Palavras-chave: História da imprensa – jornalismo cidade Belo Horizonte



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Novos olhares para novos objetos


Cinema, futebol, carnaval e faits-divers. Na sua "nova" realidade, aparecem como efeitos da urbanização sobre a vida quotidiana e cultural. Constituintes do ambiente urbano, são invocados pelos "homens de imprensa" para justificar as movimentações que se processam no jornalismo da capital. Tal perspectiva se evidencia em ações como a da estratégia adotada pela Folha de Minas que, logo após seu lançamento em 1934, para ampliar seu público na disputa com outros diários da capital, passa a dedicar todos os dias uma página com informações dirigidas a bairros específicos de Belo Horizonte. Indicador dessa aproximação do jornal com o cotidiano local é também a expansão do espaço dedicado aos pequenos anúncios feitos pelos próprios leitores nos principais jornais. Fonte de receita para os periódicos, era sobretudo uma forma de capitalizar o interesse específico de indivíduos por informações variadas de serviços prestados na cidade para a ampliação do público leitor do jornal.

A cidade, pois, numa primeira aproximação, seria responsável pela emergência de uma nova forma de cultura. Como amálgama de características tais como tamanho, densidade, permanência e heterogeneidade social, e essa nova forma de cultura, a cidade patrocinaria a emergência do que Wirth (1982) chamou de modo de vida urbano. Tal processo social seria caracterizado pela disseminação de papéis sociais altamente fragmentados, predominância de contatos secundários sobre os primários, isolamento, superficialidade, anonimato, relações sociais transitórias e com fins instrumentais, inexistência de um controle social direto, diversidade e fugacidade dos envolvimentos sociais, afrouxamento dos laços familiais e competição individualista.(31) Esses traços presentes no modo de vida urbano explicariam a existência de uma propensão dos citadinos para instituírem novos mecanismos de comunicação. Tais instrumentos, como a imprensa diária, é que tornariam possível a revitalização do contato social restringido, tonificando laços de associação entre indivíduos e grupos.

Haveria, nas condições de existência urbana, mudanças significativas no modo de vida, nas estratégias de sobrevivência, nos comportamentos, representações simbólicas e nas práticas dos diferentes grupos e classes sociais. A cidade seria um fator causal importante para o entendimento das relações sociais. A recuperação dessa orientação analítica clássica da sociologia, e as elaborações que avança na sua abordagem do fenômeno da cidade, são importantes, sobretudo, porque realçam o significado de alterações na sociabilidade, na vida quotidiana e cultural. Essa visão "mais demográfica" da cidade aponta para as conseqüências que o "modo de vida urbano" traz ao plano das relações sociais e da sociabilidade, oferecendo pistas teóricas importantes para entendimento do fenômeno da imprensa.

É necessário, porém, verificar como a realidade em tela, a do ambiente urbano em sua interação com a prática jornalística, confere fôlego ou aponta limitações a essa perspectiva.

Nesse sentido, retomamos o outro ponto de ancoragem que sustenta a interface imprensa/cidade na visão dos jornalistas da capital nas décadas de 20 e 30. Passamos agora a indicar não mais os elementos que evidenciam os novos objetos de atenção do periodismo local, instituídos numa suposta relação entre imprensa e vida quotidiana e cultural da cidade, mas quais os novos olhares indicados pelos jornalistas para que o jornalismo lide com os acontecimentos da cidade. Noutros termos, nos discursos acerca da disseminação e assimilação de novas técnicas e procedimentos editoriais, já incorporadas, segundo os jornalistas, em outros centros do país, também se projeta uma imagem da relação imprensa/cidade.

Drummond é sempre um bom ponto de partida. Podemos iniciar esse rápido percurso com a percepção que o poeta tem das mudanças que ocorrem à volta da sua mesa no jornal. No relato de sua experiência na redação do Estado de Minas, ele faz esta caracterização:



"Servi vagamente na redação, nos primeiros dias, sob o comando do meu amigo Antônio Leal da Costa, correspondente de `O Jornal` e homem verdadeiramente encantador, que fora chamado a arrumar as coisas no matutino, dada a sua grande experiência no ofício".(32)

A imprensa local organiza seu novo modus vivendi a partir da orientação dos protagonistas de um fazer jornalístico considerado modelo do periodismo moderno à época. E uma categoria importante para o fazer jornalístico de agora em diante parece ser a idéia de um necessário planejamento das atividades. Talvez os rudimentos de uma "mentalidade gerencial" e de uma racionalização, a partir daí crescente, da atividade jornalística.(33) Um bilhete deixado pelo jornalista Antônio Leal Costa, que chefia a redação do Estado de Minas, para o redator Carlos Drummond de Andrade, sugere as transformações que ocorrem nessa esfera.



"Você poderia fazer para hoje uma nota para a 1ª página, sobre a inauguração das conferências pedagógicas, mostrando a influência que devem ter sobre a formação da nova mentalidade do professorado, indispensável à execução prática da reforma? Não precisa ser coisa muito grande: apenas um pouco maior do que os tópicos. Poderá também fazer considerações sobre a complexidade da reforma, acentuando que os seus resultados integrais só poderão se manifestar mais tarde, isto, porém, se algum reformador futuro não desmantelar a obra que agora se inicia. Muito afetuosamente, Leal."(34)

Não se pode mais aguardar que a cidade espontaneamente gere as notícias. É preciso perscrutar a realidade produzindo os fatos jornalísticos. O próprio Drummond, em seu retorno ao Diários Associados, em 1934, arrisca-se a apresentar coordenadas para o efetivar o "bom" periodismo.

O poeta assume o papel de um cronista com o olhar voltado para o cotidiano da cidade. Através de colunas como "Bar do Ponto" - ponto nevrálgico na construção da sociabilidade da boêmia da capital que, sugestivamente, expandiu-se para as páginas dos jornais - e com pseudônimos, Drummond propõe-se a ser um comentarista que, com rapidez e sensibilidade, observará o desenrolar da vida da cidade. É o que assegura seu "programa" na coluna "Um minuto apenas".

"Nesta seção se falará de moda, de sentimentos que passam com ela, de atrizes bonitas de cinema, de poetas que não usam entorpecentes nem os fabricam, e de mil outros assuntos terrestres. A senha será: Frivolidade, que, às vezes se confunde com Espírito, outras vezes (sem parecer) é mais grave que um tratado de Finanças. A seção será curta, como a vida, mas sem as complicações da vida, como o telefone não-automático, o calo pisado na rua (...)"(35)

Frivolidade e planejamento são senhas para entendimento do sentido almejado para o periodismo da capital. Tais aspectos do fazer da imprensa renovada na Belo Horizonte dos anos 20 e 30 têm como escora, no discurso dos "homens de imprensa", uma pretensa "nova realidade" da cidade. Transformações acentuadas no ambiente urbano teriam como tradução, no espaço específico da imprensa, a introdução de novas técnicas de trabalho jornalístico até então incipientes na cidade.

O Estado de Minas vem a público em 1928 apostando em referências de ruptura com o quadro tradicional do jornalismo.

"Tudo evoluiu. E o velho artigo de fundo, puxado a adjetivos sonoros, recheado de idéias gerais - evidentemente já passou de moda. Não o tolerariam os leitores de hoje; nem nós seríamos capazes de escrevê-lo."(36)

O que vale agora é o entendimento de que "the ordinary man is more interested in news than he is in political doctrines or abstract ideas"(37). Qual a razão desse novo sentido? Um ano depois, como que a justificar o projeto em andamento, o jornal busca responder qual o papel que almeja cumprir na sociedade da época e o modelo buscado para o periodismo local.



"Na época do `sensacionismo americano`, nos dias febris em que vivemos, a função precípua da imprensa é informar. O melhor jornal é aquele que possui maior cópia de notícias certas e reais, aquele que mais completamente pode satisfazer à curiosidade dos leitores. A investigação da reportagem deve ser elevada ao extremo: a sua única barreira será a consciência limpa do jornalista, o seu escrúpulo, a sua disciplina profissional.

(...) O máximo de publicidade, pela forma mais comunicativa, eis o objetivo da imprensa moderna. Os jornais mais típicos da época são os norte-americanos, lançando edições completas de duas em duas horas, com o noticiário integral de tudo o que se passou de importante no mundo, nos últimos momentos.

As seções dos diários se multiplicam ao extremo, com a máxima perfeição, para que neles se contenha, afinal, noticiário que possa interessar à totalidade das classes sociais, e que satisfaça a todos os paladares e desejos.

Informar implica esclarecer. A primeira função abrange metade, pelo menos, da segunda. De modo que a tarefa do jornalista se reduz sensivelmente

Passaram-se os tempos dos terríveis e massudos artigos de fundo, cuidadosamente construídos com aspectos de edificação de cimento armado. Hoje o público pede é nota ligeira, o comentário rápido e incisivo, que apenas complete a notícia, com os dados e conhecimentos que ao homem de imprensa devem assistir melhor por força do 'metier'. As exigências da vida agitada de hoje são muitas para que possa alguém recostar-se descansadamente por 4 colunas pesadas de jornal para ler, no fim das contas, uma coisa morna e sem sabor, que melhor ficaria se condensada em meio palmo de coluna. O artigalhão espanta como um troglodita. Qualquer pessoa preferirá atingir o último andar de um 'sky scrapper' a pé, do que engolir um desses monstros diariamente. Os editoriais para serem lidos devem resumir-se o mais possível; e assim mesmo é quase certo que só despertarão a curiosidade e o ânimo de uma minoria selecionada. A obra jornalística há de ser viva, rápida, impressionante e leve. Nada de confundir livro ou enciclopédia com jornal."(38)

Dias febris, nota ligeira. Vida agitada, comentário rápido. As alterações que se presentificam na imprensa local teriam a ver com ritmo da vida urbana, com as sensações e experiências que provoca em seu habitante. A imprensa, pois, deveria acompanhar e estimular no citadino a formação de uma nova sensibilidade para a vida da cidade. Já em 1927 o fundador do Diário da Manhã, Augusto de Lima Júnior, recomenda a Cyro dos Anjos:



"Escreva com fogo! disse - Quero movimento, ação, sensacionalismo! Precisamos sacudir Belo Horizonte! (...) O `Diário da Manhã` saiu em julho daquele ano, fez sucesso, pela novidade da paginação e pela vivacidade do serviço telegráfico e do noticiário. E principalmente pela malícia dos sueltos, das notas, das charges".(39)

Não há jornal da cidade que, a partir de então, não reafirme uma nova lógica de operação. Trata-se de informar e distrair um leitor cada vez mais curioso. O abandono de técnicas jornalísticas marcadas pelo gênero opinativo, em face da ascensão de procedimentos que iriam se convencionar com o nome de "jornalismo informativo", marcam o discurso da imprensa. O Estado de Minas, em 1930, é quem enfatiza:



"(...) Batalhamos para formar no maior estado do país um órgão de imprensa moderno, vibrante, informativo, de acordo com as novas regras do jornalismo, em que o noticiário ocupa primeiro lugar."(40)

Era necessário impor mudanças ao tradicional fazer jornalístico para que ele pudesse acompanhar e descrever para os habitantes da cidade novas condições de vida material e de representação, marcadas pela contingência e fragmentação dos contatos sociais. Belo Horizonte, aposta-se, vivia sua modernização, com todos os elementos de estranhamento da experiência quotidiana que tal processo propicia a seus habitantes. Daí, um novo padrão para o jornalismo se mostra necessário.



"Ontem a reportagem, bisonha, mal descia as ruas à busca de notícias, deixando-se, o mais das vezes, ficar na redação à espera da espontaneidade dos interessados."(41)

Na multiplicidade de ocorrências diariamente produzidas no espaço urbano, o jornalismo cumpriria para o citadino o papel de recolher os episódios, os fragmentos e lançá-los numa nova ordem, a ordem do jornal. É dessa maneira que se alterariam tanto o objeto de atenção dos jornais quanto a forma de reportar eventos para as páginas dos periódicos.



"`O Debate`, como jornal moderno, leve e completo, dará informações abundantes sobre os principais acontecimentos, colhidos à última hora na capital do país e transmitidas imediatamente para a nossa redação".(42)

Aceleração do ritmo social, velocidade, eis alguns aspectos marcantes nessa percepção da imprensa na capital. São processos que se distinguem no próprio fluxo imposto à produção dos periódicos e do equipamento social que em torno dele gravita: as linhas férreas, que aceleram a distribuição das folhas para outros centros; a rotativa, que incrementa fantasticamente a impressão das gazetas; a fotografia e a possibilidade de registro instantâneo de eventos; o telégrafo e o telefone permitindo a transmissão veloz e imediata de informes sobre acontecimentos recém ocorridos à grande distância. O progresso técnico permite, enfim, acelerar o processo de produção jornalístico para que os jornais pulem das impressoras às mãos dos leitores com informações colhidas em lapsos de tempo cada vez menores, se comparados aos padrões até então vigentes. As empresas editoras destacam o serviço de entrega na casa do assinante, em geral até as 7 horas da manhã, servindo como mais um instrumento de marcação do novo ritmo social adotado pela imprensa. O garoto vendedor de jornais exemplifica o novo ritmo da imprensa e vira matéria de jornal.



"Antes do sol nascer, quando a cidade ainda ostenta vestígios do dia anterior, já vai ele, mãos nos bolsos, olhos cosendo ao chão, gorro meio ao lado, a caminho do jornal da manhã que deverá sair antes dos trens se porem em marcha para o interior do Estado"(43)

Nessa renovação da produção jornalística inevitavelmente altera-se o papel e importância do repórter. Este deve constituir como eixo de sua ação o apreço pela observação efêmera e ligeira, em compasso com a aceleração do fluxo do tempo. Deve, enfim, vivenciar a cidade sob nova percepção. Tal perspectiva é atestada em artigo que discutia as tarefas dessa função em 1932, no Minas Gerais.



"Em nossa terra, os rapazes que principiam no jornalismo como noticiaristas - os 'focas' - têm vergonha de que se lhes dê o nome de 'repórteres'. Julgam que a reportagem é uma função subalterna, sem mérito e sem importância, feita unicamente das pequenas informações diárias e do noticiário trivial".

"(...) O jornalista moderno não disserta nem julga: vê, informa-se, descreve, pinta ao vivo, surpreende os fatos, revela os acontecimentos."

(...) "Mas logo se vê que o bom repórter dum grande jornal não pode ser qualquer borrador de papel. Ser repórter é viver dentro da vida tumultuosa e multiforme duma grande cidade."

"(...) Na reportagem consiste a essência e a força da imprensa moderna."(44)

A reportagem mostra-se o eixo desse periodismo renovado. Tal concepção parece revelar tamanha força entre os "homens de imprensa" que nem mesmo um jornal que funciona como órgão de agremiação política, como o Diário de Minas, deixa de, ainda que com ponderações, saudar e buscar assimilar as novas tendências.



"Tendo em conta a inegável americanização de métodos e processos que vai influindo na imprensa do mundo inteiro, procuramos dar, na elaboração deste matutino, um lugar de relevo à coleta de informações locais, do país e do estrangeiro."(45)

Para uma cotidianidade marcada pela vida "nervosa", "agitada", por dias "febris" onde passam uma procissão de homens e eventos, em processos cujo tempo é cada vez mais "acelerado", exige-se, pois, uma nova imprensa. Sua base será um jornalismo no qual a produção do seu olhar/narrativa específicos deverão se adequar a esse ritmo e feição da cidade. Fortuito, rápido, observações breves, colado aos acontecimentos que se sucedem na cena urbana, o jornalismo buscará ser imagem e semelhança de uma nova sensibilidade e percepção dos homens. Uma referência, longa porém elucidativa, às reflexões promovidas por articulistas dos jornais Diário da Tarde e Estado de Minas, acerta com precisão as novas maneiras de atuar que se impõe à imprensa na sua interface com uma cidade em "tempo de progresso". O jornal, para eles, faz parte e dá forma ao



"quotidianismo de uma agitação intensa, procurando resumir os fatos, exprimir aspirações, surpreender os acontecimentos na sua simultaneidade e na sua trepidação.

A atualidade, o informe, a notícia, o comentário, dentro do conceito oportuno e próprio, traçados com a leveza que não exclui a seriedade, eis o feitio adequado a um jornal vespertino que visa sobretudo bem informar e bem orientar. Para isso, recorreremos a todas as inovações informativas - o rádio e o telefone, o telégrafo e a correspondência - ativando o quanto possível as informações dessa procedência, de modo que o belorizontino, todas as tardes, saberá o que de sensacional e novo, curioso ou importante, ocorre no Brasil e no mundo.

Mas, a reportagem é a movimentação de um jornal moderno. E o `Diário da Tarde` desenvolverá, pela atividade dos seus repórteres, os serviços informativos, destacando e singularizando a notícia de sensação ou o fato novo e palpitante."(46)

"Faltava o jornal moderno que servisse à curiosidade inquieta do leitor, que desse ao público, cada manhã, as últimas notícias da cidade, do país e do mundo, colhidas através de uma reportagem ágil, vigilante e segura".(47)

"Quando as notícias não podem mais se transmitir de vizinho a vizinho, como nos bons tempos de vida plácida, o jornal fica sendo a fonte de informações. E todos têm o seu jornal, que lhes dá pela manhã o primeiro contato diário com o mundo.

O 'Estado de Minas' adaptou-se prontamente a essa indeclinável feição da imprensa moderna - a informação. A vertigem do tempo não comporta mais os órgãos doutrinários, serenos e solenes na pregação de sua fé ou agressivos e vibrantes na polêmica. A tendência imperiosa é da objetividade, muitas vezes fria e sem nervos, mas, ao cabo, sempre uma exigência do público. Pelo menos, estará nisso a única conciliação possível entre as inúmeras inclinações da multidão de leitores de que o jornal precisa e que é a multidão apressada, sem tempo para deter-se num artigo de fundo com a mesma pachorra de quem medita um capítulo da `Imitação de Cristo`. Há hoje uma íntima relação entre o jornal e o bonde, entre o jornal e a sala de espera.

(...) Neles os homens de negócio e os operários, os curiosos e os políticos recolhem os dados de que precisam para orientar sua atividade.

(...) O repórter ágil e vivaz substituiu o ensaísta da câmara lenta. O acontecimento obscureceu a prédica. Alguns poderão não gostar da transformação mas a esses se deverá dizer que o que a determinou não foi o gosto, e sim o tempo. Enfim adquiriu o jornalismo uma técnica própria e autônoma, criando-se também para ele uma categoria das mais nobres nos quadros da atividade intelectual."(48)

Parece evidente que os elementos que delineiam uma imagem de cidade, na percepção dos indivíduos que fazem a imprensa de Belo Horizonte, se aproximam, em larga medida, da idéia de que a prática periodística tem que acompanhar um processo de reeducação dos sentidos do citadino. Tal noção permite-nos fazer uma analogia com as perspectivas analíticas que Bresciani (1991) agrupou e chamou de "quarta porta de entrada" dos estudos sobre a questão urbana. É uma perspectiva que reúne reflexões sobre o fenômeno da cidade atentas à formação de uma nova sensibilidade do habitante do meio urbano.(49)



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