Pedras d’ Á g u a 0 8



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P E D R A S D’ Á G U A 0 8

Estamos no terceiro ano de apresentação de trabalhos de criadores a partir da relação estabelecida com espaços e com pessoas. Este conjunto de propostas quase se chamou ”Isto não é um festival” por proposta de Ana Borralho com quem temos tido o prazer de colaborar algumas vezes. As condicionantes várias que continuamente nos desviam de caminhos que ainda nem escrevemos obrigam a uma constante recomeçação. Esperemos ter o vírus da criação como habitante permanente nos nossos corpos para que o desassossego de estar sempre no princípio se recorde sempre também da mágica selvajaria que lhe é contínua.


Este ano o Pedras d’Água apresenta trabalhos de Carolina Höfs e Flávia Diab, Bernardo Chatillon, André Castro, Lawrence Abu Hamdan, Luz da Camara e Rui Chaves, Ainhoa Vidal, ?lex, IR, Mariana Lemos, Bruno Cabral e Luciana Fina.
O Pedras d’Água é financiado pela Câmara Municipal de Lisboa

3 d e J u l h o
Das 10h às 18h - Instalação “Pau de Arara” de Carolina Höfs e Flávia Diab - Largo de S. Domingos

Das 11h às 16h - “Quiosques” de Bernardo Chatillon - Largo de S. Nicolau
3, 4 e 5 d e J u l h o
Das 9h às 12h e das 14h às 18h - Instalação Sonora "Subterrâneos de Lisboa" de André Castro - Sanitários Públicos da Sé (junto à Sé Catedral)
Das 10h às 15h - Instalação “Marching” de Lawrence Abu Hamdan - Mercado da Ribeira (Cais do Sodré)
Das 11h às 13h - - Workshop “Marching” com Lawrence Abu Hamdan - Mercado da Ribeira (Cais do Sodré)

Das 19h às 23h30 - Performance/Instalação "ao fim, ao cabo e ao resto..." de Luz da Camara e Rui Chaves - Rua S. João da Praça nº 40 (junto à Sé Catedral de Lisboa)

4 e 5 d e J u l h o
Às 21h - Espectáculo de Dança "ao cruzar as árvores" de Ainhoa Vidal - Armazém Hospital Miguel Bombarda (necessário marcação)
Às 22h15m - Vídeo "nomad roots" de ?lex - Armazém Hospital Miguel Bombarda

5 d e J u l h o
Das 18h às 21h - Documentário e debate "Do Corpo à Palavra" Projecto IR - Mariana Lemos, Bruno Cabral e Luciana Fina

Cinemateca Júnior (Restauradores)


7 d e J u l h o
Às 18h - “O Corpo na Criação Contemporânea” - Pistas para Estudos Indisciplinares

Conversa Informal com Christine Greiner, Jorge Albuquerque Vieira e Mónica Guerreiro



Jardim de Inverno do Teatro São Luiz

9 d e J u l h o
Às 18h30 - “Pesquisas Entre Arte e Ciência” - Exposição de Christine Greiner e Jorge Albuquerque Vieira seguida de debate (moderação Sofia Neuparth)

Culturgest - Sala


Pedras d’Água é financiado por:

O projecto IR, Christine Greiner e

Jorge Albuquerque Vieira são financiados por::



O c.e.m. – centro em movimento é uma estrutura financiada por:








Apoios:

Largo de São Domingos, nossa casa
Durante meses nos instalámos no Largo de São Domingos. Levámos os nossos banquinhos, um sofá, um radiozinho a pilhas, uma câmara fotográfica polaroid. Insistimos na permanência da nossa presença para que, estranha em um primeiro momento, fosse integrada na paisagem.

Como imigrantes recém-chegadas numa nova terra, fizemos de São Domingos a nossa casa.


Conversámos com nossos vizinhos: guineenses, turcos, brasileiros, portugueses, indianos, chineses, jovens, velhos, crianças, comerciantes, agrimensores, advogados, estudantes, artistas, engraxadores, católicos, muçulmanos, rastafaris, ateus. Ouvimos suas histórias e dançamos com eles.
Histórias de pessoas que vêm e vão e que fazem suas casas em outros espaços, outras terras. Carregam no corpo suas memórias, suas pessoas, suas sonoridades, suas cores, seus cheiros. Inventam e reinventam um novo lugar, trazendo consigo a identidade que constrói cada um de nós.
Concepção e performance: Carolina Höfs e Flávia Diab

Execução cenográfica: Paula Hespanha e Gandhy Ayrez

Agradecimentos:

Dona Mimi, muito obrigada.

Muito obrigada Sanhá e seu quase inabalável sorriso.

Obrigadas aos que nos ofereceram o seu cozinhado nesses últimos meses

durante nosso Ciclo de Conversas ao Almoço Pau de Arara: Sirael, Luís, Denise, Lyly, Cínthia,

Osvaldo, Carlos, Dammika, seu Mohammed, Núria, Luísa, Romy, Genito, Aline, Juliana, Ntaluma.

Obrigada aos amigos do Largo, Seu Abu, Fama, Seu Paulo Jorge e Seu Jorge.

Obrigada Sofia, Mónica, Cristina e Margarida. Edgar e Maria, sem palavras de tanto amor.

Gandhy e Paula. André Castro e Rui Chaves. Muitos beijinhos com amor.
Dia 3 de Julho das 10h às 18h

Local: Largo de S. Domingos

Quiosques
O que que eu ando ou andava ou continuo a fazer aqui e ali…Relaciono-me com a cidade com o aqui e o ali a partir do meu corpo.O que faço antes de querer fazer é correr e saltar e pendurar e fintar, fintar as ruas , desloco-me -……..- exercício, exercito-me e quando o suor começa a cair o corpo começa a abrir e vêm os novos sóis novas cores novos sons outros caminhos e ruas para fintar.

Agora mais preparado para o desconforto, mais preparado para transformar as pesadas perguntas:

O que eu faço aqui? Que dança é esta? Porque faço isto? Fico pronto e começo a trabalhar.

Espalho a agitação para ela voltar, mais simpática. Desde o início do Pedras d'Água que dedico diariamente tempo à Baixa Pombalina.

Em Abril defini um perímetro, da rua de S. Nicolau à Rua da Vitória. dentro dessa área circulei………- todos os dias sem intenção à partida. Apareceram várias manifestações que aos poucos me aproximaram dos espaços e das pessoas que cruzava. Sentava-me num sítio e observava como as pessoas começavam a arrumar as montras, os quiosques…, não era cliente habitual de uma determinada loja ou quiosque mas já era cliente habitual de um banco de ripas de madeira.

Conheci os ardinas. - “Então tu és ardina?”

Escolhi 5 Quiosques, escolhi 5 ardinas

- Rui 22 anos, vivaço com inclinação para a filosofia - Rua de S. Nicolau, esquina com Rua da Prata.

- Vítor Bonifácio 64 anos, fisicamente culto - Rua da Assunção , esquina com Rua Augusta

- Jákir 45 anos, simples na medida certa - Rua da Vitória esquina com Rua da Prata

- Mário Chaves 70 anos e Rosa Lopes 77 anos, juntos para todos os fados - Rua da Assunção esquina com a Rua da Prata

- Fernandes Gonçalves 59 anos, sempre pronto? - Pode ser! - Rua de S. Nicolau esquina com Rua do Ouro.

De cada ardina de cada convívio surgiu uma forma especial, dessa forma cheguei a um objecto que instalei nos cinco quiosques, um objecto que fala sobre os cinco ardinas.
Agora marco encontro com quem quiser aparecer no dia 3 de Julho entre as 11h da manhã e as 4 da tarde. Participaram neste trabalho, um sem número de pessoas, então faço uma linha que vai desde as instalações do c.e.m (Rua dos Fanqueiros) até à minha casa (Arroios).

Alargo a linha entre a Rua da Madalena e a Rua da Vitória e a todos dentro desta área eu agradeço.

Agradecimentos: Rui, Vítor Bonifácio, Catarina Miranda, João Farelo, Cleo Petrato, Daniel Fernandes, Thierry Simões, Jakir, Rosa Lopes, Mário Chaves, João Lourenço, Fernando Gonçalves.

Dia 3 de Julho das 11h às 16h - Largo de S. Nicolau - Quiosques de Bernardo Chatillon

Subterrâneos de Lisboa
Subterrâneos de Lisboa é um documentário sonoro em que se procura revelar a Lisboa escondida que vive por baixo dos nossos pés. Vestígios de edifícios romanos, nascentes de água, termas públicas, chafarizes, aquedutos e reservatórios de água são alguns dos locais e assuntos abordados neste documentário que mostra um pouco da história escondida da cidade de Lisboa, através de gravações-de-campo e entrevistas a arqueólogos, moradores, geólogos e historiadores.
Apesar de Subterrâneos de Lisboa ter sido organizado em três episódios, a serem emitidos no site do c.e.m - centro em movimento, para o Pedras d'Água decidi criar uma instalação sonora com os materiais recolhidos, entre os quais se podem ouvir conversas com moradores de Alfama a propósito das antigos Banhos do Duque, a História do Chafariz del Rey, o funcionamento do Aqueduto das Águas Livres explicado por um antigo funcionário da EPAL, uma visita guiada ao Criptóportico da Rua da Prata, explicações de hidrogeólogas para o porquê da existência de nascentes de água quente em Alfama, entre outros temas, todos referentes ao mundo das águas e do subsolo de Lisboa.
A instalação propõe ao público que vá criando a sua própria narrativa à medida que se vai

movimentando entre as diferentes fonte sonoras distribuídas pelo espaço e descubra um pouco da Lisboa subterrânea escondida no local da instalação.


Participantes: Comerciantes da Baixa, Arqueólogos do Museu da Cidade, Alberto Vale, Carlos Fabião, Jacinta Bugalhão, Sr. Napoleão, Camilo Melo, António Perestrelo, Sr. Roque, Elsa Ramalho, Carla Lourenço,

Paulo Correia, Dona Maria da Luz, Dona Beatriz, Rui Matos, Américo Pena, Sr. João e Isabel Moitinho.



Agradecimentos: A todos os que participaram neste projecto, à Junta de Freguesia de São Nicolau,

Instalação de André Castro

Dias 3, 4 e 5 das 9 às 12h e das 14 às 18h

Local: Sanitários Públicos da Sé (junto à Sé Catedral)

Apoios:

Junta de Freguesia da Sé

Marches no Pedras d'Água Marching Workshop e Instalação

Marching Workshop é uma evento participativo no qual o público é introduzido e põe em acção a prática e o processo por detrás do trabalho Marches do artista britânico Lawrence Abu Hamdamn.

Partindo do seu interesse por espaços urbanos e pela utilização da natureza efémera

e intangível do som para reinventar a arquitectura que nos rodeia e as práticas diárias no espaço, Marches surge como um conjunto de performances site-specific que tiveram lugar em diversas zonas urbanas do Reino Unido e agora se preparam para caminhar sobre Lisboa.


No centro de cada evento de Marches está um marcha coreografada para uma área urbana pela qual os participantes navegam utilizando calçado adaptado pelo artista de forma a exagerar o efeito sonoro. Durante o decurso das anteriores marchas os participantes navegaram por subterrâneos, túneis, igrejas, catedrais, museus, mercados, super-mercados, arcadas Vitorianas, barcos, pontes, cervejarias e bancos, deixando as suas pegadas por todo o lado desde betão ao mais requintado mármore guatemalteco. Nas pernas dos performers destas marchas o acto banal de andar é transformado num exercício regimentado de passo-acelerado em que não só a deslocação de A para B é importante, mas também a criação de sons arrancados aos diversos ambientes, bem como a resposta aos sons incidentais que inadvertidamente se cruzam com o percurso da marcha. Com Marches Abu Hamdamn pretende demonstrar a capacidade que o som tem de delinear um espaço, tratando a arquitectura com música dormente, que é acordada através do acto de caminhar. Os marchantes avançam ao longo do local criando uma peça que perturba não só o habitual ambiente sonoro, mas também ideias pré-estabelecidas sobre o espaço social.

Instalação Dias 3, 4 e 5 das 10h às 15h Mercado da Ribeira

Apoio:

Mercado da Ribeira

Workshop de Lawrence Abu Hamdan
Durante os três dias da Mostra Pedras d'Água Lawrence Abu Hamdan irá coordenar um Marching Workshop no Mercado da Ribeira. No workshop irá ser feita a proposta aos participantes para partirem das premissas de Marches e a partir delas abordarem o espaço do Mercado da Ribeira e as áreas envolventes. Pedindo-lhes para explorar esta área de Lisboa com os seus ouvidos, pretende-se considerar os locais com características acústicas mais marcantes onde habitam os sons mais peculiares, e a partir desses elementos, iniciar um diálogo sobre forma mais musical e performativa de serem incorporados numa marcha. Por fim, os participantes serão convidados a desenhar e percorrer o trajecto da marcha dentro e à volta do Mercado da Ribeira.

Instalação de Lawrence Abu Hamdan
Paralelamente ao workshop irá decorrer a instalação de Marches recentemente comissariada pela Artangel Interaction. Esta instalação junta gravações áudio, mapas, diagramas e livros ilustrados relacionados com anteriores performances de Marches e estará instalada no Mercado da Ribeira durante a duração do Pedras d'Água.
Workshop Dias 3, 4 e 5 das 11h às 13 h Mercado da Ribeira


Apoio: Mercado da Ribeira




ao fim, ao cabo e ao resto....

(http://eaoresto.blogspot.com/)

uma instalação habitada com performance final

em 3 momentos

de Luz da Camara & Rui Chaves

+ Joana Louçã
Agradecimentos: Café - Restaurante Passe Palavra (Trav. S. João da Praça n.º 40) e Miguel Ponte.
Dias 3, 4 e 5 de Julho


Abertura: 19h.

Entradas e saídas de público: todos os 15 minutos das 19h às 22h (instalação habitada);

das 22h às 23h (performance)

Fecho: 23h30.


Rua S. João da Praça, 59

uma pessoa lê uma frase

gosta! acha que está bem esgalhada

usa-a para enfeitar um projecto

começa a dar sentido a uma série de coisas

é divertido

depois esquece-a

e quando se dá conta, a frase tomou conta dela

tud'o que faz, tud'o que pensa, tudo....

está irremediavelmente contaminado
Cada objecto é uma descoberta, uma rede

que nos liga a outras texturas, histórias de um lugar, cores, sons

entro no espaço

não, não, nós é que vamos arrumar!

é que se tivéssemos as ferramentas certas, isto ia mais depressa...

mas não tínhamos... as cores, as texturas, as repetições,

os tesouros que não procuro, que se impõem

Parto para um (des)tecer desses objectos,

desses materiais e a cada momento descubro no espaço algo...

tento captar a atenção de x.... que se diverte no seu mundo

atiro uma pedra pelo chão

mas a pedra começa a rolar na vertical

x... fica fascinado e segue a pedra até parar

até mesmo o eco parar

os dois espantados

e encontro algo mais

Uma viagem, uma camada escondida, uma nova perspectiva,

são essas coisas que enchem a minha vida de riqueza,

é essa multiplicidade, é a aventura...

olha lá a frase...

Volto a brincar, a encontrar histórias cada vez que percorro um lugar

e quando volto para casa, volto também para um novo espaço.

e assim fui errando, sem procurar, sem impor

usando

(des)tecendo

finalmente!


ao cruzar as árvores
Ela nasce duma árvore morta. Ele, também.

A história chega desde a sua cara e ramifica-se por entre o seu corpo; adentra-se, explicando

histórias de encontros, de escritas, de lamentos, de paixões. Histórias de vidas juntos e de vidas em solidão, de vidas internas e de vidas de trabalho, de vidas na pobreza e de vidas de arte, de vidas vegetais e de vidas na morte.
A primeira vez que vi a uma pessoa dita morta pensei: Que é o que me separa dela? A forma dos corpos era a mesma, a aparência também. Parecia que de um momento ao outro ia respirar, falar como há umas horas antes tinha estado a fazer. Mas não, o seu corpo havia começado um processo de decomposição no qual o equilíbrio para a composição humana já não existia. Havia entrado noutra espécie de equilíbrio, ela se tornava comida bacteriana, criação de passados, de histórias, convertia-se em antepassados, em gordura de presenças… em invenção de nós.

Se permitisse que o corpo dançado entrasse cada vez mais no limiar de diálogo entre o material em decomposição e a matéria em composição, encontraria, provavelmente, uma presença que falaria dos segredos da transformação.

Esta peça levou uma demorada preparação devido ao estado do corpo que estava à procura. Nasceu como consequência de uma outra que nunca ia estar completa sem esta existir, caminhando pelo tempo. Desenvolveu-se em várias fases de preparação com grandes períodos de integração, até que o trabalho começou a tomar uma forma mais visível.

O que eu chamo preparação do corpo para a criação começou em Curitiba no trabalho de campo numa Ong de ajuda contra o cancro em mulheres em fase terminal com graves problemas sociais; vivi no meio de corpos em transformação de um estado humano para um estado vegetal. A seguir o Alex e eu sobrevoamos a Amazónia e descemos em canoa até o coração dela encontrando uma tribo que ali habita. A diferença entre uma árvore e um humano é outra coisa que me intriga. O corpo quando morre fica num estado vegetal tornando-se comida dos outros, a floresta tinha que acontecer. As árvores cortadas de um lado e outro do rio foram um grande impacto.


Depois disto, abriu-se um hiato onde a integração foi necessária. O contexto ligado à vida estava assente. Depois disto tinha que se abrir a porta num corpo performativo onde a presença estivesse no mesmo tom vibratório.

O Japão, pela sua cultura performativa tradicional, foi o lugar onde nós continuamos. Fascina-me o rigor que eles têm na presença ausente que se torna muito mais presente no passado que leva o corpo. Um grande refinamento do gesto e da leitura dele.

Esta viagem desembocou no interior de livros, livros e mais livros… de contos, de histórias,

antropologia, fotografia, mitologia…

Passámos à escrita de histórias próprias e à confecção de uma malha delas com outras existentes onde a dança pudesse surgir.

Um processo comprido para que o corpo encontrasse ou se aproximasse mais do lugar da presença humana vegetal animal ausente, para que as partículas de passado se tornem visíveis num corpo em transformação.

Criação, performer, figurinos, adereços, textos; Ainhoa Vidal

Co-criação, performer, sonoplastia, imagem; ?lex

Com a participação de: Isaak Erdoiza , José Ronaldo, Maria Ramalho, Infamara

Feedbacker: Sofia Neuparth

Produção; c.e.m - centro em movimento

Agradecimentos; ONG de Mulheres contra o cancro em Curitiba, Família Lemos, Milá, André Castro e Miguel Ponte


Espectáculo de Dança

Dias 4 e 5 de Julho às 21h - Armazém Hospital Miguel Bombarda


Apoio:

Hospital Miguel Bombarda, Teatro Praga


(raízes nómadas) - filme documentário, mini-dv, 85 min.

O grande atractivo do norte de Tailândia são as comunidades indígenas,

obrigadas a manter a sua tradição para mostrar perante as câmeras do turista, que vem encaminhado num pacote de quatro tribus, dois cataratas e um visionamento de elefantes no mesmo dia, arrastam assim estas comunidades uma identidade aletargada e aprisionada .
Há duas décadas que chegaram desde a Birmânia, fugindo da violência e exploração extremas que a junta militar birmanesa exerce sobre o povo.

O governo Tailandês acolhe-os como refugiados e pouco depois dá-se conta que pode tirar benefícios e dá-lhes alguns privilégios numa terra à parte, que acaba por funcionar como zoológico humano.


Este filme surgiu como proposta do projecto “olhares nómadas”,

que propõe a pessoas de diferentes realidades a participarem no processo de vriação audiovisual, tornando-se protagonistas da criação dum olhar da sua realidade desde dentro, um olhar colectivo.


Não quiseram filmar mas tinham ideias, Sarah disse-me o que filmar, propôs e organizou as pessoas para criarem este filme.
Depois das filmagens fiz a montagem na cidade mais perto e voltei para lhes mostrar e oferecer.

câmera, som e realização sarah e ?lex

montagem ?lex

música e dança aldeia kayan tayah group

professores entrevistados francis

Esta criação é o resultado duma colaboração entre os habitantes da aldeia “kayan tayah”

e o acampamento de refugiados “camp 1”
agradecimentos: sarah, kayan tayah group, farmers from camp 1, francis, paco, jessica, mathew, sarah´s mother, senhor da loja de fotografia, c.e.m, ainhoa, zembra, gonçalo, andré, max, alban, sofia, mónica, rapaz da oficina, ... and everyone that fights for hope

Este filme é uma reedição do que foi feito em dois dias e uma noite na oficina de um jovem tailandês freelancer , que ganha a vida a mandar faxes, passar fotos pára CD, vídeos para dvd, fazer impressões ... que me deixou ocupar a sua oficina.


Filmado na aldeia kayan tayah_ban nai soi_mãe hong son_Tailândia
Taraibanath, desumtibaide, obrigado, thank you, cop chae la la

olhares nómadas (refugiados)



Dias 4 e 5 de Julho às 22h15

Local: Armazém Hospital Miguel Bombarda
Apoio/Cedência de Espaço:

Hospital Miguel Bombarda/Teatro Praga

Projecto IR
No âmbito dos projectos sócio-artísticos que o c.e.m - centro em movimento desenvolve com a comunidade, trabalhámos em colaboração com a Obra Social das Irmãs Oblatas desde o ano de 2005. Temos vindo a acompanhar um grupo de mulheres com idades entre os 30 e os 60, com histórias de vida que passam pela prostituição de rua. O investimento no trabalho de corpo é a base do projecto e, desde 2007, temos vindo a associar experiências de cinema documental.
Equipa envolvida no filme:

Na área do corpo – Mariana Lemos e Sofia Neuparth

Na área do cinema – Bruno Cabral e Luciana Fina

Na produção – Cristina Vilhena e Flávia Diab

E ainda: Rita, Nilza, Adília, Alda, Alda, Glória, Cidália, Ana Maria, Anabela, Romilda
Documentário “Do corpo à palavra”

um filme colectivo
Um grupo de mulheres com histórias de vida que passam pela prostituição de rua, na cidade de Lisboa, desenvolve um trabalho baseado no corpo e na dança, no contexto de um programa de reintegração social. No âmbito deste programa, participam num laboratório de cinema documental com o objectivo de realizarem um filme colectivo. No decorrer do processo, surge a urgência de se abordar o tema da prostituição e o direito à maternidade. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o grupo organiza um evento público na Igreja dos Anjos, onde é apresentado um vídeo

criado por elas, “Mães de Corpo Inteiro”, seguido de um debate.


O processo de trabalho, momentos do laboratório de dança e de cinema, a preparação do evento, os conflitos, as escolhas e a reflexão sobre o tema da maternidade, até chegar ao dia da exibição do vídeo, são o fio condutor deste documentário. Uma reflexão sobre a vida deste grupo de mulheres, as suas histórias pessoais, lutas e conquistas.
Dia 5 de Julho às 18h

Local: Cinemateca Júnior – Palácio Foz, Praça dos Restauradores - Lisboa
O Projecto IR agradece a todas as pessoas que colaboraram

para que este filme fosse uma realidade.



Apoio, Cedência da Sala e Agradecimentos:

Dr. João Bénard da Costa - Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
O Projecto IR é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian

Pedras d’Água Ciclo de Conversas 08
Para este final de temporada o c.e.m está a organizar 4 conversas que, seguindo temáticas muito específicas, se encontram no caminho dos estudos do CORPO na sua complexidade.

Desde os discursos criados a partir do cruzamento de experiências e perspectivas à singularidade da pessoa mesmo quando aprisionada numa legenda que a reduz, qual borboleta alfinetada... às artes do corpo como forma de conhecimento, às metamorfoses, deformações, enfim, à criação… uma paisagem densa que apetece mesmo ver mexer.

Sendo um conjunto de temáticas tão intrínsecas ao trabalho que o c.e.m desenvolve não quisemos mesmo que as conversas se passassem no espaço físico da Rua dos Fanqueiros. Também a circulação pelos espaços nos parece urgente.

25 d e J u n h o
Das 10h às 18h - Instalação “Pau de Arara” de Carolina Höfs e Flávia Diab - Largo de S. Domingos

Das 11h às 16h - “Quiosques” de Bernardo Chatillon - Largo de S. Nicolau
Às 18h - no Espaço Alkantara, Calçada Marquês de Abrantes, 99, Santos.

Discursos Transdisciplinares Espaços entre Espaços

Exposição do Professor Bragança de Miranda e Eunice Gonçalves Duarte seguida de debate
Apoio: Alkantara

5 d e J u l h o
Às 18h00 – Cinemateca Júnior – Palácio Foz – Praça dos Restauradores – Lisboa

“Do corpo à palavra”

Conversa com os criadores do documentário realizado a partir do trabalho desenvolvido

com um grupo de trabalhadoras do sexo.


Apoio: Cinemateca

7 d e J u l h o
Às 18h no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz

O Corpo na Criação Contemporânea - Pistas para Estudos Indisciplinares

Conversa Informal com Christine Greiner, Jorge Albuquerque Vieira e Mónica Guerreiro
Apoio: Teatro Municipal São Luiz

9 d e J u l h o
Às 18h30 na Culturgest - Sala 2

Pesquisas Entre Arte e Ciência

Exposição de Christine Greiner e Jorge Albuquerque Vieira

seguida de debate (moderação Sofia Neuparth)


Apoio: Culturgest

José A. Bragança de Miranda (Lisboa, 27 de Janeiro de 1953) é professor catedrático e ensaísta português. Das suas habilitações académicas pode-se enunciar em 2000 a agregação em Ciências da Comunicação, especialidade de Comunicação e Cultura, na disciplina de «Teoria da Cultura», na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 2001. Em 1991 fez o doutoramento em Comunicação Social na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a menção "muito bom com distinção e louvor", por unanimidade. Em 1985 presta provas de aptidão científica e pedagógica para passagem a assistente, no Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Conclui a sua Licenciatura em Sociologia em 1982, na especialidade de «Sociologia urbana», pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.


Eunice Gonçalves Duarte

Estudou teatro contemporâneo no University College, Dublin (MA) e estagiou no Abbey Theatre (Teatro Nacional Irlandês). Tem trabalhado como performer com diversos criadores nacionais e estrangeiros. A partir de 2003 iniciou um trabalho de pesquisa sobre o corpo em performance. Tem formação em dança clássica e movimento contemporâneo (CEM - Centro em Movimento), bem como em música e canto (Academia dos Amadores de Música). Enquanto encenadora independente apresentou as peças: "A Ervilha de Andersen", "Fleet St", "Mary, Mary" e mais recentemente "A Casa de Mary".

Para além do seu trabalho artístico, trabalha como voz-off/over (dobragem) para a TV e Rádio e é docente na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde lecciona a cadeira Atelier de Expressão Oral e Corporal.

Christine Greiner

É professora do Departamento de Linguagens do Corpo da PUC-SP. Ensina nos cursos de Comunicação das Artes do Corpo e no Programa de estudos pós-graduados em Comunicação e Semiótica (projecto que desenvolve em colaboração com Helena Katz) onde coordena o Centro de Estudos Orientais. É autora dos livros O Corpo, pistas para estudos indisciplinares (2005), Butô, pensamento em evolução (1998) e Teatro Nô e o Ocidente (2000), além de outros artigos e conferências publicadas no Brasil e no exterior. Dirige a colecção de livros Leituras do Corpo na editora Annablume, desde 2003. Já foi professora e pesquisadora visitante de diversas instituições no Brasil (Universidade Federal da Bahia, Universidade Estadual de Santa Catarina, Faculdade de

Dança Angel Vianna etc) e no exterior (Departamento de Dança da Universidade Paris 8,

Departamento de performance da New York University, Centro Nichibunken de Quioto e

Universidade de Tóquio).

Jorge Albuquerque Vieira

É professor no Programa de Estudos Pós- Graduados em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, onde tem lecionado Ciências Cognitivas e da Informação, com ênfase em fundamentos da Teoria da Complexidade. Com uma graduação em Engenharia de Telecomunicações, fez seu Mestrado em Física de Reatores, na COPPE/UFRJ e seu Doutorado na PUCSP em Comunicação e Semiótica, aplicando conceitos da Semiótica Peirceana no tratamento de sinais científicos. Professor

aposentado pelo Departamento de Astronomia da UFRJ, lecionou durante aproximadamente 30 anos RádioAstrofísica, desenvolvendo pesquisas já envolvendo a análise semiótica em sinais oriundos de fontes astrofísicas. Actualmente, também leciona no Museu Nacional da UFRJ, no Programa de Pós-Graduação em Zoologia, em Metodologia Científica; na COMFIL/PUCSP, Curso de Comunicação e Artes do Corpo, em Teoria Geral de Sistemas e Corpo e Novas Tecnologias; na Faculdade Angel Vianna / RJ, em Metodologia Científica, Teoria do Conhecimento e Elaboração de Projetos. Coordena o NESC Núcleo de Estudos em Semiótica e Complexidade da PUCSP. Suas áreas de interesse são: Teoria Geral de Sistemas, Teoria do Conhecimento, Teoria da Complexidade e Semiótica Peirceana.

Mónica Guerreiro

Jornalista, crítica e consultora para as artes do espectáculo. Licenciada em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação e Cultura, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Desempenha funções de consultoria especializada na Direcção-Geral das Artes (Ministério da Cultura), para a área da Transdisciplinaridade. Coordenou a edição executiva de CAPITALS (publicação Fundação Calouste Gulbenkian) e a edição bilingue da antologia de textos portugueses de André Lepecki em www.Sarma.be. É autora da biografia Olga Roriz (publicação Assírio & Alvim) e tem no prelo o catálogo Vou A Tua Casa / Rogério Nuno Costa. Publicou no semanário Blitz, na Número Magazine, no jornal Duas Colunas e na Agenda Cultural de Lisboa. Actualmente, integra o conselho redactorial de Sinais de Cena e de Obscena Revista de Artes Performativas. Integrou os júris das edições de 2003 e 2004 do prémio ACARTE / Maria Madalena de Azeredo Perdigão (atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian) e do Prémio da Crítica (atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro).



Laboratórios de Investigação Artística 08
Entre 7 e 11 de Julho teremos o prazer de contar com dois investigadores que, entre outros

investimentos, leccionam nos Cursos de Comunicação e Artes do Corpo da PUCSP (Universidade de São Paulo). Durante cinco dias teremos a oportunidade de aprofundar questões relacionadas com Arte, Corpo e Criação.

Nos últimos dois dias propomos um tempo de estúdio para deixar que o movimento potencie a

integração da informação trabalhada.



Jorge Albuquerque Vieira

Este mini-curso tem como objectivo discutir a natureza da Arte, e em particular, das artes do corpo, como forma de conhecimento e como processo evolutivo adaptativo da espécie humana. Para esta discussão, apresentaremos uma concepção do conceito de conhecimento a partir de uma ontologia sistémica, tal que a clássica “relação sujeito/ objecto” seja apresentada como uma forma de conexão associada a sistemas da realidade. A seguir, apresentaremos um esquema onde os factores sistémicos são considerados, de modo a conceituar as noções de “processo” e de “Umwelt”, levando às traduções intersemióticas que culminam na construção de um “fenômeno”. A partir destas considerações, conceituaremos tipos de conhecimento, enfatizando principalmente os tipos relativos à Arte e a Ciência, mostrando suas diferentes e concordâncias. Após essas conceituações, trabalharemos uma Ontologia Sistémica e apresentaremos conceitos fundamentais para a construção de um modelo, sistémico, do que chamamos “Ato de Criação”.


De 07 a 11 de Julho no c.e.m

Das 12h30 às 14h30

Preço: 100€

Christine Greiner

O curso será composto por cinco aulas de duas horas de duração divididas num primeiro momento de aula expositiva, mostra de DVDs e discussões com os alunos. Serão sugeridas leituras de textos para quem quiser aprofundar as discussões do curso.


Aula1

A primeira aula relaciona a noção de metamorfose do corpo ao fluxo de imagens no corpo. Não apenas as imagens que podem ser vistas, mas as imagens internas. Apresento como ponto de partida a noção de pensamento como imagem, estudada pelo neurologista António Damásio, quando analisa as mudanças de estado corporal, os marcadores somáticos e as diferenças entre emoção e sentimento. Neste primeiro encontro serão mostrados exemplos de artistas da dança, da performance e das artes plásticas que investigam as imagens do corpo desta maneira complexa, explorando as diferentes possibilidades de conexão entre corpo e ambiente. Entre os brasileiros estão as coreógrafas brasileiras Vera Sala e Claudia Muller.



Aula 2

A segunda aula explora a noção de metamorfose do corpo a partir da construção de metáforas. Apresento como ponto de partida a teoria das metáforas proposta por Mark Johnson e George Lakoff, desenvolvida desde os anos 1980 em publicações como Metaphors we live by e Philosophy in the flesh, entre outras. Para estes autores a metáfora

não é uma figura de linguagem mas refere-se a deslocamentos cognitivos e perceptivos que realizamos na nossa vida quotidiana. Proponho que o corpo artista é aquele que radicaliza essas operações desestabilizando as nossas certezas. Como exemplo de artistas que estudaram profundamente as metáforas do pensamento apresento DVDs do criador do butô no Japão, Tatsumi Hijikata e da brasileira Marta Soares, entre outros.

Aula 3

A terceira aula explora a noção de metamorfose a partir dos estudos do movimento como fundamentos da comunicação. A partir da pesquisa das cientistas dinamicistas Esther Thelen e Linda Smith e do rolfista e professor de dança Hubert Godard apresento a hipótese do movimento como chave do pensamento, os modos de organização do gesto, da percepção e relação entre o dentro e o fora do corpo. Acção e cognição aparecem no mesmo eixo temporal desfazendo paradigmas antigos, ainda voltados para o entendimento das analogias entre cérebro e computador ou do corpo-máquina. Entre os exemplos apresentados, mostraremos algumas coreografias dos brasileiros Alejandro Ahmed e de Cristian Duarte.


Aula 4

A quarta aula analisa a metamorfose do corpo e a sua relação com a memória e a consciência. Apresenta a teoria do darwinismo neural de Gerald Edelman e o entendimento da memória e da consciência como redes caóticas de informação. Edelman discute também as transformações do conhecimento no trânsito entre natureza e cultura, um tema cada vez mais polêmico e necessário como observa o filósofo italiano Giorgio Agamben ao discutir as políticas de sobrevivência no mundo contemporâneo e temas como o da matabilidade, da inclusão para exclusão e da vida nua. Com exemplo, apresentaremos algumas obras da coreógrafa brasileira Lia Rodrigues.


Aula 5

A quinta aula estuda a percepção como uma acção simulada e a tomada de decisão

como um processo não racional, da maneira como o professor do Collège du France

Alain Berthoz tem sugerido em seus livros Les Sens du Mouvement e La Décision.

Para Berthoz, a percepção já é a decisão, antes mesmos de nos darmos conta do que está acontecendo. Proponho nesta aula que os artistas que trabalham com improvisação investiguem exactamente esse universo de acção. Simulem a acção internamente, antes dela acontecer e desenvolvam uma aptidão singular para elaborar soluções motoras no tempo presente.
De 07 a 11 de Julho no c.e.m

Das 10h00 às 12h00

Preço: 100€

Nota: Ao frequentar os dois laboratórios tem um desconto de 15%

-Inscrições até 2 de Julho no c.e.m.

A vinda de Jorge Albuquerque Vieira e Christine Greiner

é financiada pelo Programa de Apoio à Dança da Fundação Calouste Gulbenkian

Sofia Neuparth

Laboratório Dançar Teoria
Investigadora, professora de corpo e criadora seguiu um percurso de crescimento artístico próprio tendo tido a oportunidade de desenvolver trabalho com formadores, criadores e pensadores como Simone Forti, Steve Paxton, Tony Hulbert, Mary Fulkerson, Peter Hulton, Bonnie Cohen, Bragança de Miranda ou José Gil, fundamentando o seu desenvolvimento em profundidade na relação que estabelece com as pessoas que cruza oriundas das mais diversas realidades culturais ou sociais.

Professora de dança desde 1980. Em 1990 abriu os Laboratórios de Composição e em 1993 o Espaço Experimental (espaço quinzenal para mostra e debate de trabalhos artísticos) e as 100h de Conversa (espaço mensal para conversas abertas sobre Arte, Ciência e Comunidade), áreas chave para a criação do c.e.m - centro em movimento (1997). Tem ensinado, apresentado o seu trabalho coreográfico e participado em conferências e debates por todo o país e também no estrangeiro (Holanda, França, Inglaterra, Espanha e Brasil). Acompanha percursos artísticos e tem investido intensivamente no trabalho junto de populações diversas e na relação entre Corpo e Cidade.

Membro fundador da APPD tem sido parte activa de grupos de análise e reflexão política e,

enquanto fundadora e membro da REDE-Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea tem organizado e participado em encontros e debates sobre várias áreas da Política Cultural desde 2003.


Laboratório Dançar Teoria

Na nossa abordagem nunca separamos teoria da prática, e é também nesse sentido que promovemos o trabalho de Christine Greiner e Jorge Albuquerque Vieira.



Torna-se para nós clara a necessidade de criar um espaço ao encontro em movimento das pessoas que participarem nos laboratórios e conversas (opcional).
Dias 10 e 11 de Julho

Das 15h00 às 17h00 (entrada livre)


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