Pcpr-ii/rn – 2a etapa plano de gestão ambiental


ANEXO IV.02 – PLANILHA DE IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS A SUBPROJETOS E MEDIDAS PREVENTIVAS E/OU MITIGADORAS



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ANEXO IV.02 – PLANILHA DE IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS A SUBPROJETOS E MEDIDAS PREVENTIVAS E/OU MITIGADORAS


(ROTEIRO DETALHADO DE COMO MANUSEAR, CONSERVAR E ESTOCAR ADEQUADAMENTE A MANIPUEIRA)

Processamento de mandioca / Casas de farinha
Qualquer que seja o tipo de processamento ou o tamanho, a indústria de beneficiamento de mandioca gera principalmente dois tipos de resíduos, a casca e a água de constituição da raiz, denominada de manipueira.
A manipueira é gerada na operação de prensagem da massa de raízes raladas ou moídas, que perde de 20 a 30% de seu peso em resíduo liquido, que escoa arrastando de 5 a 7% de goma, além de outras substâncias. Essa água residual pode trazer sérios problemas de poluição ambiental, uma vez que, em equivalência peso volume é, no final, superior ao produto desejado, no caso, farinha e goma.
De acordo com dados médios da Região Agreste Potiguar (SEAPAC, 2003), tem-se que para cada 1.000 kg de mandioca processada, se produz, mais ou menos, 350 kg de farinha, 370 litros de manipueira e o resto (280 kg), é de bico, tronco e casca de raiz. Estes últimos têm destino certo com valor monetário já bem estipulado, ou seja, vai tudo para ração animal. No entanto, a manipueira é simplesmente escoada para fora das casas de farinha e, muita das vezes, despejada nos fundos das casas, a céu aberto, onde, por vezes, pode provocar danos diretos, inclusive com a morte de animais. Ocorre que a manipueira é nociva ao meio ambiente por se encontrar concentrada e, se diluída, pode vir a ser aproveitada como bioinseticida, fungicida, acaricida, nematicida e mesmo como fertilizante natural. De outra parte, é importante destacar que existem mandiocas conhecidas como mansas, bravas e muito bravas, o que resulta, também, em manipueira com maior ou menor grau de toxicidade. Sua utilização na alimentação de bovinos deverá ser sempre sob a forma de suplemento alimentar, ou seja, nunca deverá nem poderá ser o alimento principal.
Existem dois tipos de manipueira, a pura e a não pura. A primeira sai direto da prensa, sem mistura nenhuma, principalmente de água, nem da lavagem da prensa (essa é a manipueira que mais rapidamente atinge o ponto de ser fornecida aos animais como suplemento alimentar). A segunda, a manipueira não pura, caracteriza-se por receber algum tipo de mistura, geralmente água de lavagem das prensas e, principalmente, de lavagem da massa para obtenção de goma (essa manipueira pode ser mais tóxica e mortal que a pura, devido às reações químicas com a água).
O processo correto de coleta e armazenamento da manipueira é que determinará sua maior ou menor utilidade como suplemento alimentar contínuo para os animais. A manipueira obtida a partir da prensagem da massa da mandioca moída e da lavagem da massa, deverá ser coletada através de canal ou tubulação específicos para este fim, ligando a descarga da prensa a um tanque de coleta de forma a manter um fluxo continuado. É muito importante nesta operação, coletar e armazenar sem muitas misturas. Alias, seria bom que não se misturasse com água, o que não é possível devido à necessidade de água para a extração da goma. Conclui-se, portanto, que ela representará mais rapidamente um menor risco de intoxicação, dependendo da quantidade de água que seja misturada.
A manipueira obtida a partir da lavagem da goma poderá ser misturada à manipueira mais pura no tanque de coleta, porém, deve-se observar o período adequado de descanso que varia de acordo com o local. A forma do reservatório tem, igualmente, uma grande importância, quando se deseja um fluxo contínuo de oferta aos animais, pois permite a adição de forma lenta da manipueira nova, com uma maior quantidade de manipueira em repouso. Para prevenir acidentes, deve-se observar, também, a segurança ao redor do reservatório.
Observados os cuidados acima descritos, a manipueira está pronta para ser fornecida para os animais (bovinos), após um período de segurança de, no mínimo, três dias de descanso no tanque de coleta. E aí, quanto mais velha a manipueira, melhor será, ou seja, menos tóxica.
Oferecer a manipueira para animais que nunca provaram da mesma, requer muita precaução, de forma que se faz necessário levar em consideração alguns fatores e tomar alguns cuidados básicos, essenciais para o sucesso do uso da manipueira como suplemento alimentar de bovinos (SEAPAC, 2003):

-Os animais já devem ter sido alimentados com mandioca quebrada, maniva triturada ou raspa de mandioca, num período recente anterior, de forma a já terem um certo hábito de comer a planta;

-Os animais não devem estar fracos demais, pois se estará oferecendo um complemento altamente concentrado, isto é, muitíssimo forte e além disso, muito ácido. Caso os animais estejam fracos, poderão sentir choque, não só do ácido como também do próprio concentrado de nutrientes;

-Não oferecer a manipueira da goma, onde tem mais água do que manipueira, pois essa está na forma extremamente tóxica;

-Não oferecer manipueira pela primeira vez às vacas prenhes, pois o feto também não está habituado, é muito mais sensível que a vaca e, portanto, pode haver risco de aborto;

-Os animais não devem ter acabado de tomar água, pois isto poderá provocar reações, aumentando o efeito tóxico da manipueira sobre os mesmos;

-Ter à mão, desde a hora exata da primeira prova, medicação (antitóxico), seringas e agulhas adequadas para uma eventualidade;

-Ao habituar os animais a beberem manipueira, oferecer inicialmente em baldes ou tinas, quantidades pequenas. Recomenda-se 5 litros por dia, nos primeiros 3 dias, sob observação. Havendo boa aceitação, após o quarto dia, oferecer à vontade e deixar que os animais decidam quando e quanto beber (este procedimento vale para animais de todas as idades, exceto bezerrinhos);



- Animais recém nascidos, e até os 12 meses de idade, não devem tomar manipueira, como prevenção contra alguma eventual alteração em sua formação óssea e/ou dentição.








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