Os vencedores



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OS VENCEDORES

Prêmio Gonzaga Duque (crítico filiado pela atuação durante o ano)

Alberto Beuttenmuller/SP

Crítico de arte, jornalista e poeta nascido em São Paulo. Colaborador de O Estado de S. Paulo e Visão , por muitos anos correspondente em São Paulo do Jornal do Brasil. Foi curador da 14ª Bienal de São Paulo (1977). Criou e foi curador da I Bienal Latino-Americana, em 1978. Além disso, participou da Comissão de Arte da Funarte (1984-86), realizando a programação cultural da entidade e o Salão Nacional de Arte Contemporânea. Fez parte também da Comissão de Arte do MAM (1984-86). Foi também diretor do Paço das Arte de São Paulo (1983-87) e curador do MUBE (2005). Como professor de História da Arte deu aulas no MAM, MUBE e na Unicamp, como professor convidado. Um dos mais antigos membros da Associação Brasileira de Críticos de Arte, tem dado cursos e publicado livros como, entre outros, Viagem pela Arte Brasileira (SP: Aquariana, 2003); Aldir – Geometria da cor (SP: Ed. Arte Aplicada, 1982); Críticos x Artistas (SP: Arte aplicada, 1983); Gravura Brasileira: História e Crítica (SP: Banespa cultural, 1991).

Prêmio Mário Pedrosa (artista de linguagem contemporânea)

Rosangela Rennó/RJ

Artista multimídia, fotógrafa e arquiteta, doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes ECA/USP; pesquisadora bolsista pela Fundação Vitae (1998) e pelo Memorial Foundation John Simon Guggenheim, de Nova York (1999); representante do Brasil, juntamente com Beatriz Milhazes para a 50a. edição da Bienal Internacional de Arte de Veneza, 2003, desenvolve rigorosa investigação sobre arquivos fotográficos de instituições públicas, de estúdios populares, repensando o apagamento da imagem e a memória coletiva e individual na contemporaneidade. A obstinação da artista pela documentação fotográfica se materializa em séries e vídeoinstalações — Série Vermelha, 2000-2003, Corpo da Alma, 2004, Espelho Diário, 2001, Experiência de Cinema, 2005 — pensadas pelo rigor colecionista de um olhar que dialoga permanentemente com a invisibilidade do cotidiano. Premiada, sua obra integra coleções públicas nacionais — MAM/SP; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte — e internacionais — Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, MNCARS, Madrid; Museum of Contemporary Art of Chicago, EUA. www.rosangelerenno.com.br

Prêmio Sérgio Milliet (autor por livro publicado)

Maria Helena Flexor/BA, pela publicação do livro “O Conjunto do Carmo de Cachoeira” (org.). Brasília: IPHAN/Programa Monumenta, 2007

O livro é resultado de pesquisas realizadas sobre o contexto histórico da Cidade de Cachoeira, situada no Recôncavo Baiano. Os Autores percorreram, documentaram e analisaram o conjunto do Carmo, construído no século XVIII e composto pelo Convento, a Ordem Primeira e a Igreja da Ordem Terceira. Levantaram o valor histórico, arquitetônico e artístico do complexo monumento, suas origens, assim como intervenções e restauros ocorridos. O livro, com 230 páginas, texto em português e inglês, apresenta Glossário, Referências bibliográficas, com parte iconográfica significativa e de qualidade, ademais de legendada. www.ffch.ufba.br

Prêmio Ciccillo Matarazzo (personalidade atuante na área)

Jorge Gerdau Johannpeter/RS

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1936. Em 1961 formou-se em direito pela UFRGS. A partir dos anos 60 inicia a ampliação da atuação do Grupo Gerdau, do qual foi Diretor-presidente entre1983 e 2006. Possui em sua biografia uma história de luta pela qualidade e produtividade no Rio Grande do Sul. A Gerdau investe em educação por meio do Instituto Gerdau, dezenas de programas com enfoque na qualidade, empreendedorismo e competitividade, cultura e esporte e educação ambiental. A cultura e a arte sempre mereceram de Jorge Gerdau e do seu grupo empresarial uma atenção especial, investindo e apoiando, por exemplo, a Bienal do Mercosul e a Fundação Iberê Camargo. www.gerdau.com.br

Prêmio Mário de Andrade (trajetória de crítico filiado ou não)

Frederico Morais/RJ

Mineiro de Belo Horizonte, Frederico Morais vem desenvolvendo, nos últimos 50 anos, intensa atividade como crítico, curador, professor de História da Arte e autor de valiosa bibliografia sobre arte brasileira e latino-americana. Vivendo desde 1966 no Rio de Janeiro, foi crítico de arte por 12 anos, a partir de 1975, do jornal O Globo, dirigiu a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, realizou importantes curadorias (como a da I Bienal do Mercosul) e integrou dezenas de júris nacionais e internacionais. Sua atuação mais destacada deu-se nos anos de 60 e 70, quando se revelou um dos principais teóricos e divulgadores da jovem arte brasileira de então e quando realizou os Domingos da Criação no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, nos anos 1970.

Prêmio Clarival do Prado Valladares (artista pela trajetória)

Abraham Palatnik/RJ

Pioneiro mundial da arte cinética, Abraham Palatnik nasceu em Natal (Rio Grande do Norte), estudou pintura, escultura e estética em Israel e em 1948, ao regressar ao Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro, onde se aproximou de Mário Pedrosa e do grupo de jovens artistas por ele orientados. Tendo já em 1949 trocado utensílios e técnicas tradicionais da pintura por experimentações no campo da luz e do movimento, em 1951 enviou à I Bienal de São Paulo o Aparelho Cinecromático, que intrigou os jurados e deles mereceu menção especial. Palatnik integrou o Grupo Frente (1953 a 1955), e por diversas vezes expôs nas Bienais de São Paulo e em importantes mostras internacionais de vanguarda, as mais recentes: “Os Cinéticos” em 2007 (Museu Reina Sofia, em Madri e Instituto Tomie Ohtake, em 2007/2008); “Ordenando as nuvens” (Galeria Nara Roesler, 2008). Reconhecido pela crítica internacional, sua obra é uma das últimas aquisições do MoMA de NY, passando assim a integrar essa coleção.

Prêmio Maria Eugênia Franco (curador pela exposição)

Fabio Magalhães/SP, pela curadoria de exposição “BrasilBrasileiro. Nossa Terra, Nossa Gente” (Centro Cultural Banco do Brasil/RJ/SP, 30 set. 2008 a 4 jan. de 2009)

Seu trabalho de pesquisa resultou na reunião de 70 artistas, representados por 180 obras, que abrangem dois séculos de pintura brasileira, cobrindo os períodos acadêmico, moderno e contemporâneo. Fábio Magalhães deu ao conjunto uma interpretação muito pessoal, dividindo-o em três grupos temáticos, que permitiam ao visitante estabelecer suas próprias relações: Nossa terra, nossa gente, Nossas Lutas e Nossos Sonhos. Sem seguir necessariamente um critério cronológico, nem pretendendo construir uma “teoria antropológica sobre o homem brasileiro” – segundo suas próprias palavras – , a exposição ofereceu um prazeroso contato com artistas que expressaram a alma brasileira em variadas conotações. Com essa curadoria Fábio Magalhães assenta mais um marco em sua coerente trajetória de crítico e pesquisador. www.bb.com.br

Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (instituição pela programação)

SESC SP


Em 2008 o SESC SP apresentou exposições com obras de importantes artistas nacionais e internacionais como Geraldo de Barros, Nuno Ramos, Adrianne Gallinari, Ana Maria Tavares, Branca de Oliveira, Cabelo, Carmela Gross, Divino Sobral, Francisco Faria, José Guedes, Marcelo Moscheta, Márcio Xavier, Paulo Climachauska, Roberto Bethônico, Rodolpho Parigi, Tâmara Andrade, entre outros. Do exterior vieram: Pierre Bismuth (França), Candice Breitz (Alemanha), Brice Dellsperger (França), Douglas Gordon (EUA), Omer Fast (Israel), Thomas Galler (Suíça), Liam Gillick & Philippe Parreno (Inglaterra & Argélia), Christoph Girardet & Mathias Müller (Alemanha), Pierre Huyghe (França), Runa Islam (Índia), Mike Kelley (EUA), Dimitris Kozaris (Grécia), Melik Ohanian (França), Carola Spadoni (Itália) e Clemens von Wedemeyer (Alemanha). As mostras são na sua maioria acompanhadas por catálogos densos e outras publicações. O educativo e a monitoria do SESC privilegiam aspectos que atendam a filosofia da instituição de levar arte e cultura para todas as classes sociais. www.sesc.com.br

Prêmio Antônio Bento (veículo por difusão das artes visuais)

Jornal da USP/SP

Com periodicidade semanal e uma tiragem de 20 mil exemplares, é um dos mais eficientes e conhecidos veículos de informação para a comunidade interna da Universidade. É, também, um importante meio em que a USP mostra à sociedade as produções científicas e culturais originadas nos seus seis campi. Além de acompanhar de perto o dia-a-dia da Universidade, o Jornal da USP traz linhas de pesquisa, comportamentos e grandes debates sobre as questões contemporâneas, temas que recebem um tratamento alternativo em relação à cobertura da grande imprensa brasileira. O jornal prioriza igualmente os museu e espaços culturais da USP, bem como os espaços mais importantes de São Paulo e do Brasil, empenhado em divulgar a arte e a cultura do país. A mais antiga e importante publicação universitária do país está instalada na Cidade Universitária, em São Paulo, e possui uma moderna redação, nos moldes dos grandes jornais brasileiros. O Jornal também possui uma versão eletrônica, disponível na internet através do endereço www.usp.br/jorusp

Prêmio Paulo Mendes de Almeida (melhor exposição)

Exposição "Maria Bonomi – Gravura Peregrina", organizada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo (11 out./07 dez. 2008) (Curadoria de Ana Maria Belluzzo)

Importante retrospectiva de uma das maiores artistas brasileiras, Maria Bonomi (Meina, Itália, 1935),a mostra, com 150 trabalhos, traz um panorama de toda sua produção, dos anos 1950 até os dias de hoje. Também foram preparados quatro vídeos produzidos por Walter Silveira, que mostram o processo criativo da artista e a relação de suas obras com os espaços públicos. Esta exposição oferece ao público a oportunidade de conhecer a técnica da gravura e o processo criativo de trabalho de Bonomi, que recorre a formas de corpos naturais e de objetos achados ao acaso para dar origem a novas figuras. Segundo Ana Maria Belluzo, a forma de Maria Bonomi trabalhar promove importantes mudanças de orientação no regime espacial e discursivo da obra. A grafia manual do pequeno trabalho, tradicionalmente exposta sobre a horizontalidade da mesa, dá lugar a estampa ampliada, levada ao regime visual da verticalidade da parede. www.pinacoteca.org.br

OS HOMENAGEADOS

Affonso Ávila

Completos os oitenta nos do poeta mineiro Affonso Ávila, natural de Belo Horizonte, são justas as homenagens a um dos maiores ensaístas vivos do Brasil. Há sessenta anos estreava na revista Vocação e ainda naquela década dos anos 50 e início dos 60 participava do grupo da revista Tendência. Publicou os livros de poemas como Discurso da difamação do poeta, Delírio dos cinquent`anos, O açude e sonetos da descoberta, O belo e o velho. Ainda na década de 60 coordenou a Semana Nacional de Poesia de Vanguarda (1963). Na área de ensaios publicou, entre outros: Catas de aluvião, Circularidade da ilusão, O poeta e a consciência crítica e Resíduos seiscentistas em Minas.

Aracy Amaral

Aracy Amaral, paulistana da gema, com enorme vivência do mundo e profunda experiência de Brasil e América Latina, é antes de tudo devotada a sua profissão de crítica e historiadora da arte. Neste ano, em que a abca comemora seus 60 anos, nada mais justo do que homenagear esta mulher e profissional batalhadora incansável das coisas da arte. Professora, pesquisadora do modernismo brasileiro, autora de diversos livros, curadora, foi também diretora da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Contemporânea da USP.

Caciporé Torres

Caciporé, figura significativa desta arte contemporânea/atual, é atuante como artista, pesquisador e professor. Conhecedor e estudioso dos mais variados estilos e movimentos artísticos, mantém seu incomparável repertório com sua marca significativa, que expressa sua coerência e domínio da técnica em suas obras instaladas em eventos e integrantes de acervos privados e públicos, de reconhecida dimensão cultural e estética

Fernando Velloso

“Pintar é tornar sensível uma superfície que se limitou” (F. Velloso, 1963). Desta maneira, e bem no centro do turbilhão do movimento de renovação das artes plásticas no Paraná, assim se exprimiu o pintor Fernando Velloso, artista e crítico, homem de grande sensibilidade e de conhecimentos teóricos e técnicos, que liderou o início da vanguarda curitibana, principalmente daquela que vai se interessar pela problemática da matéria que é a substância sensível da arte contemporânea. A extensão da “modernidade” na arte paranaense pode ser determinada pela presença de Fernando Velloso em seu meio.

Nicolas Vlavianos

Nicolas Vlavianos, ateniense de nascimento, grego de coração e paulistano por opção, é um homem gentil e um escultor forte, investigativo, procura sempre atualizar seu material de suporte e se sente um homem inserido no espaço-tempo, através de pesquisas formais e estéticas. Vemos surgir os astronautas, grandes paredes à guisa de murais decalcográficos, onde os baixos e altos relevos são a força criadora. E assim, São Paulo ganha em riqueza, pois suas obras estão espalhadas pela própria FAAP onde é professor e diretor do Centro de Cultura, pela Avenida Paulista, pela Praça da Sé, pelo Largo do Arouche, em Brasília, Belo Horizonte e em praças de todo o mundo.

Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand”

Até hoje é impossível refletir, pensar as artes visuais no Brasil sem a efetiva contribuição da instalação, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo. Inaugurado em 2 de outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, o MASP se integrou na vida cultural e na paisagem urbana de São Paulo. A atual sede instalada em 1968 na Avenida Paulista transformou o MASP num cartão postal. Além do excelente acervo, de exposições antológicas, o museu conta com uma biblioteca especializada em artes, com inúmeras obras raras, únicas na América do Sul. Uma parte significativa da coleção bibliográfica já está disponibilizada on-line na internet.

Museu de Arte Moderna de São Paulo

Falar sobre a história dessa instituição é praticamente discorrer sobre a história de movimentos pontuais no desenvolvimento das artes visuais no Brasil. Sua participação em fases distintas, desde 1948, inclui a realização das fundamentais Bienais Internacionais de Arte, pontos de referência para a construção da arte brasileira nas décadas de 1950 e 60. Além do acervo de obras de arte, o mais relevante aspecto atual do Museu de Arte Moderna de São Paulo é a maneira como vem cumprindo a sua missão de museu voltado para a comunicação com o seu público promovendo cursos e ateliês de arte, palestras, exposições internacionais e um serviço educativo consistente

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro



Os museus de arte criados em cidades brasileiras nos anos que seguiram ao segundo pós-guerra indicam alterações no panorama cultural. Os Museus de Arte Moderna fundados em São Paulo e no Rio de Janeiro consolidavam a vitória das propostas das diversas vanguardas do século XX, tendo no MoMA de Nova York seu exemplo. Levantavam a bandeira da arte abstrata como coroação daquele processo, colocando público e artistas brasileiros em sintonia estética com o diálogo artístico estabelecido entre as novas referências norte americanas e o outro lado do Atlântico. Suas atividades abrangiam a formação de bibliotecas, cursos, ciclos de cinema, concertos, exposições temporárias, pesquisa e reunião de acervos relacionados à produção do século XX. Seguindo essa proposta, o museu carioca ampliou sua ação para questões do design e projetos de educação, inclusive com atividades de atelier a cargo de artistas como Portinari e Bruno Giorgi.


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