Personagem professora



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RENI



Em 10 anos de carreira que possui, dos 40 já vividos, Reni acha que conseguiu ser uma professora do asfalto mas não abdicou da professora da favela.

Entende que a travessia trouxe-lhe experiência mas não apagou do coração as marcas do seu despertar.
Relata-se aqui a trajetória de uma professora que começou a despertar na favela, onde também foi mãe e protetora, enfrentou o medo da mudança e, por esses atalhos chegou até à pré-escola. Uma professora que já foi convidada pra mudar de emprego mas diz que não quer. Enquanto puder manter “o pique” quer continuar como está: metade professora, metade protetora, e na pré-escola.
Primeiro dividindo-se entre a professora

e a assistência as famílias

em seguida, experenciando, de série em série

depois no “prezinho”, permanecendo

de lá para cá, a mudança

da favela ao asfalto, a vivência

nas muitas experiências – no início,

engatinhava, agora diz que sabe até onde pode

ir com as próprias pernas

entre o despertar na favela e a permanência

no pré – a escola, a família, a vida,

a emoção do constituir-se na e

pela convivência com as suas muitas crianças

como professora, fez assistência, como assistente,

foi professora

hoje, a professora mistura-se à esposa,

à mãe e à preocupação com a assistência

à criança e às famílias.


Reni não tinha a menor intenção de ser professora; só foi fazer a Pedagogia porque queria ter um curso superior. E porque, teve que fazer um estágio, e para fazer o estágio escolheu a própria escola onde a sua filha estudava. Como não queria ficar vindo pra casa e de casa, colocou-se à disposição da escola (enquanto esperava a filha) em condição de coringa numa atuação tapa-buracos.

eu ficava lá, então eu ficava ajudando um, outro, ajudava as professoras qualquer coisa que precisassem, eu estava lá, ajudando”


Foi assim que se tornou professora, numa atividade-tampão, na sala da 4° série e foi (já professora) percorrendo as outras séries, por sugestão de uma colega. Passou pela 4ª; não gostou da 3ª; da 2ª também não; e, nesse percurso exploratório, chegou até a pré-escola.

adorei a pré-escola. Brincava com as crianças e chegava em casa mais suja do que elas... aí fiz o estágio também no pré”


Reni fez o concurso da Prefeitura (para 1 a 4) porque já tinha resolvido ser professora mas teve que fazer o curso para poder dar aulas no pré. De lá para cá, desde que deixou de ser coringa para virar professora, lá se vão 9 anos de paixão ardente, de amor compartilhado, de “identificação.”

eu adoro a pré-escola, adoro as crianças, as crianças me adoram. Eu me identifico com eles, a gente conversa, são umas crianças obedientes e compreensivas. Mas não são carentes”


Reni diz que as crianças não são carentes porque começou na favela, onde despertou para o trabalho com as crianças pequenas e onde exercia sua profissão num misto de professora e de assistente

num período dava aula e no outro ia fazer visitas, conhecer as famílias, fazer levantamentos sobre a vida deles”


E nessa atuação levava comida de sua casa, dava banho nas crianças, levava toalha de casa e deixava lá. Quando as crianças chegavam urinadas na escola e não se podia estudar por causa do cheiro forte, ela perguntava

se eles queriam tomar um banhinho bom, gostoso, com sabonete, de água gelada com buxinha par se esfregarem; eu levava sempre as roupas de meus filhos que não serviam mais e deixava lá; no outro dia trocava e ficava uma de reserva”


Nesse sentido, como professora, Reni não deixou de ser coringa fazendo as vezes de profissional, mãe, protetora, enfermeira e entendendo a favela do bairro Tiradentes como uma extensão de sua própria casa.
Nessa relação, não faltou o toque do materno-afetivo na caracterização da professora, embora o seu objetivo parecesse bem claro

queria conhecer as crianças e os pais”


Seu marido, com ares profissionais masculinos ria-se disso e aconselhou-a a chamar as mães para conversar e não ir atrás delas, além disso ela estava dispensando muito tempo nesse trabalho, tempo que deveria ser dedicado ao lar-doce-lar.
Reni agüentou um ano nessa maratona, mas no 2° ano de trabalho resolveu seguir os conselhos de seu marido e chamar as mães na escola para contarem suas vidas e seus problemas com as crianças.
Além disso, o bairro Tiradentes ficava muito distante de sua casa e precisaria de sair meia hora antes para poder chegar lá, em tempo.
Foi quando surgiu uma vaga na escola para onde foi e ficou até hoje, uma escola central, de fácil acesso. Seus colegas de trabalho foram contra a sua mudança para lá

o pessoal falava muito, falava que a diretora era enjoada, que as professoras eram velhas, que o ambiente era ruim”

mas Reni entendia que fazendo sua parte bem feita, ninguém iria implicar com ela

eu não vou entrar no departamento delas; fazendo a minha parte bem feita, acho que ninguém vai implicar comigo”


Reni viveu nesse momento um grande conflito interno, ao deixar as suas crianças; era a própria mãe, a super-mãe cheia de culpas, morrendo de pena por ter que abandonar os filhos; jogá-los à própria sorte.

a diretora perguntou – você vai deixar essas suas crianças? os pais, quando souberam, ligavam lá para casa e, eu com dó; fiquei 4 anos na pré-escola e eu com dó; eu me apeguei demais”


Reni passou por uma intensa dúvida, saía ou não saía de lá. A outra escola era mais perto, mas o pessoal a assustava; ficou indecisa. Reuniu a família e pediu consultoria. A junta familiar decidiu por ela.
Reni sentia-se responsável pelas crianças da favela e no envolvimento em que se perdeu na sua atividade de professora, sentia-se incapaz de decidir. Estava atolada até a cabeça. Mas, a junta familiar, convocada às pressas (composta de marido, dois filhos e uma filha) e menos “emocional” que ela, até porque mais carente (a família é que havia ficado carente) deu o veredito final:

era melhor ir para a outra escola mais central, até por causa do transporte, quando precisasse ir a pé”


O primeiro ano na nova escola foi cheio de medos, de tensão, de preocupações com a própria atitude, afinal de contas estaria deixando de ser uma super-mãe-protetora-enfermeira da favela para se transformar numa professora da cidade.
A troca doeu; Reni precisou de um tempo para acomodar as emoções, para digerir sentimentos

nem dava a minha opinião de medo, meu Deus do céu”


Mas, com o passar do tempo e o desenrolar das experiências, tudo foi se acomodando

o medo foi passando, a supervisora foi ótima, me ajudou bastante; a diretora ótima, como professora e como profissional.”


Foi assim que se transformou na professora que é hoje, sem medos, tranqüila e segura e que até já foi convidada para ir para a Delegacia do MEC, mas pensa, repensa, pensa novamente, só que desta vez a história não se repete, Reni não vai, diz que está bem assim.
Não vai porque diz adorar as “suas” crianças

enquanto eu tiver pique, que eu puder passar alguma coisa minha para eles, eu vou ficar na sala de aula; eu gosto das crianças demais.”


Esse sentimento de posse que envolve a docência é muito característico da professora de pré-escola, as crianças são suas e a relação é sempre muito próxima; é na razão de: minhas crianças pra mim para: minhas coisas para elas.
O trabalho é realizado em conjunto – professoras e supervisora, num bom relacionamento, a professora não “alfabetiza” (é rede pública) mas acha que ensina muito, dando uma boa bagagem para a criança.
Reni acha que mudou muito, desde o dia em que despertou na favela e considerava-se sem experiência

lá eu estava começando a trabalhar, engatinhando, agora eu sei o que quero até onde eu posso ir com as minhas próprias pernas”

e pensa que evoluiu, desde o despertar na favela, aprendendo a engatinhar para finalmente andar com as próprias pernas e mais, pensa que sabe até onde pode ir com elas e através delas.

antes, eu sempre precisava de uma amiga, uma orientação para ajudar, me dar mais embasamento; agora não, agora eu sei até onde posso ir”


A professora de hoje relembra a professora de ontem com ares de maturidade, mas entende que para o crescimento pessoal, a experiência valeu muito porque

as crianças precisavam demais da gente, do carinho; porque professor quer ensinar, ensinar e não passa uma mão na cabeça da criança, não dá um beijinho, não conversa.”


Esse fato lhe valeu uma aprendizagem

tem uma hora que a criança quer conversar e o professor ignora... eu comecei a despertar na favela; até hoje quando uma criança não quer trabalhar, a gente senta perto, conversa, às vezes ela quer desabafar algum problema de casa e depois que ela desabafa, começa a estudar, a progredir.”


Na favela aprendeu que a criança tem um lado pessoal que deve ser preservado para que ela se abra para a aprendizagem formal e com essa idéia meteu-se pela profissão-à-fora, pensando sempre nisso e olhando para a criança sem perder de vista a dimensão emocional.
Na profissão, entende que uma “coisa completa a outra”, o que significa dizer que a professora não existe sem a pessoa.

eu sou mãe de três filhos; o que eu passei para eles, eu estou passando para meus alunos”


Nesse sentido, o profissional e o doméstico cruzam-se para maior tranqüilidade da mãe-professora

às vezes ficam umas falhas da gente, como mãe e a gente vai estudando mais, lendo revistas, vendo o que é importante, despertando, adquirindo experiência e eu penso: isso não fiz com meus filhos, vou fazer para os meus alunos.”


A professora tenta compensar em sua atividade, as falhas da mãe, e a mãe desdobra-se em carinhos para os alunos, carinho que não teve tempo de dar para os próprios filhos

eu sei que a mãe não tem tempo; assim como eu não tive tempo de passar para os meus filhos, eu vou passar na escola, porque a mãe deles, também não está tendo tempo.”


Reni acha que “a gente tem que passar alguma coisa diferente”, e, nesse sentido, o que é diferente, em se considerando a professora de pré-escola? A relação materno-afetiva? A professora substituindo a mãe? A mãe substituindo a professora ou ambas coexistindo numa ajuda mútua – a professora suprindo as falhas da mãe; a mãe apoiando o desempenho da professora?
Como o pré é separado do resto da escola, não gosta de ficar isolada, vai conversar com a supervisora, afinal de contas, professor de 1 - 4 só gosta de reclamar

eles não conversam sobre o aluno nem trabalho, é só reclamação – se o assunto é aluno é só reclamação e não fazem nada para ajudar, ou então reclamam do dinheiro”


É interessante observar que a professora de crianças pequenas não se constitui na reclamação do aluno, nem do salário, embora ela sempre aponte o problema

esquece (professor de 1 a 4) que é a profissão que escolheu – tem outras profissões que pagam melhor e é só dar a vaga para outro, não é?”


E é também uma professora que se mostra interessada na formação profissional – é a profissional correndo atrás da profissão, numa corrida que é difícil mas que a professora tem enfrentado

eu gosto de fazer cursos: todos têm alguma coisa diferente... eu gostaria de fazer mais cursos futuramente para enriquecer o trabalho com as crianças”


A Educação Infantil existe em separado, ela forma núcleos compactos dentro da escola, como se disse, e nesse sentido, as professoras convivem, apoiam-se umas às outras e tentam trabalhar em equipe, percebendo-se distantes da categoria

a pré-escola tem tudo separado, até as reuniões; a pré-escola é muito mais unida, a gente se junta para trabalhar, mas os outros não. O pessoal da pré-escola não compete; nossa categoria é desunida.”


Da professora-inexperiente da favela à professora-experiente do asfalto, dos muitos medos a um pouco mais de segurança, das “pernas bambas” para as que sabem onde querem ir, Reni viveu a sua trajetória sentindo com intensidade cada momento vivido: na favela foi muito feliz; na viragem foi muito infeliz – a sua felicidade transformou-se em dúvidas atrozes; na nova escolha, foi muito medrosa – mas o medo foi se transformando em segurança, uma tranqüilidade que se vai concretizando nas muitas experiências vividas nos 9 anos de profissão.
De greves, Reni não participa mais – não se consegue nada e tem que se “esperar a boa vontade do prefeito”.

o salário estacionou faz dois anos”

e o que sobra, no final, é a reposição das aulas durante as férias.
Reni ficou muito impressionada com um fato que leu na revista – uma professora da Inglaterra que não podia se esquecer de sua aluninha e que gostaria muito de revê-la; ficou lembrando do seu “sujinho” – e a professora do asfalto reencara com muita emoção a professora da favela; como poderia esquecer o “seu sujinho” aquele em que dava banhos? – Qualquer dia desses vai encher esta casa de favelados – voz de seu marido saindo do túnel do tempo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir das reflexões realizadas neste estudo, algumas considerações puderam ser levantadas no final deste trabalho.


Na Educação Infantil, área do ensino que cogrega as mulheres, a sexualização da profissão acabou gerando estereótipos trazidos com o processo da socialização da mulher e que se revelam muito presentes nas propostas educacionais para a pré-escola. Nesse sentido, o “mito da maternagem” que envolveu a relação da professora com a criança, levou a uma visão deturpada da questão da “afetividade” no trabalho realizado.
Não se questionou aqui a relação afetiva da professora com a criança, mas a forma como essa relação acontece; a idealização da professora como mão e os atributos que ela precisa ter, como se isso fosse suficiente para que ela realize um trabalho de qualidade. Isso não significou, de forma nenhuma, negar o aspecto afetivo da relação, mas analisar a forma estereotipada com ele tem sido tratado e entender que ele possa passar a ser visto com um outro olhar.
O Magistério, embora venha ao logo do tempo coincidindo com o “mito da maternagem” por ser uma profissão que facilita o trânsito entre os espaços particular e público, não precisa necessariamete ser encavado como uma reprodução do espaço doméstico - essa é uma questão que as professoras podem começar a mudar.
Apesar da exigência da habilitação em nível médio para as professoras de pré-escola, o que implica numa baixa qualificação, elas têm buscado essa qualificação e procurado ascender profissionalmente. Trabalhando em instituições escolares elas dizem que querem ser reconhecidas como professora e m0ostram-se interessadas em trasnformar a relação materno-afetiva que tem caracterizado a sua profissão, numa relação mais profisional. Nesses momento e embora caindo em muitas contradições em seus depoimentos, elas revelam um movimento de romper com a “personagem-mito”.
As professoras de escola pública apresentam-se mais ligadas às reivindicações do professor como categoria e sentem -se mais funcioárias da educação do que as professoras das escolas particulares. Estas últimas, mesmo apontando os problemas da profissão, congregam-se no castelo da “escolinha”, vivendo dela e prá ela; seu discurso é mais uniforme e seu isolamento maior. Mas todas elas mostram-se muito interessadas em investir na formação profissional.
O processo de recuperação das trajetórias dessas professoras levou-as a repensar as suas experiências retomando o significado das mesmas e a uma percepção maior da própria prática.
Nesse sentido, é um processo que pode favorecer a criação de condições para uma ação mais refletida nas intervenções da formação docente.
-Essas intervenções poderiam atingir os cursos de formação das professora, através de discurssões que as levassem a repensar os próprios processos com a inclusão de estudos que favorecessem uma retomada de postura por essas professoras diante da prática e do saber docente. Estudos que fossem significativos para uma retrospecção nesse sentido, como por exemplo:


  • as “relações sociais de gênero” que pudessem levar à professora, como mulher, a repensar as posições que vem consentindo em assumir no contexto onde vive e trabalha e onde transita meio indiferente às mudanças ocorridas na sociedade;

  • o aspecto afetivo na relação da professora com a criança, que poderia levá-la a recuperar o verdadeiro sentido da “afetividade” em seu trabalho;

  • a prática da pesquisa em educação, no sentido de incentivar a professora a tornar-se uma pesquisadora atenta; poder abrir-se às demais colaborações das diferentes áreas do conhecimento e suas relações com a sociedade e ao processo de auto-reflexão. André(1992) aponta para a importância da pesquisa na “reconstrução do saber didático”, considerando as questões relativas tanto ao processo de ensino, como ao saber que a professora é capaz de desevolver sobre a sua prática docente.

E finalmente pode-se dizer que não existe uma “identidade” da professora de pré-escola e sim um processo de constituição dessa “identidade”. Como personagem que representa o papel de ensinar muitas outras, no movimento as suas relações, apresentando-se ora como uma repetição dela mesma ou das condições externas, ora com um nível de consciência revelado pelo movimento que busca a superação das próprias contradições.

Pode-se dizer que essa “repetição”não deixa de ser “exata” no sentido do que é esperado e colocado para ela pela sociedade burguesa. O exagero em termos de qualificações para a professora construiu um modelo a que ela acha que precisa responder. E ela responde também quando se “qualifica” através de atribuições pessoais que considera importantes para “bem” exercer a sua atividade. Ao fazer isso, enclausura-se, cristaliza-se e identifica-se com o “outro”, com o “padrão” que lhe parece “correto” proposto pela sociedade.
Com a cristalização surgem as resistências para a mudança. Assim sendo, a professora não pode ser responsabilizada sozinha pela dificuldade em se romper com a “identidade reproduzida” pois essa é uma questão que envolve a estrutura social mais ampla.
É intenção ainda deste trabalho negar a “predição” imposto à professora de pré-escola, no sentido de romper com o modelo cristalizado.

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MARLY TEIXEIRA MORETTINI





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