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O que se deve saber sobre o exame neurológico

PAULO ROBERTO SILVEIRA

Médico da Assessoria de Doenças Crônicas e Degenerativas – Secretaria de Estado de Saúde – RJ


Coordenador do Programa de Epilepsia da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.
Perito Legista Neurologista Forense do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

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Introdução

Semiologia é a parte da Medicina que estuda os sinais e sintomas das doenças.

O propósito deste nosso estudo é ampliar nossos conhecimentos sobre a semiologia do sistema nervoso, visando possibilitar um diagnóstico correto, a partir dos conhecimentos de anatomia e das patologias já estudadas. Podemos, assim, dizer que a semiologia possui uma parte teórica (conhecimento das diversas síndromes neurológicas) e uma parte prática, de pesquisa com o paciente. Ressaltamos a importância do exame neurológico bem feito com as técnicas corretas de pesquisa, de modo que os exames complementares sejam, como o próprio nome diz, subsídios ao nosso diagnóstico, e não condição primeira.

Trataremos aqui basicamente do exame neurológico do paciente adulto, sendo a semiologia da criança um capítulo à parte no enfoque atual do estudo na Neurologia.


Dividiremos nosso estudos em três partes: anamnese, exame físico e exame neurológico, dando maior atenção ao que julgamos importante ressaltar.

1. Como é feita a anamnese e o exame físico na semiologia do sistema nervoso?
Anamnese


  • Idade, cor, sexo, naturalidade, profissão.




  • Queixa Principal: usar as palavras do paciente




  • História da doença atual: início e modo de instalação. Dirigir a história quanto à evolução (lenta em doenças musculares progressivas, progressiva em tumores e doenças degenerativas, surtos em esclerose múltipla, paroxística em epilepsia, enxaqueca e histeria); sono, perdas de consciência, etc.




  • História física : gestação, parto e desenvolvimento psicomotor.







  • História pessoal: habitação e alimentação (avitaminoses, neuropatias carenciais) vícios, trabalho e condições emocionais (histeria e simulação).




  • Antecedentes familiares: lembrar patologias hereditárias como esclerose tuberosa, Degeneração Muscular progessiva, Hundington, doença de Wilson, corino de Andrade, etc.


Exame físico

Faz parte da semiologia neurológica um exame físico cuidadoso, visto não ser o sistema nervoso uma entidade isolada e fazer parte de um todo, o corpo humano, sendo várias de suas patologias causadas por alterações de outros órgãos.

Citaremos aqui alguns exemplos ilustrativos, principalmente em relação ao aparelho cardiovascular, enfatizando a necessidade de um exame atento e palpação dos pulsos periféricos.

AVC isquêmico: baixa pressão arterial — baixo fluxo sangüíneo cerebral. Choque: insuficiência ventricular; uso de drogas anti-hipertensivas e diuréticos. Embolia: fibrilação auricular; lesões orovalvulares, doença de Chagas. Trombose: arteriosclerose, Lues. Hemorragias: arteriosclerose, toxiinfecções. Neoplasias: metástases da mama, próstata, melanonas. Meningites e abscessos: otites, tromboflebites, sinusites.



2. Como é feito o exame neurológico?
Cada item do exame neurológico é importante na elaboração do diagnóstico do paciente. Relacionamos abaixo, de forma didática, as diversas etapas deste exame e, a seguir, alguns detalhes que julgamos importantes com relação a cada item.
A .Inspeção

B. Crânio e coluna

C. Estática

D. Amplitude dos movimentos

E. Marcha

F. Força muscular

G. Tônus muscular

H. Coordenação

I. Reflexos superficiais e profundos

J. Sensibilidade superficial e profunda

L. Nervos cranianos

M. Palavra e linguagem

N. Sistema Nervoso autônomo (esfíncteres)

O . Estado mental




3. Como é feito o exame de inspeção?
Atitude (de pé, sentado ou no leito).


  • Posições que favoreçam a diminuição da dor.




  • Doença de Parkinson: hemiplegias piramidais; paraplegias (d. Little).




  • Lesão de nervo periférico: mão caída ou em gota – nervo radial, mão simiesca – nervo mediano, pé eqüino – nervo fibular.




  • Síndromes hipercinéticas.




  • Posição de gatilho – meningite.




  • Trisma e opostótono – tétano.




  • Histeria e simulação.

Expressão facial




  • Inexpressiva, congelada, seborréica – Parkinson.




  • Parada, porém com riso e choro imotivado – P. pseudobulbar.




  • Hipertelorismo, micro e macrognatias.




  • Leonina – hanseniase, cushingóide, exoftalmo – hipertiroidismo.

Pele e músculos






  • Tumores – neurofibromatose




  • Hemangiomas – Sturge Weber




  • Lesões bolhosas – herpes, sífilis.




  • Ictiose – S’jrogen – Larson




  • Cicatrizes traumáticas e cirúrgicas




  • Amiotrofias, hipertrofias, miofasciculações.




  • Alterações tróficas, perda de pêlo, mudanças de cor e temperatura.




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