Perspectivas e desafios para a educaçÃo na cibercultura e liberaçÃo da palavra



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PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO NA CIBERCULTURA E LIBERAÇÃO DA PALAVRA

Fátima da Silva Batista

Doutoranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá/RJ

ftmbatista@uol.com.br

Agência Financiadora: FAPERJ


Fátima Ivone de Oliveira Ferreira

Doutoranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá/RJ



fatimaoliveira2005@gmail.com
Norma Sueli Martins

Doutoranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá/RJ



nsuelim@hotmail.com
Maurílio Luciano Sabino Luiele

Doutorando em Educação pela Universidade Estácio de Sá/RJ



maurílio.luiele@gmail.com
Resumo

Pretendemos nesta comunicação “Perspectivas e Desafios para a Educação na Cibercultura e Liberação da Palavra” discutir os efeitos de um dos princípios da cibercultura, segundo Lemos e Lévy (2010): a liberação da palavra, no campo da Educação. O atual contexto sócio-técnico traz consigo um novo paradigma comunicacional que, entre outros aspectos, ocasiona como nota dominante a liberação da emissão. Para Lemos e Lévy (2010) a liberação da emissão se constitui no seu sentido mais amplo na liberação da palavra, um dos princípios da cibercultura. Considerando que a Educação é um processo de comunicação social e, portanto também afetado pela alteração e liberação da emissão, serão relacionados os desafios e as perspectivas na formação de professores, nas políticas de gestão escolar e na postura e relacionamento com jovens na escola básica.


Palavras chave: Cibercultura, Liberação da palavra. Formação de professores. Políticas de Gestão e Juventude.

INTRODUÇÃO

A conjunção e recursão entre as formas de sociabilidade pós-moderna e o desenvolvimento tecnológico que caracterizou a segunda metade do século XX fez emergir uma nova forma sociocultural que “revolucionou” hábitos sociais, práticas de consumo cultural, ritmos de produção e distribuição de informação que resultaram em novas relações no trabalho e no lazer, novas formas de sociabilidade e de comunicação e, até mesmo, impondo novas relações com o saber. Emerge deste modo a CIBERCULTURA, que, segundo Lemos e Lévy (2010) representa um “conjunto tecnocultural impulsionado pela sociabilidade pós-moderna em sinergia com a microinformática e o surgimento das redes telemáticas mundiais”. Para Lévy, o termo cibercultura “especifica o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o desenvolvimento do ciberespaço” (LÉVY, 1999, p. 17). É, portanto, no ciberespaço que a cibercultura se realiza. Assim, para Lemos, “toda a economia, a cultura, o saber, a política do século XXI, vão passar (e já estão passando) por um processo de negociação, distorção, apropriação a partir da nova dimensão espaço-temporal de comunicação e informação planetárias que é o ciberespaço” (Lemos, 2002, p.127). Para Lévy, o ciberespaço define-se como “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores”. O termo refere-se “não apenas à infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ele abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo” (Lévy, 1999). Fica assim evidente que o ciberespaço instaura uma nova pragmática das comunicações. A este respeito Piérre Levy (1999, p. 118) diz que:

O principal evento cultural anunciado pela emergência do ciberespaço é a desconexão desses dois operadores sociais ou máquinas abstratas (muito mais do que conceitos!) que são a universalidade e a totalização. A causa disso é simples: o ciberespaço dissolve a pragmática da comunicação que, desde a invenção da escrita, havia reunido o universal e a totalidade. Ele nos leva, de fato, à situação existente antes da escrita – mas em outra escala e em outra órbita – na medida em que a interconexão e o dinamismo em tempo real das memórias on-line tornam novamente possível, para os parceiros da comunicação, compartilhar o mesmo contexto, o mesmo hipertexto vivo... Ora, hoje, tecnicamente, devido ao fato da iminente colocação em rede de todas as máquinas do planeta, quase não há mais mensagens “fora de contexto”, separadas de uma comunidade ativa. Virtualmente, todas as mensagens encontram-se mergulhadas em um banho comunicacional fervilhante de vida, incluindo as próprias pessoas, do qual o ciberespaço surge, progressivamente como o coração.

Para Lemos, “as novas tecnologias de informação devem ser consideradas em função da comunicação bidirecional entre grupos e indivíduos, escapando da difusão centralizada da informação massiva” (LEMOS, 2002). Assim, a comunicação unidirecional, massificadora corporizada pelos media de massa como a imprensa e rádio e que encontrou na televisão sua máxima sofisticação rivaliza agora com a comunicação dialógica “... onde a circulação de informações não obedece à hierarquia da árvore (um - todos), e sim à multiplicidade do rizoma (todos - todos)” (LEMOS, 2002). Uma das consequências que daí decorre é a ampliação do espaço de conversação mundial como o demonstra a expansão de sistemas e ferramentas de comunicação como blogs, wikis, podcasting, softwares sociais. É importante ter em conta que não se trata da simples substituição da comunicação de massa, mas sim, de uma reconfiguração da paisagem comunicacional já que o modelo de informação baseado na lógica da distribuição das mídias de massa persistirá, mas, ao mesmo tempo, se vai assistir a um crescimento do modelo conversacional das mídias digitais e redes telemáticas (Lemos e Lévy, 2010).

O paradigma da universalidade e totalidade evocado por Lévy para explicar a pragmática comunicacional do ciberespaço se ancora na epistemologia moriniana da complexidade. Também Silva (2010) percebe “uma oportuna compatibilidade entre a epistemologia da complexidade de E. Morin e a modalidade comunicacional (interativa) disponibilizada pelas tecnologias hipertextuais ou novas tecnologias informáticas” (Silva, 2010). Deste modo, apesar de considerar que as novas tecnologias renovam a relação do usuário com a imagem, com o texto e com o conhecimento e que são, de fato, um novo modo de produção do espaço visual e temporal mediado, entende que a mudança estrutural da pragmática comunicacional não ocorre simplesmente porque o computador tornou-se conversacional. No seu entender ela emerge de uma conjunção complexa envolvendo interações das esferas social, tecnológica e mercadológica. É que, como descreve Lévy (1999, p. 111):

O ciberespaço se constrói em sistema de sistemas, mas, por esse mesmo fato, é também o sistema do caos. Encarnação máxima da transparência técnica, acolhe, por seu crescimento incontido, todas as opacidades do sentido. Desenha e redesenha várias vezes a figura de um labirinto móvel, em expansão, sem plano possível, universal, com qual o próprio Dédalo não teria sonhado. Essa universalidade desprovida de significado central, esse sistema da desordem, essa transparência labiríntica, chamo-a de “universal sem totalidade”. Constitui a essência paradoxal da cibercultura.

É sensato acreditar que um sistema assim não pode ser abordado no quadro de um “paradigma da simplificação”, mas, antes uma abordagem que busca compreender e atender sua complexidade, sua natureza fractal, agregadora e, ao mesmo tempo, disjuntora, ou seja, na perspectiva do pensamento complexo que aspira ao conhecimento multidimensional, mas tem ciência que o conhecimento completo é impossível. Na verdade, um dos axiomas da complexidade é a impossibilidade, mesmo em teoria, de uma onisciência (MORIN, 2007).

A cibercultura é, portanto, nos dias de hoje, uma realidade insofismável. O nosso cotidiano é marcado por traços que deixam exposta esta realidade. A cada vez maior percepção dos traços da cibercultura deve-se à crescente expansão do ciberespaço. Para Lemos e Lévy (2010, p. 45):

...As novas tecnologias de informação e comunicação alteram os processos de comunicação, de produção, de criação e de circulação de bens e serviços neste início de século XXI, trazendo uma nova configuração social, cultural, comunicacional e, conseqüentemente, política. Essa nova configuração emerge com os três princípios básicos da cibercultura: liberação da emissão, conexão generalizada e reconfiguração social, cultural, econômica e política. Estes princípios vão nortear os processos de “evolução cultural” contemporâneos. Sob o prisma de uma fenomenologia do social, esse tripé (emissão, conexão, reconfiguração) tem como corolário a mudança social na vivência do espaço e do tempo.

O primeiro princípio, aqui evocado por Lemos é o da liberação do pólo da emissão que se constitui na LIBERAÇÃO DA PALAVRA em seu sentido mais amplo: sons, imagens, textos, produzidos e distribuídos livremente, fruto da paisagem comunicacional contemporânea propiciada pelas novas mídias e suas funções pós-massivas (Lemos e Lévy, 2010, p. 87) Este autor sustenta ainda que o “interesse não é de um sistema destruindo o outro, mas garantir a amplitude da diversidade trazida pelas funções pós-massivas, e sustentar que esse novo quadro expressa um enriquecimento da paisagem midiática contemporânea. Quem ganha com isso é o cidadão e o que cresce é a liberdade de produzir, consumir e distribuir informação. Amplia-se, dito de outro modo, a “esfera pública” e, consequentemente, a esfera da ação comunicativa”. O segundo princípio, da interconexão generalizada, resulta no alcance planetário do ciberespaço, transpondo fronteiras geográficas e culturais enquanto o terceiro princípio se refere a uma profunda transformação de estruturas sociais, instituições e práticas comunicacionais. Esses três princípios estão na base do “progresso” da cultura como um todo. A liberação da emissão, a conexão planetária e a consequente reconfiguração social, política e cultural emergem da nova potência da liberação da palavra (grifo nosso) que as tecnologias digitais possibilitam, servindo para recombinar e criar processos de inteligência, de aprendizagem e de produção coletivos e participativos (Lemos e Lévy, 2010, p. 46). Lévy (1999, p. 28), por seu turno, entende que a inteligência coletiva é um dos principais motores da cibercultura e vai mais além ao afirmar que:

o estabelecimento de uma sinergia entre competências, recursos e projetos, a constituição e manutenção dinâmicas de memórias em comum, a ativação de modos de cooperação flexíveis e transversais, a distribuição coordenada dos centros de decisão, opõem-se à separação estanque entre as atividades, às compartimentalizações, à opacidade da organização social. Quanto mais os processos de inteligência coletiva se desenvolvem – o que pressupõe, obviamente, o questionamento de diversos poderes -, melhor é a apropriação, por indivíduos e por grupos, das alterações técnicas, e menores são os efeitos de exclusão ou de destruição humana resultantes da aceleração do movimento tecno-social.

O ciberespaço é assim um dos instrumentos privilegiados da inteligência coletiva e, como seu suporte, esta se torna uma das principais condições do seu desenvolvimento, havendo aqui um processo de retroação positiva, fenômeno complexo e ambivalente que resulta na “automanutenção da revolução das redes digitais” (Lévy, 1999).

Educar em nosso tempo deve ser muito mais do que preparar o sujeito para o mercado de trabalho. No quadro deste paradigma reducionista e simplificador, o ensino médio tem se estruturado visando apenas o êxito no vestibular e reduzindo a educação a um mero produto mercadológico. Aqui, “a lógica que rege os sistemas de ensino, cada escola e cada sala de aula é aquela que garante a distribuição em massa” (Silva, 2010). Desse modo faz sentido o que diz Tardif, apud Silva (2010, p. 92):

A instituição escolar deixaria de ser um lugar de formação. Ela seria um mercado onde se ofereceriam, aos consumidores (alunos e pais, adultos em processo de reciclagem, educação permanente), saberes-instrumentos, saberes-meios, um capital de informações mais ou menos úteis para sua futura “colocação” no mercado de trabalho e sua adaptação à vida social. As clientelas escolares se transformariam então em clientes.

A educação hoje deve abrir muito mais seus horizontes, deve ajudar o sujeito a construir uma consciência cidadã, consciência crítica que o engaja no ideal de construção de um mundo melhor. Isto implica que o sujeito aprenda a olhar o mundo desde uma perspectiva complexa e não apenas no prisma da simplificação. Só assim ele se torna apto a “aprender a aprender” condição necessária para que possa dar conta do ecossistema caótico de informações no qual se insere. É evidente que a escola centrada na lógica da distribuição na qual teima em persistir não é capaz de aportar ao sujeito esta educação que o nosso tempo reivindica pelo que é necessário “modificar este modelo, promover efetivamente as bases da comunicação livre e plural – a participação, a bidirecionalidade e a multiplicidade de conexões (SILVA, 2010). Isto significa antes demais reconfigurar a sala de aula de modo a incorporar a dinâmica comunicacional que o novo contexto sócio-técnico propicia, isto é, a liberação da palavra. Este desafio não diz respeito apenas ao professor, pois “é certo que ele não progredirá muito nessa tarefa se apenas sua sala de aula configurar-se de modo interativo, enquanto toda a escola se mantém aferrada à lógica da distribuição”. O desafio se estende, pois “para a educação em geral, para as autoridades que atuam na gestão dos sistemas gerais de ensino e para os responsáveis pela gestão de cada unidade escolar” (SILVA, 2010). Os alunos tendem a uma postura menos passiva diante da emissão, pois aprendem desde cedo a manipular imagens nas telas cada vez menos estáticas enquanto os professores “não sabem raciocinar senão na transmissão linear e separando emissão e recepção” (SILVA, 2010).

Fica assim claro que o esforço no sentido da reconfiguração da sala de aula seja ela presencial ou virtual e o esforço tendente a fazer a educação se apropriar deste modelo comunicacional deve engajar não apenas alunos e professores, mas também, gestores e autoridades em educação. Assim buscamos relatar experiências com alunos, professores e gestores em educação que visam justamente redesenhar a educação em tempos de cibercultura e liberação da palavra.

OS JOVENS E O USO DA INTERNET: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA A ESCOLA BÁSICA

Entendemos a importância que a Internet, as redes sociais online e as comunidades virtuais, assumiram nas estratégias de vida dos jovens, no contexto da escola básica. Os princípios da cibercultura, definidos por Lemos e Lévy (2010) -liberação da palavra, conexão e reconfiguração- afetam o ambiente escolar, principalmente a partir do uso que os jovens fazem da cultura digital Segundo Martín-Barbero (2003 p.66):

é no mundo dos jovens urbanos que se fazem visíveis algumas das mudanças mais profundas e desconcertantes de nossas sociedades contemporâneas: os pais já não constituem o padrão dos comportamentos, a escola não é o único lugar legitimado do saber e tampouco o livro é o eixo que articula a cultura. Os jovens vivem hoje a emergência das novas sensibilidades, dotadas de uma especial empatia com a cultura tecnológica, que vai da informação absorvida pelo adolescente em sua relação com a televisão à facilidade para entrar e mover-se na complexidade das redes informáticas.

A escola, inserida no complexo processo de comunicação da sociedade atual (ecossistema comunicativo), precisa reconfigurar-se a partir das interações dos jovens estudantes, de sua palavra liberada, e do reconhecimento da centralidade da conexão ampliada para além da escola e do estado nação.

Morin (2000), ao pensar o grau secundário de ensino, aponta que as ciências humanas e a filosofia têm o papel de refletir sobre o conhecimento científico e não científico e sobre o papel da tecnociência maximizado em nossa sociedade. A missão do ensino médio, que no Brasil, em sua modalidade regular, busca atingir jovens na faixa etária entre 15 e 18 anos, deve ser procurar situá-los em seu contexto histórico, preparando-os para experiências de vida. Para cumprir essas finalidades, seria preciso que os professores se aproximassem das regras específicas do mundo adolescente, de suas formas comunitárias, de sua cultura juvenil.

Na cibercultura, as expressões e sociabilidades juvenis acontecem e se potencializam no ciberespaço. Concordamos com Castells (2003 p.273) quando diz que “não é a Internet que muda os comportamentos, mas os comportamentos que mudam a Internet”. Assim, a cultura juvenil opera modelando o ciberespaço com seus modos de agir, pensar, sentir e fazer sociedade. O sentido de agregação comunitária, que estrutura os grupos de referência formadores de opinião da juventude, podem ter dupla vinculação: a uma base territorial (o mundo da escola, a sala de aula) ou ter origem em interesses comuns que não correspondam a bases físicas. De uma maneira geral, a cultura digital juvenil tenderá a refletir as inquietações próprias da adolescência, suas criações contraculturais e experimentações identitárias.

As comunidades virtuais estabelecem vínculos permanentes e intercambiáveis onde as proximidades são semânticas. Nas palavras de Lemos e Lévy (idem, p.111):

Hoje, a web. 20 permite uma maior participação, conversação, customização e integração de ferramentas, reforçando ainda mais a potência agregadora das tecnologias da cibercultura. O número de usuários de blogs, softwares sociais, jogos multiusuários, MSN, SMS ou microblogs é crescente, e podemos dizer que o uso social do ciberespaço se dá exatamente nessas novas formas comunitárias.

Em recente levantamento realizado numa escola pública de ensino médio da cidade do Rio de Janeiro, os estudantes revelaram que o Orkut serve para ter uma “identidade virtual” e que outros softwares sociais, como facebook, myspace ou blogs, MSN, plurk, twitter, formspring. me, lastfm, youtube, são acessados simultaneamente e identificados, pela maioria dos jovens, como redes sociais,embora conceitualmente haja diferenças entre estas interfaces. A apropriação do ciberespaço se dá, predominantemente, a partir da sociabilidade e é ainda pouco aproveitada como possibilidade de construção da aprendizagem coletiva, no sentido que Lemos e Lévy dão ao termo (2010).

O acesso à internet é generalizado nos diversos estratos sociais. Acreditamos que mesmo os alunos e alunas que não possuem acesso à rede em seu domicílio, procuram as lan houses que já fazem parte do desenho urbano (DOS SANTOS, 2009). Entretanto, para os educadores, não basta que a maioria dos jovens estejam ou possam estar conectados. O uso da internet precisa traduzir-se em atitudes de cidadania, para que possamos, de fato, falar em inclusão digital. Se, por um lado, a circulação nas chamadas redes sociais potencializa a sociabilidade dos estudantes por outro, o fluxo de informações e serviços orienta e interfere em suas leituras de mundo, até que possa alcançar o nível da geração e disponibilização de conteúdos por meio da criação de páginas e blogs (WAGNER, 2010).

Liberação da palavra – até que ponto os jovens exercem este direito?

Os vlogs são como páginas pessoais, que possibilitam atualização frequente por vídeos exibidos diretamente na página, sem necessidade de fazer download de arquivos. Neste ano de 2010, dois jovens brasileiros, Felipe Neto e Pc Siqueira, se transformaram em verdadeiros ídolos populares com milhões de visualizações em um único vídeo. O conteúdo versa sobre temas do cotidiano, como eleições, orientação sexual, preconceito, intolerância, beleza, ideologias e outros olhares e opiniões. Destaca-se o apelo jovem com o uso de palavrões e linguagem direta.

Certamente o sucesso desses dois ícones, incentivou outros jovens a criarem seus vídeos já que se trata de procedimento extremamente simples, podendo ser gerado a partir de uma câmera digital, celulares, filmadoras analógicas ou digitais.

Tivemos contato com um estudante de uma escola particular do Rio de Janeiro, que chamaremos de André. Ele postou alguns vlogs nos quais fazia críticas a comerciais exibidos nos canais abertos de televisão. Suas observações, em geral, estavam relacionadas a critérios de aplicabilidade do produto ou à eficácia de convencimento ao público potencialmente consumidor. Ao final de um mês de postagem regular dos conteúdos, foi surpreendido no intervalo das aulas de sua escola por um “coral” composto por seus colegas, que o taxavam de ridículo e imbecil.

Não houve intervenção de nenhuma instância escolar, tampouco os pais de André ficaram sabendo do ocorrido. A censura pública dos colegas foi eficaz para por fim ao seu projeto pessoal de liberação da palavra. O território, base das interações cotidianas, foi extremamente hostil e cassou-lhe a palavra. Neste caso, o espaço público ampliado da Internet não concedeu a André a legitimidade necessária para enfrentar a oposição da “vizinhança”.

A experiência vivida por André nos leva a pensar que o princípio da liberação da palavra na web. 2.0, conflita com a cultura escolar mantida e (re)alimentada pela educação tradicional: a cultura escolar, sua comunidade de base física, controlou e cortou a palavra deste jovem. Para LARAIA (2009),

o modo de ver o mundo, as apreciações de ordem moral e valorativa, os diferentes comportamentos sociais e mesmo as posturas corporais são assim produtos de uma herança cultural, ou seja, o resultado da operação de uma determinada cultura.

Fazer uso da palavra, ser um emissor e não somente um receptor de conteúdo ainda não faz parte da prática pedagógica da maioria das escolas, onde predomina a pedagogia da transmissão. Somente com a fala livre, há espaço para a construção da participação colaborativa e para o exercício da cidadania e da alteridade. Segundo Arendt (1995), é na esfera pública que o princípio societário pode garantir a emancipação e o bom convívio entre as diferenças. Ocupar a esfera pública ampliada do ciberespaço requer que a escola aceite o desafio ético da construção coletiva da transformação da sociedade, no sentido de relacionamentos sociais mais humanizados.

Se no ciberespaço a palavra está liberada, favorecendo o jogo prazeroso da sociabilidade, na escola, compreendida como espaço de sociabilidade, expansão e formação humana, os estudantes devem exercer a troca solidária de ideias e informações. Simmel (2006) entende a sociabilidade como forma autônoma ou forma lúdica de associação. Toda sociabilidade é um símbolo de vida quando esta surge no fluxo de um jogo prazeroso e fácil. O conteúdo das comunicações e as subjetividades envolvidas nas interações se dissolvem na forma pura da sociabilidade.

A manter-se a atual separação entre conectividade e escola, lado, torna-se difícil discordar de Silva (2010, p. 82) quando afirma que:

a escola não se encontra em sintonia com a emergência da interatividade. Encontra-se alheia ao espírito do tempo e mantém-se fechada em si mesma, em seus rituais de transmissão, quando o seu entorno modifica-se fundamentalmente em nova dimensão comunicacional.

Esperamos que as considerações aqui apresentadas contribuam para fortalecer o diálogo alunos – professores, a fim de que juntos construam novos significados para as interfaces digitais enquanto instrumentos que potencializam a aprendizagem e os conhecimentos.

INCLUSÃO DIGITAL: DESAFIOS NA FORMAÇÃO DOCENTE NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

No mundo contemporâneo, virtual e sem fronteiras todos os seguimentos da sociedade estão sendo desafiados no que se refere ao uso das tecnologias digitais e à Educação pela sua responsabilidade humana e social, também está sendo convidada a adentrar no mundo das tecnologias digitais.

Para Santos (2008, p.107), “tais desafios começaram a aparecer na vida dos educadores com a emergência da Web em meados dos anos 90, quando muitos educadores em todo mundo, iniciaram seus estudos e projetos educacionais, utilizando seu potencial tecnológico e comunicacional em processos de ensino e aprendizagem”. Então, como formar professores para o mundo contemporâneo se “em lugar de posicionar-se diante da experiência comunicacional vivida pelos alunos, a escola continua na defensiva” não estando em sintonia com a emergência da mesma (SILVA, 2010). Essa nova modalidade comunicacional, está batendo na porta da escola, na porta da sala de aula do professor, convidando-os a sair da transmissão linear do conhecimento e adentrar no mundo do digital, do hipertexto. Esse aprendizado está materializado num ambiente virtual chamado ciberespaço, que Lemos e Lévy (2010, p.27) caracterizado como “um ambiente complexo, onde a cultura política cresce nesse caldo efervescente, gerando novos processos e produtos” e também um novo paradigma informacional, a cibercultura.
Inclusão digital - cibercultural

Adentrar nesse novo espaço comunicacional o ciberespaço, é permitir que os membros de um grupo de pessoas coordenem, cooperem, alimentem e consultem uma memória comum, quase em tempo real, potencializando a inteligência coletiva, acelerando a virtualização geral da economia e da sociedade, multiplicando e colocando em sinergia as competências. (idem, p.50) No entanto, não basta apenas disponibilizar uma série de ferramentas; é necessário que haja interesses compartilhados, intimidade, perenidade nas relações. É isso que vai diferenciar uma comunidade mediada por computadores de uma simples agregação eletrônica. É preciso motivação para que uma comunidade continue com vigor e intensidade, mesmo levando em conta a ausência de contato corporal e a distância geográfica. (Lemos e Lévy, p.103). Não chega a ser uma novidade absoluta, uma vez que o telefone já nos habilitou a uma comunicação interativa.

É nesse cenário da cibercultura, ciberdemocracia, que as tecnologias da informação e da comunicação nos processos educacionais se apresentam, desafiando a Educação e a Formação dos professores para mundo contemporâneo, e é à luz desses conceitos, que vamos refletir também, sobre as legislações voltadas para os cursos de Licenciaturas.
Legislações

No que se refere a formação dos professores, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN, n. 9394) em 23 de dezembro de 1996, propôs alterações na estrutura curricular dos cursos de formação de professores iniciando as primeiras adaptações de currículo a partir de 2002.

No que se refere as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores dos curso de Pedagogia e Licenciatura passam a ser aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação, (GATTI; BARRETTO, 2009). O Artigo 2º da referida lei (9394/96), por exemplo diz: (...) os institutos superiores de educação terão projeto institucional próprio de formação de professores, articulando os projetos pedagógicos dos cursos e integrando, as características da sociedade de comunicação e informação. O Parágrafo único sinaliza que as atividades docentes também compreendem participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando a produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional. Essa legislação aborda também a questão da qualidade do corpo docente em seu artigo 4º, § 1º e inciso, colocando exigências bem maiores do que para outros cursos de graduação no país.

Além da LDBEN n. 9394 DE 1996, em 2004 foi promulgada a Lei n. 10.973, de 2 de dezembro de 2004, que dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no âmbito produtivo. Esta lei é importante para a época atual, isto porque em seu artigo 1º. “estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do País, nos termos dos artigos 218 e 219 da Constituição”. O 2º. artigo destaca, entre os outros, os seguintes tópicos: a existência de uma agência de fomento, a modalidade criativa e/ou inventiva do produto apresentado e um núcleo de inovação tecnológica capaz de gerir a política de inovação.

Conforme foi dito anteriormente, constatamos a preocupação das legislações com relação à formação dos professores, no cenário atual da cibercultura, das tecnologias digitais, do ciberespaço. Até por outras razões, vejam as ações relativas às políticas públicas voltadas para o cidadão de modo geral, no de sentido de inseri-lo no nesse contexto.

No Brasil, o Ministério das Comunicações elaborou um Plano Nacional das Cidades Digitais para levar banda larga a todo o país, outros projetos estão em andamento ou em teste, exemplificando, projetos de redes sem fio que estão sendo implementados em todo o Brasil. No Rio de Janeiro essas ações estão acontecendo nos municípios de Conservatória (RJ) – fase de teste, Mangaratiba (RJ), Piraí (RJ), Quissamã, (RJ), Rio das Flores (RJ), Valença (RJ) – fase de teste, Visconde de Mauá (RJ), Volta Redonda (RJ). Lemos e Lévy (2010, p.134)

Hoje a Internet permite a todos se expressarem sem precisar de um interlocutor, de um mediador, e com a padronização da linguagem entre as máquinas torna-se possível a comunicação entre várias redes, podendo pensar tais conceitos pela ótica da convergência, cada vez mais marcada nestes tempos de globalização, conexão e aceleração, isso se torna mais real ainda. (FRANCISCO e MACHADO, 2007).

É também convergência de várias mídias tradicionais, o documento escrito (imprensa, magazine, livro); o audio-visual (televisão, vídeo, cinema), as telecomunicações (telefone, satélite, cabo) e a informática (computadores, programas informáticos) fundidos em um único setor do todo digital. (SANTAELLA, 2004).

Na contemporaneidade pressupõe-se uma sociedade em transformação constante, por sua vez exigindo também professores em transformação constante. Nesse processo compreender como o aluno aprende com o uso dos diversos tipos de mídias, levando o professor a praticar um ensino de qualidade em meio às mudanças na esfera do conhecimento, saberes e práticas que ocorrem na atualidade. (LEITE, 2008)

A inclusão digital, de acordo com Carvalho (2003), gera igualdade de oportunidades, inclusão social, a partir da constatação de que o acesso aos modernos meios de comunicação, especialmente à Internet, implica para o cidadão em um diferencial no aprendizado e na capacidade de ascensão financeira e com a percepção de que muitos brasileiros não teriam condições de adquirir equipamentos e serviços para gerar este acesso.


DISCUSSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: GESTÃO ESCOLAR E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO
O advento das TIC revolucionou nossa relação com a informação. Se antes a questão chave era como ter acesso às informações, hoje elas estão por toda a parte, sendo transmitidas pelos diversos meios de comunicação. A informação e o conhecimento não se encontram mais fechados no âmbito da escola, mas foram democratizados. O novo desafio que se abre na educação, frente a esse novo contexto, é como orientar o aprendiz, a saber, o que fazer com essa informação, de forma a internalizá-la na forma de conhecimento e, principalmente, como fazer que ele saiba aplicar este conhecimento de forma independente e responsável

A realização de tarefas não pode ser mais aquela requerida pelo processo de trabalho fundado no fordismo e no taylorismo, que se realizava sob um espaço determinado, uma temporalidade e hierarquização correspondente. Antes elas eram realizadas sob o ritmo da maquinaria e enfatizava mais os atributos ligados ao trabalho manual, focalizando o controle nas mãos do trabalhador. A forma de hierarquização também se altera consideravelmente, o que implica em diferentes formas de controle do processo de trabalho.

Acrescente-se a ideia e indefinição de espaço e tempo, pois nesse novo cenário, surge então uma realidade na qual se instala uma revolução que insere o planeta numa dimensão globalizada que, embora ocorra de forma desigual nas diferentes sociedades, é sustentada e sustenta as TIC (DREIFUSS, 1999). Em decorrência, as TIC são as responsáveis pelas novas maneiras de transmitir e interagir com o com o conhecimento e a informação (LÉVY, 1999).

Essa nova modalidade de comunicação encontra seu suporte no ciberespaço.

O ciberespaço, também chamado de rede, é a interconexão mundial dos computadores, responsável por novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo mercado de informação e do conhecimento (LÉVY, 1999). O ciberespaço engloba não apenas a infraestrutura material da comunicação, mas também o universo de informações que circula por ele, os indivíduos que navegam e alimentam esse universo, enfim, é um espaço de comunicação aberto no qual há a interlocução mundial das informações, dos computadores e dos homens. O ciberespaço possibilita que seres humanos independentes da localização geográfica e da diferença de fuso-horário compartilhem informações e troquem ideias em um tempo real. O ciberespaço é o espaço imaginário, da construção do conhecimento em rede. É uma dimensão espaço-atemporal de comunicação e informação planetária, por onde passam hoje a economia, a cultura, o saber, a política e as relações humanas de todos os séculos.

Como efeito do ciberespaço, amplia-se o fenômeno da cibercultura, incidindo de forma variada e distinta no interior de cada cultura local.



A influência das TIC na escola

As novas tecnologias têm influenciado todas as organizações contemporâneas, inclusive a escola. Torna-se necessário construir uma escola diferente, gerida de uma forma diferente e com um processo diferente de ensino-aprendizagem. O diferencial é sair do modelo autocrático, pautado pela relação autoritária de comando e obediência, pela qual um manda e o outro obedece, um ensina e o outro aprende, para um processo democrático de gestão e de educação em que as pessoas interagem e se comprometem de forma coletiva com os objetivos educacionais e com a direção de futuro desejada consagrando o princípio da gestão democrática do ensino público previsto na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 206 e inciso VI1.

Muitas são as mudanças na organização do trabalho escolar decorrentes da incorporação e integração pedagógica das TIC ao ensino, entretanto, para que essas mudanças se materializem faz-se necessário a existência de uma série de fatores que corroboram para o sucesso ou fracasso desta iniciativa e que são descritos por Sancho; Hérnandez (2009, p.166), da seguinte forma:


  • A existência de um projeto institucional que impulsione e avalize a inovação educativa utilizando tecnologias informáticas.

  • A dotação suficiente e adequada da infraestrutura e recursos informáticos nas escolas e salas de aula.

  • A formação dos professores e a predisposição favorável deles com relação às TIC.

  • A disponibilidade de variados e abundantes materiais didáticos ou curriculares de natureza digital.

  • A existência de condições e cultura organizativas nas escolas que apoie e impulsione a inovação baseada no uso pedagógico das TIC.

  • A configuração de equipes externas de apoio aos professores e às escolas destinadas a coordenar projetos e facilitar soluções para os problemas práticos.

Não obstante, diante da não compreensão das possíveis contribuições das TIC ao funcionamento do cotidiano escolar e à aprendizagem dos alunos verificou-se a existência de duas situações bastante comuns: uma onde o uso das tecnologias é simplesmente ignorado na escola e outra onde o uso atende apenas ao cumprimento de tarefas burocráticas.

No atual cenário, na perspectiva do mercado, as habilidades subjetivas são intensificadas no processo de aprendizagem, e com isso a ideia de gestão tornou-se central. O processo de reestruturação produtiva vem construindo e delineando novos atributos para a reprodução do capital, privilegiando, cada vez mais, o componente intelectual do trabalho, em atendimento ao novo patamar tecnológico e social.

Nesse sentido, afirma Moran (2007, p.5):

Todos os grupos e instituições, que evoluem e crescem, trazem consigo formas de integrar organização e criação, normas e liberdade, autoridade e confiança. As organizações que mais evoluem são as que reúnem pessoas abertas, que sabem gerenciar seus conflitos pessoais, que sabem comunicar-se e aprender.

Integrar as TIC à gestão significa ir além do seu uso, mas incorporar suas especificidades e contribuições na própria gestão da escola. No entanto, mesmo em situações que ocorrem práticas inovadoras com o uso das tecnologias, na maioria delas estas práticas constituem ações isoladas e não caracterizam a integração das TIC na cultura escolar. A incorporação de tecnologias pela educação torna-se então obrigatoriamente parte de “uma estratégia global de política educativa” (TEDESCO, 2004) e um elemento essencial para o caráter democrático das sociedades do futuro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É perceptível o impacto causado pelas mudanças nas relações de trabalho discente, docente e gestora decorrente da inserção na cibercultura. Uma experiência comunicacional que permite interferir, modificar, produzir, partilhar e colaborar é exigência de uma sala de aula sustentada por uma nova postura do professor. Este, no lugar da pedagogia da transmissão baseada em lições-padrão e no falar-ditar do mestre, precisará propor a construção de conhecimento, em uma arena presencial ou online, baseada em iniciativas capazes de garantir a materialidade da comunicação efetiva. A escola, por seu turno, centrada ainda na lógica da distribuição, na qual teima em persistir, não é capaz de abarcar este modelo que potencializa, efetivamente, as bases da comunicação livre e permite aportar ao sujeito a educação que o nosso tempo reivindica. Torna-se assim imperativo reconfigurar a sala de aula de modo a incorporar a dinâmica comunicacional que o novo contexto sócio-técnico propicia e que contempla a liberação da palavra. Este desafio não diz respeito apenas ao professor, pois, deste jeito ele não progredirá muito nessa tarefa se apenas sua sala de aula configurar-se de modo interativo, enquanto toda a escola se mantém presa à lógica da distribuição. O desafio se estende, pois, para a educação em geral, para as autoridades que atuam na gestão dos sistemas gerais de ensino e para os responsáveis pela gestão de cada unidade escolar.

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1 Disponível em: http://www.planalto.gov.br



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