Percurso de Acolhimento e Iniciação Manual de Animadores



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Meios e materiais:

  • Gerard W. Hughes, O Deus das Surpresas, Editorial AO, Capítulo 3

  • “A Varanda”, in Nuno Tovar de Lemos, sj., O Príncipe e a Lavadeira, Tenacitas, pp. 37-58

  • François Varillon, sj., Viver o Evangelho, Editorial AO, pp. 33-47

  • “Creio em Deus Pai”, in Vasco Pinto de Magalhães, sj., Nem Quero Crer, Tenacitas, pp. 23-42

  • Texto bíblico: Lc 15, 11-32 (O Filho Pródigo)

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Ser capaz de expressar as várias imagens pessoais de Deus e experimentar um sentimento de abertura ao Deus que é mistério, e que só o encontro com Jesus Cristo permite vislumbrar.


1.6. deus e a fé

Objectivo:

Entender a fé como a minha resposta ao amor de Deus.



Graça a pedir:

Escutar o Deus que me chama à vida e responder com ânimo e confiança.



Didáctica:

  • Pretende-se a tomada de consciência que Deus chama à vida e à vida em abundância; Deus não é adversário da nossa felicidade.

  • Perceber a fé como uma resposta que compromete toda a minha vida.

  • Na verdade, o encontro com o Deus verdadeiro não nos deixa indiferentes. Sentimos o coração a arder, como os discípulos de Emaús. Não o vemos, mas sentimos a sua presença (e às vezes de forma tão real...), sentimos que somos amados, conhecidos, e que já não caminhamos sós.

  • Suscitar a questão da fé. Fé como uma resposta que brota de uma experiência de encontro com Deus, com um Deus confiável.

  • Mais uma vez, a importância de parar e escutar atentamente os nossos movimentos interiores, os nossos desejos profundos. Escutar para responder.

  • Uma proposta concreta será recordar a conversão de Sto Inácio: como experimentou o seu encontro com Deus, a paragem forçada, a atenção à vida interior, aos movimentos internos que experimentava; a diferença que sentiu entre os desejos mundanos e os desejos que vêm de Deus e que chamam à vida; finalmente, a resposta de Inácio.

Meios e conteúdos:

    • Autobiografia de Santo Inácio”, Editorial AO, capítulos 1 a 3

    • “Noite de estrelas”, in Nuno Tovar de Lemos, sj., O Príncipe e a Lavadeira, Tenacitas, pp. 87-108

    • Gerard W. Hughes, O Deus das Surpresas, Editorial AO, capítulo 5

    • Textos bíblicos:

i. Gn 22, 1-19 (Abraão e o sacrifício de Isaac)

ii. Jo 10, 7-20 (A Vida em abundância)

iii. Jo 21, 1-17 (Na margem do lago de Tiberíades)

iv. Lc 24, 13-35 (Discípulos de Emaús)



Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Sentir o desejo agradecido de responder ao Deus que dá a vida e a vida em abundância.


1.7. o encontro com jesus cristo

Objectivo:

Encontrar-me com Cristo, que me desafia a um caminho de felicidade e a trabalhar com Ele na construção do Reino.



Graça a pedir:

Experiência de encontro com a pessoa de Jesus e desejo de seguimento.



Didáctica:

  • Introdução à contemplação imaginativa das cenas evangélicas.

  • Contemplar a humanidade de Jesus e os efeitos que o encontro com Ele causa nas pessoas.

  • Não ficar de fora como observador, mas meter-me na cena (porque este chamamento é para mim): como me sinto desafiado, interpelado?

  • Depois da contemplação, reflectir, anotar sentimentos, desejos, resistências, para tirar proveito.

Meios e conteúdos:

    • Sobre a contemplação imaginativa:

  1. Gerard W. Hughes, O Deus das Surpresas, Editorial AO, capítulo 7, pp. 95-107

  2. “Some ways of praying from Scripture – part 2”, in Gerard W. Hughes, God in all things, pp. 65-71

    • Textos do Evangelho:

  1. Lc 5, 1-11 (O chamamento de Pedro)

  2. Lc 7, 36-50 (A pecadora que lava os pés a Jesus em casa de Simão, o fariseu)

  3. Jo 1, 35-51 (O chamamento dos primeiros discípulos)

  4. Jo 4, 1-42 (Jesus com a Samaritana)

  5. Mt 16, 13-20 (Confissão de Pedro)

        • Meditação do Reino, dos EE

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Sentir desejo de seguir Jesus.


BLOCO dois – CVX como resposta ao chamamento
2.1. princípio geral 4

Objectivo:

Perceber a CVX como uma possível resposta ao chamamento.



Graça a pedir:

Compreender o caminho CVX.



Didáctica:

  • Ligação à OV anterior: Sentir-me chamado desperta em mim uma nova visão do mundo e o desejo de contribuir para essa construção.

  • Trabalhar o material numa lógica de atracção/ afecto mais do que norma/regra.

  • Garantir que os membros se confrontem com os pressupostos do PG4, principalmente na “integração fé-vida”.

  • Estimular as pessoas à reflexão sobre o que muda com o facto de se sentir chamado e como se pode começar a materializar essa experiência.

Meios e conteúdos:

        • Apontar os traços do PG4, com que mais me identifico/mais me atraem e em que aspectos concretos da minha vida eles se reflectem. (ver anexo 1)

        • Utilizar um texto e questões para reflexão e apelo à revisão de estilo de vida e à unificação fé e vida. (ver anexo 2)

        • Textos Bíblicos

i. Jo 3, 1-21 (Nicodemos)

          1. Jo 10,10 – “ Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”

          2. Ap – 21, 1 – “Os novos céus e a nova terra”

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Compreender os traços distintivos da identidade CVX.

Desejo ou faço propósito de rever / questionar aspectos do seu estilo de vida para caminhar numa maior integração fé – vida.

anexos 2.1.:

(A1) PG4: Alguns traços a salientar


  • “seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino”

  • “reconheceram na Comunidade de Vida Cristã a sua particular vocação na Igreja”

  • “cristãos comprometidos, dando testemunho, dentro da Igreja e da sociedade, dos valores humanos e evangélicos que afectam a dignidade da pessoa, o bem-estar da família e a integridade da criação”

  • “necessidade premente de trabalhar pela justiça através de uma opção preferencial pelos pobres e de um estilo de vida simples “

  • “reunimos em comunidade pessoas que sentem uma necessidade mais urgente de unificar a sua vida humana em todas as suas dimensões”


(A2) Sugestão de texto para reflexão:

“Deus chama-nos a olhar seriamente para os nossos estilos de vida e convida-nos a escolher um estilo de vida simples, de forma sustentada e em solidariedade com as pessoas que são pobres. Desta forma podemos ajudar a criar um mundo em que seja respeitada a dignidade humana e em que todos possam atingir o seu máximo potencial. Esta é a visão do verdadeiro progresso, com muito maior valor do que uma visão que assente exclusivamente no crescimento económico” (The livesimply message)



(A3) Questões possíveis sobre o PG4:

  • Como é que eu formularia o PG da minha vida? O que é que me move?

  • Que imagem/ símbolo/ metáfora... traduz a forma como me vejo e sinto em CVX?

  • O que valorizo na minha vida agora? O que é que eu mais gosto?

  • Para ajudar a criar esse mundo que mudanças estou preparado para fazer na minha vida?

  • Que áreas da minha vida sinto apelo a mudar?

  • Em que coisas, acções invisto mais o meu tempo? Como é que isto traduz para mim as minhas verdadeiras prioridades?

  • Como decido as minhas prioridades? Em que medida a minha fé faz parte das minhas decisões?

  • Possuo algo em excesso? Ou somente o necessário? Como decido o necessário vs. supérfluo?

  • Se eu decidisse viver de forma mais simples, estaria disposto a partilhar mais daquilo que tenho? Há alguma coisa que eu possa partilhar mais – dinheiro, tempo, capacidades, recursos?

  • Sinto-me a viver de forma sustentável? Como uso os recursos naturais no meu dia-a-dia?

  • Levo em conta a minha responsabilidade na solidariedade com as pessoas que vivem na pobreza quando faço as minhas escolhas políticas e económicas?

  • Que pessoa seria (serei) se vivesse em plenitude todo o potencial que Deus me concedeu? Gostaria de ser essa pessoa? Se sim, que passos gostaria de dar?

  • Que espécie de mundo quero habitar e que quero ajudar a criar?

Outras leituras para o animador

  • “Carisma CVX”, anotações de fim de página nas diferentes referências ao PG4, nomeadamente no Cap.1 “A pessoa CVX” e no Cap.2 “A comunidade de vida cristã”

  • “Aprofundemos a nossa compreensão dos princípios gerais” - Progressio suplemento 38, 39, Setembro 1992

  • Livesimply: Choosing to Change the World - A CAFOD Anthology for Worship, Reflection and Action (http://www.amazon.co.uk/Livesimply-Choosing-Anthology-Worship-Reflection/dp/185311863X/ref=sr_1_9?ie=UTF8&s=books&qid=1214139593&sr=1-9)


2.2. pilar espiritualidade

Objectivo:

Dar a conhecer os EE como pilar fulcral e insubstituível da caminhada CVX.



Graça a pedir:

Crescer no desejo de aprofundamento da minha vida espiritual.



Didáctica:

  • Para os que ainda não fizeram EE, suscitar e desejo de profundidade e integração espiritual e mostrar como os EE são um caminho particularmente apto para isso.

  • Para os que já fizeram EE, ajudar a explorar o valor da experiência dos retiros (descobertas, frutos, técnicas que se aprenderam...) e ajudar a perceber os EE como uma gramática de leitura e de desenvolvimento de toda a vida espiritual.

Meios e conteúdos:

        • Levar cada um a questionar-se sobre o empenho efectivo que tem no seu crescimento espiritual (usar, p. ex., texto de Nicodemos: Jo 3, 1-8).

        • Partir da definição de EE dada no livro dos EE, vendo o que apela a cada um nesta proposta:

[1] Por este nome, exercícios espirituais, entende-se todo o modo de examinar a consciência, de meditar, de contemplar, de orar vocal e mentalmente, e de outras operações espirituais, conforme adiante se dirá. Porque, assim como passear, caminhar e correr são exercícios corporais, da mesma maneira todo o modo de preparar e dispor a alma, para tirar de si todas as afeições desordenadas e, depois de tiradas, buscar e achar a vontade divina na disposição da sua vida para a salvação da alma, se chamam exercícios espirituais.

        • Usar como apoio a seguinte afirmação do Papa Bento XVI:

Num tempo como o de hoje, em que a confusão e a multiplicidade das mensagens, a rapidez das mudanças e das situações torna particularmente difícil aos nossos contemporâneos pôr ordem na sua própria vida e responder com decisão e com alegria ao chamamento que o Senhor dirige a cada um de nós, os Exercícios Espirituais representam um caminho e um método particularmente preciosos para buscar e encontrar Deus, em nós, à nossa volta e em todas as coisas, para conhecer a sua vontade e a pôr em prática. (Bento XVI aos jesuítas da Congregação Geral 35, em Fevereiro de 2008).

        • Usar, eventualmente, também o texto do Princípio e Fundamento como apresentação e exemplificação do objectivo e método dos EE.

        • Incentivar testemunhos, na reunião, daqueles que têm mais experiência de EE.

        • Pedir ao Guia que prepare uma breve apresentação sistemática do que são os EE.

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Sentir desejo forte e ter decisão determinada de fazer EE.



Leituras para o animador:

O Carisma CVX (1ª parte), 37-51.
2.3. pilar comunidade

Objectivo:

Perceber a dimensão comunitária da vocação CVX



Graça a pedir:

Compreender o caminho CVX, em particular o sentido de Corpo. Acreditar com o coração que a Salvação é Comunitária.



Didáctica:

  • Ligação à OV anterior: A comunidade é capaz de continuar a dinâmica gerada pelos EE's

  • Trabalhar o material numa lógica de atracção/ afecto mais do que norma/regra

  • Ajudar os membros a perceber a natureza da mediação da comunidade como instância Eclesial. “Estar com e estar para”.

  • Trabalhar a noção de que o chamamento e o envio têm sempre referência a uma comunidade.

  • Interiorizar que o grupo de pertença, na perspectiva da comunidade CVX, não se esgota na dimensão sócio afectiva dos laços interpessoais e de identificação grupalReforçar a importância da escuta do outro como meio de presença e de comunicação do Espírito Santo.

Meios e conteúdos:

  • Explorar a natureza comunitária do seguimento de Jesus e da vocação cristã (ver Anexo1)

  • Utilizar algumas passagens do “Carisma CVX” e “PG” que sublinham o específico do grupo CVX e da vocação comunitária da CVX (se o animador e guia entenderem que a maturidade e experiência comunitária dos elementos do grupo lhes permite tirar benefício de uma reflexão dos textos dos PG e do Carisma CVX) (ver A2)

  • Textos bíblicos

i. Mt 18, 20 (oração comunitária)

  1. Lc 24, 28-35 (discípulos Emaús)

  2. Act 2, 42-47

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Descoberta e verbalização (adesão) da importância do grupo para o crescimento na fé e como apoio à continuação da dinâmica dos Exercícios Espirituais.



anexos 2.3.:

(A1) Natureza comunitária do seguimento de Jesus

Jesus não fez, nem faz, contratos individuais de trabalho. Convida para fazer parte da comunidade dos seus discípulos, e é essa comunidade, enquanto tal, que passa a responsabilidade de continuar o seu projecto. O baptismo “torna-nos cristãos” porque nos faz entrar para a Igreja, nos constitui como seus membros.”

Companheirismo na fé e na missão:

Jesus, quando envia, envia em comunidade. Àqueles que chamou para viverem com ele na comunidade dos discípulos, também convida a colaborar na missão da comunidade dos apóstolos” (cf. Lc 10, 1-2).

O sinal da comunidade:

No princípio, o testemunho do grupo dos discípulos enquanto comunidade unida foi crucial para espalhar a mensagem de Jesus” (cf. Actos 2, 42-47).

Pela comunidade se recebe, e é ela que transmite:

A fé vai-se comunicando pela acção da comunidade cristã, foi através dela que a recebemos e é em comunidade que somos responsáveis por a transmitir (“guardar a tradição”) aos vindouros. S.Paulo sente essa necessidade muito claramente”. (cf. Rom 10, 14-17)



(A2) Passagens do Carisma CVX e dos PG sobre a vocação comunitária da CVX

“...reunimos em comunidade pessoas que sentem uma necessidade mais urgente de unificar a sua vida humana em todas as suas dimensões... (PG4)”

A CVX é “uma reunião de pessoas em Cristo, uma célula do Seu Corpo místico”, fundada, portanto, na fé e numa vocação comum, mais do que em afinidades naturais”. (NC 136)

Um grupo CVX é chamado a passar progressivamente de um grupo de amigos a um grupo de amigos no Senhor: uma comunidade que em atitude de escuta e de diálogo se deixa questionar pelos problemas e desafios da realidade social e se torna sinal de salvação capaz de contar aos outros a conversão ao Evangelho que salva”. (doc. de síntese “Objectivos do Itinerário CVX”, 1977 em Roma)

Os membros da CVX vivem a espiritualidade inaciana em comunidade. A ajuda de irmãos e irmãs que partilham o mesmo chamamento é essencial para o nosso crescimento em fidelidade à nossa vocação e missão. Além disso, a comunidade em si mesma é um elemento constitutivo do testemunho apostólico da CVX.” (NC 28)

"A fim de preparar mais eficazmente os nossos membros para o testemunho e o serviço apostólico, especialmente no nosso ambiente diário, reunimos em comunidade pessoas que sentem uma necessidade mais urgente de unificar a sua vida humana, em todas as suas dimensões, com a plenitude da sua fé cristã de acordo com Carisma CVX". (PG4, NC 29)

A comunidade é capaz de continuar a dinâmica gerada pelos Exercícios A comunidade CVX apoia o desenvolvimento humano, espiritual e apostólico de cada um dos seus membros, sobretudo por meio:



  1. de actividades apostólicas assumidas pela comunidade e o seu compromisso com uma missão comum;

  2. do testemunho das vidas dos membros, especialmente dos adultos;

  3. de actividades formativas como a oração partilhada, o exame geral, o discernimento comunitário e grupos de estudo;

  4. da vida do grupo e do trabalho em equipa que suportam atitudes de liberdade interior e de abertura aos outros, tais como a capacidade de compreender e de perdoar,a renúncia aos próprios desejos, e uma sensibilidade às necessidades dos outros e a prontidão para responder;

  5. do serviço à comunidade local, regional, nacional e mundial. (NC 140)

Algumas questões possíveis:

Que sentido é que isto faz na minha vida? Em que é que isto me inspira? Qual a importância para mim, afectiva e efectiva, dos outros elementos da minha comunidade? Acredito que o Espírito Santo me faz crescer através dos outros?



Leituras para o animador:

  • “Carisma CVX”, Características da CVX enquanto comunidade (125-163);

  • “Carisma CVX”: 28-29

  • Livro: Jean Vanier, “Comunidade: Lugar de perdão e de festa”


2.4. pilar missão

Objectivo:

Clarificar o sentido da missão como resposta ao chamamento.



Graça a pedir:

Cair na conta de que ser cristão é sentir-se chamado a partilhar a missão de Cristo.



Didáctica:

  • Ligação aos TPC anterior: Jesus quer precisar de nós para a construção do Reino e para dar expressão ao reino e atribui-nos uma missão “pessoal e intransmissível”

  • As OV devem ajudar a perceber que a missão é a coincidência entre a vontade de Deus e o meu desejo mais profundo, i.e. a realização daquilo que sou.

  • Mais do que pôr as pessoas a pensar em tarefas ou campos de missão, aprofundar a questão das atitudes de fundo, critérios (opção preferencial pelos mais pobres, estilo de vida simples...)

Meios e conteúdos:

  • Introduzir as ideias (em função da maturidade do grupo):

i. A missão CVX não é facultativa.

  1. A missão CVX não é uma actividade, não é tanto o serviço realizado como a atitude que o justifica e sustém.

iii. A missão CVX é comum.

  • Textos bíblicos:

  1. Mt 13, 44-46 (O tesouro e a pérola)

  2. Mt 7, 24-27 (Edificar sobre a rocha)

iii. Mt 5, 13-16 (Sal da terra...luz do mundo)

  • Procurar articular “vontade de Deus” e “desejos autênticos” (ver Anexo 1)

  • Abordar de forma mais explícita o sentido de missão e de resposta ao chamamento no PG4. (ver A2)

Chave de leitura para saber se a graça foi alcançada:

Disposição activa para clarificar o seu espaço próprio de missão/projecto de vida (a que é que é pessoalmente chamado).



anexos 2.4.:

(A1) Ver “Sum up”, Capítulo 5 do livro de Gerard Hughes, God in all things

  • A divisão na nossa espiritualidade separa o desejo de Deus do nosso próprio desejo, a vontade de Deus da nossa própria vontade, de maneira que as duas parecem estar em oposição. Esta divisão aliena-nos de nós próprios, das outras pessoas e de Deus.

  • Se pudéssemos descobrir a aspiração mais profunda do nosso coração, descobriríamos que essa aspiração está em sintonia com a vontade de Deus.

  • O desejo é como a energia nuclear. É uma energia concentrada que pode ser extremamente criativa ou profundamente destrutiva. Como podemos gerir esta energia?

  • A resposta reside na natureza própria do desejo. O desejo é controlado pelo desejo, e o amor controlado pelo amor. Vimos exemplos disto na vida de Inácio de Loyola

  • Quanto mais atenção dermos ao nosso desejo básico, mais forte ele se torna. É através da força do nosso desejo básico que podemos aprender a distinguir aquilo que é criativo daquilo que é destrutivo, em nós e no mundo externo. Se agirmos de acordo com o nosso desejo básico, reagimos e respondemos de forma muito positiva às coisas que alimentam esse desejo, e de forma negativa a tudo aquilo que se lhe opõe. Quanto mais forte for o nosso desejo básico, mais intensa será a nossa reacção a tudo o que possa responder a esse desejo ou que se lhe oponha.

Algumas questões que podem suscitar a reflexão:

Como vejo neste momento a minha missão? O que é que sinto que é diferente por eu existir? O que é que me energiza e o que é que me esvazia? Que tipo de pessoa seria se atingisse todo o potencial humano que Deus me deu? Gostaria de me tornar essa pessoa? Se sim, que passos devo dar?



(A2) PG4: sentido de missão e resposta ao chamamento:

...seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino. (...) O nosso objectivo é tornarmo-nos cristãos comprometidos, dando testemunho, dentro da Igreja e da sociedade, dos valores humanos e evangélicos que afectam a dignidade da pessoa, o bem-estar da família e a integridade da criação. (...) Estamos particularmente conscientes da necessidade premente de trabalhar pela justiça através de uma opção preferencial pelos pobres e de um estilo de vida simples, que expresse a nossa liberdade e solidariedade com eles. (...) Procuramos atingir esta unidade de vida, em resposta ao chamamento de Cristo, a partir de dentro do mundo em que vivemos.

Leituras para o animador:

  • “Muitos membros, um só corpo para a missão”- documento síntese da assembleia nacional CVX 2007

  • “Missão, missões e apostolado”, Guião do compromisso, pp. 10 e 11

  • “Visão de futuro sobre a missão CVX “ - Guy Maginzi

  • Texto de Gerard Hughes, God in all things, pp. 87-88

  • Texto de Margaret Silf, Landmarks, pp. 111-124


2.5. síntese / repetição – “onde estamos?”

Objectivo:

Medir o grau de adesão à proposta CVX.


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