Os recursos mais preciosos das sociedades contemporâneas são a informação e o conhecimento



Baixar 0.9 Mb.
Página15/17
Encontro19.07.2016
Tamanho0.9 Mb.
1   ...   9   10   11   12   13   14   15   16   17

Garantia da qualidade

A decisão política de lançar uma estratégia de qualidade, que atinja todo o sistema de saúde, implica a necessidade de, neste processo, serem envolvidas todas as estruturas e todos os profissionais do sector.

Sabendo-se que um dos instrumentos fundamentais de qualquer processo de desenvolvimento da qualidade é a intervenção formativa, decorrente da verificação das condições e níveis de desempenho, facilmente se infere da desadequação de estruturas exclusivamente vocacionadas para a formação, que não se encontrem colocadas nem no centro do desempenho clínico, nem no centro da decisão clínica.

Nesta perspectiva, foram criados os Institutos de Garantia da Qualidade, como estruturas funcionais, que consigam agregar e desenvolver uma lógica de rede que identifique e potencie as experiências na área da qualidade.

Assim, no plano legislativo, irá desenvolver-se um quadro legal que salvaguarda essa lógica (de rede) permitindo-lhe espaço e autonomia no seu funcionamento. As estruturas a reformular, mais que organizadoras ou regularmentadoras, terão que se afirmar como enquadradoras das potencialidades evidenciadas pelas dinâmicas imprimidas pelos grupos de prestadores de cuidados de saúde.

Novos mecanismos de regulação no sistema se saúde


  • acesso aos cuidados de saúde é um dos pressupostos básicos de qualquer sistema que pretende responder, organizada e efectivamente, aos problemas de saúde da comunidade que serve.

  • acesso aos serviços de saúde foi considerado, pelas ARS’s, como a primeira prioridade para 1997. O cartão do utente, constitui um dos principais instrumentos para ajudar a adequar a oferta, estando em curso a sua aplicação em três Regiões de Saúde.

  • Nas instituições de saúde os recursos, e entre eles os recursos humanos, são fundamentais no processo de desenvolvimento dos serviços.

A fim de estabelecer novos circuitos nas decisões referentes à alocação de recursos do SNS (contratualização, novo papel para as Regiões) foram já publicados o Despacho Normativo 45/97 de 8 de Agosto, que define o papel de cada uma das partes em todo o processo redistributivo, e o Despacho Normativo 46/97 de 8 de Agosto que estabelece as orientações relativas a instalação e funcionamento das Agências.

Estes dois diplomas consagram a concertação na distribuição dos recursos humanos, financeiros e de investimento.



  • Encontra-se já publicada legislação que aprova os quadros de pessoal das ARS e da rede dos cuidados de saúde primários e estão em fase de consulta outras propostas, com destaque para as referentes à criação de esquemas remuneratórios experimentais aos profissionais, ao novo estatuto de jurídico dos hospitais, à criação de grupos personalizados de centros de saúde e das unidades de saúde e ao regime das convenções.

  • Na área do medicamento, tão sensível no processo de prestação de cuidados, é também necessário começar a fazer as coisas de outra forma. Existem aspectos inovadores nos acordos entre o Ministério da Saúde a APIFARMA e a ANF. Conjuntamente com a Ordem dos Médicos o Ministério da Saúde tem em preparação um Formulário por Patologias.

Está também em preparação um conjunto de medidas que regulam o circuito do medicamento, no sentido de uma maior transparência e responsabilização de todos os sectores que aí intervêm.

  • Os avanços nas tecnologias na saúde verificados nas últimas décadas permitiram mudanças significativas na abordagem dos problemas dos doentes, sobretudo no campo de precisão e rapidez do diagnóstico e terapêutica.

Encontram-se em fase de conclusão os trabalhos da comissão que tem a seu cargo a proposta da Carta dos Equipamentos da Saúde.

INOVAÇÕES NOS CENTROS DE SAÚDE

Acção na Comunidade

Os Centros de Saúde são os elementos do sistema de saúde mais vocacionados para o trabalho na comunidade. Favorecem a aquisição de saberes e competências, por parte dos cidadãos, de modo a utilizarem adequadamente os serviços e a adoptarem comportamentos favoráveis à manutenção da saúde, desenvolvem actividades de diagnóstico, tratamento e reabilitação dos doentes e contribuem para manter o ambiente mais saudável.

Estão em curso várias iniciativas orientadas para o trabalho na comunidade com um grau variável de cooperação intersectorial.

Formar para agir, um projecto de mudança nos cuidados de enfermagem, é um projecto com origem na ARS de Lisboa, destinado a promover os cuidados domiciliários aos doentes e promover a saúde junto das famílias e comunidades.



"PROJECTO FORMAR PARA AGIR" - A ENFERMAGEM NA COMUNIDADE (ARS DE LISBOA E VALE DO TEJO)

Este projecto tem como finalidade a mudança das práticas da enfermagem que conduza à melhoria da prestação dos cuidados de enfermagem nos Centros de Saúde e Hospitais da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Uma das suas estratégias consiste em levar os enfermeiros das diversas unidades de saúde da ARSLVT a desenvolver práticas inovadoras e integradas que facilitem a prestação de cuidados de enfermagem continuados e a promoção de hábitos de saúde na população.

O formar para agir teve início em Maio de 1995 e funciona actualmente nas onze unidades de saúde da região, envolvendo enfermeiros de Centros de Saúde, Hospitais e Escolas de Enfermagem. As grandes apostas do momento são o desenvolvimento de programas de intervenção comunitária destinados a promover hábitos e práticas para a promoção da saúde nas escolas e na comunidade e o incremento dos cuidados continuados de forma a que estes, prestados no hospital, sejam articulados com os prestados pelos centros de saúde, em interligação da rede social de apoio existente, nomeadamente a acamados no domicilio.


Melhoria do acesso

A dificuldade de acesso aos serviços de saúde é um dos principais problemas do Serviço Nacional de Saúde. Dificuldades em obter consulta nos Centros de Saúde e nos Hospitais, as longas listas de espera, sobretudo para intervenções cirúrgicas, são hoje realidades demais conhecidas de muitos cidadãos que necessitam de cuidados de saúde.

Por iniciativa de muitos profissionais e das administrações dos centros de saúde e hospitais, reforçados pela prioridade dada a este aspecto nas orientações da política de saúde sobretudo em consequência da estratégia governamental recente, estão em curso um conjunto de novas acções orientadas para a melhoria do acesso.

Será necessário uma atenção constante e determinada nesta área para que estas iniciativas tenham o impacto que delas se espera.



  • A flexibilização dos horários de consulta está em curso em mais de meia centena de Centros de Saúde do País; estas iniciativas passam pelo alargamento do horário de abertura ao público do centro de saúde e da maior disponibilização dos médicos para os inscritos da sua lista (ver também projecto Alfa).

  • Assegurar consulta no próprio dia a todos os cidadãos que vierem ao Centro de Saúde durante o tempo de abertura e fazer atendimento com hora marcada em Centros de Saúde. Funcionam já em mais de uma dezena de Centros de Saúde.

  • Facilitar a marcação das consultas, directamente através de telefone ou através de atendimento mais personalizado, é também um dos objectivos a atingir pela estratégia de saúde, que tem vindo a ser implementado em muitos Centros de Saúde.

Organização e gestão dos Centros de Saúde – Centros de Saúde de 3ª Geração

O modelo actual de organização e gestão dos Centros de Saúde, muito estereotipado e com pouca autonomia, tem-se revelado incapaz de responder às expectativas dos cidadãos e dos próprios profissionais, pelo que há necessidade de procurar novos figurinos mais adequados aos tempos que correm.

A resposta dos profissionais a um apelo do Ministério da Saúde neste sentido foi, encorajadora. A existência de Centros de Saúde de 3ª geração é já uma realidade na Região de Lisboa e Vale do Tejo (dez experiências em curso e mais onze em fase de arranque), no Alentejo (uma experiência em Beja) e na Região Centro (uma experiência na Figueira da Foz).


PROJECTO ALFA

O projecto Alfa pretende desenvolver uma dinâmica de mudança (como inovação) no funcionamento dos Centros de Saúde.
Pretende-se prestar cuidados de alta qualidade. Para isso definiu-se um novo conceito de Centro de Saúde (no sentido funcional) com aligeiramento da estrutura e a assistência baseada em pequenos grupos de médicos de família, colaboração interprofissional, numa perspectiva de promoção da saúde e autonomia.
Esta mudança assenta em seis aspectos-chave (três respeitam à medicina geral e familiar e três à prestação de cuidados de enfermagem em Cuidados de Saúde Primários - CSP).

Na medicina familiar privilegia-se a:

  • acessibilidade (disponibilidade durante um horário mais alargado, melhor acesso em situações agudas, melhor assistência no domicílio);

  • complementariedade de competências, (potenciação de competências, capacidades e aptidões, intesubstituição personalizada, quebra do isolamento profissional - dinâmica de formação permanente e qualidade);

  • tecnologia apropriada (qualidade de procedimentos, facilidade de contactos, menos burocracia, orientação para os resultados).

Na enfermagem em CSP privilegia-se:

  • enfermagem na comunidade (trabalho autónomo e de colaboração com os médicos de família);

  • cuidados de enfermagem no CS (colaboração com os médicos de família e trabalho autónomo no CS);

  • desenvolvimento profissional (trabalho em equipa, formação contínua, definição de padrões de qualidade de cuidados).

Foi realizada no mês de Julho uma primeira avaliação dos Centros de Saúde envolvidos, tendo-se observado uma maior satisfação dos utilizadores (70% dos utentes inquiridos respondeu estar bastante / muito satisfeito), uma maior oferta de cuidados (em termos quantitativos), uma maior satisfação dos profissionais ( 55,4% de 110 profissionais questionados), excepto no que dizia respeito à sua remuneração e ainda algum impacto na redução do número de utentes a recorrer às urgências (Marques, 1997).

INOVAÇÕES NOS HOSPITAIS

O figurino hospitalar tem evoluído profundamente nas últimas décadas, passando de hospício, tal como era ainda entendido em muitos casos no principio do século, a grande centro de tecnologias. Durante muitos anos o hospital foi o principal e único referencial dos serviços de saúde.

Os movimentos sociais do pós-guerra introduziram profundas alterações no sistema de saúde, com o aparecimento de outras formas de prestação de cuidados, entre as quais teremos de destacar o nascimento dos cuidados de saúde primários.

Por outro lado, a evolução demográfica, as novas patologias, os constrangimentos financeiros e as exigências dos cidadãos têm originado um repensar do hospital de amanhã.

Nesse sentido, temos vindo a observar várias iniciativas em muitos hospitais.

A adaptação da estrutura aos objectivos e estratégias definidas para as instituições é um passo importante para responder efectiva e eficientemente aos problemas de saúde e de grande relevância para os actuais serviços de saúde portugueses. Nesta perspectiva, novos modelos organizacionais estão em curso em várias instituições e em vários sectores, com especial realce para a necessidade do hospital se abrir mais para o exterior.



Reorganização do Atendimentio Hospitalar

A criação de consultas hospitalares em Centros de Saúde já hoje a despontar em áreas como a oncologia, a psiquiatria, a cardiologia, a medicina interna e a ginecologia (Ex.: Hospital Garcia de Orta no Centro de Saúde de Almada).



Cirurgia Ambulatória

Esta nova forma de resposta às longas listas de espera para a cirurgia tem vindo a "revolucionar" o conceito de hospital. A maior rapidez de resposta, o menor desconforto para o doente e a estadia mais reduzida do doente no hospital são fortes razões para apoiar esta nova prática, sempre que estejam reunidas as condições básicas para que a cirurgia seja realizada em segurança.

A iniciativa do Hospital de St António é um bom exemplo desta nova prática profissional, já existente em mais de duas dezenas de hospitais.


CIRURGIA AMBULATÓRIA - Hospital de Santo António

No período compreendido entre Fevereiro de 1991 e Fevereiro de 1996 foram realizadas 4646 intervenções das quais 1695 com recurso a anestesia geral. Os serviços utilizadores foram a Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Urologia, Ginecologia, Ortopedia, Neuropatologia e Dermatologia.

Entende-se por cirurgia ambulatória aquela que, realizada em instalações próprias, reduz a um dia de internamento a permanência do doente no Hospital, e é efectuada sob anestesia local ou geral em condições de segurança semelhantes ao regime clássico. Seleccionam-se para este tipo de cirurgia os doentes a residir num raio de 15 Km a partir do Hospital, que possuam habitações com o mínimo de condições, que possam dispor de um familiar ou amigo para os acompanhar e que não apresentem patologias que, associadas, aumentem o risco cirúrgico (Asa I). Todos os doentes a tratar com anestesia geral são observados numa consulta de anestesiologia onde lhes é preenchido um prospecto com as instruções a seguir, nomeadamente nos cuidados pós-operatórios.

Tem-se verificado uma procura crescente por parte dos doentes e dos próprios serviços deste tipo de cirurgia, uma vez que permite tratar um número significativo de doentes sem recurso a internamento, disponibilizando camas para o tratamento de patologias mais graves e evitando o afastamento do doente do seu ambiente familiar. Estão em curso obras de ampliação do hospital que permitem a criação de uma nova Unidade de Cirurgia Ambulatória e o apoio do Hospital de Dia, que permitirá o alargamento do número de especialidades a utilizar este tipo de tratamento.


Hospital-Dia

Esta nova forma de prestação de cuidados tem sido adoptada por vários hospitais como resposta mais adequada, sobretudo aos doentes com problemas neoplásicos, com insuficiência renal crónica, com doenças infecciosas e com problemas de saúde mental. Já não se trata de uma inovação, mas de uma prática bem estabelecida que é necessário apoiar e aprofundar.

Em recente avaliação na Região de Lisboa e Vale do Tejo verificou-se que, de todos os hospitais da Região, somente dez não têm esta actividade em desenvolvimento, tendo feito atendimento, no primeiro semestre de 1997, a mais de 19100 doentes.

Novas formas de comunicação

As tecnologias da informação podem também dar um contributo para a organização/gestão dos serviços de saúde.

Está identificado um grupo de experiências ligadas, sobretudo, à utilização das novas tecnologias aos vários níveis da organização. Umas são de âmbito regional, outras de natureza local e destinadas a criar bases de dados das consultas, da urgência, dos serviços hospitalares ou do hospital no global.

A telemedicina nos meios complementares de diagnóstico está em franca expansão nos países desenvolvidos e começa a despontar entre nós.

O projecto ITHACA, embora não especificamente de um hospital, merece aqui uma referência não só pela componente das novas tecnologias, mas também como um bom exemplo de articulação intersectorial.


TELEMÁTICA NA SAÚDE — PROJECTO ITHACA
ARS-Norte, Maternidade Júlio Dinis, Hospital Magalhães Lemos, INESC, IGIF-Porto


O Projecto ITHACA foi submetido em Março de 1995 à Comissão Europeia no âmbito do concurso do Programa Telematics Applications, subprograma Healthcare, sendo o consórcio constituído por 10 países, incluindo o Canadá.

O envolvimento de Portugal no projecto é significativo, correspondendo a cerca de 12% do total, sendo as Instituições nacionais participantes as seguintes: Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), Maternidade Júlio Dinis (MJD), Hospital Magalhães Lemos (HML), Instituto Superior de Engenharia de Sistemas (INESC) e Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (IGIF-Porto). Em termos formais, no consórcio a ARSN, tem o estatuto de parceiro, sendo as outras Instituições parceiros associados.

Os principais objectivos a atingir no âmbito do Piloto Português do Projecto ITHACA são:


  • Aumentar a qualidade e satisfação do cliente nos cuidados de saúde;

  • Assegurar a continuidade dos serviços de saúde;

  • Facilitar a informação entre os respectivos serviços de saúde;

  • Facilitar a troca de informação dos diferentes níveis de saúde;

  • Possibilitar a marcação remota de consultas para os utentes envolvidos no projecto;

  • Definir indicadores de qualidade para uma contínua monitorização na decisão referente aos cuidados de saúde a vários níveis, clínico e de gestão;

  • Integrar por via telemática as aplicações SINUS e SONHO;

  • Desenvolver o módulo clínico para a componente materno-infantil;

  • Desenvolver o módulo clínico para a componente de saúde mental.

Portugal foi escolhido como "demonstrador" para a área da saúde materno-infantil. Nesta data encontra-se em conclusão a definição do protótipo que ligará, nesta fase experimental, a Maternidade Júlio Dinis e quatro Centros de Saúde da área do Porto. Prevê-se que no início do próximo ano entre em funcionamento, alargando-se mais tarde a toda a Região e aos países europeus envolvidos.

O processo de comunicação é também de fundamental importância no desenvolvimento de programas de garantia da qualidade para responder a problemas concretos, (ex.: infecção hospitalar), como podemos ver no exemplo do hospital dos Capuchos.



O Programa de Controlo de Infecção no subgrupo Hospital de Santo António dos Capuchos / Hospital do Desterro

O programa de Controlo de Infecção, no subgrupo hospitalar de Santo António dos Capuchos e Desterro, foi iniciado em 1994 e tem constituído uma experiência inovadora com a criação de uma rede activa de elementos dinamizadores em todos os serviços, para funcionarem como veios de transmissão de e para o órgão coordenador (CCIH), assegurando a detecção precoce de problemas e a implementação das soluções melhor adequadas à necessidade de cada serviço.

É objectivo deste programa criar uma cultura de controlo de infecção nos serviços, a fim de reduzir ao mínimo as infecções cruzadas, através do desenvolvimento de: programa de vigilância epidemiológica para identificação precoce, tanto das infecções surgidas, como de problemas na estrutura e processos, com riscos infecciosos; formação dos elementos dinamizadores em cada serviço (um médico, um enfermeiro e, brevemente, um auxiliar de acção médica), criando as condições para a discussão conjunta de problemas numa aprendizagem contínua e partilha de experiências; elaboração de normas e protocolos de prevenção, com a participação activa dos elementos dinamizadores, a par da racionalização dos meios através da eliminação dos considerados de eficácia não comprovada, com poupanças significativas.

Já é possível apreciar alguns resultados:


  • Conclusão em 1996 do estudo da prevalência da infecção no Hospital.

  • Através de contacto diário com o Laboratório de Patologia Clínica, criação desde 1994 de um Folheto Trimestral com os resultados bacteriológicos encontrados e posterior discussão entre a Comissão da Infecção e os Serviços.

  • Um sistema de vigilância epidemiológica operacional com conhecimento dos microrganismos isolados por serviço e por localização;

  • Melhoria na triagem dos resíduos e redução do volume de resíduos enviados para incineração;

  • Melhoria da adesão às práticas de prevenção da infecção, como é o caso da lavagem das mãos;

Um programa de controlo de infecção é um processo continuado, que tem de ser ajustado, ao longo do tempo, às necessidades apresentadas pelos serviços. A rede activa de elementos dinamizadores tem de ser alargada a outras categorias profissionais, o que esperamos ser um método eficaz e prático de continuar as acções já iniciadas e implementar outras já planeadas, de uma forma mais abrangente e co-responsabilizadora.

INOVAÇÕES NA SAÚDE PÚBLICA

"Unidades de Saúde Pública"

As alterações ocorridas nos Centros de Saúde, a partir da década de oitenta, obrigaram a um novo posicionamento dos médicos de saúde pública no contexto da organização, nem sempre completamente conseguido. São hoje evidentes alguns sinais de isolamento e de algum desencanto num grupo profissional com grandes responsabilidades na promoção da saúde da comunidade. Daí a necessidade de encontrar novas formas organizativas, que favoreçam a iniciativa e estimulem a criatividade. A experiência do Concelho de Sintra, em que todos os profissionais de Saúde Pública se "reúnem" regularmente na sede de um dos centros, desenvolvendo uma estratégia de trabalho conjunta para todo o concelho, pode revelar-se uma boa iniciativa a seguir noutros locais e pode ser reforçada pelas disposições constantes no projecto de criação dos grupos de centros de saúde.



"UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA" DE AMADORA E SINTRA

Reconheceu-se que os Serviços de "Planeamento e Controle" e de "Saúde Pública" previstos no Regulamento dos Centros de Saúde, de 1983, ou nunca existiram ou quando se estruturaram, não atingiram os seus propósitos, não corresponderam às necessidades de conhecimento e de qualificação técnica e científica, nem ás metodologias de intervenção, investigação e comunicação exigidas pela moderna saúde pública.

A inexistência de serviços multidisciplinares adequadamente estruturados em recursos humanos e materiais, em competência e em capacidade de decisão e intervenção, prejudicou o trabalho em relação aos problemas de saúde pública tradicionais, como as doenças infecto-contagiosas, a vacinação ou a qualidade e higiene dos estabelecimentos e dos alimentos e não contribuiu para o controle eficaz de novas doenças e problemas de saúde relacionados com o comportamento e estilos de vida.

Dada a escassez reconhecida de recursos humanos e materiais atribuídos à Saúde Pública nos Centros de Saúde, torna-se imperativo que a racionalização e maximalização de recursos disponíveis tenha como referência o Concelho e a Autarquia, que constituem, aliás, a unidade básica da estrutura administrativa e política.

Assim, inicia-se a experiência no sentido de criar uma "unidade de saúde pública" concelhia, multidisciplinar, constituindo grupos técnico-científicos de acordo com os perfis profissionais de especialidade de saúde pública – Epidemiologia, Higiene e Qualidade Alimentar, Saúde Ambiental, Saúde Escolar, Saúde Ocupacional, Administração de Saúde.

Ao mesmo tempo mantém-se a presença do médico de saúde pública/Autoridade de Saúde no Centro de Saúde de colocação, para prestação do atendimento individual de imposição legal, cooperação com a direcção e prestadores de cuidados (médicos de família) e promoção da saúde na área do Centro de Saúde, aproximando o serviço de saúde pública da comunidade local.


Catálogo: saboga
saboga -> Versão para correcção (18 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Versão para correcção (11 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Versão para correcção (17 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Versão para correcção (24 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Doenças Cardiovasculares Ana Raquel Nunes; Ana Sofia Tavares; Cláudia Velez Joana Sousa
saboga -> Doenças Cardiovasculares Ana Raquel Nunes; Ana Sofia Tavares; Cláudia Velez Joana Sousa
saboga -> Versão para correcção (14 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Versão para correcção (24 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Versão para correcção (24 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion
saboga -> Versão para correcção (24 de Julho 2002) eu masters in Health Promotion


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   9   10   11   12   13   14   15   16   17


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal