Para que o casal viva eternamente feliz



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Encontro06.08.2016
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Para que o casal viva eternamente feliz.

Antes de se tornar adepta da Seicho-No-Ie, a sra. Tomoko Hibino e o marido viviam criticando um ao outro por divergências de interpretação religiosa, e, por causa desse atrito mental, ela contraiu doença do peito. Ela foi a uma seita religiosa e a orientação que recebeu do chefe religioso foi: “Faça determinação mental”. E que se deve determinar mentalmente? “Entregar tudo a Deus”, e, por extensão, “Não considerar seu nem mesmo o marido”. Quando consideramos o outro propriedade nossa, acontecem conflitos de amor-apego, tornamo-nos egoístas, impomos ao outro nosso próprio desejo ou nossa expectativa, amarramos o outro e nós mesmos e, como resultado, passamos a achar que o outro é um peso e a vida conjugal torna-se fastidiosa, triste. Quando os cônjuges deixam de considerar o parceiro como propriedade sua, nasce o amor, a estima e o respeito pelo outro como filho de Deus, e, sem “controlar” ou “adular”, desejam tornar o companheiro feliz por ser seu irmão perante Deus.

Se existe apenas conceito justo de igualdade entre homem e mulher, mas inexiste amor, o relacionamento conjugal torna-se árido; mesmo que exista amor, se este for de apego, o relacionamento conjugal torna-se uma “luta lamacenta” em que os cônjuges se criticam mutuamente, em vez de formar um lar puro, de harmonia e afeto.

Por último, quero citar como recomendação para que o marido e mulher vivam eternamente felizes que procurem sair sempre juntos. A não ser que o trabalho os obrigue a saírem separados; mas, na hora da recreação ou do lazer, devem sempre encontrar um meio de saírem juntos e conversarem sobre esse divertimento, trocando ideias. Assim procedendo, o lazer torna-se ainda mais prazeroso, e o sentimento de unidade do casal é aprofundado. Quando eram namorados sentiam imensa felicidade em passearem ou assistirem a um filme na companhia do outro, mas, uma vez casados, dificilmente saem juntos.



Vida conjugal segundo a Seicho-No-Ie.

Ao sair para atividades que não sejam compromisso de trabalho os cônjuges de um lar Seicho-No-Ie geralmente o fazem juntos. Quem deseja manter um lar feliz, precisa ter essa disposição de espírito.

Quase sempre, ao retornar a Tóquio após longo tempo de viagem para orientação de seminários, no mesmo dia ou no dia seguinte vou com minha esposa ao cinema ou ao teatro. Depois de viajar vinte dias para orientar seminários, passo os dez dias restantes do mês bem ocupado, escrevendo artigo para as cinco revistas da Seicho-No-Ie, fazendo editoração e revisão de livros, bem como seleção de obras de minha autoria, de modo que meu quarto mais parece uma fábrica de manuscritos. Sinto muito por minha esposa, pois às vezes, quando ela quer conversar comigo é exatamente a hora em que estou começando a escrever sob inspiração espiritual, e, se lhe der atenção, perderei repentinamente a inspiração e não poderei continuar desenvolvendo o assunto depois dessa interrupção. Por isso muitas vezes ela diz alguma coisa, mas não respondo, só faço careta ou emito um grunhido impaciente. Vivendo atarefado assim, tornou-se quase uma regra não atender os adeptos da Seicho-No-Ie que vêm visitar-me, por vezes de muito longe.

Minha esposa está ciente da natureza e da importância do meu trabalho, e me compreende. Mas acho que para ela seja um pouco triste ao me ver transformado num “bicho do trabalho” que deixou de ser uma pessoa do lar. Minha casa, fora do horário das refeições que tomamos na sala de jantar, não é um lar, e sim local de trabalho. É por isso que, mesmo estando atarefado, dou um jeito de arranjar tempo e sair para assistir a filmes ou a peças teatrais em companhia de minha esposa, ou ainda ambos acompanhados de nossa filha com o marido dela.

Vendo-me freqüentando o cinema ou o teatro, é possível que algumas pessoas pensem: “O professor é folgado. No entanto, nem me recebe quando peço para vê-lo”. Mas, por mais sobrecarregada de trabalho que seja uma pessoa, se ela tem uma família, procurar arranjar tempo para passar a sós com o cônjuge e compartilhar de um momento de lazer é uma necessidade, tanto para dar mais sabor à vida quanto para um relacionamento espiritual harmonioso entre os cônjuges, bem como para tornar saudável a vida familiar e também para conservar e prolongar a própria saúde e poder se dedicar à sociedade por muito tempo.

Nesse ponto, nosso genro e nossa filha, por serem de uma geração mais nova, tornam a vida familiar mais saudável e atraente do que nós. Há ocasiões em que não posso reprimir um sorriso ao vê-los. Se bem que, por adotarmos uma regra sair sempre juntos, acabamos deixando de assistir determinados filmes quando um dos cônjuges tem compromisso inadiável e não pode ir ao cinema, ainda que o filme que esteja passando na ocasião seja um sucesso de bilheteria. Com o casal jovem acontece o mesmo. Às vezes convido meu genro “Vamos assistir ao filme tal?”, mas, se minha filha não pode sair nesse dia por já ter assumido outro compromisso como, por exemplo, comparecer à escola dos filhos, ele deixa de nos acompanhar e procura um modo de, numa outra ocasião, sair a sós com ela



Meu genro e minha filha reservam uma hora só para eles, quando não são incomodados por nós pais nem pelos filhos; aliás, fazem questão de ter momentos assim, tornando dessa forma a vida conjugal deles muito mais agradável.
Livro: A Razão de ser da mulher vol 1 pág. 112 a 116.
Caro(a) leitor(a),


Dica do Departamento de Casais: Caso seu cônjuge esteja muito ocupado, não o cobre por isso, compreenda e torne extremamente prazeroso os momentos livres que passarem juntos. Para que ele(a) se sinta mais feliz ao chegar em casa, prepare uma surpresa, pode ser uma massagem relaxante, um jantar a luz de velas etc. Além disso, reservem na agenda um dia da semana só para vocês, para irem ao cinema, teatro, clube, barzinho etc., como eternos namorados.

Dica aos coordenadores: Na reunião para casais deste mês, faça a Dinâmica do Baile, que se encontra na pag.: 32 do Manual do Departamento de Casais da Seicho-No-Ie. Assim os casais poderão sentir a importância e a alegria de curtirem momentos especiais a dois.

Dicas aos orientadores: O livro “Reverenciando-o como Mestre, Respeitando-o como Marido”, traz detalhes acerca da vida do casal Taniguchi que podem muito bem ser compartilhados numa atividade para casais como exemplo de companheirismo, amor e respeito.


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