Padre Luís Variara



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Encontro19.07.2016
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um reconhecimento da plena cidadania evangélica vivida segundo a espiritualidade salesiana.

Padre Luís Variara é fundador de uma Congregação cujo carisma vitimal privilegia os mais pobres e abandonados.

Artemide Zatti, o primeiro Coadjutor cuja santidade é reconhecida pela Igreja, não se poupou na total dedicação aos pobres e aos doentes.

Ir. Maria Romero, expressão viva da caridade social, é cidadã exemplar, mulher de Evangelho vivido. Incansável e imersa em multíplices projetos, soube conjugar em perfeita harmonia cidadania e aliança. Diz-se dela, e com toda razão, que foi contemplativa na ação!
Estamos no limiar do tempo forte da Quaresma. A mensagem que o Papa enviou a toda a Igreja exprime e explica a palavra de Jesus: “Recebestes de graça, de graça dai” (Mt 10,8). A primeira doação a fazer, diz João Paulo II, é a de uma vida santa, testemunho do amor gratuito de Deus.

Somos convidadas a acolher a mensagem do Papa, empenhando-nos a fazer gestos gratuitos de amor, ao longo de nossos dias. Serão simples atos de ajuda material ou de solidariedade em vários níveis, mas sempre sinais do Reino invocado cada vez que nos dirigimos ao Pai com a oração de Jesus.

Neste tempo sintamo-nos unidas, sobretudo na meditação do pai-nosso, como via de preparação específica para o Capítulo Geral. Confirma-nos nesse itinerário a palavra de São Cipriano: “Jesus ensinou-nos a dizer Pai nosso, inserindo-nos no povo da nova Aliança e fazendo-nos assim solidários com todos os nossos irmãos e irmãs do mundo”.

Com Maria, desejamos a você uma alegre caminhada rumo à Páscoa!

Roma, 11 de fevereiro de 2002

Com afeto

A Madre e as Irmãs do Conselho



INSTITUTO FILHAS DE MARIA AUXILIADORA


fundado por São João Bosco

N. 839
A Caminho do XXI Cg

Queridas Irmãs,

como de costume, concluindo o período de plenum, vimos ao encontro de cada uma de vocês, para uma conversa familiar, que consideramos momento de família, significativo e esperado.

Os meses há pouco transcorridos foram ricos de acontecimentos e situações que deixaram marcas muito fortes e ajudaram-nos a aprofundar o mistério da vida e da morte.

Por diversas vezes pudemos tocar com as mãos a evidência de que o Instituto caminha e, apesar das fragilidades e limitações, procura responder ao que o Senhor pede na vida de cada uma e nas várias realidades socioculturais em que somos chamadas a servir a amar.
Uma das experiências que desejamos partilhar é o percurso feito com a Comissão pré-capitular constituída por 11 Irmãs. Elas trabalharam durante cerca de dois meses, dedicando-se com amor e responsabilidade à delicada tarefa de analisar o rico e abundante material que nos veio dos Capítulos inspetoriais.

A metodologia seguida, a capacidade de integrar a diversidade e de valorizá-la como riqueza, e a serena dedicação de cada uma permitiram realizar um trabalho sério e fecundo. Num tempo relativamente curto, o estudo e a classificação dos textos por parte da Comissão desaguaram na síntese dos vários aportes inspetoriais.

Em diversos momentos nós compartilhamos, com as Irmãs da Comissão, o processo de elaboração das respostas dos Capítulos inspetoriais, em vista de iluminação e confronto recíprocos. Isso permitiu-nos o contato com a realidade dos vários continentes, com a riqueza e a vivacidade do Instituto, e possibilitou a identificação de alguns elementos problemáticos da vida das pessoas e das comunidades, reflexo do dinamismo do já e ainda não. Por toda parte, os caminhos de revitalização à luz da Palavra são realidade, mas precisam ser consolidados, para se traduzirem de forma incisiva nas escolhas de vida e na missão educativa.

Vendo de perto a realidade do Instituto, através dos documentos dos Capítulos inspetoriais, impressionou-nos o clamor da pobreza crescente ao qual as Inspetorias se mostram sempre mais sensíveis. Ele constitui uma forte provocação que impele nossas comunidades a procurar caminhos alternativos para dar respostas a pedidos explícitos – ou tácitos, na maior parte dos casos – que já inquietavam nossos Fundadores em seu tempo histórico.

Diante de problemas de dimensões planetárias e de situações de difícil solução – ao menos a curto prazo – percebemos o grande desafio lançado ao nosso carisma educativo. Freqüentemente nos vemos inadequadas diante do cúmulo de problemas que angustiam grande parte da humanidade; e, não raro, as dificuldades nos pareceram insuperáveis. Mas também tomamos nova consciência de que Deus se manifesta na fraqueza, e que a união das nossas forças com muitas outras, de homens e de mulheres de coração solidário, pode dar uma contribuição determinante para um caminho de recuperação social e de esperança para os pobres e os excluídos.
A pesquisa e o estudo da Comissão pré-capitular, em contínuo diálogo conosco, levaram gradativamente a delinear os núcleos ao redor dos quais podia ser elaborado o Instrumento de Trabalho do próximo Capitulo Geral.

Temos certeza de responder às expectativas de vocês, dando-lhes algumas informações sobre essa elaboração em que ainda estamos empenhadas como Conselho, e que esperamos concluir num tempo bastante curto.

A comissão reuniu as opiniões recebidas das Inspetorias numa síntese – correspondente à primeira parte do Instrumento de Trabalho – na qual se quis exprimir o nosso empenho de cidadania ativa, dentro do contexto atual marcado pela complexidade. através de tal síntese são delineados alguns sinais indicadores de germes de bem já presentes ou de dificuldades recorrentes nas nossas comunidades educativas. A síntese também deixa entrever a estrada que parece a mais viável para responder às exigências do hoje: a da comunhão dentro de uma profunda relação com Deus, entre nós, com os jovens e com o mundo inteiro, na escuta prioritária do clamor dos pobres. No seu conjunto, a síntese quer ser uma restituição das intuições e dos aportes enviados pelas Inspetorias.
A segunda parte do Instrumento de Trabalho, que como Conselho ainda estamos elaborando, enfoca alguns aspectos particularmente relevantes expressos na síntese, colocando o acento sobre o empenho da cidadania evangélica, lugar em que vivemos hoje, como pessoas e como comunidade, as exigências da Aliança. A ótica em que nos situamos é a educativa, com a exigência de discernimento e de criatividade requeridas pelo momento atual. Queremos nos deixar interpelar pelos grandes questionamentos hodiernos e tentar delinear algumas vias de esperança no sinal das bem-aventuranças, para responder a uma grande provocação: como fazer mais do que já procuramos viver?
Concluída a redação, o Instrumento de Trabalho será enviado às participantes do Capítulo Geral, para que seja válido subsídio de preparação para a grande assembléia de Instituto que iniciaremos em setembro. As participantes poderão partilhar os conteúdos do Instrumento de Trabalho com todos que desejarem, a fim de aprofundá-los e buscar estratégias de intervenção.

Estamos certas de que todas nos sentimos diretamente interessadas nesse caminho de busca, de reflexão e de aprofundamento que nos empenha a viver, no quotidiano, em primeira pessoa, a cidadania evangélica.


Um evento que marcou fortemente o período do plenum foi o agravamento da doença do Reitor Mor Padre Juan Edmundo Vecchi e a sua morte no dia 23 de janeiro p.p. Vivemos esse acontecimento como um momento de graça e de oferta, que nos tornou sempre mais conscientes do valor da nossa pobreza radical assumida e vivida na fé. A presença das Conselheiras em Roma permitiu que se alternassem nas visitas ao Reitor Mor enfermo, e acompanhassem dia por dia a evolução da sua doação feita de abandono e de total disponibilidade. Para toda a Família Salesiana, essa entrega humilde e paciente foi escola de pobreza evangélica pela oferta total da vida, fonte misteriosa e segura de fecundidade missionária.

As palavras com que, em 1996, Padre Vecchi aceitou o governo da Congregação Salesiana: “Aceito sem resistências e sem pretensões”, foram iluminadas por uma vida radicalmente coerente.

Na iminência do XXV Capítulo Geral dos Salesianos desejamos fazer sentida a todos os co-irmãos, chamados também ao dever de eleger aquele que receberá o bastão de testemunho do oitavo Sucessor de Dom Bosco, a nossa presença de oração e de participação cordial.
É significativo e inédito que neste anos em que se celebram os dois Capítulos Gerais – SDB e FMA, primeiros do terceiro milênio – e se comemora o 125° aniversário das primeiras missões das Filhas de Maria Auxiliadora, a Igreja declare contemporaneamente bem-aventurados três membros da Família Salesiana. Agrada-nos ler esse fato como

Af.ma Madre Antonia Colombo






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