Os verdadeiros valores do Natal



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Encontro04.08.2016
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Os verdadeiros valores do Natal


Um testemunho actual sobre os verdadeiros valores do Natal. Até que ponto estamos a transmitir às próximas gerações o valor da partilha, compreensão e desprendimento? 

Os verdadeiros valores do Natal




Explicar o significado que o Natal tem para mim é sempre um assunto muito complicado. De imediato me vêm à memória os Natais da infância passados na casa da minha avó em que eu e os meus primos nos degladiávamos pelos saquinhos de rebuçados e os pratinhos de arroz doce que a minha avó Rosa com tanto carinho nos fazia. Ainda hoje tenho gravada a imagem das acesas discussões necessárias para conseguir ficar com o melhor lugar à volta da braseira na altura em que a minha avó nos presenteava com as histórias da sua infância e que encantavam o nosso imaginário.

Nunca mais ouvi uma história que prendesse tanto a minha atenção como as histórias que a minha iletrada avó nos contava. A sua inteligência verbal era um verdadeiro portento.


Mas, para não me desviar do assunto, o Natal nunca mais foi Natal desde que a minha avó Rosa faleceu. Ela era o elo mais forte na ligação familiar que quando se quebrou nada nunca mais foi o mesmo. Tenho que me perguntar se estaria a magia do Natal na sua pessoa ou se seriam os nossos doces e jovens corações responsáveis pela sentimento que hoje desapareceu... Nunca saberei!



Embora saiba que há cerca de 20 ou 30 anos atrás a oferta comercial nada tinha a ver com os dias de hoje não posso deixar de reparar no exagero consumista em que todos caímos quando chega esta quadra. Sobretudo, neste ano, mãe de uma criança de 2 anos e meio e que de repente se vê na responsabilidade de lhe passar os verdadeiros valores do Natal. Sim, os verdadeiros valores; a união, a compreensão, a tolerância, a partilha, o desprendimento e não apenas as prendas no sapatinho.



Embora consciente da sua imaturidade para estes dilemas maternais espero do fundo do meu coração ser capaz de lhe conseguir passar estes valores pois uma das coisas que mais me orgulharia no futuro seria ter a certeza que o meu filho consegue olhar para dentro do coração das pessoas!



Esta árdua tarefa terá que ser trabalhada diariamente, dando o exemplo! De outra forma, como poderia ele perceber que há pessoas que têm muito e outras que não têm nada e que cada um de nós faz toda a diferença se quiser.



Será que precisamos assim tanto de comprar todas aquelas prendas para demonstrar que gostamos das pessoas,  será que não encontramos melhor forma de distribuir os afectos? Esta é a pergunta que me todos os anos por esta altura me começa a "martelar" a cabeça!



É necessário reflectir sobre este assunto!  Tenho esperança que haverá sempre alguém disposto a fazer aquela pequenina diferença que alegrará a vida de alguém neste Natal!



Eu já encontrei,  encontre você também! A necessidade mora bem mais perto de si do que imagina, pense nisso!

Fonte http://site2.caleidoscopio.online.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=343&Itemid=129


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