Paul Bodier e Henri Regnault Gabriel Delanne sua vida, seu apostolado e sua obra Gabriel Delanne (1857 1926)



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Discurso de Léon Denis


Sob a presidência do Dr. Josset, sendo secretários Chaigneau e Gabriel Delanne.

Após o discurso de Gabriel Delanne, sobre a “Existência de Deus”, a palavra é então dada a nosso irmão Léon Denis, vindo de Tours.


Após ter descrito a situação moral que o ceticismo, de um lado, e a superstição cega, do outro, fazem à sociedade moderna, Delanne demonstrou o que poderiam realizar as forças sociais, essas imensas forças, infelizmente esterilizadas pelo ódio, no dia em que elas fossem fecundadas pela lei, pela fé esclarecida, racional, a fé que o conhecimento da filosofia espírita pode oferecer aos homens.

Diante dos males que ameaçam o mundo, entregue aos assaltos do materialismo e das paixões brutais, todo espírita precisa compreender que lhe cabe uma grande tarefa.

A primeira, dentre todas, vemos no objetivo da vida, discernimos nas leis que regem a evolução dos seres, possuímos esse tesouro inesgotável de consolação, de verdades que confortam as almas, estimulando-as na senda do bem, do progresso intelectual e moral.

Nossa responsabilidade é proporcional à extensão de nosso saber, de nossos conhecimentos.

Temos o dever de comunicar a todos as verdades que são nosso tesouro, de propagar para o mundo esse ensino regenerador.

Em vão os obstáculos se acumulam à nossa frente.

Apoiados, sustentados pela legião dos espíritos de luz, combateremos com sucesso o bom combate, triunfaremos sobre as dificuldades, imporemos a todos o amor ou, pelo menos, o respeito às nossas crenças.

E que não nos falem sobre a carência de recursos e a humilde situação dos espíritas.

Todas as grandes idéias, todas as doutrinas novas foram difundidas pelos pequenos, pelos humildes – por exemplo, os primeiros cristãos.

Como eles, nós temos a fé. Mais do que eles, temos conosco a razão e os fatos. Só nos falta a união, a união dos corações e dos esforços.

Criais uma Associação que reúne todos os Grupos da França, uma Associação dirigida por homens inteligentes, experimentados, designados por eleição e que trazem, com um absoluto desinteresse material, um devotamento sem limites à causa que servimos.

Criais um poderoso Centro, que imprime um vigoroso impulso aos estudos e à propaganda do Espiritismo, um meio onde não há lugar para as dissensões, as rivalidades, as questões pessoais.

Todas as questões materiais devem desaparecer, diante da grandeza dos interesses que defendemos.

Unamo-nos, apoiemo-nos uns aos outros, fundemos uma obra de fraternidade, uma obra que agrupe num feixe nossas forças, nossos meios de ação, que os faça convergir para um fim elevado, para esse objeto constante de nossa solicitude, de nossas meditações: o progresso moral, a regeneração da humanidade.


Comentário sobre o discurso de Léon Denis


“O que não nos foi possível transcrever foi o calor, a inspiração, a majestade da linguagem do eminente conferencista. A assembléia estava presa aos seus lábios; sentia-se virar sua alma, sob os acentos emocionantes do orador. Outrossim, essa improvisação foi muitas vezes interrompida por entusiásticos aplausos.”

Fonte bibliográfica:
Foundation de l’Union Spirite Française
(
Compte Rendu, 1883)

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Estatuto da


União Espírita Francesa


E a fundação de um jornal, adotado pela
Assembléia Geral de 24 de dezembro de 1882.

Título Primeiro


Para dar novo impulso ao Espiritismo na França, um certo número de espíritas e dirigentes de Grupos, de Paris, se reuniram e formaram uma Comissão Provisória para organizar a União Espírita Francesa.

Título Segundo


Art. 1º – A União tem por finalidade o congraçamento dos espíritas franceses, o estudo de todos os fenômenos espíritas e a difusão da filosofia e da moral do Espiritismo por todos os meios que as leis autorizam e, principalmente, pela publicação de um jornal bimestral, tendo por título: O Espiritismo, órgão da União Espírita Francesa.

Art. 2º – Essa Associação se denominará União Espírita Francesa. Sua sede provisória é na Galeria de Valois, 167, no Palais Royal, onde se realizarão as reuniões, na primeira sexta-feira de cada mês, às 8 horas.

Art. 3º – As questões políticas e polêmicas religiosas não serão permitidas.

Art. 4º – A União se compõe de membros titulares, honorários e correspondentes.

Art. 5º – Todos os titulares, homens ou mulheres, são elegíveis a quaisquer funções, que são eletivas e totalmente gratuitas.

Art. 6º – O ano social começa em 31 de março e as eleições administrativas serão realizadas na segunda quinzena de abril.


Título Terceiro


Art. 7º – A União será administrada por uma Comissão Central de pelo menos 30 membros, nomeados pela Assembléia Geral. Será nomeado um presidente titular, encarregado de representar a União nos relacionamentos com as autoridades.

Art. 8º – Para cada sessão a Comissão escolherá seu presidente dentre seus membros.


Atribuições da Comissão


Art. 9º – As principais atribuições da Comissão são:

1) o cuidado pelos interesses da Doutrina e por sua difusão;

2) o estudo dos novos princípios susceptíveis de entrar no corpo da Doutrina;

3) a concentração de todos os documentos e ensinos que possam interessar ao Espiritismo;

4) a expansão dos elos de fraternidade entre os adeptos das sociedades dos diferentes países;

5) a correspondência;

6) a direção do jornal, que será o órgão da Federação, também chamada União Espírita Francesa;

7) a direção das sessões da União;

8) o ensino oral e as conferências;

9) as visitas e orientações às reuniões e Grupos de Paris e dos Departamentos.

Essas atribuições serão distribuídas entre os diferentes membros da Comissão, conforme a especialidade de cada um.

Art. 10º – Para atender às despesas da União, haverá uma cotização anual de seis francos.


Do Jornal


Art. 11º – A assinatura do jornal bimestral Le Spiritisme, com oito páginas de textos, será de quatro francos por ano.

Art. 12º – Qualquer membro que faça um donativo de cinqüenta francos, adiantadamente, receberá o título de fundador.

Art. 13º – Qualquer membro que faça um donativo inferior a cinqüenta francos receberá o título de subscritor.

Art. 14º – A mensalidade não poderá ser inferior a cinco francos.

Art. 15º – O jornal será o órgão da União Espírita, que designará os membros de sua direção e redação.

Observações


Pedimos a nossos irmãos em crença que nos quiserem enviar suas adesões que observem haver em nossa obra três setores distintos:

1) Para a Federação: seis francos;

2) Assinatura do jornal: quatro francos por ano;

3) Donativos para a fundação do jornal e atividades da Federação.

As contribuições serão recebidas por:


    Delanne: Passagem Choiseul, 39 e 41

    Cochet: Galeria de Valois – Palais Royal, 167

    Lussan: Rua Richelieu, 21

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A desencarnação de Gabriel Delanne


Jean Meyer
(
Revue Spirite, março de 1926)
Nossos grandes veteranos, nossos mais caros amigos, os pioneiros da Causa em prol da qual militamos, lado a lado, nos estão deixando, um de cada vez.

Após Camille Flammarion, após Jules Potocki, um valoroso espiritista – Gabriel Delanne – acaba de deixar esta vida, a 15 de fevereiro.

O Espiritismo mundial receberá essa notícia com uma grande tristeza, uma aflição profunda.

Sem dúvida que estamos soberanamente amparados por nossas reconfortantes convicções, para aceitar com firmeza os golpes dessa “morte”, que lança, por vezes, os não-espíritas nos abismos da dor, onde nada conseguiria tirá-los.

Sem dúvida, sabemos que Gabriel Delanne já está colocado nessa pátria espiritual, cujos caminhos ele preparou para tantas almas, pelo magnífico exemplo de sua convicção, pelo admirável ensinamento de suas obras.

Temos, pela educação do espírito e pela firmeza das provas, toda a preparação necessária para receber uma tão triste notícia, de ver partir os melhores dentre nós.

Resta-nos, em nossa tristeza tão humana, a sustentação que nos dá a verdade irrefutável da sobrevivência e da continuidade do espírito consciente e ativo, muito além dos punhados de terra que os coveiros lançam sobre os túmulos.

Todavia, como nos defendermos contra uma atitude não de protesto, seguramente, porém de saudosas lembranças, sabendo que Gabriel Delanne não está mais vivo entre nós?

Um homem tão valioso para seu tempo e para seus contemporâneos, um semeador de tão úteis lições não nos deveria deixar agora.

Fazia muitos anos que ele sofria, fisicamente.

Estava doente e preso a uma dolorosa cadeira de rodas.

Para qualquer outra pessoa, menos para ele, a existência terrena teria sido apenas um martírio.

Muitos, em seu lugar, teriam pedido para sair dessa vida. Todavia, de si próprio ele tirava uma bravura que não fraquejava em nenhum instante, e sua alma, sempre bem jovem, sempre bem alerta, não se revoltava contra a adversidade dolorosa para o seu espírito.

A bem da verdade, parecia que todas as forças enfraquecidas por um corpo esgotado estavam concentradas num espírito irredutivelmente ativo e criador.

Não havia mês em que não se encontrasse em algum lugar, nas publicações espíritas, a assinatura e o pensamento encorajador de Gabriel Delanne.

No silêncio de seu retiro forçado, esse espírita sempre lutava, num ininterrupto combate, contra o erro dos incrédulos e a parcialidade dos zombeteiros, agrupava em seu derredor os que partilhavam de sua doutrina filosófica, moral e científica, e lhes prodigalizava o pão nutritivo de uma sadia massa, o alimento espiritual que fortalece as crenças entre os que a adquirem e as consolida entre os que tendem para a dúvida.

Ele preparava, compunha, publicava obra após obra.

Sabíamos que, mesmo não ignorando a situação precária de sua saúde, havia elaborado para o futuro um plano de trabalho que comportava a realização de ainda mais uma importante obra.

Ele era desses espíritas que têm o orgulho de dizer:

“Espírita sempre o fui. O tempo de minhas primeiras recordações remonta a 1860. Meu pai era espírita. Aprendi o francês ouvindo-o falar de Espiritismo, com explicações e raciocínios.

Formei minhas concepções sobre o mundo e as criaturas pela prática daqueles raciocínios.”

Entretanto, Gabriel Delanne não podia imaginar, nos dias de sua adolescência, que se tornaria um dos grandes vultos do Espiritismo kardecista em seu tempo.

O destino parecia querer conduzi-lo para outros caminhos. Jovem ainda, cursava a Escola Central das Artes e Profissões: deveria ser engenheiro eletricista.

Assim, ele já confrontava seu pensamento com as precisões da Ciência e pode-se dizer que essa formação intelectual lhe foi um auxiliar jamais esquecido, sempre utilizado no terreno onde ele devia prosseguir uma notável obra de proselitismo.

No Espiritismo de Gabriel Delanne, na elaboração de suas obras, na ordenação de sua lógica, aparece, em todas as páginas, em todas as exposições, esse aspecto da exatidão científica, esse respeito pela verdade demonstrada, esse cuidado racional de apoiar a afirmação num testemunho preciso.

Seus primeiros estudos não o desviaram das pesquisas sobre o Espiritismo experimental, do qual houvera tido comprovação na própria família.

Nos começos de 1870, dedicou-se à Doutrina, resolutamente.

Adquiriu, então, pela observação de fenômenos verificados pessoalmente, a certeza de que nenhuma concepção materialista do mundo poderia explicar esses fenômenos essencialmente psíquicos.

Desde aquele dia, começou sua pesquisa e pode-se dizer que ele pesquisava sempre, com a mesma tenacidade, com a mesma vontade inabalável, até no momento em que fechou os olhos para reabri-los sobre as perspectivas do Além.

Ele quis conhecer todos os grandes médiuns e com eles experimentar.

Sua obra é farta em relações onde presta conta daquilo que viu, fornecendo explicação bem alicerçada na Doutrina e nos fatos.

Em 1897, fundava a Revista Científica e Moral do Espiritismo. Havia publicado seu primeiro livro em 1883.

Será necessário recordar os títulos das demais?

Todas as suas obras se acham hoje entre os grandes clássicos do Espiritismo e o mundo inteiro as conhece: Pesquisa sobre a Mediunidade, A Alma é Imortal, O Espiritismo perante a Ciência, O Fenômeno espírita, A Evolução Anímica, As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, Os Fantasmas dos Vivos, As Aparições dos Mortos, A Reencarnação, etc.

Gabriel Delanne era presidente da União Espírita Francesa e membro da Comissão do Instituto Metapsíquico Internacional.

Morreu no momento em que ia escrever, para o Boletim da União, uma daquelas eloqüentes páginas que levavam a marca do mais nobre pensamento e onde ele enviava sua fraternal saudação a todos os espíritas franceses, pela próxima Assembléia Geral da União Espírita Francesa.

Infelizmente, não foi essa página que se leu no cabeçalho do Boletim, porém um necrológio.

O homem de bem, que acaba de cumprir sua tarefa neste mundo, tinha lamentado não comparecer ao Congresso Espírita Internacional, em setembro de 1925, por dificuldades de locomoção.

Sua voz, porém, lá se fez ouvir e, no instante em que redigimos estas linhas, parece-nos ser um dever elementar para com Gabriel Delanne dar-lhe a palavra e ouvi-lo ainda nos dizer o que ele afirmava com uma grande confiança, em sua bela mensagem ao Congresso, onde falava, como membro honorário da Federação Espírita Internacional:

“Amanhã, todos os homens de boa-fé serão forçosamente conduzidos ao conhecimento da individualidade humana, do princípio pensante da alma e, por conseqüência, da sobrevivência após a morte.

Nenhuma vã argumentação prevalecerá diante dos fortes testemunhos que emanam diretamente do além, onde a vida é mais real do que a da Terra.

Para todas as nossas pesquisas, não temamos pedir ao mundo invisível as informações necessárias.

Não nos esqueçamos de que uma falange de grandes sábios continua no Além a se interessar por nossos trabalhos. Eles se juntam aos Espíritos de Luz, que tomaram a direção do grande movimento de renovação moral e intelectual, tão necessário para o momento atual!

Solicitemos sua presença, com todas as nossas forças! Que eles nos inspirem!”

Fraternal apelo à Ciência dos homens e à Ciência dos espíritos. Era toda a vida de Gabriel Delanne, sintetizada em poucas palavras.

Agora, nosso grande amigo, nosso grande irmão, está do outro lado, junto aos nossos guias. Nossos pensamentos o acompanham em sua serena ascensão.

Não duvidemos de seu breve retorno para nós, a fim de sempre nos ajudar e esclarecer, porque a desencarnação lhe aumentará a capacidade espiritual.
– 0 –

Fotografias



Entrada do prédio em que está situada atualmente a


Sociedade Francesa de Estudos de Fenômenos Psíquicos.


Fundos do prédio da Sociedade Francesa de Estudos de


Fenômenos Psíquicos, com vista parcial do salão de reuniões.


Túmulo da família Delanne,


no Cemitério Père Lachaise.
FIM –


Notas:

1Várias dessas pessoas estão mortas. É mais uma razão para louvá-las aqui, associando-as à lembrança de Gabriel Delanne.

2Ver A Desencarnação de Léon Denis, Edição CELD.

3Ver a revista O Espiritismo, setembro de 1888.

4Essa observação é muito importante. Prova que uma Sociedade Espírita deve ter em sua direção pessoas instruídas e de uma rigorosa honestidade.

5Revista O Espiritismo, janeiro de 1889.

6Pormenor indicado por Gabriel Delanne a Henri Regnault.

7Gabriel Delanne se mostrou, em seguida, um adversário dessa forma de operar. “Se, dizia ele, boas sessões puderam ser obtidas na obscuridade – o que não é contestável –, entretanto é melhor não recorrer a elas e experimentar mais simplesmente em plena luz.”

8Para a cidade e para o mundo. Em toda parte. (Nota do tradutor.)

9Ver Apêndice 1, “Origem da União Espírita Francesa”.

10Revista Espírita, fevereiro de 1883.

11A Sociedade Francesa de Estudos dos Fenômenos Psíquicos continuou a se inspirar na máxima proposta por seu presidente, Gabriel Delanne.

12Naquela época, 5.000 francos representavam uma soma com a qual já se podia tentar uma operação comercial.

13Memorial redigido por Gabriel Delanne, Durville, A. Dubet e Bouvery.

14Ver Anais do Congresso Espírita de 1925.

15Ver, mais adiante, no apêndice do volume, os tópicos relativos à sua fundação, em 24 de dezembro de 1882.

16Paul Leymarie, Editor. À venda nas Edições J. Meyer. (*)

(*) Esta obra foi editada em português, pela editora FEB. (N.T.)

17Ver Tu Reviverás, por Henri Regnault, para compreender a diferença entre a resignação passiva e resignação ativa.

18Mens agitat molem: início de um verso de Virgílio, em Eneida, VI, 727, significando que um princípio espiritual anima o Universo. Emprega-se, também, para designar tudo o que determina o poder da inteligência sobre a matéria. (N.R., conforme o Nouveau Petit Larousse Illustré.)

19Essa cifra, bem entendido, foi consideravelmente aumentada depois de 1907.

20A esses nomes pode-se hoje acrescentar muitos outros. Seriam precisas várias páginas para dar uma lista mais completa.

21Os métodos de experimentação tornam-se cada dia mais nítidos e mais perfeitos.

22Essa tendência ridícula está ainda acentuada nesses últimos anos. O orgulho científico, levado ao paroxismo, não recua diante de nenhuma mudança de termos, para assegurar o benefício moral de uma pretensa descoberta nova.

23Dr. Le Bon, em A Evolução da Matéria.

24Os espíritos chegaram a esse resultado, porque W. Crookes conservou os cabelos de Katie King.

25Allan Kardec, A Gênese, capítulo XIV, “Os fluidos”.

26Este trecho foi posto em destaque pelo próprio Allan Kardec.

27Metáfora – processo pelo qual se transfere a significação própria de uma palavra para outro significado que lhe convém apenas em virtude de uma comparação mental. (N.R., conforme o Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse, de Antônio Houaiss.)

28Henri Regnault publicará mais tarde um trabalho completo sobre a obra de Gabriel Delanne. Ali encontraremos sobre a vida desse sábio filósofo alguns dados inéditos, que não foram colocados aqui. (*)

(*) Até o momento não temos conhecimento de que tal obra tenha sido escrita. (N.R.)

29Não esqueçamos que esse Prefácio foi escrito em 1897.

30Escritas em 1897, essas linhas continuam verdadeiras em 1936 e, embora o Espiritismo conte com um grande número de adeptos, a estupidez humana e a ignorância ainda não foram vencidas.

31Bonzo: sacerdote de religião budista. Figuradamente: personagem marcante, um tanto pretensioso; diz-se de um homem que, já não fazendo nada e sendo incapaz de idéias renovadoras, é, no entanto, venerado como um semideus pelos seus admiradores, hipócrita, dissimulado, sonso. (N.R., conforme os dicionários Nouveau Petit Larousse Illustré, Lello Universal e Novo Aurélio.)

32Ver, a propósito do Espiritismo na vida social, as obras de Henri Regnault: Tu viverás e A morte não existe, onde Henri Regnault expõe as razões pelas quais ele se envolve na vida pública, seguindo estritamente os ensinos de solidariedade social que decorrem do Espiritismo.

33Ver Henri Regnault, Les Vivants et les Morts, para ter a comprovação de que os prestidigitadores célebres reconheceram a realidade dos fenômenos espíritas e a impossibilidade de reproduzi-los “exatamente e nas mesmas condições”, servindo-se dos truques da prestidigitação.
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