Pag s 92 93 Situa o excerto na ação da obra



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Biblioteca - 2013/14
Ficha de Trabalho – “Memorial do Convento”

(pag.s 92 - 93)


  1. Situa o excerto na ação da obra.

Convidados pelo padre Bartolomeu, Baltasar e Blimunda trabalham na construção da máquina voadora, em S. Sebastião da Pedreira, na quinta do Duque de Aveiro. Tal acontece depois de Baltasar ter sido despedido do açougue e de o rei ter escolhido a zona da Vela em Mafra para se erigir o Convento.

  1. Refere a utilidade dos poderes paranormais de Blimunda.

Blimunda pode descobrir as fragilidades da passarola e assim contribuir decisivamente para uma obra sem defeitos, uma máquina perfeita.

    1. Esclarece o significado da expressão “pouco a pouco se tornando tão cega como a outra gente que só pode ver o que à vista está.”

Em jejum, Blimunda tinha a capacidade de ver o interior das coisas, a vontade dos humanos, Porém, o narrador afirma que ela, depois de comer, ficava “cega”, tal como as outras pessoas, que só viam o exterior, a aparência, não detendo, pois, a capacidade de enxergar a essência.

  1. Do diálogo entre o padre Bartolomeu e Baltasar resulta a alcunha de Blimunda. Justifica-a.

Blimunda tem a capacidade de ver para além da matéria, daí ser como a lua, que permite ver na noite.

  1. Na quinta do duque de Aveiro convergem diferentes “artes”, diferentes “artífices. Clarifica de modo fundamentado a afirmação, focalizando a análise na arte do padre Bartolomeu e sua importância à época.

Baltasar é o construtor da passarola, trabalha a madeira, o vime, o ferro. Blimunda inspeciona os materiais, “vendo” todas as fragilidades da máquina. O padre Bartolomeu é o mentor da obra, o padre cientista, mas fundamentalmente, para o reino, é um orador extraordinário que prega sermões, qual espetáculo que delicia o público ouvinte. O texto focaliza um ensaio de um sermão na quinta, espaço de eleição para o padre Bartolomeu. Nele, o padre trabalha as entoações, a dicção, a voz, a uma “das cinco circunstâncias” que, segundo Padre Vieira, deve ser considerada na apreciação de um pregador.

Finalmente, pela discriminação dos importantes eventos e respetivos públicos para os quais o padre era convidado a pregar, infere-se a sua participação no círculo social mais elevado e mais culto.

    1. Interpreta a expressão “ao ponto de o terem comparado ao Padre António Vieira, que Deus haja e o Santo Ofício houve”.

O padre Bartolomeu era um talentoso e exímio orador, por isso o comparavam ao genial orador padre António Vieira, já falecido, e que em vida foi preso pela Inquisição, durante algum tempo.

  1. Regista um momento anacrónico desta narrativa. Classifica-o.

Aqui ensaiou o padre Bartolomeu Lourenço o sermão que foi pregar a Salvaterra de Magos, estando lá el-rei e a corte”. Trata-se de uma analepse.

  1. Identifica os traços de caráter atribuídos ao rei D. João V, à rainha e ao infante D. Francisco.

D. João V é jovem imaturo, sonhador, adúltero e dissoluto. A rainha é beata, fanática, passiva e resignada. D. Francisco é sensual, insinuante, cruel, violento.

  1. Classifica o narrador quanto à presença e ciência

O narrador é heterodiegético e omnisciente.


  1. Discrimina quatro funções discursivas presentes no texto lido.

O narrador sentencia “tanto está sofrendo quem goza como está gozando quem sofre, por isso é que não vão os caminhos dar todos a Roma, mas ao corpo”; ironiza “coitada da rainha, que seria dela se não fosse o seu confessor António Stieff, jesuíta, por lhe ensinar resignação”; domina “ por isso se diverte tanto com as freiras nos mosteiros e as vai emprenhando, uma após outra, ou várias ao mesmo tempo”; profetiza “ que quando acabar a sua história se hão de contar por dezenas os filhos assim arranjados”.
Das afirmações apresentadas, identifica as verdadeiras (V) e as falsas (F)


  1. O valor aspetual das formas verbais “deslizando” e “vai inspecionar” é imperfetivo. V

  2. No segmento textual “depois disse ao padre Bartolomeu Lourenço”, o vocábulo “depois” é um marcador discursivo com a função de ordenação. V

  3. “Tu és Sete-Sóis porque vês às claras, tu serás Sete-Luas porque vês às escuras” é um ato ilocutório diretivo. F

  4. Na frase “que o batismo foi de padre” a palavra “que” é um pronome relativo. F

  5. Na expressão “os sóis e as luas abraçados”, “os sóis” e “as luas” são correferentes de Baltasar e Blimunda., respetivamente. V

  6. “a oração “que logo ali está” chama-se subordinada adverbial consecutiva. V

  7. No segmento textual “”aqui está provando agora”, os vocábulos “aqui” e “agora” são deíticos de referência pessoal. F

  8. Na oração “ que lho encomendaram os dominicanos”, “lho” desempenha as funções sintáticas de complemento direto e indireto. V

  9. Ao longo do texto, reitera-se o uso do deítico espacial “aqui”. V


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