Partido Comunista Português



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Encontro23.07.2016
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Partido Comunista Português

Em 1921, as ideias da revolução bolchevique russa (1917) fazem nascer o seu representante em Portugal: o PCP, fundado por Bento Gonçalves. Fundação do partido, a partir da Federação Maximalista Portuguesa de Manuel Ribeiro. A reunião fundadora tem lugar na sede da Associação dos Empregados de Escritório (16 de Março de 1921). O Estado Novo quase o destruiu, mas a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial deu novo alento à oposição ao Salazarismo e o PCP reorganizou-se em torno de Álvaro Cunhal.

Entre 10 e 12 de 1923 realiza-se o I congresso do PCP. Eleito um comité central dominado por Carlos Rates. È apresentada uma tese, não discutida, sobre a venda das colónias à Inglaterra para se resolver o défice do Estado. Participa Humbert Droz, delegado da Internacional Comunista.

Carlos Rates em “O Comunista” de 8 de Dezembro de 1923 defende uma ditadura das esquerdas contra a ditadura dos direitos. Os comunistas são, então, partidários de uma revolução imediata, porque o povo português, na sua maior parte, é uma massa apática e indiferente. Quem dominar em Lisboa, domina o país inteiro. Prevê-se a instalação de uma ditadura das direitas e que no dia seguinte à instalação desta, toda a população está com os vencedores, do mesmo modo que, três meses depois todos estarão contra a ditadura, considerada uma prova pela qual teremos de passar.

A revolta abortada em 28 de Agosto de 1924, no Castelo de S. Jorge, foram presos 8 comunistas e 1 radical. Esboça-se, em 25 de Janeiro de 1925, a criação de uma frente comum de apoio ao governo, com socialistas, comunistas, CGT e Federação Nacional das Cooperativas.

O Estado Novo e o PCP exerciam enorme fascínio sobre as gerações mais jovens com consciência política: é a época do MUD (Movimento de Unidade Democrática) e do MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista) e, por isso, o PCP sofreu com a clandestinidade, a prisão e a tortura. A candidatura de Humberto Delgado (1958), o golpe de Botelho Moniz e o assalto ao Santa Maria, provaram a existência de uma oposição não comunista. Contudo o “Avante!” era o jornal oposicionista mais lido, embora traduzisse uma adesão fiel ao regime soviético. Fundação do partido, a partir da Federação Maximalista Portuguesa de Manuel Ribeiro.

Com o 25 de Abril de 1974, o PCP é legalizado e Cunhal regressa ao país para promover as nacionalizações, a reforma agrária, o sindicalismo unitário e a contestação da democracia representativa: é o Verão Quente de 1975.

O 25 de Novembro relegou o PCP para a oposição parlamentar, oscilando a obtenção de sufrágios entre 16 e 9 porcento (1991), através da FEPU (Frente Eleitoral Povo Unido), APU (Aliança Povo Unido) e CDU (Coligação Democrática Unitária).

Com a Perestroika de Mikhail Gorbatchev, o PCP conhece novas dificuldades: as dissidências de Zita Seabra, Barros Moura, Vital Moreira, José Magalhães, entre outros. O apoio ao Golpe de Agosto de 1990 (Rússia) e a idade avançada de Cunhal questionam o seu futuro.

A eleição de Carlos Carvalhas como secretário-geral (1992) parece garantir a continuidade e a importância do PCP nas autarquias (Alentejo e área de Lisboa) e no sindicalismo (CGTP-IN).



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A.C. Magalhães, A.S. Nunes, C.E. Alves





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