Pare rapidamente em uma loja para comprar água e siga viagem



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Encontro27.07.2016
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Você está na cidade de Bibala, uma pequena cidade no meio do deserto do Namibe. Considerado como sendo o mais antigo deserto do mundo, permanece em condições áridas e semiáridas há pelo menos 55 milhões de anos: as condições de vida lá são pouco favoráveis. Pare rapidamente em uma loja para comprar água e siga viagem.

Cidade de Namibe: você chegou a capital do estado, que tem cerca de 200 mil habitantes. Lá você pega um táxi e pergunta ao taxista qual a melhor maneira de seguir viagem para a província de Cabinda. Ele te responde:


Ah, aqui tem três forma: ou você pega o caminho de ferro e vai de trem, ou você pode ir para o porto e tentar conseguir uma carona de barco ou até ir de avião”.

TREM – Você resolveu pegar o trem e, infelizmente, ao pegá-lo você descobre que o caminho de ferro de Namibe te leva apenas de volta para o interior do país. Desça novamente em Bibala para voltar a capital e pegar um barco no porto. Volte uma casa.


BARCO – Na cidade de Namibe fica o 3º maior porto de Angola, de grande importância para a economia do país e responsável pelo escoamento de grande parte da sua produção. Lá você conseguiu convencer o comandante de uma das embarcações a te levar para a província de Cabinda.


AVIÃO – A pequena garagem de aviões só atua com voos particulares. Escolha outra maneira de seguir viagem na próxima jogada.

Você chegou na província de Moxico, localizada no extremo leste de Angola. A província é banhada por duas bacias hidrográfica: a do Zambeze e de Kuando. Assim sendo, nota-se a presença de diversos rios e lagos, que favorecem a pesca, atividade econômica forte na província. Infelizmente, você chegou bem no meio da estação de chuvas e ficou ilhado. Fique uma rodada sem jogar.

Você chegou na cidade de Luau. Apesar da existência de ferrovias, a guerra civil as deixou inativadas. No entanto, a pacificação está em curso e alguns transportes já estão sendo feitos. Um dos maquinistas pode auxiliá-lo para que você chegue mais rápido à capital. Com qual deles deseja falar?


MAQUINISTA 1 - “Não tem jeito! Só podemos levar cargas nesses vagões. Não insista! Se alguma pessoa do MPLA descobrir que estou carregando pessoas, perco meu emprego. Eles precisam recrutar os moradores para possíveis ataques... Deixe-me, não posso te ajudar!”

MAQUINISTA 2 -“Schhhii, entre no vagão de madeiras, vou pegar a ferrovia de Luau-Luena, que vai para a capital do país, mas peço para que fique quieto, pois se o MPLA descobrir a coisa fica muito feia pro meu lado...”
Você aceita e avança uma casa.

Você chegou em Luena, capital da província, cidade com cerca de 200 mil habitantes e com uma população oriunda das mais diversas tribos existentes. Andando pela cidade você vê muitos homens com sacos de alimentos indo para uma feira e vários guerrilheiros armados que falam em espanhol, escolha com qual grupo deseja interagir.

FEIRANTES – A província de Moxico é forte em produção agrícola: Massango, Batata Doce, Milho, Girassol, Vielo, Arroz, Mandioca etc. Você passou o dia na feira comprando produtos naturais para o jantar. Permaneça onde está.

GUERRILHEIROS – “Nos anos 70, muitas tropas cubanas atuam na guerra civil angolana, apoiando o MPLA, na tentativa de conseguir a independência e implantar o socialismo no país africano. Um dos pontos de atuação foi justamente na capital do Moxico, Luena”. O grupo está organizando uma série de ofensivas contra a UNITA, que atua em províncias vizinhas, assustado com a possibilidade de confronto, e você decide voltar. Retorne uma casa

Você está no município de Lucapa, em Lunda Norte. É importante que você conheça um pouco mais desse lugar, especialmente por sua intensa extração de diamantes. Um homem e uma mulher passam pela rua, com qual dos dois vocês querem falar?

HOMEM - “Como um dos diretores da Endiama, a Empresa Nacional de Diamantes de Angola, só tenho muito orgulho para falar sobre a mineração no nosso país. Hoje, depois do petróleo, a exploração dos diamantes é a nossa maior fonte de renda. É com esse dinheiro que investimos em nosso território, em nosso povo. Não há mais exploração, como na época dos chamados “diamantes de sangue”. Hoje já temos muita tecnologia para explorar o leito dos rios, facilitando cada vez mais o esforço dos trabalhadores. Os nossos diamantes estão nos ajudando a reconstruir o país depois da guerra. Estou indo à Capital conhecer a sede da Endiama, venha comigo! ” Você avança até Dundo, próxima casa.

MULHER - “Meu avô e meu pai trabalharam por muito tempo nas minas. Meu pai trabalha agora na Mina de Luó, aqui perto de Lucapa, que é uma das maiores do mundo. Aqui a maioria do povo mais pobre trabalha nas minas, não temos muita educação e fica difícil conseguir emprego melhor que isso. Agora tem muitas máquinas, eles dizem que o trabalho é mais fácil, mas isso não é bem verdade... É um trabalho que ainda é perigoso, que destrói a mata, desvia os rios... os diamantes são encontrados nos leitos dos rios, sabe? Mas ai tem que cavar fundo a terra, pra achar essas pedrinhas que valem mais do que a vida. Eles dizem que é para desenvolver o país, pra melhorar a educação, a saúde... Mas, até agora, de todo o dinheiro pago não chega uma parte pra ajudar o povo”.

Você está em Dundo, capital de Lunda-Norte, onde se localizava a sede da companhia de diamantes Diamang, substituída pela Endiama. É uma cidade que ainda mantém sua arquitetura colonial da época da exploração de diamantes pelos colonizadores. Você estava muito interessado em conhecer um pouco mais da história dos diamantes e tentam entrar escondido em uma área de mina. A segurança da Endiama o encontrou e você foi levado a um interrogatório e, possivelmente, será preso por tentativa de roubo dos diamantes de Angola. Fique uma rodada sem jogar.

Você está na 1º escola de ensino secundário em Capenda-Camulemba, pequena vila de Lunda-Norte. Essa escola foi inaugurada recentemente aqui na vila, e é uma alegria para a população que está reconstituindo a infraestrutura da cidade, depois da devastação da guerra civil. Você pode escolher conversar com uma professora da escola ou com um aluno. Faça sua escolha.

PROFESSORA - “A população aqui é muito simples, são muitos camponeses e pescadores. O acesso à escola era muito ruim na época da guerra, eram muito poucas escolas e era tudo difícil. Ainda é, mas está melhorando. Essa escola é um orgulho para a nossa comunidade, os mais velhos tem muita expectativa para que seus filhos possam estudar e melhorar de vida. Agora são ao todo 15 escolas aqui. Essa escola aqui ainda não serve a população, é muito pouco. A maioria das crianças, depois que terminam o 9º ano, são obrigadas a ir para as cidades vizinhas continuar seus estudos. Por isso, muitos ainda não terminam a escola. Um aluno está indo agora para Lunda Sul terminar os estudos. Prossiga viagem com ele!”.


Você aceita e avança uma casa.

ALUNO - “Eu não gosto muito de vir pra escola, preferia ficar brincando na rua, mas minha mãe não deixa. Ela fala que tenho que vir para escola porque um dia terei um futuro melhor. A gente sabe que a maioria dos meninos não consegue continuar os estudos aqui, faltam escolas. Minha mãe diz que o administrador do munícipio tá ajudando a gente a melhorar, ela fala que na época da guerra era pior. Eu não me lembro, era muito pequeno. Mesmo não gostando de vir pra escola, sou um bom aluno. Eu me dedico porque sei que minha mãe tem muito orgulho de mim”.

Você pegou a estrada Lucapa-Saurimo para atravessar a fronteira das duas “Lundas”, mas ocorreu um problema no caminho. Essa estrada está em fase de reconstrução, o que fez você ter uma viagem muito difícil. Descanse agora e jogue novamente na próxima rodada.

Olá, você chegou a Muconda, uma vila de Lunda Sul. Muconda, assim como grande parte das províncias angolanas, sofre com o problema da água. Com a guerra, o desenvolvimento dos recursos hídricos em Angola permanece estagnado, com poucos avanços ainda hoje. Você está assistindo o Jornal de Angola que está contando um pouco sobre essas questões:

“A população continua sofrendo com a falta de água potável nas mais diversas regiões do país. Desde a Lei de Águas - que prevê um sistema de taxas e tarifas sobre o uso privado da água, com intuito de promover uma utilização razoável, evitando o desperdício e a poluição – não temos muitas medidas para garantir o acesso da população ao recurso mais precioso do planeta. O governo diz que está tomando medidas, agora a população quer saber quando realmente a água se tornará um bem público para todos”.

Você está em Malange e, de repente, começa a se sentir mal. Às pressas, seus colegas o ajudam a ir até o hospital geral da província. Ao chegar lá, depois de alguma demora, você foi atendido por um médico residente. Durante o atendimento, o estudante de medicina lhe contou um pouco sobre o seu ensino em Malanje:

“Eu estudo na Faculdade de Medicina aqui de Malanje, a única da província. Ela foi criada há poucos anos, eu ingressei na primeira turma. As universidades aqui em Angola são poucas e só começaram a ser valorizadas agora, nesse período de reconstrução do pós-guerra. Mas ainda é um grande problema, sabe? Nossa faculdade tem muitos problemas, não temos infraestrutura alguma, faltam professores, funcionários, laboratórios... temos muita coisa para construir em termos de educação superior em nosso país”.


A dor acentua-se e você é obrigado a permanecer em observação. Fique a próxima rodada sem jogar.

Você está em Cangandala, uma vila de Malanje próxima a capital. Está um belo dia de Sol e você vai visitar o Parque Nacional da Cangandala, um santuário ambiental de Angola. O guia do parque lhe conta um pouco sobre a sua importância para a cidade:

“O parque de Cangandala é o menor parque nacional de Angola, porém não menos importante por isso. Foi criado em 1963, visando preservar, principalmente, uma espécie rara da Palanca Negra, que está ameaçada de extinção. A Palanca Negra é o animal símbolo de Angola e, em sua espécie gigante, só pode ser encontrada aqui no parque. Venham, levarei vocês para conhecer algumas delas...”.



No entanto, a Palanca Negra sente a presença de estranhos e avança em seu grupo. Assustados, decidem ir embora o mais depressa possível. Avance uma casa.

Há alguns quilômetros daqui é possível pegar a estrada “Malanje-Luanda”, que te leva até a capital do país. Você deseja pegá-la?

SIM - Você decidiu pegar s estrada “Malanje-Luanda”, porém, ela está com trechos interditados pela Odebrecht Angola, sua construtora. Perca a vez.

NÃO - Você decidiu seguir sua viagem. Avance uma casa.


Você está em Viana, uma grande cidade da província de Luanda. Devido à sua proximidade com a capital a cidade cresceu rapidamente e teve um considerável aumento de sua população. Chegando no local você tem três opções:

ZONA INDUSTRIAL - Você visita a zona rural e conversa com um operário: “Eu não sou daqui, sou de Moxico. Vim pra cá porque minha casa foi destruída na guerra civil. Toda minha família veio logo depois, no entanto, só eu arranjei emprego. A população aumentou e não tinha emprego para todos. Consegui arranjar-me, mas é uma pena que nem todos conseguiram. Sorte que essa região está em crescimento e em breve teremos mais indústrias. Aqui é uma Zona Industrial importantíssima para Angola. Meu irmão vai tentar um emprego em Luanda, está partindo agora, pegue uma carona com ele!” Você aceita e avança uma casa.

FESTA DE KIANDA - A festa da Kianda acontece no começo de novembro. É uma festa tradicional de Viana, em que as pessoas rezam pelas chuvas, em volta de uma estátua. O intuito é limpeza das lagoas, ter comida com abundância, boa pesca e saúde, etc. Você se incorpora à festa. No entanto um temporal cai na cidade. Você se esqueceu de reservar um hotel e terá que dormir no município vizinho. Volte uma casa.



FALAR COM UM MORADOR DO CENTRO - Ao chegar ao centro da cidade você vê filas enormes. Curioso, quer conversar com uma pessoa para perguntar o que é aquilo: “Ah, isso é uma fila para pegar comida! O MPLA está tentando o socialismo no país. Cada família tem uma ficha e essa é trocada por comida. Infelizmente as filas são muito grandes e demoram horas. No entanto, o partido nos diz para ter paciência e que em breve teremos um país sem classes! No entanto, escuto de militantes da UNITA que essa tentativa socialista já está fracassando... Eu espero que não, pois acredito muito nela!”.

Você chega ao município de Belas: uma cidade que possui um centro universitário, estádio e que está se desenvolvendo bastante. Durante seu pequeno passeio você percebe que a província de Luanda possui um desenvolvimento econômico maior do que qualquer outra província que você passou e também que não foi muito abalada pelas guerras. Logo, após o tour pelo município, você pega um ônibus e segue viagem. Avance uma casa.


Você chega a Luanda que é a capital e a maior cidade de Angola.  É o seu principal centro financeiro, comercial e econômico. Você está hospedado no centro da cidade e quer fazer um tour pelas redondezas. Escolha aonde quer ir: passear no centro da cidade ou conhecer um pouco da periferia de Luanda.

CENTRO DA CIDADE - Você está no centro de Luanda e pede para que um morador lhe conte um pouco sobre á região: “Éie! Sou Kwaxeketela! Falo uma mistura de quimbundo e português! Bem, aqui em Luanda é tudo muito desigual. Ê ngana! É nítida a desigualdade entre o centro e a periferia. Uma camada extremamente rica de população vive do lado de uma maioria pobre... Mais de 10 anos de dimba, pra quê? Apesar de tudo, Luanda não para de crescer demograficamente. A economia é fomentada por empresas privadas e nacionais.”
PERIFERIA DE LUANDA - Você está na periferia de Luanda e conhece os musseques.
Ao eclodir a guerra civil, muitas pessoas foram obrigadas à mudar para Luanda, pois é um dos poucos lugares que não está sendo atacado ostensivamente durante a guerra e, além disso, não para de crescer economicamente. No entanto, não havia emprego para todos os migrantes e por isso foram se aglomerando nos musseques, com precárias condições de habitação. Durante a sua visita ocorre um problema muito comum: acaba a luz na região. Você fica perdido durante muito tempo até achar o caminho de volta para o hotel. Fique sem jogar a próxima rodada.

Você está no aeroporto de Luanda e, para variar, está perdido. Você precisa voltar logo ao Brasil para encerrar sua viagem e precisa decidir sobre o que quer fazer. Você pode seguir no corredor à sua esquerda, pedir ajuda a uma mulher que passa ou ir em direção à região C do aeroporto. O que deseja fazer?


CORREDOR À ESQUERDA - Seguindo ao corredor à sua esquerda você entra em uma área militar restrita do MPLA. Os militares pensam que você é um espião e te levam preso para o tribunal em Luanda. Depois de algumas horas de julgamento compreendem o mal-entendido. Você volta para Luanda. Volte uma casa.




FALAR COM A MULHER - “Fique quieto! Sou uma espiã da UNITA e estou aqui colhendo informações, você pode estragar tudo! Para não ter riscos da minha missão ser delatada, você será levado para bem longe! Fique quieto e nada acontecerá. Entre no carro azul ao lado do aeroporto.” Você entra no veículo e volta para Viana. Volte duas casas.

IR PARA REGIÃO C - Você chega até a região C do aeroporto de Luanda e o seu voo está te aguardando. Você carimba suas passagens e seu visto está ok. Acaba de terminar sua viagem por Angola e Moçambique e está pronto para voltar para o Brasil! Parabéns! Espero que utilize bem o conhecimento que aprendeu em sua viagem.


O Rio Cunene marca a divisa entre a Angola e a Namíbia. Lá se localizam as belas quedas do Ruacaná, que além de importante ponto turístico, serve para gerar energia para ambos os países. Aproveite a paisagem e descanse.



Você chegou em Ombadja, capital da província do Cunene. Ombadja têm cerca de 150 mil pessoas e está em processo de desenvolvimento, com muitas escolas sendo construídas para a população. Sabendo de sua viagem pelo país o governador da província o chamou para uma visita em sua residência e, ao mesmo tempo, uma professora o convida para falar de sua experiência no país em sua escola. Com quem você prefere ir?

GOVERNADOR – O governador passa a lhe contar sobre os investimentos realizados para o desenvolvimento do país, explica que em Cunene a população tem pouco envolvimento na guerra civil, e que por isso vive quase sempre em áreas rurais. O governador gostou da visita e ofereceu-lhe transporte para seu próximo destino, avance uma casa.

PROFESSORA – Você conhece a professora Zilda, que está em um projeto educacional na escola em que leciona. Discursando sobre suas experiências, ela diz que está fazendo um esforço para recuperar a língua nacional oshiwambo, a mais falada na região de Cunene. Infelizmente, as línguas nacionais foram consideradas ilegais pelos portugueses e atualmente há um grande esforço para recuperá-las.

Cuando Cubango é uma província pouco povoada e rica em sua fauna e flora, com diversas áreas de preservação. Lá vivem várias espécies de animais, como o Rinoceronte Preto, Palanca Preta Vulgar, Kaku, Avestruz etc. Você se encantou com as belezas naturais da Reserva de Luaina, pare para tirar fotos e conhecer melhor o lugar. Aguarde uma rodada.

Você chegou à cidade de Cuito Cuanavale. Lá você está a vendo uma grande movimentação de tropas da UNITA, o clima na cidade é tenso e é previsto um enfrentamento com grupos inimigos. Você para em um bar para pedir informações e tentar seguir viagem, lá encontra com dois homens: um da guerrilha e um agricultor local. Com quem deseja conversar?


GUERRILHEIRO – “Sou comandante de uma tropa da UNITA, temos informações que o MPLA está na redondeza e a chance de confronto é grande, se eu fosse você sairia daqui o mais rápido possível, se quiser posso disponibilizar um soldado meu para acompanhar-lhe, mas vá rápido.”
O soldado te leva para longe do conflito, volte uma casa.

AGRICULTOR –Olá, tome muito cuidado por aqui, há muitos combates entre as guerrilhas. Posso indicar uma estrada que te leva à capital pelas regiões perto dos rios, que são as melhores, já que convivemos muito com a seca. Vá rápido e fuja!” Você segue a estrada e avança uma casa.

Menongue é a capital da província de Cuando Cubando. É aqui que termina o Caminho-de-ferro do Namibe, na altura colonial conhecida como Linha de Moçâmedes. É uma das maiores linhas de caminhos de ferro em África e, outrora, também uma das mais importantes. Foi construída pela administração colonial portuguesa como forma de encurtar as distâncias de África, tendo sido concluída em 1963. Pegue o trem e vá até a província vizinha. Avance uma casa.

Subindo o Rio Cunene, você chega a uma comunidade à sua margem. É uma comunidade Nhaneca-Humbe, uma vila simples, tipicamente pastoril. Apesar de simples, existe ali uma pequena capela. Assim que adentra a vila, você vê uma mulher cuidando de uma pequena horta no quintal de suas casas. Ao longe, você vê um ancião sentado afrente da capela, tentando ler um folheto. Com quem deseja conversar?

MULHER – “Olá. Você chegou em má hora... Meu marido e meu filho mais velho saíram para levar o gado para pastar. Não está fácil pastorear esses dias, especialmente com a guerra civil e as incontáveis minas espalhadas pelos campos. Acabamos sobrevivendo com o pouco que conseguimos plantar. Eu nem deveria ficar conversando muito com estranhos. Nossos homens estão todos fora e com essa guerra não dá pra confiar em ninguém. Acho melhor você seguir em frente, antes que meu marido chegue.” Você não é bem vindo à vila e é obrigado a seguir viagem. Avance uma casa.

ANCIÃO – “Essa capela? Ela foi contruída há muito tempo, deve ter uns 200 anos já. Meus pais já eram católicos e me contaram que quando os padres chegaram aqui, ensinaram o português pra todo mundo, mas apenas poucos puderam aprender a ler. Ler mesmo eu não sei. Aliás, poucos por aqui sabem ler. Tudo o que me restou foi esse folheto, que meus pais diziam que é oração de São Francisco de Assis. Eu até sabia de cor, mas com a idade, as coisas vão fugindo da memória.” Você decide ficar um tempo na vila e ajudar o ancião com suas orações, lendo o folheto para ele. Fique a próxima rodada sem jogar.

Sua caminhada pelo Planalto Central de Angola te leva a um dos lugares mais belos de toa Angola, a Fenda da Tundavala. Seu grupo decide montar acampamento e aproveitar a vista no por do sol. Afinal, toda viagem merece um descanso.

Você chega à capital da província de Huila, Lubango. Logo você percebe que a presença de pessoas brancas ali é muito maior em comparação às outras cidades da região. Sua pesquisa te leva diretamente ao Instituto Superior de Ciências de Educação da Universidade Agostinho Neto. Dois professores se dispõe a atendê-lo: uma de história e um de pedagogia. Com quem quer falar?

PROFESSORA DE HISTÓRIA – “Lubango é uma cidade peculiar na região. Normalmente as cidades do interior de Angola não tiveram uma colonização tão marcante quanto as do litoral, mas em Lubango foi diferente. Tanto que Lubango é a província mais “branca” de Angola. Talvez por conta de se situar em uma das regiões mais altas de Angola e ter um clima temperado frio, fato é que a colonização por europeus já está para completar seus 200 anos. Faz pouco mais de 50 anos que Lubango virou cidade. Isso só aconteceu quando o Caminho de Ferro de Benguela alcançou o planalto.” A professora insiste que você fique mais um dia para que ela possa te entrevistar também. Fique sem jogar na próxima rodada.

PROFESSOR DE PEDAGOGIA – “Apesar dos graves problemas de educação que temos na província de Huila, especialmente com os grupos étnicos mais isolados, Lubango se destaca nesta questão. Ela foi uma das primeiras cidades do interior a instituir o ensino de segundo grau, provavelmente por conta do crescimento industrial que a cidade teve, especialmente com a chegada do Caminho de Ferro de Benguela. Apesar disso, nossa cidade vive um clima de constante tensão, especialmente depois que a MPLA permitiu que a SWAPO, South West Africa People’s Organization, instalasse aqui uma base para preparar seus ataques na Namíbia. E não só eles, mas muitas tropas do governo e tropas cubanas se reúnem aqui.”

Sua viagem te leva ao centro de uma das regiões mais conflituosas: Huambo. Através do Caminho de Ferro de Benguela, você chega à capital, sitiada pelas tropas do governo e tropas cubanas. A cidade esta destruída e todos os cidadãos parecem assustados. Um soldado cubano dá instruções aos recém-chegados perto de você. Não muito longe, você vê um pequeno grupo da Cruz Vermelha chegando, carregando um ferido. Com qual deles você vai querer falar?

SOLDADO CUBANO – “Não se preocupe, você está a salvo. Este é o único lugar seguro de Huambo. Além da capital, todo o resto está sob controle da UNITA, mas temos conseguido manter o controle desta cidade. Quando o líder da UNITA, o tal de Jonas Savimbi declarou guerra ao governo da MPLA, ele invadiu a cidade e após uma guerra sangrenta os cidadãos foram massacrados em massa e os sobreviventes tiveram que fugir. Mas nós, da força expedicionária cubana, conseguimos retomar a cidade e também estamos retomando outros centros importantes da região para a MPLA. Agora que os cidadãos começam a voltar, especialmente agora que algumas organizações começaram a mandar ajuda humanitária para cá.”

CRUZ VERMELHA – “Apesar do que dizem os soldados, a coisa aqui está muito séria. Eles podem ter conseguido montar bases avançadas com a ajuda dos exércitos cubanos, mas a cidade está praticamente isolada do mundo. A UNITA domina todos os territórios ao redor, inclusive as rotas de viagem. E se não bastasse dominar as rotas, encheram os campos de minas terrestres. Este que acabamos de trazer é apenas mais uma vítima das minas. Isso tem dificultado até mesmo o nosso apoio, pois a única forma segura de recebermos materiais e voluntários é através de avião, mas os aviões conseguem pousar por aqui em qualquer lugar. E a cada dia, chegam mais e mais pessoas em busca de nossa ajuda. Acho que vocês deveriam sair daqui, temos uma ambulância partindo agora, vá e siga viagem!” Você entra na ambulância e segue viagem. Avance uma casa.

A viagem de seu grupo é interrompida por tropas da MPLA, alertando sobre o perigo do caminho que tomavam. Eles afirmam que a região está repleta de minas terrestres e que é melhor retornar a Huambo e tomar outro caminho. Volte uma casa.

Na viagem pelos campos de Huambo, seu grupo acaba sendo capturado pelas tropas da UNITA. Vocês são levados para Bailundo, onde está o Quartel General do líder da UNITA, Jonas Savimbi. Um soldado da UNITA te acompanha de perto. Mais a frente você vê uma banca de frutas, onde o vendedor ajeita sua mercadoria com cuidado. Você não pode ir muito longe, então o jeito é conversar com um dos dois. Qual você vai escolher?

SOLDADO – “Não sei o que vocês vem fazer aqui em Angola. Os que vem de fora só vem atrapalhar, como aqueles cubanos e russos. Eles só querem nos explorar! Savimbi irá instaurar um sistema justo em Angola com a ajuda dos Estados Unidos. Teremos uma República Negra legítima. Mas antes temos que tirar aqueles interesseiros “socialistas” do MPLA do poder. Isso tudo não tem nada a ver com vocês estrangeiros. Isso aqui será feito por nossas mãos, as mesmas mãos que fizeram o solo de Angola dar frutos! É melhor saírem daqui o quanto antes.” A receptividade em Bailundo fica cada vez pior e os guias conseguem negociar para que seu grupo seja solto, mas deixe a província de Huamba imediatamente. Avance um ponto.

VENDEDOR – “Se você acha que a guerra civil é a única coisa que nos preocupa, está enganado. Aqui em Bailundo, não estamos apenas protegidos da MPLA, mas também somos uma das últimas regiões que não estão sendo destruídas desflorestadas. A cada dia que passa fica mais difícil conseguir frutas de qualidade! Com a demanda de comida que a guerra gera, os donos de terra estão fazendo queimadas para plantar. Além disso, Esse Caminho de Ferro de Benguela tem demandado muita madeira, além de precisar abrir caminho para sua ferrovia. A cada dia que passa, mais áreas são desflorestadas!”

Você chegou à cidade de Benguela, capital da província de mesmo nome. Ali está a Estação Central do Caminho de Ferro de Benguela. Um trem para Lobito está para partir e seu grupo decide aproveitar. Siga para o próximo ponto.

Você chega ao porto de Lobito, uma cidade em plena construção e expansão. Extremamente movimentado e dinâmico o porto parece conduzir toda a atividade da cidade. Perto de você está um marinheiro. Mais adiante está um pedreiro descansando em seu horário de almoço. Você vê também um executivo chegando ao porto. Com qual deles você quer conversar?

MARINHEIRO –Não tenho muito tempo pra conversar, pois meu navio sai daqui a pouco... Desde que concluíram o Caminho de Ferro, esse porto recebe carregamentos desde a outra costa da África. Esse é sem dúvida o principal porto de Angola! Isso mesmo, esta ferrovia sai daqui da margem do Atlântico e vai até o Índico, atravessando o Congo, a Zâmbia e Moçambique. Mas alguns boatos dizem que terão de suspender o funcionamento da CFB por conta das destruições por todo o país.”

PEDREIRO – “Desde que vim pra cá, a única coisa que faço é trabalhar... Pois é, minha terra é Huambo, mas desde que meu povo decidiu apoiar Savimbi, nós, os ovimbundos tivemos quase todas as nossas terras transformadas em campos de guerra. Não foi só eu que fugi de lá, muitos vieram pra cá, pra Benguela também. Alguns foram até pra Luanda. Somos quase que 1/3 da população de Angola... Não é a toa que esta cidade está crescendo tanto! E pra sobreviver, nós é que estamos construindo-a.”

EXECUTIVO – “Quanto mais essa cidade crescer, melhor. E pensar que ela começou a existir pra valer há menos de um século! Ela tem recebido tudo quanto é tipo de carga, desde minérios e grãos até produtos industrializados através de seu porto. Já começamos a investir em indústrias e em breve teremos capacidade para competir com a capital Luanda. Já até alcançamos a marca dos 100.000 habitantes! Somos a primeira cidade depois da capital”. O executivo te convida a viajar com ele no trem de luxo do CFB. Vá para o próximo ponto.

Você atravessa diversos campos de sisal, deixando um cheiro característico no ar, o mesmo que habita na cidade logo afrente: Cubal. A cidade é banhada por um rio de mesmo nome e ali chega o Caminho de Ferro de Benguela. Na estação de Cubal, um trem acaba de chegar. Após quase todos descerem do trem, você vê um pequeno grupo de freiras botar os pés em Cubal. Logo atrás, desce o maquinista, talvez para descansar um pouco da viagem. Com quem deseja falar?

FREIRA – “Olá meus filhos, é a primeira vez que chegam a Cubal? Nós também! Somos teresianas e viemos aqui fundar uma missão, aproveitando a boa posição desta cidade, especialmente agora que o trem a liga diretamente a Lobito. Queremos fundar um hospital aqui. Essa guerra tem deixado tantos feridos e cortado os recursos a tantos inocentes que se não ajudarmos, quem ajudará? Que tal nos ajudarem a levar nossa bagagem?” A missão das irmãs teresianas ficava cerca de 3km do centro da cidade e você gasta o dia todo nisto. Elas ao menos te dão lugar para passar a noite. Perca um turno.

MAQUINISTA – “Esse cheiro nunca muda! Essas plantações de sisal ao redor de Cubal são apenas um exemplo de como essa cidade é uma importante exportadora de material prima. Sempre que venho com trem de carga, ficamos um dia inteiro carregando os produtos que saem daqui, ainda mais que agora o Caminho de Ferro liga Cubal diretamente a Lobito. Mas não sei quanto tempo isso vai durar, pois as estradas de ferro estão cada vez em pior estado por conta dos danos da guerra. Mas se tudo continuar do jeito que caminha, esta cidade ainda tem muito a crescer!”.

Você esta na província de Ambaca. Ao chegar ao local vê aldeamentos familiares que tentam prosperar com alternativas tímidas de agricultura. A região foi devastada e a sua agricultura não conseguiu prosperar graças às guerras de independência e as lutas da guerra civil. Um senhor aproxima-se para falar com você:


“Agora que as tropas da UNITA desistiram de avançar até Luanda, conseguimos uma trégua na região e começamos a plantar alguma coisa. Graças às guerras a nossa região, que é essencialmente agrícola, ficamos sem renda e sem comida... Enfim, espero que agora os negócios prosperem! Meus filhos estão indo transportar mandioca até o Dondo, pode ir com ele se quiser!” Você aceita a carona e avança uma casa.

Chegamos a Kwanza-norte. Na cidade do Dondo, no município de Cambambe, situa-se a fábrica da EKA, uma das cervejarias mais apreciadas do país. Curioso, você quer conhecer a fábrica e apreciar a famosa cerveja. Você se “esquece da vida”, apreciando a EKA. Fique a próxima rodada sem jogar curtindo a sua cerveja EKA.


A cidade de Sumbe está com obras em muitos lugares. A notícia é que, após a pacificação investimentos vão começar a vir para a província. As pessoas estão alegres, com a construção de uma nova escola e um hospital. Você encontra uma moradora e decide fazer perguntas sobre a província:

“Ah, estou feliz que a guerra está longe de acontecer por aqui agora. Investimentos estrangeiros e nacionais não param de surgir! Queremos tornar a cidade de Sumbe uma província turística. Temos regiões maravilhosas, só precisamos de investimento. É uma pena que no interior da região os investimentos não chegaram. A maioria da minha família é do interior e ainda estão sofrendo muito... Estou indo visitá-los, você pode ir comigo olhar essa outra realidade!” Você aceita o convite e avança uma casa.

A situação política no Cassongue anda complicada. A região não sofre com a guerra civil, no entanto, as eleições se aproximam e o MPLA e a UNITA estão competindo a presidência. O MPLA está perdendo a popularidade na região devido às promessas não cumpridas. Você quer se inserir no cenário e descobrir o que está acontecendo, com quem desejam falar?


Militante da UNITA - “Não é a toa que somos a principal oposição partidária! Essa máscara socialista do MPLA não engana o povo! Nós, como protesto, estamos até saindo da cidade e indo em direção á próxima província para mostrar que as promessas do MPLA não estão sendo cumpridas e que cada vez mais estamos às moscas! Nosso plano de governo liberal é a solução para o país! Venham conosco!”. Você une-se à marcha e avançam uma casa.

Militante do MPLA - “Nosso partido está desde dos anos 80 no poder, no entanto, precisamos de tempo. Angola possui diversas províncias e umas até mais abaladas que Kwanza-Sul, como por exemplo Bié... Nosso governo sempre procurou à igualdade entre todos e não é à toa que fomos a principal frente de luta ao governo português. Dizem que nossos políticos são sanguessugas do povo, mas isso é mentira! Somos um partido de esquerda!”

Você chega à província de Cabinda pelo Porto de Cabinda. Conversando com funcionários do porto você descobre que Cabinda, embora seja uma província de Angola, não está ligado fisicamente ao resto do país. Por isso denominada como enclave. Em Cabinda surgiram grupos que lutavam contra a dominação portuguesa, porém buscavam a independência separada daquela pretendida pelos movimentos de Angola. Estes grupos em 1962 formaram a Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), e em 1967 constituíram o Governo de Cabinda no Exílio. Ainda hoje há embates políticos e, às vezes, físicos entre a FLEC e o MPLA.

Você está no Hotel Cabinda. Chegando ao hotel você conversa com o guia local e pergunta sobre a província. O guia alerta sobre a FLEC (Libertação do Enclave de Cabinda) e a ameaça de possíveis embates contra o MPLA na região. No entanto, haverá uma expedição turística para conhecer as principais atividades econômicas do local. Um trajeto pelas florestas, onde será possível observar a exploração de madeira ou um percurso até o litoral para saber mais da exploração de petróleo. O que prefere fazer?

EXPEDIÇÃO PELAS FLORESTAS - A viagem segue normalmente pelas florestas quando um grupo armado da interrompe o trajeto. Os turistas temem por um sequestro, mas os integrantes da FLEC apenas obrigam que o ônibus saia da província. Assustados, todos decidem ir para o Zaire, avance uma casa.

TÁXI PARA O LITORAL - Durante o trajeto, o taxista te explica que 70% do petróleo explorado em Angola vêm de Cabinda. Chegando ao litoral, entretanto, você fica decepcionado. As empresas estrangeiras que exploram o petróleo são pouco amistosas e não deixam você conhecer melhor o processo de extração. Decepcionado com a visita você decide voltar para o hotel.

Você está viajando de caminhão com seu guia por uma estrada de terra da província de Zaire. Esta província possui graves problemas de infraestrutura. Há deficiência de escolas, equipamentos de saúde e rodovias. A população vive da agricultura de subsistência e da pesca artesanal. Em um determinado trecho a estrada sofre uma bifurcação. Você prefere seguir para esquerda ou para direita?

DIREITA - Você segue pelo caminho da direita e após alguns quilômetros você se defronta com um curioso fenômeno. Centenas de famílias estão percorrendo a estrada. Você descobre que a população de Zaire vem aumentando nos últimos anos com o retorno de refugiados da guerra civil que estavam na República Democrática do Congo. O grupo de pessoas retarda sua viagem. Na próxima vez que jogar, subtraia dois do resultado dos dados.

ESQUERDA - Seguindo pela estrada da esquerda você passa por um antigo quartel português. O quartel está abandonado, mas seu guia explica que ele foi construído ali na época da guerra de independência. Está situado próximo a fronteira com a República Democrática do Congo (antiga República do Zaire), pois os portugueses visavam conter a entrada de guerrilheiros da FNLA. A FNLA tinha grande apoio da República Democrática do Congo.

Em suas andanças pelo interior da província você encontra um comboio de pesquisadores do governo do MPLA, eles lhe contam que o interior da província está sendo todo mapeado para a exploração de minerais, acredita-se que o solo seja rico em ferro e diamantes, e que possa ser explorado para o desenvolvimento econômico da região. No entanto, pelos riscos que a guerra civil oferece eles decidem prosseguir viagem o mais rápido possível e te oferecem uma carona até a capital. Avance uma casa.

Você estava andando pela cidade de Kuito, uma das mais atingidas pela guerra civil. Bié está sendo controlada fortemente pelo UNITA, a União Nacional pela Independência Total de Angola. A população de Kuito, capital da província, está submetida a bombardeamentos diários. Durante a sua estadia um forte bombardeamento acontece! À quem deseja pedir socorro?


OFICIAL DA UNITA: “O que vocês estão fazendo aqui? Precisam sair depressa! O MPLA não para de nos bombardear, não podemos receber turistas! Temos que evitar o comunismo à qualquer custo! Para isso estamos com a ajuda de americanos no local, que podem te escoltar para regiões seguras!”


Você volta uma casa para o interior da província.

MORADOR - “Venha! Corra para o meu esconderijo! Vocês não deveriam estar aqui... Nossa cidade está em ruínas e estamos vivendo em condições deploráveis. Espero que logo que a guerra civil acabe, tudo fique bem por aqui. Mas fique até o bombardeio passar e prossiga sua viagem.”

Na altura da cidade de Cunhinga uma ponte que fica sobre o rio Kwanza foi danificada pelo ataques da guerra civil, acabou caindo e você ficou sem ter como seguir viagem, terá que esperar um transporte alternativo. Fique uma rodada sem jogar.

Você está em Bengo, província que, pela proximidade com Luanda, sofreu influência portuguesa de uma maneira direta durante a época colonial. Você chega à vila de Nambuangongo, onde você encontra uma igreja de arquitetura colonial que está abandonada. Um velho senhor está na igreja e lhe conta um pouco mais:


“Olá, essa Igreja era símbolo do poder colonial aqui. No início de 1960, movimentos de libertação conseguiram expulsar os portugueses da vila. Mas, devido ao nosso local estratégico, os portugueses vieram e realizaram um grande massacre aqui e retomaram-na. Foi horrível, perdi muitos familiares. Dou graças à Deus por não termos mais esse domínio português.”

Você chegou em Dande, um dos municípios de Bengo. A cidade é pequena e você decide parar para comer algo. Ao chegar no restaurante duas pessoas demonstram curiosidade: uma moça jovem sentada no balcão e uma outra mulher que almoça. Com qual delas deseja falar?

MOÇA JOVEM SENTADA NO BALCÃO - “Oi, você é turista? Aqui é tudo tão parado. Antes de abrir o restaurante, minha família morava na região rural de Bié. No entanto a fazenda foi destruída por causa da guerra. MPLA e UNITA se enfrentaram muito. Saímos do campo e estamos na cidade. O campo é muito perigoso. Bengo e Luanda foram pouco atingidas pela guerra. Meu pai está oferecendo um jantar para vocês, porque não ficam e viajam no dia seguinte?” Você aceita o convite e fica uma rodada sem jogar.

MULHER ALMOÇANDO - “Estou indo para Caxito pelo MPLA. No entanto, apesar de ser o atual partido no poder, não vivemos em um país socialista. Quase 40% da população vive abaixo da linha de pobreza. Eu luto muito na guerra civil, pelo MPLA, na esperança de uma nação igual. Mas uma guerra civil que dura mais que 10 anos? Já é demais! Estamos deixando cada vez o país mais pobre e desigual. Ah, mas você quer ir comigo até a capital?” Você aceita e avança a próxima casa.
Você está em Caxito, principal cidade de Bengo. Ao passear decide entrar em uma escola da região, para conhecê-la. Ao chegar lá uma professora conversa com você:

PROFESSORA: “Olá, sou professora do colégio de Caxito. Quando o MPLA, atual partido no poder, assumiu o governo todo nosso conteúdo escolar foi mudado. Antigamente não sabíamos nada sobre escravidão, não sabíamos o porquê existiam negros no Brasil, entende? Quando o partido assumiu ganhamos outra dimensão da história. Foi difícil até pra mim compreendê-la. Estamos em excursão para Luanda, quer ir conosco?” Você aceita e avança uma casa.

Você chega em  M'Banza Kongo, capital da província de Zaire, com muita fome e decide parar em um restaurante. Você senta a mesa com um dos poucos apoiadores da FNLA, que te conta um pouco do fundador da FNLA.

“Foi nesta cidade que nasceu Holden Roberto, fundador da Frente Nacional de Libertação da Angola (FNLA). Ainda novo, Holden foi com a família para República Democrática do Congo onde estudou e trabalhou em um ministério, estabelecendo relação com o presidente daquele país, Mobutu Sese Seko. Iniciou a sua atividade política em 1954 com a fundação da União dos Povos do Norte de Angola (UPNA), mais tarde designada UPA. Em 1962 fundou a FNLA. Se a história tivesse sido diferente, hoje teríamos aqui um monumento a Holden Roberto.”

Você chega à província de Uíge. Porém, a principal estrada está interditada, pois está em reforma. Como você não conhece o local decide pedir informação sobre como seguir viagem. Você entra em um bar, localizado na beira da rodovia, onde você encontra duas pessoas: um senhor no balcão, que parece ser o dono do estabelecimento. E um moço uniformizado em uma das mesas. Com quem prefere falar?

SENHOR DO BALCÃO - O senhor te conta que é um dos poucos portugueses que ficaram em Angola após a independência. Explica que aquela estrada costumava ser rota da produção de café na época em que Uíge era responsável por 2/3 da produção de café em Angola. Após as duas guerras, tanto a produção de café como a estrada ficaram comprometidas. O senhor, que mora ali há muito tempo, te explica como prosseguir por outro caminho e você segue viagem.



MOÇO UNIFORMIZADO - O rapaz uniformizado te conta que trabalha na empresa multinacional que está reformando a estrada. A empresa é responsável pela construção de dezenas de estradas e outras construções no país. Ele não é dali, mas te explica que a empresa está fornecendo transporte gratuito para a próxima cidade. Avance uma casa.

Você chega ao município de Uíge, capital da província de Uíge. Seu guia te explica que na época colonial a cidade era uma das principais produtoras de café, o que lhe proporcionou certa prosperidade. Devido a sua relativa importância econômica e por estar próxima a República Democrática do Congo, a capital de Uíge foi escolhida pela FNLA para iniciar seus atos de guerrilha com objetivos anticoloniais.


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