Oséias 1-3: Um chamado ao compromisso com o meio ambiente— Roseli a de Oliveira



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7 Considerações sobre o capítulo


A partir desta análise da vivência deste povo do século 8º a.C., e do conhecimento das ações que seus atos irresponsáveis trouxeram ao mundo, é possível pensarmos em nossas atitudes hoje e nas ações e conseqüências que elas trazem para o nosso planeta.

Assim, no próximo capítulo, analisaremos a proposta de sustentabilidade ambiental estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), como um dos objetivos de desenvolvimento do milênio.

Nossa intenção é, a partir desta pesquisa, verificar quais caminhos já foram percorridos até aqui, quais iniciativas deram certo ou não e o que ainda necessita ser realizado.

Capítulo 2 sustentabilidade ambiental: uma das metas do milênio

1 Introdução


Após uma análise sobre o contexto social vivenciado pelos israelitas do 8º século a.C., e diante da constatação de seus atos irresponsáveis para com o meio ambiente, para com o próximo e para com Deus, faremos uma abordagem sobre a prática da sustentabilidade ambiental em nossos dias, para com isso, avaliar nossa postura e atitudes mediante a responsabilidade para com o planeta e diante das necessidades que urgem pelo descuido, ameaças e exploração do meio ambiente.

Assim, neste segundo capítulo, nos propomos a dialogar sobre o tema da sustentabilidade ambiental, como um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), e a partir deste diálogo pontuar algumas considerações urgentes, referentes ao assunto e analisarmos os avanços e retrocessos alcançados até o momento.


2 Declaração do Milênio – O surgimento de uma proposta


Desde que foi fundada, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) tinha como escopo tornar-se um instrumento promotor do estabelecimento da paz mundial, dos direitos humanos e de um desenvolvimento justo para todos. Estes eram temas sempre presentes em suas reuniões. Entretanto, a apreensão com o meio ambiente só aconteceu a partir de 1972, com a Conferência das Nações Unidas sobre o “Meio Ambiente Humano” em Estocolmo, e desta forma, estabeleceu-se a necessidade de promoção da segurança ecológica do mundo, se tornando esta, a quarta preocupação emergencial da ONU. Esta inquietação estava voltada para o crescimento econômico como gerador de danos ao meio ambiente, pois a forma como este crescimento estava ocorrendo, “levaria ao esgotamento completo dos recursos naturais”, promovendo assim, uma aceleração na destruição de toda espécie de vida no planeta.88

Outras reuniões ocorreram e alguns documentos foram firmados a fim de não deixar no esquecimento tal necessidade, entre eles, o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que em 1980 editou “um documento intitulado ‘Uma estratégia mundial para a conservação’ reafirmando a visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados”, e o CMAD (Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento) de 1987, que sugeriu a elaboração de uma “declaração universal sobre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável”.89

Em reunião realizada na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, de 06 a 08 de setembro de 2000, e diante da constatação de enormes necessidades visíveis nas pessoas e no mundo, verificando as reais ameaças que nosso planeta vinha sofrendo e as urgentes mudanças que se faziam necessárias, surgia a “Declaração do Milênio”, um documento firmado com o propósito de se estabelecer compromissos e alvos, visando a possibilidade de ações e mudanças concretas para o mundo.90

Os 147 chefes de Estado e de governo e os 191 países participantes desta reunião decidiram, entre outras coisas, proteger “o nosso patrimônio comum, a Terra, em benefício das gerações futuras”.91 A ONU sempre esteve preocupada em estabelecer ações voltadas para um desenvolvimento social, estipulando critérios para promover melhores condições de vida para a humanidade. Por isso, no início deste século, líderes de todo mundo se reuniram para analisar quais foram os resultados obtidos ao longo do tempo e fixar novas metas para dar seqüência a este desenvolvimento.

Desde 1990 a Organização das Nações Unidas tem produzido uma série de conferências mundiais, onde são analisados alguns assuntos que julgam ser importantes, tais como gênero, direitos humanos, meio ambiente e desenvolvimento social. Propondo-se a encontrar soluções para tais problemas, a ONU assumiu alguns compromissos e os firmou numa grande agenda mundial de desenvolvimento, onde se encontram as definições de metas a serem cumpridas, prazos para sua realização e indicadores sobre os avanços alcançados.

Uma lista de Metas Internacionais de Desenvolvimento, produzida no fim dos anos 90, acabou originando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (...). O conteúdo dos documentos das Nações Unidas foi aprovado pelos 147 chefes de Estado e de Governo e 191 Estados Membros, que adotaram a Declaração do Milênio.92

Existem oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) ligados a dezoito metas e mais de quarenta indicadores que apontam o que é necessário ser feito para que ocorra a diminuição da pobreza e se alcance um desenvolvimento sustentável num período de 25 anos (de 1990 a 2015). Os ODMs surgiram pela primeira vez em setembro de 2001, data em que foram aprovados.93

Um destes Objetos do Milênio, o de número 7, refere-se ao tema proposto nesta pesquisa, Garantir a Sustentabilidade Ambiental:




ODM (1990-2015) OBJETIVO 7:94

Garantir a sustentabilidade ambiental

Metas

Indicadores

9. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais até 2015.

25. Proporção da área de terras cobertas por florestas.

26. Área de terras protegidas para manter a diversidade biológica.

27. PIB por unidade de dispêndio de energia (como padrão para a eficiência energética).

28. Emissões de Dióxido de Carbono (per capita) (Duas outras formas de medir a poluição atmosférica: destruição da Camada de Ozônio e a acumulação de gases causadores do aquecimento global).



10. Reduzir à metade, até 2015, a proporção da população sem acesso sustentável à água potável segura.

29. Proporção da população com acesso sustentável a uma fonte de água tratada.

11. Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados.

30. Proporção de pessoas com acesso a saúde pública de qualidade.

31. Proporção de pessoas com acesso ao direito de propriedade. (A separação entre urbano e rural de vários dos indicadores acima talvez seja relevante para monitorar o progresso na qualidade de vida dos habitantes das favelas).


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