdadeiro, que sai das entranhas da terra, e não o ouropel das nuvens, essas tintas vãs, que soem colorir o céu nas belas tardes e manhãs de nossos climas.

Que lhes importava o ouro do céu, se eles procuravam o ouro da terra?...

Em vez de estarmos a contemplar os horizontes, enfiemo-nos portanto pelo seio da terra adentro.

Estavam, pois, os emboabas estacados diante de uma arcada enorme, que servia de pórtico ou umbral a profundos e tenebrosos antros. O crepúsculo, que já então se estendia pela valada, era ali ainda mais carregado em razão da sombra, que caía do coruchéu da rocha coroada de brenhas, à maneira de melena arrepiada sombreando a torva e rugosa catadura de um gigante.

Era ali quase como noite fechada; mas se voltassem a face, veriam ainda os emboabas a extrema luz do dia esbatendo-se suavemente pelo cimo das colinas pitorescas.

Mas eles só viam a boca da caverna, que tinham diante dos olhos, e ali estavam estatelados como o sapo diante das goelas da cobra, que o vai devorar; e nada ouviam mais que o resfolgar do antro, que soltava de dentro um sussurro medonho como o gemido dos abismos, ou o rugir longínquo da tormenta.

-É aqui, meus brancos!... estamos em casa! disse Irabussu com um sorriso sinistro.

Já espavoridos diante daquele rochedo, que parecia a fachada dos palácios infernais, ainda mais aterrados ficaram os portugueses pelo tom de mofa infernal, com que o índio, mostrando os dentes amarelos, pronunciou aquelas palavras.

Se fora da caverna era quase noite, dentro reinava completa escuridão. O índio sentou-se sobre uma pedra e deu a entender que era mister acender o fogo.

-Isso vamos nós já fazer; -retrucaram os emboabas. Além de estarmos resfriados e ensopados até os ossos, não havemos de passar a noite às escuras.

Trataram imediatamente de ajuntar alguns paus secos nas moitas, que cresciam pela raiz do rochedo. O chão é úmido e quase perfeitamente plano desde a barranca do rio, que ficava como a um quarto de légua, até a base da penedia.

No tempo das chuvas com o transbordamento do rio, a água entra pela caverna e torna muito mais difícil o seu acesso. Não foi pois sem bastante dificuldade que os emboabas ferindo fogo no fuzil das escopetas conseguiram atear uma boa fogueira à entrada da gruta e ao abrigo da imensa abóboda.

Os emboabas foram logo encostando as suas armas e tratando de arranjar leitos de capim para se acomodarem à roda do fogo, como se tivessem de ali passar a noite. Irabussu tirou-os dessa ilusão fazendo-lhes ver que era forçoso entrar na gruta imediatamente. Os emboabas olharam uns para outros espantados e indecisos.

-Abrenúncio!... -exclamou um deles; -eu entrar nessa buracada a estas horas!... nem que me esfolem vivo!...

-Nem eu!... isto me parece a porta do inferno; é para lá que este bruxo nos quer levar.

-Então é lá dentro que está o ouro, bugre de satanás!?...

-É, -respondeu secamente Irabussu.

-Nesse caso entra tu sozinho e traze de lá um punhado para servir de amostra; ouviste?...

Irabussu abanou a cabeça.

-Se Irabussu não aponta com o dedo, respondeu, -ninguém é capaz de dar com o lugar do ouro.

-Mas isso não pode ficar para amanhã?

-Irabussu precisa voltar hoje mesmo.

-Isso é só se nós consentirmos.

-Amanhã Irabussu está morto e não pode mais mostrar o lugar do ouro.

-Sai-te daí, manhoso; ainda que seja amarrado de pés e mãos hás de aqui ficar hoje, e amanhã quer queiras quer não, nos hás de mostrar a mina.

-Amanhã Irabussu está morto!... murmurou lugubremente o índio, rolando-se por terra.

Esta frase repetida com acentos fúnebres toou aos ouvidos dos emboabas como uma tremenda profecia, e por alguns instantes os fez cismar mudos e transidos de pavor.

-Pior está esta!... se este diabo morre mesmo deveras e leva para a eternidade o seu segredo, deixando-nos aqui perdidos neste deserto sem ao menos termos o consolo de ver a maldita mina!... tanto ouro perdido!... perdido para sempre!... oh! não!... isso não pode ser!... aproveitemos as horas de vida, que lhe restam. -Eram estes os pensamentos que perpassavam pela mente de todos.

-Que estamos aqui a banzar, meus amigos? -exclamou por fim um deles reanimando-se. -Dê no que der, vamos por diante, porque em fim de contas naquele inferno tanto faz entrar de dia como de noite. Vamos, eim? companheiros?...

-Para que irmos todos?... basta ir um ou dois de nós...

-Pois então vai tu...

-E por que não hás de ir tu?

-Não senhores!... a não irmos todos, nenhum lá entrará. O perigo deve ser para todos se é que querem que o ouro também chegue a todos. Ânimo, patrícios!... entremos!... avante, meu bugre!...

-Avante! avante! -exclamaram todos pondo-se de pé e tomando suas armas; Irabussu porém não se moveu.

-Então?... não te mexes, bruto? ... bradou um dando um pontapé no bugre, que continuava imóvel e prostrado por terra. -Estarás já morto, bruxo de mil diabos?

Irabussu levantou um pouco a cabeça e apresentou os punhos amarrados, como quem queria dizer que assim manietado não poderia entrar na caverna. Suscitou-se entre eles então uma pequena discussão, cujo resultado foi concordarem em desatar os pulsos do bugre, e amarrarem-lhe a corda em volta da cintura segurando um deles nas pontas da mesma, com todo o cuidado, enquanto estivessem dentro da caverna. Feito isto o índio deu-lhes a entender que ainda não estava tudo pronto, e que não era possível entrar às escuras. os emboabas compreenderam, e ajudados por Irabussu aprontaram com taquaras e ramos secos sete fachos, que deviam ir acendendo um após outros, à medida que os primeiros fossem se extinguindo. Os emboabas mostraram-se receosos de que aqueles fachos não fossem suficientes; mas o índio tranqüilizou-os, explicando-lhes que a mina não estava muito longe, e que em poucos minutos estariam de volta, e fora de perigo.

-Eia, companheiros!... está tudo pronto; vamos! anda, meu bugre!... entremos nas horas de Deus...

Irabussu acendeu na fogueira o seu archote, e foi entrando pela caverna. Os emboabas o acompanharam de perto benzendo-se e rezando quanta oração sabiam.

Para fora da lapa nada mais se via; a escuridão da noite, que começava a descer, e a fumaça da fogueira tudo escondiam. Estavam segredados completamente da luz do céu, e franqueavam os lôbregos umbrais do reino das trevas.

Acompanhemo-los, e vamos também admirar à luz do archote de Irabussu as maravilhas dessa imensa e misteriosa gruta.

O pavimento é plano, liso, coberto de areia e de folhiço, como um solo de aluvião; os emboabas penetraram com facilidade pela gruta adentro. Logo à entrada, entre os broncos pilares da arcada imensa, que serve de pórtico aos outros, observa-se um curioso e estupendo fenômeno. Um enorme rochedo está como pendurado da abóbada à semelhança de lustre colossal colocado à entrada daquele templo subterrâneo. Mas o monstruoso lustre está envolto em crepe pardacento, suas luzes estão extintas, e é mister brandir o archote em volta dele para admirar-lhe as dimensões titânicas, e ver como se acha preso à cúpula por um ligamento proporcionalmente tão delgado, que faz estremecer. Está ali como a espada de Dâmocles suspensa por um fio aquela massa enorme de milhares de quintais, como ameaçando esmagar, pulverizar com sua queda os imprudentes mortais que ousarem passar-lhe por baixo para devassarem os mistérios daqueles áditos tenebrosos.

Mas Irabussu e seus companheiros não estão ali para admirar semelhantes maravilhas; passam por debaixo do imenso candelabro sem prestar-lhe atenção, internam-se mais alguns passos, e acham-se no recinto de um vasto salão, amplo e circular à maneira da nave de magnífica rotunda. Curvava-se sobre suas cabeças uma abóbada de pasmosa elevação, e de profunda que era, mal seria apercebida ao fraco clarão do archote, se não fora o cintilar das pedras úmidas, polidas e pontiagudas de que estavam crivados o teto e as paredes da gruta.

À luz daquele archote demasiado escassa para alumiar tão vasto recinto, o interior da lapa, já de si mesmo curioso e surpreendente, tomava um aspecto solene e fantástico, que inspirava a um tempo pavor e assombro. Os muros e a abóbada pareciam cobertos de ornatos e esculturas caprichosas, de frisos, relevos, cornijas, colunas, nichos e volutas em desordenada profusão. Aqui via-se um altar mutilado; ali cavava-se no muro um trono em ruínas; além ressaltava da parede um magnífico púlpito; mais além um renque de colunas decepadas se estendia a perder-se na escuridão. E tudo isto se revestia de brilhantes e variadas cores reverberando à luz do facho com reflexos de ouro e rubis, de esmeralda e safira, de topázio e ametista.

Era uma gruta de estalactites, curioso brinco, em que a natureza parece comprazer-se dando as mais singulares e caprichosas figuras a essas rochas formadas no côncavo das cavernas pela congelação de gotas de água infiltradas durante séculos através das fendas dos rochedos.

Além de tudo isso uma multidão de cordas de grossura enorme descendo perpendicularmente da abóbada em uma altura talvez de mais de vinte braças vinham embeber-se no chão. Dir-se-iam cordões, que suspendiam imensas cortinas destinadas a velar os mistérios daquele estupendo e maravilhoso santuário. Eram raízes de árvores seculares, que cravando-se pelas fendas da abóbada, e achando em baixo o espaço vazio alongavam-se até o solo, onde vinham beber a seiva, para alimentar a robusta e vicejante selva, que cobrindo o coruchéu da gruta, balanceava lá em cima, -a mais de cinqüenta braças de altura, -a coma verde negra às auras livres do céu.

Em tudo se parecia aquele antro com o interior de um templo ciclópico, por onde roçara a ara estragadora dos séculos, ou passara a mão vandálica do bárbaro destroçando e mutilando tudo.

A luz avermelhada do archote batendo nas miríades de pontas de estalactites, que incrustavam toda a abóbada, reverberando em chispas cintilantes, produziam o mais deslumbrante efeito. Os portugueses não puderam conter um grito de surpresa e assombro, e estacaram por instantes diante de tamanha maravilha.

-Que é isto, santo Deus!... -exclamavam uns. Tudo isto é ouro e pedraria!... é aqui... é aqui! estamos enfim na mina.

Outros porém pensaram estar em um palácio de fadas, e acreditando que o bugre não era mais que um formidável encantador, começaram a tremer por sua sorte receando ali ficarem encantados para todo o sempre.

Para se moverem foi mister que Irabussu os acordasse daquela estupefação. Já dois fachos se tinham consumido, e não havia um minuto a perder.

O índio avançou contornando o vasto salão como procurando entrada a outros aposentos. Viam-se com efeito em torno aqui e acolá grande número de fendas e arcadas de várias dimensões, e corredores que se perdiam na escuridão, e pareciam dar entrada a novos e vastíssimos compartimentos. O bugre penetrou pelo mais espaçoso desses corredores seguido de perto pelos portugueses. Via-se a um lado suspenso na muralha um púlpito quase perfeito de linda e grandiosa estrutura. Os emboabas cuidaram ver dentro dele um monge de joelhos e debruçado com a fronte envolta em seu capuz. Já se ajoelhavam e persignavam dispostos a ouvirem um sermão, quando subitamente troou-lhes aos ouvidos uma voz horrível, antes um pavoroso mugido.

-Tupassumunga! -bradara Irabussu com toda a força de seus pulmões. Os ecos das profundas cavidades reproduziram por largo tempo o grito estranho em surdos e temerosos rugidos. Imediatamente dois sanhudos e truculentos canguçus, rompendo das grutas interiores, passaram velozes como o raio por entre os portugueses, e desapareceram de novo na escuridão. De susto ou abalroados estes quase todos caíram por terra, e trêmulos, cobertos de suor gélido, não pensaram senão em encomendar a alma a Deus.

-Não tenham medo, meus brancos! -disse Irabussu com um sorriso calmo e satânico; estes bichos moram aqui; são uns gatinhos que vigiam o ouro de Tupã; foi para tocá-los para fora que Irabussu gritou.

Estas palavras proferidas em tom de diabólica ironia não eram muito próprias para tranqüilizar os emboabas.

-Se temos de morrer sem falta, -murmurou um com voz desfalecida, -é melhor morrermos aqui mesmo; daqui não dou mais nem um passo para adiante.

-Se temos de morrer, -replicou outro um pouco mais animado, -tanto faz morrer aqui como acolá; vamos, companheiros!... pelo que vejo, já estamos no inferno em corpo e alma, e tão inferno é aqui, como lá mais adiante.

O terror tendo tocado ao seu cúmulo converteu-se em coragem, como sói acontecer, nessa coragem dos que se julgam irremissivelmente perdidos, e que se chama coragem do desespero.

Guiados pelo índio, os emboabas avançaram resolutamente através de um dédalo de furnas, corredores, escaninhos irregulares, em que se achava dividida a gruta à maneira de alvéolos de uma colínea19 gigantesca. Esses diversos compartimentos eram separados entre si por grossas massas de estalactites, que pendendo do teto vinham quase tocar ao chão, como feixes de colunas carcomidas pela base, ou como os canudos de um órgão emborcado, e também por grandes camadas de estalagmites, que se erguiam do solo como restos de pilastras derruídas, ou de muros arruinados.

Já o terceiro facho estava prestes a extinguir-se, e ainda eles não haviam chegado ao tão suspirado alvo de tamanhas fadigas e perigos.

-Ainda estará muito longe essa maldita mina, bugre endiabrado?... bradou um dos emboabas. -Olha, não vá nos faltar o lume!... se ficarmos às escuras, não sei como daqui nos havemos de safar...

-Ficaremos sepultados em vida debaixo destas catacumbas, -acrescentou outro. -Voltemos, meus caros; isto não vai bem...

-É ali!... é ali! -exclamou Irabussu apontando para uma solapa estreita, que se divisava a alguns passos de distância na base de um enorme congesto de estalagnites, e pela qual mal poderia entrar um homem agachado.

-Ali!... naquele buraco! Deus me defenda de lá entrar!... ali só lagarto ou cobra...

Apenas um dos emboabas acabava de proferir estas palavras, desprega-se da abóboda e cai no meio deles uma jibóia enorme de mais de braça de comprida e grossa como a perna de um homem, fazendo um ruído surdo como a corda que despenca do alto de um mastaréu, e desdobrando-se rapidamente correu a esconder-se nas trevas entra as anfractuosidades dos rochedos. O medonho réptil acordara sobressaltado pelo eco daquelas vozes estranhas, e deslumbrado pela luz, querendo fugir, se precipitara se uma alta cornija, onde estava a dormir tranqüilamente. Os portugueses murmuravam a tremer a oração de S. Bento, advogado contra animais venenosos, e perderam de novo o ânimo de avançar.

-Meu Deus! meu Deus!... que será de nós!... -exclamavam quase a chorar de medo. -Se essa mina está lá nas profundas dos infernos guardada por tigres e serpentes, escusado é procurarmos lá ir. -Voltemos, meus amigos!... isto não está nada bom! -Voltemos quanto antes! -Irabussu, meu bom velho, por piedade, tira-nos daqui para fora; deixemos isto para amanhã... livra-nos deste inferno.

-Essa cobra não tem veneno; -respondeu tranqüilamente Irabussu; aqui há muita; é bom dar um tiro; elas fogem espantadas, e não incomodam mais a gente.

-Pois vá! -disse um deles, e sem refletir, trêmulo de impaciência, de frenesi e de terror, com mão convulsa engatilhou a escopeta e disparou o tiro.

O eco refrangido de gruta em gruta reboou como uma descarga atroadora; o ar agitou-se convulsionado; a chama do facho oscilou violentamente e as sombras dos vultos, que ali estavam, dançaram pelas paredes como um grupo de duendes. Uma nuvem de morcegos e corujas surdindo de todos os cantos revoaram em turbilhões açoitando com as asas as faces daqueles hóspedes imprudentes, e acabaram por apagar completamente o facho, que ardia na mão de Irabussu!... Acabaram-se todos subitamente mergulhados na mais completa e profunda escuridão!...

Os ecos do tiro, prolongando-se ainda largo tempo em lúgubres mugidos pelas abóbadas soturnas, pareciam estar entoando um fúnebre de profundis sobre aqueles infelizes ainda vivos e já envoltos na eterna escuridão dos túmulos.

-Acode-nos, Irabussu!... só tu nos pode salvar!... vem dar-nos a mão!... por piedade, vem livrar-nos deste inferno!...

Estas e outras exclamações faziam os míseros emboabas com voz suplicante e lastimosa, que cortaria o coração de outro qualquer que não fosse Irabussu.

-Irabussu aqui vai!... acompanhem!... -respondeu com uma voz sepulcral, que parecia romper das entranhas da terra.

-Irabussu! Irabussu! -bradavam ainda os míseros estorcendo-se nas ânsias do desespero.

Mas só lhes respondiam os ecos das cavernas subterrâneas murmurando uns sons confusos e medonhos.



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