Percurso de Acolhimento e Iniciação Manual de Animadores



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Percurso de

Acolhimento e Iniciação

Manual de Animadores

Equipa de Formação CVX-P

Outubro 2008

introdução

O dinamismo da Comunidade de Vida Cristã assenta na vitalidade dos grupos de base e na forma como progridem numa linha de crescimento e aprofundamento nas dimensões vitais do nosso carisma: espiritualidade, comunidade e missão.

A experiência mostra que os primeiros passos do percurso de um grupo novo são cruciais para um entendimento correcto e completo da proposta CVX, base indispensável para um caminho futuro de crescimento e adesão profunda a este estilo de vida. Se o conhecimento da CVX e o cimentar da opção por ela têm que ser progressivos e respeitando o ritmo de cada um, é também verdade que é importante adquirir, tão cedo quanto possível, um conhecimento completo, articulado e equilibrado das grandes dimensões essenciais do ser CVX. É natural que quem chega a um grupo o faça com níveis de informação teórica sobre o carisma da comunidade, com experiências espirituais e apostólicas e atraído por aspectos parcelares muito diferentes, nem sempre, à partida, já perfeitamente consonantes com a totalidade da proposta deste caminho de seguimento de Cristo na Igreja. O risco de deixar prolongar até tarde demais percepções distorcidas ou reducionistas do que significa estar em CVX e ser CVX é muito real.

As responsabilidades do animador – enquanto organizador dos conteúdos das sequências de reuniões e formulador e proponente das propostas de orientação de vida – e do guia – no seu serviço de vigilância da fidelidade ao carisma, acompanhamento e ajuda ao discernimento do movimento do grupo – são cruciais.

Para garantir que os animadores estejam bem preparados e actualizem e aprofundem os conhecimentos teóricos e práticos relevantes para um serviço efectivo e inspirador e que tenham, logo desde início, uma visão alargada das suas responsabilidades e um leque suficiente de conhecimentos, foram, nos últimos anos, reestruturados e retomados os cursos de formação de animadores, dirigidos não só aos novos animadores mas também àqueles com alguma experiência mas sem formação estruturada.

No entanto, dada a importância dos percursos iniciais dos novos grupos – graças a Deus muitos, nos anos recentes – pareceu necessário providenciar maior ajuda a animadores e guias nesta tarefa de introduzirem novos membros na caminhada de descoberta e decisão face à CVX enquanto proposta vocacional de um carisma laical de serviço ao Reino de Deus.

Consciente desta prioridade, a equipa de formação da CVX-P elaborou um guião, dirigido aos animadores e guias, com um itinerário que agrupa um conjunto de propostas /marcos de crescimento para as primeiras duas etapas de caminhada de crescimento de um grupo – Acolhimento e Iniciação.

A proposta servirá, igualmente, com as adaptações devidas, para grupos já com alguns anos de caminhada fazerem uma revisitação dos elementos essenciais do carisma CVX, avaliando o grau de conhecimento e de adesão do grupo e de cada um dos membros aos traços fundamentais do ser CVX.

Este guião está organizado em 3 blocos:

O 1º bloco – Acolhimento – é estruturado em 7 propostas (que podem cobrir 7 ou mais reuniões). Nos casos dos grupos que começam, tem como meta o situar-se, percorrer a história de Deus na vida de cada um, clarificar expectativas, corrigir imagens de Deus, revisitar os fundamentos da Fé Cristã e introduzir as ferramentas básicas da Espiritualidade Inaciana enquanto meios fundamentais para “ler” a experiência de oração e chegar a Jesus Cristo num encontro pessoal.

O 2º bloco – transição e primeira parte da Iniciação - visa confrontar os membros com o que é específico da proposta CVX enquanto caminho/vocação laical e introduzindo as bases – os 3 pilares – do nosso carisma: espiritualidade, comunidade e missão.

No final destes dois blocos – correspondendo aproximadamente a um ano de caminhada do grupo – pretende-se que cada membro e o grupo percebam em que medida têm desejo autêntico de passar a uma fase de maior aprofundamento do estilo de vida CVX ou, então, percebam que este caminho não é o que melhor corresponde à sua procura e vocação e, consequentemente, procurem outro caminho.

O 3º bloco – Iniciação – apresenta um conjunto de 12 propostas para um horizonte de aproximadamente um ano destinado a aprofundar os traços distintivos da vida Santo Inácio e da sua espiritualidade, e por outro lado a conhecer de forma mais aprofundada os Princípios Gerais e a sua articulação com os pilares do nosso carisma.

A organização deste guião traduz já para propostas práticas a mudança de paradigma da natureza e funcionamento de um grupo CVX: passar de um grupo que se limita a refazer em conjunto as etapas dos Exercícios Espirituais para um grupo que – mantendo uma profunda inspiração na espiritualidade inaciana – põe a tónica em aprofundar o sentido de uma vocação laical específica na Igreja e a construção de um corpo apostólico que partilha a responsabilidade pela missão na Igreja.

O formato com que é apresentado cada proposta do guião é uniforme e explicita os seguintes pontos:


  • Objectivo: o que se pretende que a pessoa tome consciência, experiencie e/ou passe a integrar no seu percurso espiritual.

  • Graça a pedir: os toques do Espírito Santo que dinamizam a conversão e a identificação com Jesus Cristo

  • Didáctica: sugestões sobre como ajudar as pessoas a aproximarem-se do objectivo e a dispor-se à acção da Graça. Conforme o ponto de partida da pessoa e do grupo, e o seu estádio de desenvolvimento são apresentados diferentes modos de suscitar as experiências que se procuram.

  • Meios e conteúdos: leituras e textos bíblicos de suporte

  • Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada: como podemos saber, e que sinais são significativos, para aferir se cada elemento, e o grupo no conjunto, caminharam no sentido dos objectivos propostos. Critérios que devem ajudar o animador e o guia a avaliar se é de avançar ou repetir.

  • Anexos: informação relevante que o animador pode usar como suporte e incorporar nas propostas de Orientação de Vida (OV).

O guião não deverá ser encarado como uma sequência de OV’s (ou TPC's) prontos a usar, nem pretende substituir o animador na sua tarefa de pensar e preparar as reuniões. O valor do guião está na apresentação de uma metodologia e de critérios de reflexão para que o animador, com apoio do guia, possa escolher o que mais se adequa ao grupo, quer no que toca ao planeamento a médio prazo – uma sequência de reuniões –, quer no específico da preparação de cada OV para a reunião seguinte. Daí a importância das diferentes propostas didácticas.

Para grupos em que a maioria dos seus membros se encontra num estádio mais avançado, as propostas do guião e a sua sequência terão de ser adaptadas às características específicas do grupo, tendo em conta que muitos ou todos os seus membros já tenham atingido alguns dos objectivos indicados.

Queremos incentivar os animadores e guias a partirem deste guião para estimular a criatividade e inovação. A avaliação criteriosa da sua utilização trará, com certeza, novas sugestões e alterações a ser introduzidas em futuras versões.
BLOCO um – Acolhimento
1.1. apresentação

Objectivo:

Apresentação, dar-se a conhecer; partilha de expectativas e desejos.

Clarificação das condições para realizar esta viagem em CVX.

Graça a Pedir:

Ânimo e generosidade para começar esta viagem.



Didáctica:

  • Apresentação: Promover a apresentação a partir de uma fotografia, objecto, poema, ou qualquer outra coisa com que a pessoa se identifique; convidar à partilha sobre expectativas e desejos, neste momento em que se decide iniciar esta viagem; explicitar as razões da vinda para a CVX.




  • Condições para começar a viagem:

i. Partir das expectativas e dos desejos das pessoas;

ii. Apresentar um texto ou poema para motivar um diálogo sobre questões como desinstalação, compromisso, resistências, expectativas

iii. Clarificar as três dimensões (3 pilares) da caminhada CVX: espiritualidade, comunidade e missão;

iv. Acordar algumas regras práticas como local, dia e hora da reunião;

v. Falar da importância do compromisso com o pequeno grupo e com a comunidade alargada;

vi. Sublinhar a necessidade da oração pessoal regular e da prática de Exercícios Espirituais anuais.



Meios e conteúdos:

  • Dar um texto para ajudar a situar. Uma sugestão será o texto “O Peixe e o Mar, in Nuno Tovar de Lemos, sj., O Príncipe e a Lavadeira, Tenacitas, pp. 31-35, que nos coloca face à nossa existencial contradição de desejo/resistência perante Deus.

  • Textos bíblicos:

i. 2 Cor 1,7-12

    1. 1 Rs 3, 1-15

Leituras para o animador:

  • Livro ou texto sobre técnicas de apresentação e dinâmicas de grupo.


1.2. a minha história com deus

Objectivo:

Tomar consciência da presença de Deus na minha história de vida.



Graça a pedir:

Luz para ver como Deus está presente na minha história.



Didáctica:

  • Ligação à OV anterior: na reunião de apresentação partilhámos as nossas expectativas e desejos para a viagem que aqui iniciamos. Neste momento, o que se pretende é a tomada de consciência da presença de Deus ao longo da vida de cada um.

  • Para tal, propõe-se um exercício de memória sobre a história pessoal: percorrer e anotar os momentos importantes, os momentos alegres, os difíceis, as pessoas que marcaram. Ver onde se sentiu a presença de Deus, mas também onde se sentiu a sua ausência (ou o nosso afastamento d’Ele). Tentar, agora a esta distância, tomar consciência do “fio condutor” que me trouxe até aqui.

  • Uma proposta possível para este exercício é pegar no álbum de fotografias e percorrê-lo com uma atenção orante. Outra hipótese será dividir este olhar sobre a história pessoal em várias fases: na segunda e terça recordar a infância, quarta e quinta a juventude e sexta e sábado a vida adulta.

Meios e conteúdos:

  • Online Retreat: Creighton University: (em língua inglesa e espanhola)

www.creighton.edu//CollaborativeMinistry/cmo-retreat.html

Week 1 – “Let’s Begin at the Beginning: Our Life Story”




  • Margaret Silf, Landmarks, DLT – Darton, Longman and Todd

“The River Mee” (pp. 47-50) e/ou “Your Faith Story” (pp. 50-51) –

(tradução para português do Brasil: Marcos da Jornada Inaciana, Edições Loyola)




  • Salmo 139

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Ter reconhecido a presença amorosa de Deus na nossa história.



anexos 1.2.:

“The River Mee” (adaptação)




Nascente...

Começa o fluxo da vida

As fontes de águas que alimentam o rio...

Que dons me alimentam a vida?
Afluentes...

Quem e o quê me

formou no que sou?

Rio corre sereno

Rio esconde-se


Rio desvia-se e dispersa-se

perde identidade

Parece que secou
Rio luta com obstáculos,

pedras e rochedos no caminho

às vezes estagna em pântanos

nos rápidos é assustador!

Rio alarga-se, abre-se...

refresca e é alimento para outros




Para onde corre este rio?




1.3. encontrar deus em todas as coisas – o exame inaciano

Objectivo:

Introduzir o exame inaciano na nossa prática quotidiana.



Graça a pedir:

Encontrar a Deus em todas as coisas.



Didáctica:

  • O exame inaciano é uma ferramenta privilegiada de leitura do dia na presença de Deus. Deus fala-nos também através dos factos do dia-a-dia.

  • Este exercício parte da natural tendência humana de reflexão sobre a própria vida.

  • Para este tema, propor um momento diário para parar e tomar consciência (apresentar o esquema do Exame Inaciano, com especial relevo para a primeira parte).

  • Poderá propor-se, igualmente, um pequeno diário da presença de Deus no meu dia.

Meios e conteúdos:

  • Notre Dame du Web: La prière de l’alliance (http://www.ndweb.org/chercher/index.html)

  • Gerard W. Hughes, God in all things, capítulo 4º, “Earthing our prayer”, especialmente pp. 57-61

  • Exame de consciência proposto no website “Pray-as-you-go” (Review of the day)

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Ter introduzido a prática do exame e começar a experimentar o encontro com Deus no quotidiano.



anexos 1.3.:

(A1) Exame inaciano - Tradução livre a partir do Exame do sítio ‘Pray as you go’ e do livro ‘On making choices’ (Margaret Silf)

Esta é uma pequena reflexão sobre como correu o dia, recordando acontecimentos e dando atenção ao que senti, aos meus sentimentos e às minhas emoções.

O objectivo é ficar mais consciente sobre as formas como Deus se fez presente no meu dia, os momentos em que o Espírito Santo me atraíu para a luz.

Faço uma pausa e fico quieto e tranquilo, foco a atenção na minha respiração para me ajudar a relaxar.

Enquanto começo, peço a Deus que esteja comigo, que guie todos os meus pensamentos, sentimentos e reacções, para que possa ver a Sua presença na minha vida.

pausa

Que aconteceu hoje que me fizesse sentir em território instável?

Dou atenção a alguma instabilidade interior que tenha sentido hoje.

Tento perceber o que deu origem a esse sentimento de desconforto.

Talvez alguma coisa que foi dita tenha gerado mau ambiente de repente…

Talvez tenha reagido por medo ou talvez o simples desejo de querer agradar a alguém me tenha deixado desconfortável por alguma razão, ou talvez não tenha gostado do resultado concreto de uma escolha que fiz ou de uma decisão que tomei.

Estas moções são como areias movediças. São sinais de que não estou a caminhar em terreno sólido. Reparo nisso, reparo de onde vêm essas areias movediças. Talvez de uma relação que consome a minha energia ou destrói a minha confiança. Talvez de algum assunto que me está a encher de apreensão.

Paro um momento a fazer estas ligações. As minhas moções podem revelar-me as areias movediças da minha vida e ajudar-me a evitar territórios pantanosos no futuro.

O que aconteceu então ao longo deste dia que me tenha feito sentir que caminhava em terreno seguro?

Talvez o facto de ter feito uma escolha e ter sentido intuitivamente que tinha feito a coisa certa ou dito a palavra certa, da maneira certa, no tempo certo.

Talvez as circunstâncias me tenham provado mais uma vez…

…que aquele amigo ou amiga é realmente confiável ou..

…que aquela actividade em que agora estou envolvido puxa pelo melhor de mim e renova a minha energia ou…

…que aquele relacionamento especial me deixa realmente a sentir-me melhor, mais pleno.



pausa

Olhando agora ao dia todo, onde foi que encontrei o Deus da Vida e do Amor hoje? …converso com Ele sobre isso, como se fala a um amigo…

Em termos gerais, foi um dia bom, com sabor? Ou foi um dia difícil, em que “sobrevivi”?

pausa

À medida que o dia chega ao fim e olho já para o próximo, há alguma coisa que queira pedir ou que queira entregar?



PAI NOSSO
1.4. os meus desejos

Objectivo:

Tomar consciência da importância da nossa vida interior: o mais íntimo de si mesmo, onde Deus fala. Aí, onde vivem os sentimentos, desejos, moções e movimentos de atracção e de repulsa, vamos descobrindo como Deus está presente no mais íntimo de cada um, a consolar, interpelar, desafiar a mais, etc.



Graça a pedir:

Luz para perceber como Deus nos fala e interpela através dos movimentos interiores.



Didáctica:

  • Ajudar a passar da tomada de consciência da presença de Deus na nossa história, para a tomada de consciência da presença de Deus no nosso presente;

  • Deus fala-nos em cada dia, “no mais íntimo de mim mesmo” (Sto Agostinho) e nós, criaturas muito amadas de Deus, temos a “capacidade de ouvir” essa palavra que Deus nos dirige.

  • A linguagem que Deus usa connosco é a linguagem das “moções”, a linguagem dos desejos, movimentos interiores de atracção ou repulsa. Deus fala-nos sobretudo ao nível dos nossos desejos profundos. “Senhor, criaste-nos para Ti e o nosso coração permanecerá inquieto enquanto não descansar em Ti” (Sto Agostinho). Porém, é frequente sentirmo-nos habitados por desejos contraditórios, por movimentos de repulsa e atracção, difíceis de ler adequadamente.

  • Para ajudar a fazer esta leitura, Sto Inácio criou “Regras de Discernimento dos Espíritos” a partir da sua própria experiência. Uma proposta de trabalho será a de partir do período de conversão de Sto Inácio e da leitura que ele próprio foi fazendo dos vários desejos e moções que sentia, ora quando pensava em prosseguir as suas ambições de gentil-homem, ora quando pensava em imitar os Santos. Ver como Sto Inácio fazia a leitura dessas moções e se apercebia dos seus diferentes efeitos.

Meios e conteúdos:

  • Online Retreat: Creighton University: (em língua inglesa e espanhola) www.creighton.edu/CollaborativeMinistry/cmo-retreat.html / Week 2

  • Gerard W. Hughes, O Deus das Surpresas, Editorial AO, capítulo 8º, pp. 114-124, sobre as regras de discernimento dos espíritos.

  • Gerard W. Hughes, God in all things, capítulo 5º, “On desire, especialmente pp. 78-88.

  • Margaret Silf, Landmarks, DLT - Darton, Longman and Todd, Capitulo 1 (tradução para português do Brasil: “Marcos da Jornada Inaciana”, Edições Loyola)

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Ser capaz de identificar e expressar movimentos interiores que me aproximam de Deus e outros que me afastam de Deus. Identificar e expressar os meus desejos profundos.



anexos 1.4.:

Para compreender melhor o que é desolação e consolação...



Estou a afastar-me de Deus

De costas para a Luz do centro
mais verdadeiro de mim

Estou em desolação

Sombra, escuridão, medo



Estou virado para Deus

De frente para a Luz do centro
mais verdadeiro de mim

Estou em consolação

a escuridão para trás de mim

Fecha-nos sobre nós próprios

Afunda-nos na espiral dos nossos sentimentos negativos

Separa-nos da comunidade

Faz-nos querer desistir das coisas que

costumavam ser importantes para nós

Absorve a nossa mente e não deixa ver ao longe

Esvazia-nos de energia



Dirige o nosso foco para fora e para

além de nós mesmos

Eleva os nossos corações, para vermos as

alegrias e tristezas dos outros

Liga-nos mais fortemente à comunidade

Gera nova inspiração e ideias

Restaura o equilíbrio e refresca a nossa visão interior

Mostra-nos onde Deus está activo nas nossas vidas e

para onde nos conduz

Liberta nova energia em nós

  • Na consolação, é Deus que me conduz; posso confiar nos meus sentimentos e ideias – deixo-me levar pela consolação.

  • Na desolação, sou dominado pelo mau espírito; devo desconfiar dos meus sentimentos e da minha visão das coisas – resisto ao movimento da desolação.



cuidado! desolação!

  1. Diz a Deus como te sentes
    e pede-lhe ajuda.

  2. Procura acompanhamento.

  3. Não ponhas em causa decisões
    que tomaste em consolação.

  4. Relembra um tempo de consola-
    ção volta a ele em imaginação.

  5. Procura alguém que precise de
    ajuda e dá-lhe toda a atenção

  6. Volta a 1.

benvindo! consolação

  1. Diz a Deus como te sentes e
    agradece-lhe.

  2. Guarda o momento na memória para
    voltares a ele em tempo difícil.

  3. Usa a energia que sentes para
    aprofundares os desejos profundos.

  4. Canaliza o excesso de energia para
    as coisas que gostas menos e fá-las.

  5. Volta a 1.


1.5. imagens de deus

Objectivo:

Tomar consciência das falsas imagens de Deus, para chegar ao Deus de Jesus Cristo.



Graça a pedir:

Libertar-me das imagens distorcidas para me encontrar com o Deus verdadeiro.



Didáctica:

  • Para que seja possível avançar na relação com Deus, é necessário tomar consciência das falsas imagens de Deus, fruto da educação, de uma catequese deficiente, etc. De forma mais ou menos inconsciente, é frequente estarmos influenciados por imagens deturpadas de Deus, seja a de um deus castigador, do deus Pai Natal, do deus totalitário, etc. Ora, é fácil perceber como estas imagens limitam e distorcem a nossa relação com Deus.

  • O objectivo do trabalho deste tema é exactamente o de, tomando consciência dessas imagens distorcidas, prepararmos o terreno para recebermos no nosso coração o Deus verdadeiro, que se quer dar e revelar a cada um de nós pessoalmente.

  • Para tal, poderemos percorrer mais uma vez alguns episódios da nossa vida. Como era o deus da minha infância, que imagens tinha dele, que sentimentos quando me falavam de Deus; e na adolescência? E por aí em diante.

  • Depois, confrontar as ideias sobre Deus com os sentimentos sobre Deus. Tomar consciência e em seguida reflectir.

  • Que dizem as pessoas sobre Deus? E eu, que digo eu?
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