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Encontro19.07.2016
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ROVÍNCIA PORTUGUESA

I Encontro Nacional de Leigos Amor de Deus
I

A 5 e 6 de Janeiro de 2013, na Solenidade da Epifania do Senhor, na Casa Provincial das Irmãs do Amor de Deus, em Fátima, realizou-se o I Encontro Nacional dos Leigos Amor de Deus, a convite das Irmãs, que nos proporcionaram um delicado e carinhoso acolhimento.

Guimarães, Valpaços, Porto e Cascais responderam à chamada: cada um trouxe a sua contribuição original, que expôs com simplicidade ao juízo orientador do Governo Provincial.

Partilharam-se presentes generosos e celebrou-se o dom precioso da nossa fraternidade com gestos significativos, danças e cânticos inspirados. Como destacou a Irmã Natália, “ também foi um encontro de sensibilidades, em que se deixou a emoção transvazar.” “E essa leveza da inventividade de cada grupo manifesta a Alegria de Deus”. Além disso, “a humildade com que deve ser conduzido este processo fica expressa na presença de crianças entre nós.”

Ao longo do percurso de dois dias, destacou-se outra partilha, menos sensível mas essencial, em que cada Grupo foi convidado a expor um aspeto fulcral deste modo de vida carismático que é ser Leigo Amor de Deus: foi proposto partilhar a caminhada particular de um Grupo comprometido em projetos de solidariedade; aprofundar a ideia do Carisma “Amor de Deus” e sublinhar as exigências que implica o seu acolhimento; discernir em que consiste a incontornável abertura à ação do Espírito Santo; e ainda, como viver a experiência de ser Igreja na vocação de um amor que nos impele.

Estas quatro exposições tornaram-se, por sua vez, objeto de reflexão comum, à luz do discernimento crítico que cabe à Irmãs operar, no seu “direito de primogenitura” na filiação espiritual ao P. Usera.

Assim, cada um dos nossos Grupos e, neles, cada um de nós, na diversidade das nossas caminhadas temporais e das nossas formas de agir ao serviço dos outros, foi confrontado com as exigências implicadas no compromisso de vida que o ser Leigo Amor de Deus envolve.

Nas palavras da Irmã Judite,



  • “É preciso ser grande admirador do Padre Usera, com a dimensão prática em que a nossa vida mostre essa amizade.

  • É preciso querer aprender; fazer formação revela-se essencial.

  • É preciso deixar-se conduzir: a Igreja tem alguém hierarquicamente instituído para nos orientar; crer que o Espírito Santo escolhe a pessoa que nos guia.

  • É preciso sentir-se Igreja; por exemplo, se um Pároco nos estranhar, mostremos-lhe que queremos manter a comunhão eclesial, sempre.

  • É preciso sentir-se chamado. Quem quer sentir-se chamado? Às vezes é preciso parar, fazer uma pausa. Por aqui se vê a maturidade do Grupo.

  • É preciso ter uma Missão. Além da oração, cada Grupo tem de pensar: Para que é que Deus nos chama? E será para a Educação ou para a Solidariedade.

  • É preciso ser um Grupo humilde. Não vai para a Cruz quem quer, quanto mais para a Missão do dia a dia. Não é “Amor de Deus” quem quer, mas quem se sente chamado.”

Este Encontro constituiu-se, assim, como um limiar inaugural, a partir do qual se abriu a novidade de um caminhar.

Entre os cuidados a observar, a Irmã Natália destacou:


  • “Cuidar muito a Formação sistemática. Temos de ser Leigos esclarecidos teologicamente. É fundamental marcar e planificar momentos de Formação.

  • Reconhecer a importância da comunhão com a Igreja local.

  • Pensar sobre como se irão integrar os novos membros num processo formativo.

  • Continuarmos em grande abertura ao Espírito Santo, que é o nosso verdadeiro Formador, tal como o foi do Padre Usera.

  • Tomar consciência que recebemos luz verde para iniciar o caminho, que ainda estamos no limiar. Somos como uma criança que anda por si, que vai crescendo e a Humildade vai à nossa frente.

  • Os Leigos aceitaram a Carta de Identidade: a nível dos seus requisitos, estamos a vivê-los “ad experimentum”. Façamo-lo a partir de uma atitude de humildade: quem tem de resplandecer é o próprio Carisma: o Amor de Deus.



Na Eucaristia em que celebrámos a Epifania, depusemos, aos pés do Divino Recém-Nascido, a promessa de sermos fiéis à exortação recebida, a gratidão por termos sido aceites nesta experiência inefável e a nossa esperança de virmos a ser totalmente disponíveis às orientações do Espírito.


II
Decorreram oito meses desde o abraço da nossa despedida.

O Carisma Useriano, que aspiramos acolher, reflete-se no trajeto que o Santo Amor de Deus vem descrevendo ao longo do nosso ano litúrgico: da Epifania à Assunção, o Amor de Deus percorre o arco completo da Sua manifestação; de facto, o mistério da Epifania também pode ser contemplado como a mais extrema manifestação do Amor gratuito de Deus no mundo; por sua vez, o mistério da Assunção da Virgem Santa Maria pode ser contemplado como as primícias da plena assunção do mundo no Amor gratuito de Deus.

Guimarães, Valpaços, Porto, Cascais, onde estamos, agora? Onde estamos na escuta ativa às interpelações do Espírito?

Temos sido acompanhados de perto, protegidos e nutridos, neste caminho que é todo o ano de graça dedicado à Fé.

Vem ao nosso encontro a Lumen Fidei, toda ela construída sobre a metáfora da luz e do caminho. Nela aprendemos a fecundidade da escuta ativa: “Uma vez escutada, a Palavra de Cristo, pelo seu dinamismo, torna-se resposta no cristão, tornando-se ela mesma confissão de fé.” (LF capI, 22) Nela ressoa também o eco do Carisma Useriano: “O crente é transformado pelo Amor, ao qual se abriu, na fé; e na sua abertura a este Amor que lhe é oferecido, a sua existência dilata-se para além dele próprio… e no serviço aos outros, cada um ganha profundamente o próprio ser.”(LF cap I, 21)

A graça do novo pontificado, com o Papa Francisco a coincidir com as orientações que recebemos em Fátima, quando indica, como linhas mestras para toda a Igreja, o cuidado em dar prioridade à Formação, a insistência na opção pelos pobres e o mandato de sair em busca dos outros na proximidade de um encontro pessoal (Encontro do Papa Francisco com os Bispos do Brasil).

Finalmente, neste ano gozoso do Jubileu dos 150 anos das Irmãs do Amor de Deus, o Carisma Useriano, pletórico de vida divina na sua incorruptível louçania, renova-se naqueles que já o vivem e põe à prova os que desejam acolhê-lo; a poderosa intercessão das madres fundadoras e das incontáveis Irmãs que asseguraram a transmissão do Carisma através das gerações é para nós incentivo eficaz e jubilosa consolação; multiplicam-se as possibilidades de Formação, com recursos disponibilizados gratuitamente para o aprofundamento da história e da espiritualidade da Congregação; a própria Formação de Leigos já estabelecida, pode ser sempre retomada por cada um de nós, em ritmo de trabalho pessoal.

Na expectativa da beleza do próximo Encontro, a 11 e 12 de Janeiro de 2014, fica a saudação fraterna a todos os Grupos, com a nossa especial gratidão à Comunidade das Irmãs que nos acolhe e, em particular, às nossas Irmãs Acompanhantes, a quem recomendamos as nossas intenções.

Professora Inês Pinto

Grupo de Cascais - AJU






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