Paul Bodier e Henri Regnault Gabriel Delanne sua vida, seu apostolado e sua obra Gabriel Delanne (1857 1926)



Baixar 274.46 Kb.
Página4/7
Encontro18.07.2016
Tamanho274.46 Kb.
1   2   3   4   5   6   7

Capítulo III

O Espiritismo e os sábios

Arago


Opinião do célebre Arago, considerado o maior sábio do século XIX e que, assistindo aos começos do Espiritismo, exclamava, em presença do caráter maravilhoso dos fenômenos:

“Àquele que, fora das matemáticas puras, pronuncia a palavra impossível, falta-lhe prudência.”


William Crookes


Opinião de William Crookes, célebre físico inglês, que descobriu o tálium, tornou conhecido o estado radiante, inventou o radiômetro, experimentou os raios catódicos e facilitou o estudo dos Raios X (tubos de Crookes):

“Tendo me assegurado da realidade dos fenômenos espíritas, seria uma covardia moral recusar-lhes meu testemunho.”

Após seis anos de experiência sobre o Espiritismo, durante os quais imaginou numerosos aparelhos destinados a permitir controle científico e registrar os fenômenos, William Crookes escreveu a propósito desses fatos espíritas:

“Não digo que isso é possível; digo que existe.”


Oliver Lodge


Opinião de Oliver Lodge, outro grande físico inglês, cujos trabalhos no domínio da eletricidade, notadamente a teoria dos íons, são ensinados no mundo inteiro:

“Falando por minha conta e com todo o sentimento de minha responsabilidade, constatei que, como resultado de minha investigação no psiquismo, adquiri, após longo tempo e gradualmente, a convicção, e estou agora convencido, após mais de 20 anos de estudos, não apenas que a continuidade da existência pessoal é um fato, mas que uma comunicação pode ocasionalmente, com dificuldade e em condições especiais, nos chegar através do Espaço.”

Esse assunto não é dos que permitem uma conclusão fácil; as provas só podem ser conseguidas por aqueles que a elas consagram seu tempo e um estudo sério.”

Prosseguindo suas pesquisas, esse ilustre sábio, que é, ao mesmo tempo, Reitor da Universidade de Birmingham e membro da Academia Real, escrevia ainda:

“Eu me considero espírita, porque aceito os fenômenos como realidade.”

Num de seus mais belos livros, A Sobrevivência Humana, pode-se ler:

“Os testemunhos em favor da sobrevivência do homem, isto é, em favor da continuidade da inteligência humana e da personalidade individual além da morte do corpo, têm sido acumulados e tendem agora a se tornar irrefutáveis.”

Afinal, após 30 anos de pesquisas e de experiências, Sir Oliver Lodge foi levado a formular esta frase capital, num discurso pronunciado em Walmorth, a 22 de novembro de 1914:

“Minha conclusão é que a sobrevivência está cientificamente comprovada por meio da investigação científica.”

O livro Raymond ou A Vida e a Morte, no qual o grande sábio inglês confirma todas as suas convicções espíritas a propósito dos fenômenos que se seguiram à morte de seu filho, teve retumbantes efeitos no mundo inteiro. O eminente físico escreveu em seu prefácio:

“A perspectiva de prestar serviço me faz desprezar facilmente as zombarias daqueles a quem me exponho. Tenho a esperança de consolar algumas almas aflitas, dando-lhes a certeza de que é possível se comunicarem com os que estão do outro lado do abismo.”

Cesare Lombroso


Opinião do Professor Lombroso, da Universidade de Turim, ilustre criminalista italiano, que combateu por muito tempo as teorias espíritas, mas concordou em estudá-las:

“Sou forçado a formular minha convicção de que os fenômenos espíritas são de uma enorme importância e que é dever da Ciência dirigir sua atenção, sem prevenções, sobre essas manifestações.”

Esse sábio emitiu ainda este testemunho preciso:

“Tratam o Espiritismo de fraude, o que dispensa comentário. Estou confuso por ter combatido a possibilidade dos fenômenos espíritas.”


Alfred Russel Wallace


Opinião do naturalista Russel Wallace, rival de Darwin e presidente da Sociedade Inglesa de Antropologia:

“Eu era um materialista tão completo e tão convicto, que não podia haver em meu espírito qualquer lugar para uma existência espiritual. Os fatos, porém, são coisas obstinadas e me convenceram. Os fenômenos espíritas são tão comprovados como os fatos de todas as outras ciências.”


Camille Flammarion


Opinião de Camille Flammarion, o célebre astrônomo francês, cujos trabalhos notáveis permitiram a vulgarização da ciência astronômica em todos os meios:

“Não vacilo em dizer que aquele que declara os fenômenos espíritas contrários à Ciência não sabe do que fala. Com efeito, na Natureza não há nada oculto ou sobrenatural; há o desconhecido, mas o desconhecido de ontem se torna a verdade de amanhã.”

É oportuno lembrar aqui que Camille Flammarion publicou, alguns anos antes de sua morte, uma obra em três volumes intitulada A Morte e o seu Mistério, verdadeiro monumento para a glória do Espiritismo, na qual o Mestre acumula fatos precisos de observações ou de experiências.

William Barrett


Opinião do Professor Barrett, da Universidade de Dublin:

“Sem dúvida, de nossa parte, cremos que há alguma inteligência ativa atrás do automatismo (escrita mecânica, transes e incorporações) e, além disso, uma inteligência que é mais provavelmente a pessoa morta, que afirma ser o que não podemos imaginar.

É impossível achar outra solução para o problema dessas mensagens e dessas correspondências cruzadas, sem imaginar uma tentativa de cooperação inteligente entre certos espíritos desencarnados e os nossos.”

Hans Driesch


Opinião do Professor Hans Driesch, titular da cátedra de Filosofia, na Universidade de Leipzig:

“Não pode ser negado que há fatos de Parapsicologia que são capazes de tornar a hipótese espírita materialmente (e não mais simplesmente, logicamente) possível e mesmo provável.”


M. C. Varley


Opinião de M. C. Varley, engenheiro chefe das Companhias de Telégrafo Internacional e Transatlântico, inventor do condensador elétrico, que permitiu resolver o problema do telégrafo submarino:

“O ridículo que os espíritas sofreram parte dos que não tiveram coragem nem interesse em fazer algumas pesquisas antes de atacar o que ignoram.”

E numa carta a Crookes, Varley acrescenta:

“Não conheço o exemplo de um homem de bom senso que, tendo estudado com cuidado os fenômenos espíritas, não se haja rendido à evidência.”


Duclaux


Opinião de Duclaux, diretor do Instituto Pasteur, numa conferência feita no Instituto Geral Psicológico:

“Não sei se vocês são como eu, mas esse mundo povoado de influências que nós sofremos sem o conhecer, penetrado desse “quid divinum” que adivinhamos sem ter o detalhe, pois bem, esse mundo do psiquismo é mais interessante do que aquele no qual está confinado nosso pensamento.

Tratemos de abri-lo às nossas pesquisas: lá existem imensas descobertas a fazer em proveito da humanidade.”

* * *

Os homens de ciência que concluíram em favor do Espiritismo – após tê-lo seriamente estudado, com a mesma atenção, a mesma paciência e a mesma liberdade de pensamento que usaram para estudar as outras Ciências – são cada vez mais numerosos.

Não os podemos citar todos. Muitos deles registram seus trabalhos em obras pouco conhecidas. Como exemplo, citamos:


    A. de Morgan, eminente matemático, presidente da Sociedade matemática de Londres, secretário da Sociedade Real Astronômica, que, após dez anos de experiências, condensou suas pesquisas no livro From Matter to Spirit;

    M. Barkas, membro da Sociedade de Geologia de New Castle, que escreveu Outlines of Investigation into Modern Spiritualism;

    Hodgson, Professor da Universidade de Oxford, que publicou suas convicções em Spirit Identity;

    Robert Hare, Professor de Química na Universidade da Pensilvânia, autor da obra Recherches Expérimentales sur les Phénomènes Spirites;

    Fredrich Myers, autor da magnífica obra La Personnalité Humaine et sa Survivance;

    o professor de Geologia Denton; os doutores Georges Sexton, Chambers e James Gully.



Os fatos foram também estudados na França, na Rússia, na Itália e em outros países por muitos experimentadores científicos que lhe confirmaram a exatidão.

Camille Flammarion, Paul Gibier, Gabriel Delanne, Gustave Geley, Léon Denis, etc., publicaram obras com autoridade, e a literatura espírita aumenta todos os dias de forma notável.

Sobre o benefício da realidade material do fenômeno espírita, deve-se assinalar as fundações, em Paris, de Jean Meyer: o Instituto Metapsíquico Internacional, reconhecido de utilidade pública, e a “Maison des Spirites”, que, sob a direção esclarecida de eminentes pesquisadores, estudam metodicamente as manifestações da mediunidade sob todas as formas.

Não se pode falar das relações entre o Espiritismo e os sábios sem destacar notáveis trabalhos do professor Crawford, do Colégio de Belfast, que, ele próprio, nitidamente concluiu pela intervenção de entidades diretoras nos fenômenos do Espiritismo.

Na Itália, o astrônomo Porro, o professor Santoliquido, Ernesto Bozzano; na Rússia, os professores Aksakof, Ochorowicz, etc., trouxeram sua preciosa contribuição à causa espírita.

1   2   3   4   5   6   7


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal