Os três coelhinhos



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Encontro02.08.2016
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Os três coelhinhos
Numa floresta verde, coberta de flores multicolor e árvores de todos os feitios e tamanhos, viviam muitos animais e as suas famílias.

Esta história conta a aventura de três coelhinhos que viviam com a mãe numa toca segura e acolhedora, que ficava junto de uma das árvores maiores e mais fortes das redondezas. O Branquinho, o Castanhinho e o Malhadinho eram muito irrequietos e brincalhões, pois tal como acontece com todos aquele que ainda são pequeninos, queriam saber o porquê das coisas e não conseguiam ficam muito tempo parados.

Certo dia, a mãe Coelha teve de sair para ir às compras e, como não podia levá-los, disse-lhes que não deviam sair de casa, pois havia muitos perigos lá fora e, sobretudo, havia o lobo que era matreiro e andava sempre esfomeado.

Depois de ouvirem a mãe com atenção, prometeram-lhe que iam ser uns coelhinhos muito bem comportados e nem sequer iam espreitar pela janela ou pôr as orelhas fora da porta.

Logo que a mãe saiu, resolveram inventar um jogo e estiveram entretidos durante algum tempo. Depois, brincaram às escondidas, à apanhada e, quando já estavam cansados e com calor, sentaram-se no chão, pegaram numa folha e fizeram desenhos.

Mas o tempo custava a passar e resolveram ir pôr-se à janela para apanhar um pouco de ar fresco. O dia estava tão lindo, havia tantas coisas para ver e descobrir…

O Branquinho, que era o mais velho, desafiou os irmãos:

- E se fôssemos brincar lá fora? Podemos ficar perto da porta e, se o lobo aparecer, corremos para a toca. Somos rápidos e ele não nos consegue apanhar.

Encostaram as orelhas à porta, espreitaram e, como não havia ninguém por perto, saíram. A alegria era tanta e as risadas tão estridentes, que o lobo acabou por ser atraído pelo barulho. Pé ante pé, escondeu-se e ficou à espera da melhor oportunidade para agarrar os três irmãos, que se afastavam cada vez mais da toca, pois com tanta brincadeira até se tinham esquecido do perigo e dos avisos da mãe.

De repente, o lobo matreiro saiu do esconderijo e saltou para os apanhar! Os coelhinhos apanharam um valente susto e correram a toda a velocidade para casa, fechando a porta no focinho do lobo mesmo no último minuto.

Que iriam fazer? Seria que a mãe ainda iria demorar-se muito?

Cheios de medo e ainda a tremer, enfiaram-se na cama e taparam a cabeça com o cobertor. O Malhadinho, que era o mais novo, disse com voz de choro:

- Como seria bom se a mãe entrasse neste momento…

E, mal tinha acabado de dizer isto, ouviram a porta da entrada a bater e a voz da mãe Coelha que chamava por eles, pois tinha visto o lobo perto da toca e queria saber se os filhotes estavam bem.

Estranhou o silêncio e sentiu um aperto no coração.

O Castanhinho – que era o mais falador – foi o primeiro a saltar da cama para abraçar a mãe e contar-lhe o que tinha acontecido, atropelando as palavras, pois ainda se sentia aflito.



Depois de receberem muitos mimos e carinhos, a mãe Coelha deu-lhes um valente sermão. De orelhas baixas e muito envergonhados, os três irmãos prometeram que nunca mais seriam desobedientes.
Contos tradicionais portugueses, Fátima Sobral, Impala


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