Pega, LÊ e devolve suely Maria de Melo e Rosângela de Araújo1 resumo



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PEGA, LÊ E DEVOLVE
Suely Maria de Melo e Rosângela de Araújo1

RESUMO:

Este artigo traz a experiência vivida na disciplina de estágio Supervisionado II, no Núcleo de Desenvolvimento Infantil - NDI, o Campus da Universidade federal de Alagoas - UFAL, sob a orientação da professora Doutora Cláudia Pimentel. Com o intuito de poder contribuir para a ampliação de estudos nesta área e consequentemente, uma busca de, cada vez mais, ofertar uma educação de qualidade para as crianças, seres ativos e construtores de cultura, foi que assumimos esta responsabilidade com toda a seriedade necessária para atingirmos nosso objetivo, que é nos habilitarmos no magistério de Educação infantil. Buscamos estagiar de modo qualitativo para que, de alguma forma, pudéssemos somar positivamente nessa interação com as crianças, para que nossa troca de conhecimentos fosse relevante não só para nós, estagiárias, mas, sobre tudo, para as crianças.

Acreditamos que mesmo antes de aprender a ler, as crianças devem ser colocadas em contato com a literatura para que consigam desenvolver sua autonomia como leitora Pensando nisso, pretendemos envolver os pais em uma parceria, nesta intervenção, com dois objetivos: primeiro de nos ajudar a envolver as crianças com a leitura e ao mesmo tempo fazendo com que as crianças se sintam a vontade e felizes com os livros; segundo é poder proporcionar uma maior interação entre pais e instituição, fazendo da família uma parceira da escola, colaborando com a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e se aproximando cada vez mais do âmbito escolar.
PALAVRAS-CHAVE: Estágio. Educação Infantil. Literatura infantil. Interação com crianças.

1 INTRODUÇÃO

Este artigo traz a experiência vivida na disciplina de estágio Supervisionado II, no Núcleo de Desenvolvimento Infantil - NDI, o Campus da Universidade federal de Alagoas - UFAL, sob a orientação da professora Doutora Cláudia Pimentel.

Este estágio fazia parte da nossa formação em Pedagogia, em que ao vivenciarmos a teoria na prática fomos avaliadas em todo o contexto. Portanto, como critério de aprovação parcial nesta disciplina.

Inicialmente fomos ao NDI para coleta de informações sobre o funcionamento e características da instituição, e, para isso, contamos com o acolhimento de toda a equipe, direção, coordenação, professores, secretaria, nutricionista, serviços diversos, todos, sem distinção nos deram todo o apoio e informações necessárias.

Com o intuito de poder contribuir para a ampliação de estudos nesta área e consequentemente, uma busca de, cada vez mais, ofertar uma educação de qualidade para as crianças, seres ativos e construtores de cultura, foi que assumimos esta responsabilidade com toda a seriedade necessária para atingirmos nosso objetivo, que é nos habilitarmos no magistério de Educação infantil.

Buscamos estagiar de modo qualitativo para que, de alguma forma, pudéssemos somar positivamente nessa interação com as crianças, para que nossa troca de conhecimentos fosse relevante não só para nós, estagiárias, mas, sobre tudo, para as crianças.

Por fim, apresentamos nosso projeto que muito nos auxiliou neste estágio direto com as crianças e, acreditamos que as crianças apreciaram prazerosamente durante todo o período da intervenção.

2 IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

TÍTULO DO PROJETO: Pega, lê e devolve: literatura da escola em casa.

TEMA GERADOR: Literatura infantil

PROBLEMATIZAÇÃO: Como as crianças acolhem os livros de literatura em sua casa sabendo que estes terão que ser devolvidos?

2.1 Justificativa Prática
Uma vez que as crianças demonstraram interesse pelo trabalho realizado com os livros, resolvemos fazer uma proposta nesse caminho, fazendo novos desafios, como a leitura de um livro longo em capítulos. Propondo o reconhecimento da intertextualidade, usando um livro que abrisse para outros livros, propondo um diálogo entre as narrativas tradicionais, e o livro que será usado no projeto. Nessa via podemos mapear as histórias que as crianças já conhecem, valorizando o seu saber.

Acreditamos que mesmo antes de aprender a ler, as crianças devem ser colocadas em contato com a literatura para que consigam desenvolver sua autonomia como leitora. Para isso, é importante intercalar a leitura feita pelo professor com o momento dela sozinha com os livros. Sendo assim ela poderão entrar em contatos com os livros tanto na escola ou em casa, variando os ambientes.

Partindo disso, o nosso intuito é de propor a instituição um projeto de intervenção que possa contribuir em uma maior interação das crianças com os livros literários, para que elas possam ter contatos com os livros em diferentes espaços, e assim, permitir que os pequenos explorem melhor os livros no ambiente escola, tendo o livre acesso aos livros e que até possam levar para casa.

Com isso, temos a intenção de aprender com as crianças o que elas fazem com os livros: narram histórias a partir das ilustrações? Nomeiam ilustrações? Tem livros preferidos? Qual o gosto das crianças pelo livro?

Para isso, pretendemos contar com a participação dos pais no sentido de observar a ação das crianças com relação a esses livros, que irão pegar emprestados, para levar para casa.

Este projeto de intervenção será para somar ao trabalho que já vem sendo realizado com as crianças nesta instituição, que se mostra preocupado, em dar acesso às crianças, à literatura na pré-escola. Esperamos assim, poder contribuir na formação de pequenos leitores incentivando o gosto pela literatura.

A criança gosta de ouvir histórias, fazer de conta que esta lendo, ver as imagens, manusear os livros. E, pensando nessa interação é que elaboramos o projeto de: Pega, lê e devolve: literatura da escola em casa.

Na educação infantil a aprendizagem deve fluir de maneira que contribua para a socialização e o desenvolvimento da cultura das crianças de acordo com a curiosidade e a vontade das crianças. Pensando em uma maneira de atrair esses pequenos para serem futuros leitores devoradores de livros foi o que nos motivou para a realização deste projeto.

Dessa forma indagamos como auxiliar no ensino aprendizagem de maneira que faça a criança sentir prazer pela literatura? E os pais, como torná-los parceiros e motivados para ajudar?

Pensando nisso, pretendemos envolver os pais em uma parceria, nesta intervenção, com dois objetivos: primeiro de nos ajudar a envolver as crianças com a leitura e ao mesmo tempo fazendo com que as crianças se sintam a vontade e felizes com os livros; segundo é poder proporcionar uma maior interação entre pais e instituição, fazendo da família uma parceira da escola, colaborando com a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e se aproximando cada vez mais do âmbito escolar.

Esta parceria é uma riqueza e poderá ser muito prazerosa se todos pensarem no espaço escolar como complemento da família, se distinguindo no sentido que, na escola há um acompanhamento pedagógico, todo um planejamento elaborado para contribuir no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças. E que a literatura, os livros, os brinquedos, as músicas e todas as linguagens não são conquistadas naturalmente. É preciso dar acesso às crianças à cultura para que elas possam fazer suas intervenções da cultura através da brincadeira e de outras formas de intervenção, da criança com o mundo. Dar acesso à leitura, à literatura é uma forma de inserir a criança na cultura. Buscando uma parceria com os pais através da conscientização do quanto a sua presença faz a diferença no ensino e na aprendizagem dos seus filhos.

Nestas intervenções se fazem necessárias as reflexões críticas e não se esquecendo de que o planejamento é o ponto fundamental para uma ação seguido de reflexão para que haja uma nova ação.

2.2 Justificativa Teórica

A partir da das observações feita na rotina das crianças no NDI, percebemos que a sala da brinquedoteca não faz parte das atividades diária das crianças, permanecendo, na maioria das vezes, fechada. Sendo assim, impossibilitando o livre acesso dessas crianças a um espaço tão importante que deveria servir de cantinho de leitura e de acervo no qual essas crianças pudessem ter o livre acesso aos livros para criarem um contato mais íntimo com os livros e se tornarem futuros leitores.

Pensando nesse contato pessoal da criança com os livros a dupla de estagiárias decidiu contribuir com a instituição montando um projeto de literatura infantil na brinquedoteca para fornecer as crianças esse contato maior com os livros e dando maior liberdade, neste espaço, para interagirem com os brinquedos e, com os demais objetos ali existentes. Contribuindo assim, com a construção da autonomia e tomada de decisão das crianças.

Percebemos que em sua rotina elas já estão habituadas as rodas de leituras, mas falta o contato mais direto dela com os livros. Então, pensando nisso, o projeto de intervenção busca incentivar as crianças pequenas o hábito pela leitura estimulando-as a ler, tanto com ajuda de um mediador, como também sozinhas, tanto na escola como em casa, incentivando levar exemplares para serem levados para casa e, assim, possa compartilhar com a família esse momento da leitura e dando suas opiniões sobre o que lê.

Segundo Tereza Colomer (2007, p.75) “Os livros como mestres”, a autora destaca a importância do contato desde cedo da criança com uma grande variedade de livros, porque seu desenvolvimento não só depende se sua capacidade interpretativa, mas, também, está condicionado no que se passa a sua volta, na sua família e sua cultura.

Sendo assim, é fundamental que a escola garanta esse contanto com os livros desde a primeira infância para que ela possa manusear, encantar-se com as ilustrações e comece a descobrir o mundo das letras.

Para tanto as prática docente precisa diversificar, facilitar e estimular apreciação da criança pelo livro. Porque antes de analisar e refletir sobre os aspectos formais da literatura o aluno tem que gostar de ler. E isso só acontece mediante os livros. A criança precisa ter espaço para comentar sobre o que foi lido, ter direito de manusear os livros para estabelecer o contato mais direto com a literatura e, assim, permitindo que a escola seja um espaço para atividade de compartilhamento da leitura.

Segundo Celso Antunes (1999), o professor (a) ao invés de exigir a atenção do aluno ou, de chantageá-lo emocionalmente, deveria substituir, estes métodos, por um ensinamento que desperte o interesse ao associar o novo ao velho, estimulando as diversas inteligências através de jogos, brincadeiras que causem emoções estimulando uma aprendizagem significativa.

Para Vigotsky (1998) o brinquedo exerce enorme influência no desenvolvimento infantil. Para ele o brinquedo refere-se o ato de brincar preenchendo as necessidades imediatas da criança.

Dessa forma a criança está construindo conhecimento ao mesmo tempo em que está se constituindo como adulto.

Por isso, é fundamental que o professor planeje atividades envolvendo as brincadeiras infantis, pois permite que a criança desenvolva-se adquirindo regras de comportamentos. Nessa fase a criança deixa-se se levar pelo mundo da imaginação e da fantasia e nada melhor para incrementar esse mundo imaginário como as brincadeiras e os contos de histórias infantis.

2.3 Objetivos:

2.3.1 Objetivo Geral:

Propor e criar uma maior interação com a literatura e, consequentemente, com os livros, criando um convívio prazeroso com os livros e assim, contribuir na formação de sujeitos autônomos, críticos e capazes de transformar a sociedade.


2.3.2 Objetivos Específicos:

  • Proporcionar uma aproximação maior com a literatura infantil;

  • Causar registros das leituras dos livros para as crianças; através de desenhos, pinturas, colagens ou dramatizações;

  • Propor interação entre as crianças através de uma exposição com as produções delas em que elas mesmas, apresentarão seus trabalhos aos colegas da outra turma;

  • Expor aos pais nossa intenção e propor uma prática de observação da interação criança e livro e, ao mesmo tempo, uma maior parceria com a instituição;

  • Desenvolver a linguagem oral das crianças;

  • Promover o ambiente de letramento na escola e na casa das crianças;

  • Planejar uma confraternização que marque a nossa metodologia que aproxime as crianças dos livros, maior interação entre pais e educadores; com o mesmo objetivo de promover o bem estar da criança, uma aprendizagem significativa e prazerosa.

2.4 Metodologia

O projeto seguirá as sessões de literatura que seguirão a metodologia da pré-leitura, leitura e pós-leitura. Entende-se que nessas etapas o diálogo com as crianças é importância para:

Pré-leitura



  • Conhecer sua realidade cultural;

  • Perceber as relações que as crianças estabelecem com suas vivências;

  • Observar suas preferências, seu gosto e o que fazem quando tem as acesso aos livros;

  • Estimular que as crianças façam antecipações sobre a narrativa que o livro traz, a partir da capa, do título e outras informações.

Leitura:

  • Estabelecer relações sociais;

  • Mexer com os sentimentos através das ilustrações e da história;

  • Despertar para curiosidade escutando e dialogando sobre a história;

  • Desenvolver a linguagem oral;

  • Ouvir o que as crianças tem a dizer sobre a história que está sendo contada.

Pós-leitura:

  • Ampliar a capacidade de narrar e se expressar verbalmente através de recursos narrativos;

  • Proporcionar novas experiências na busca de diferentes gêneros literários;

  • Permitir a criança dramatizar;

  • Desenvolver a imaginação da criança;

  • Fazer registros sobre a leitura tanto individuais como coletiva, explorando diferentes recursos tais como desenho, colagem, recortes etc.

A cada sessão, serão propostos registros variados. Dessa forma o registro coletivo pode ser feito através de uso de um escriba experiente, quando o professor anota o que as crianças dizem ou narram, ou podem ser feitas pelas as crianças usando colagem em papéis de tamanhos diversificados em atividades individuais e em grupos.

Nas atividades desenvolvidas pelas crianças podem ser utilizadas diferentes técnicas como colagem, fantoche, dramatização desenhos, pinturas e etc.

Esses registros comporão um portfólio individual, que cada um levará ao final do projeto para casa.

A interação com a família será muito importante para o sucesso do projeto que visa observar a atuação das crianças na escola e em casa, ou seja, em ambientes diferenciados. A participação da família é a nossa única fonte da nossa observação no ambiente familiar.

Está previsto, uma sessão para interação com a outra turma; outra sessão para avaliar como foi e ouvir as crianças sobre a integração e, no encerramento do projeto, uma sessão para despedida.

2.5 Avaliação

A avaliação acontecerá, primeiramente, através de um diagnóstico para observar o conhecimento já existente pela criança em relação ao tema. Depois de forma processual, avaliaremos o projeto didático, através do interesse das crianças.

Observaremos o seu desenvolvimento do aprendizado e as dificuldades apresentadas que deveram ser trabalhadas para facilitar o processo da sua aprendizagem.

Segundo Lei nº 9394 de Diretrizes e Bases da Educação de 20 de dezembro de 1996, Art. 31, que diz:
Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

A avaliação do projeto acontecerá na interação da apresentação das produções, de acordo com a socialização das crianças ao abordarem seus trabalhos construídos com o intuito de um convívio social harmonioso, através do registro do que as crianças fazem.



3 CRONOGRAMA DAS AÇÕES DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

1º Dia da intervenção: Acolhimento e combinações

2º Dia: início da leitura do carteiro (toda)

3º Dia: inicio da leitura em capítulo (O Carteiro Chegou)

4º Dia: Continuação até a casa da bruxa

5º Dia: Continuação até a casa do gigante.

6º Dia: Interação no pátio com a outra turma e será lida a história que as crianças escolherem para este dia

7º Dia: Continuação do carteiro até a cinderela

8º Dia: Continuação do carteiro até o lobo mau

9º Dia: Continuação do carteiro até cachinhos dourados

10º Dia: Grande festa de encerramento com as duas turmas

11º Dia: Despedida

Esclareceremos que não voltaremos porque nosso estagio chegou ao fim, mas levaremos todos em nossos corações. Entregamos dos portfólios com todas as suas atividades para levaram para suas casas e mostrarem aos seus familiares. E traremos cartas para cada criança e uma entregara uma carta à outra criança.

Lembrando que, todos os dias, de intervenção, ocorriam o momento de acolhida com uma roda de conversa; o momento de leitura; o momento de empréstimo e eles escolhiam os livros que queriam levar; o momento de brincadeira na brinquedoteca; e, finalizando com uma socialização sobre o que tinham feito, de que tinham brincado.



4 DIÁRIO DAS INTERVENÇÕES
4.1 Momentos da leitura
4.1.1 PRÉ-LEITURA feita através da problematização da capa.
Iniciamos a leitura mostrando para as crianças a capa do livro “O Carteiro Chegou”, perguntamos quais as figura quem estava na capa do livro e se elas já tinham ouvido esta história antes. Rapidamente as crianças demonstraram interesse pelo livro e responderam sobre as figuras da capa do livro e que nunca tinham ouvido esta história.

E continuamos: “Alguém já viu um carteiro”? As crianças: “Sim!” “O que é que o carteiro faz”, e gritaram: “leva carta!”. Insistimos: “Leva carta para onde?” Tiago falou: “Para as pessoas!”


4.1.2 LEITURA E INTERPRETAÇÃO:
Ao lermos: “Em uma tarde ensolarada.” Interrompemos para investigar: “Alguém sabe o que é um dia ensolarado?” Silêncio total. Esclarecemos: “é um dia de sol sem chuva.” A Flora fez rapidamente uma relação e disse: “um dia de chuva é um dia de chuvarada”!

A cada página lida mostrávamos as ilustrações identificando os personagens e sobre o que estavam fazendo.


4.1.3 PÓS-LEITURA: após a leitura perguntávamos sobre a história
Fazíamos perguntas e logo as crianças contavam toda a história com detalhes. Era tão grande a empolgação que todos falavam ao mesmo tempo.

Depois explicando para as crianças outra parte do nosso projeto da literatura em casa: “Pega, lê e devolve”, com empréstimos de livros. Todos queriam levar o Carteiro ou Cachinho de Ouro, esclarecemos que no momento esses não estavam no rol dos empréstimos.

Todos tinham liberdade na hora da escolha do livro que levaria emprestado. Alguns observavam apenas a capa, outros perguntavam o nome da história e outros queriam saber um pouco sobre a história antes de escolher.

4.2 Relato dos pais


Do Hugo, que desenhou um sapo e um príncipe, a mãe escreveu assim:
Foi maravilhosa esta iniciativa. Vocês estão de parabéns. O Hugo no início ficou bem quieto escutando a historinha, sempre curioso perguntando: “Mainha, é o príncipe é?” Também ficou rindo com as loucuras do sapo ao sentar na mesa e, então quando faltava uma folha para acabar a história ele se enfezou e não quis escutar o final da história.

Do Tiago, que desenhou vários cisnes, relataram:


Ele chegou da escola todo entusiasmado com o livro, foi pegando logo na bolsa e mostrando a mim. Quando ouvia a história perguntava o significado de algumas palavras e perguntava quem eram alguns personagens que via no livro. Ele disse que gostou muito da parte que Elisa era carregada pelos irmãos cisnes em uma rede.

Do Fabrício, que desenhou O Barba Azul, veio:


Ler um livro para uma criança é sempre muito prazeroso, é muito bom ver aquela carinha tão envolvida pela história! O livro Barba Azul tem uma boa história, porém achei um pouco pesado para uma criança dessa idade, já que o mesmo fala de um homem malvado que matava suas esposas. O ato de ler o livro para os nossos filhos aproxima pais e filhos mais ainda! Fabrício gostou muito do livro, pediu que eu repetisse a leitura, observou se as cenas faziam relação com a minha leitura. Ah! E desde a hora que eu fui buscá-lo na escola Já se mostrou muito feliz com a historinha que levara para casa.

4.3 Análise

Podemos observar que as crianças começam a questionar sobre o significado das palavras como fizemos com a palavra “ensolarado”, e, observamos também que fazem relação das ilustrações com a história, tal qual mostrávamos e elas indagavam: “cada dê?, deixa eu ver? E essas observações só foram possíveis através dos relatos dos pais.

A relação família-escola se ampliou através dos relatos e esse envolvimento é importante, e as crianças são as mais beneficiadas com esta parceria.

Os relados ainda revelaram confissão de pais afirmando que estava fazendo uma leitura para seu filho pela primeira vez. Outros relataram a alegria da criança com a leitura. Pais que deram sugestões sobre os livros e assim, enriquecendo nosso projeto

Podemos perceber como a riqueza da literatura abriu margens para uma maior interação dos pais não apenas com a escola, mas, principalmente, com seus próprios filhos.



5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi muito gratificante e muito importante este contato com as crianças. Percebemos seus conhecimentos prévios e seus potenciais.

Percebermos que nosso objetivo de proporcionar maior interesse pelo livro foi alcançado. É visível que trabalhar com literatura desenvolve a linguagem oral das crianças.

A interação com as crianças nos revelou que se faz é necessário muita dedicação, pois a educação envolve emoção, afeto e prazer no que se faz.

Quanto a trabalhar com as brincadeiras observamos que o desenvolvimento da criatividade das crianças é imenso, com o mesmo brinquedo inventavam mil idéias.

Os empréstimos proporcionaram maior interação entre família-escola e entre família-criança. Foi um estágio muito rico, prazeroso e compensador tanto no sentido de crescimento pessoal quanto profissional.



REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. Alfabetização Emocional: novas estratégias. 5ª e. Petrópolis: Vozes, 1999.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Ministério da Educação, 1996.
COLOMÉ, Tereza. Andar entre livros. In. Os livros como mestres. São Paulo: Global, 2007.
VIGOSTSKY.L.S. Formação social da mente. Martins Fontes. São Paulo.1998



1 Estudantes do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas – UFAL.

E-mail: meloofsuely@gmail.com




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