Personalidade



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PERSONALIDADE
Enfoque Psicodinâmico da Personalidade
Teoria Psicodinâmica – Entre as várias linhas de estudo da personalidade, a psicodinâmica é de fundamental importância. Busca as variadas motivações das atitudes, opiniões e sentimentos. Relaciona o comportamento a impulsos, emoções, pensamentos e percepções.
Sigmund Freud – Estabelece as bases científicas para a compreensão dinâmica da personalidade.
Aparelho Psíquico
Personalidade implica estrutura e desenvolvimento. A manifestação do comportamento depende da existência de algum tipo de estrutura.
Freud concebe para a atividade psíquica uma estrutura que chamou de Aparelho Psíquico.
Id – Ego – Super-Ego
Id

Parte original do aparelho psíquico a partir da qual se desenvolvem as outras duas. Herdado, ligado ao constitucional.

Voltado exclusivamente para a satisfação das necessidades básicas no começo da vida.

Herança biológica.


Princípio do Prazer – Os impulsos visam o prazer e evitar a dor.
Frustração – Baixa tolerância à frustração. Satisfação imediata.
Ego

Surge a partir da necessidade de adaptação às exigências e condições impostas pelo meio.


Função – Intermediar as relações entre o Id e o mundo externo.
Princípio de Realidade – Os impulsos do Id passam a ser satisfeitos a partir de outro princípio, levando em conta as demandas do meio.
Frustração – Tolera certa dose de sofrimento, a fim de alcançar o prazer mais tarde. Renuncia ao prazer para evitar sofrimento posterior.
Finalidade – Os dois princípios visam à satisfação e evitar o desprazer. O desenvolvimento da racionalidade modifica os princípios.
Auto-preservação – O Ego tem a função de manter a sobrevivência do indivíduo, evitando os riscos da gratificação imediata.
Outras funções – Controle das demandas dos impulsos do Id.

Percebe os estímulos do mundo externo e interno, avaliando sua qualidade e intensidade, a partir de lembranças de experiências passadas. Percebe, lembra, pensa, planeja e decide. Transforma o meio.


Super-Ego

Restrições do meio que são permanentes. Normas e regras estabelecidas.

Herança sócio-cultural.

Julgamento moral.

Decisões automáticas.

Ideal do Ego


Funcionamento do Aparelho Psíquico
As três partes da estrutura psíquica não podem ser consideradas isoladamente. São interdependentes. O Ego desempenha o papel de integrador, lidando com as demandas do Id, do Super-Ego e do mundo externo.
Nem o Id, nem o Super-Ego são baseados na razão. Respondem em busca de satisfação e através de censura automática, respectivamente. O Ego age racionalmente, visando o bem-estar do organismo integralmente.
O equilíbrio do Aparelho Psíquico dependerá da existência de um Ego forte e maduro, de um Super-Ego moderado e da natureza e pressão dos impulsos do Id. Menor grau de conflitos.
Conceito de Energia Mental
As partes do aparelho psíquico interagem dinamicamente.

Para que haja movimento dos sistemas é indispensável considerar-se a existência de um substrato energético.

Todas as atividades psíquicas manifestam-se com diversos graus de intensidade.

Motivação = cargas de energia.

Ciclo Motivacional: necessidade ou impulso, percepção de um objetivo ou fim e comportamento dirigido à obtenção do objeto.
Fonte da Energia Mental
A fonte primária de energia mental é o Id e seus impulsos. A fonte do impulso ou necessidade é somática. Limite entre o psíquico e o somático.

A energia psíquica dos impulsos pode ser usada por qualquer uma das partes do Aparelho Psíquico.


Tipos de Impulsos
Freud estabeleceu dois sentidos para os quais o impulso psíquico pode ser direcionado: construtivo ou destrutivo. Vida (libido) e Morte (tanatos).
Consciente Pré-Consciente e Inconsciente
O Aparelho Psíquico é dividido topograficamente nestes três planos.

Planos em que se manifestam as atividades psíquicas.

Hipótese ou teoria topográfica.
Consciente

Corresponde a tudo aquilo de que o indivíduo está ciente em determinado instante e cujo conteúdo provém de duas fontes principais: conjunto de estímulos atuais percebidos pelo aparelho sensorial e as lembranças de experiências passadas, evocadas naquele momento.


Pré-Consciente

Reservatório daquilo que pode, por esforço de atenção, ser lembrado. Representações que vem do Consciente em direção ao Inconsciente ou deste para o Consciente.


Inconsciente

Área da vida psíquica onde se encontram os impulsos primitivos, que influenciam o comportamento e dos quais não se tem consciência, idéias (ou representações) e lembranças que podem ter sido conscientes, mas foram expulsas da consciência para um plano mais profundo. Memória inconsciente.


As partes do Aparelho Psíquico funcionam segundo um ou mais planos topográficos.

Exemplos: iceberg e holofote.


Exploração do Inconsciente: sonhos, atos-falhos/lapsos e análise dos sintomas psíquicos.
Modos de funcionamento ou processos psíquicos
Processo primário – Modo de funcionamento do inconsciente. Atemporal. Sem lógica ou contradição. Impulsos contrários coexistem sem se opor. Não há dúvidas ou incertezas. Condensação e deslocamento. Linguagem simbólica e não verbal.
Processo Secundário – Considera a seqüência de tempo dos eventos, estabelece relações lógicas, introduz fatores causais, linha de pensamento racional. Quanto melhor funciona mais lógico o pensamento.
Mecanismos de Defesa
Os mecanismos de defesa são acionados com a finalidade de atenuar os conflitos entre os sistemas, contra impulsos ou afetos que são fontes de angústia.

A angústia é a reação do Ego diante da percepção de qualquer ameaça à sua integridade.

Ansiedade diante de um perigo real ou imaginário. Angústia sem objeto.

Ansiedade pela natureza do impulso, do sentimento de culpa frente ao Super-Ego se houver satisfação do impulso, do sentimento de inferioridade do Ego caso o impulso não seja satisfeito e do receio de crítica social se o indivíduo não rejeitar certos desejos.


Funções dos Mecanismos de Defesa
Funções protetoras, visando o equilíbrio emocional e psíquico, a integração da personalidade, adaptação ao meio e nas relações interpessoais.

O uso inadequado dos mecanismos de defesa do Ego pode se tornar uma ameaça para o bom funcionamento do Ego, levando ao aparecimento de transtornos psicológicos.


Principais Mecanismos de Defesa
Compensação – Mecanismo de defesa pelo qual o indivíduo, inconscientemente, procura compensar uma deficiência real ou imaginária.
Deslocamento – Através deste mecanismo, um impulso ou sentimento é inconscientemente deslocado de um objeto original para um objeto substituto. Típico mecanismo da neurose chamada Fobia. O pequeno Hans.

Através do deslocamento, o indivíduo é protegido do sofrimento que resultaria da consciência da real origem de um problema.


Fantasia – É um conjunto de idéias ou imagens psíquicas que procuram resolver os conflitos intrapsíquicos, através da satisfação imaginária dos impulsos.

As fantasias podem ser inconscientes, formadas no próprio inconsciente ou podem ter sido conscientes e depois reprimidas.

Sabemos das fantasias inconscientes por suas manifestações indiretas nos sonhos, jogos infantis, nas obras artísticas, etc.

A fantasia pode reverter-se de um caráter patológico quando tende a impedir a resolução dos conflitos, a satisfação real dos impulsos e o contato com a realidade.


Introjeção – Mecanismo pelo qual o sujeito incorpora aspectos da personalidade, positivos ou negativos, de outro indivíduo.

É um mecanismo fundamental para a formação da personalidade.


Negação – É um dos mais simples e primitivos mecanismos de defesa. Consiste no bloqueio ou inaceitação de certas percepções do mundo externo, ou seja, o sujeito frente a determinadas situações intoleráveis da realidade externa, inconscientemente nega sua existência para proteger-se do sofrimento.

A negação é mecanismo diverso da Recusa psicótica.


Projeção – Processo psíquico pelo qual aspectos do próprio indivíduo, não aceitos conscientemente, são imputados a um outro, sem levar em conta os dados da realidade.
Racionalização – Tentativa de explicação consciente e racional, visando justificar manifestações de impulsos ou afetos inconscientes e não aceitos pelo Ego. O sujeito

procura explicar com argumentos aparentemente lógicos a expressão de atitudes ou sentimentos que o próprio Ego rejeita.


Repressão (ou Recalque) – É o processo automático que mantém fora da consciência impulsos, idéias ou sentimentos inaceitáveis que não podem se tornar conscientes através da evocação voluntária, por um esforço de atenção.

A repressão é o mais importante dos mecanismos de defesa do Ego e é utilizado desde os primeiros anos de vida para protegê-lo das angústias dos conflitos psíquicos.

É um mecanismo de defesa básico e precede a maioria dos outros, os quais, em geral, funcionam como reforços ou adjuntos, quando a repressão é incompleta.
Formas de Repressão
Primária – Constitui-se na perpetuação no inconsciente de material que nunca foi consciente, como certos impulsos não representados do Id e algumas experiências infantis muito primitivas, como por exemplo, o nascimento.
Secundária – Consiste na automática expulsão da consciência, de conteúdos do Ego que não podem ser conservados dentro dos limites do pré-consciente, sem serem uma ameaça para a sua integridade.
Supressão – Mecanismo que, muitas vezes, é confundido com a Repressão, pois os dois levam ao “esquecimento” de determinado material, mas a diferença reside no fato de que, na supressão, há um esforço consciente para desviar a atenção de indesejáveis idéias, objetos ou sentimentos, que passam ao esquecimento.
Isolamento – Separa o elemento psíquico do seu afeto correspondente. Um tem acesso à consciência enquanto que o outro sofre repressão.
Sublimação – É o processo pelo qual um impulso é modificado de forma a ser expresso em conformidade com as demandas do meio. Este processo inconsciente é considerado uma função do Ego normal. O impulso pode ser, depois de modificado nos objetos que busca, satisfeito sem restrições.

Na sublimação não há necessidade de uma repressão acentuada, pois ao deparar-se com a rejeição, o impulso é desviado para canais socialmente aceitos.


Aspectos Psicológicos nos Danos Físicos e Orgânicos
A compreensão dos aspectos psicológicos envolvidos nas doenças pressupõe o reconhecimento da interdependência dos fenômenos físicos e mentais.
A pessoa com incapacidade física sofre grandes pressões por fazer parte de um grupo minoritário.
Sentimentos de inferioridade social.
Freqüentemente esses doentes apresentam comportamentos inadaptados, reações de insegurança, isolamento e depressão.
Pode ou não ter relação com a enfermidade, com a duração ou gravidade das mesmas.
O profissional da área de saúde estará sempre diante de um paciente que apresenta dificuldades psicológicas relacionadas à aceitação dos limites impostos pela sua enfermidade.
É preciso saber identificar e entender esses comportamentos a fim de ajudar o paciente em suas diversas necessidades.
Com essa finalidade, é importante que se estabeleça uma dinâmica de interação entre o terapeuta e o paciente.
Tensões psíquicas provocam transtornos orgânicos ou acentuam as enfermidades existentes.
A linguagem das emoções é somática. Doenças psicossomáticas.
Em crianças:


  1. Acessos de asma

  2. Distúrbios gastro-intestinais

  3. Vômitos

  4. Enurese

  5. Alergias

Em adultos:




  1. Perturbações cardíacas, vasculares.

  2. Úlceras

  3. Colites

Comunicação pré-verbal. Linguagem corporal (Ego Corporal). Formas primárias de expressão em crianças e adultos.


Situação da Doença
Favorece o aparecimento de estados psicológicos específicos e freqüentes e, muitas vezes, inconscientes.


  1. Ansiedade

  2. Depressão

  3. Insatisfação

  4. Insegurança

  5. Agressividade

  6. Impulsividade reacional

  7. Frustração

O tratamento desencadeia os seguintes processos:




  1. Regressão emocional – Devido ao estado de dependência. Mais acentuada em razão da imaturidade egóica do paciente.

  2. Intensificação narcisista – Conseqüência dos cuidados, atenção e manipulação constantes, dispensados aos pacientes.

  3. Transferência afetiva – Transfere sentimentos, positivos e negativos, para os profissionais responsáveis pelo seu tratamento e cura. Tem também sentido duplo.

A transferência pode gerar problemas no processo de recuperação. O paciente como vítima. Parasitismo e oposição ao tratamento. Reação terapêutica negativa.
Enfermidade e Frustração
Situação frustradora é aquela na qual um obstáculo físico, social ou pessoal, impede o organismo de satisfazer uma necessidade, podendo incluir situações tanto de insatisfação quanto de ameaça, representando assim a doença uma frustração para o indivíduo.
Tolerância ou Resistência à Frustração
Capacidade do indivíduo de suportar a frustração, sem recorrer a modos inadequados de reação.
Capacidade a ser desenvolvida nas crianças, em vez de procurar eliminar qualquer situação frustradora.
Aceitação de perdas ou de falta de recompensa.
O sentido e o significado da doença ou incapacidade física.
Fim da onipotência. Amadurecimento do Ego. Sem defesas inadequadas como a negação, por exemplo.
São freqüentes as situações de frustração desencadeadas pelas doenças e incapacidades físicas.
Elemento objetivo e subjetivo da frustração. Criar uma representação psíquica dos resultados. Reconstrução da Imagem Corporal.
Buscar outras áreas de satisfação e interesses substitutivos.
Objetivamente, sem alimentar a fantasia, afastando o paciente da sua realidade e alienando-o em seu processo de recuperação.
Fatores que interferem na aceitação da enfermidade:


  1. Condições biológicas do organismo

  2. Estrutura psíquica da personalidade

  3. Níveis de maturidade do Ego

  4. Capacidade de socialização

  5. Características individuais

  6. Influências ambientais

Um dos problemas centrais está relacionado a sofrimentos e dor permanentes que interferem na personalidade, acarretam isolamento, ansiedade e depressão.





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