Perspectivas multidisciplinares através das atividades extensionistas na formaçÃo dos engenheiros de minas fabrício L. Pereira



Baixar 36.72 Kb.
Encontro01.08.2016
Tamanho36.72 Kb.




PERSPECTIVAS MULTIDISCIPLINARES ATRAVÉS DAS ATIVIDADES EXTENSIONISTAS NA FORMAÇÃO DOS ENGENHEIROS DE MINAS


Fabrício L. Pereira – fabricioluizp@yahoo.com.br

Universidade Federal de Ouro Preto – Departamento de História

Endereço: Departamento de Engenharia de Minas, Campus Morro do Cruzeiro - UFOP.

CEP 35400-000 – Cidade Ouro Preto – Estado Minas Gerais



Marina M. Lopes - bhmarinalopes@gmail.com

Universidade Federal de Ouro Preto – Departamento de Engenharia de Minas



Thayane M. Silva - thayanems_letras@yahoo.com.br

Universidade Federal de Ouro Preto – Departamento de Letras



Diogo P. Bussular – bussular@gmail.com

Universidade Federal de Ouro Preto – Departamento de Engenharia de Minas



Carlos A. Pereira – pereira@demin.ufop.br

Resumo: Desde o ano 2000 é desempenhado pelo Departamento de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto o Projeto Cantaria. Este se propõe a restaurar monumentos de cantaria da cidade de Ouro Preto e em seu entorno, e, além disso, conscientizar a população, através da educação patrimonial, da necessidade de preservação e conservação dos mesmos. Para tal empreendimento criou-se o projeto de extensão Educação e Arte para Crianças, o qual se alia o conhecimento sobre o patrimônio com aulas de diversos campos científicos. O objetivo desse artigo é discutir como é organizado esse projeto, no viés de duas análises (i) a importância da extensão na formação do engenheiro de minas e (ii) como o processo de multidisciplinaridade se envolve na construção desse conhecimento.

Palavras-chave: Multidisciplinaridade, Cantaria, Formação de engenheiros, Extensão universitária.

09. Pesquisa e extensão na formação profissional

Formação profissional e responsabilidade social


Introdução

O Projeto Cantaria coordenado pelo Departamento de Minas, da Universidade Federal de Ouro Preto, comemora seus 10 anos em 2010. Assegura-se, no interior deste, a relação entre comunidade acadêmica e sociedade, pois, compreende-se que:


a produção do conhecimento, via extensão, se faria [e ainda se faz] na troca de saberes sistematizados, acadêmico e popular, tendo como conseqüência a democratização do conhecimento, a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade e uma produção resultante do confronto com a realidade (BRASIL, 2000/2001).
Esse projeto de extensão vem ao longo dos anos articulando a preservação de parte significativa do patrimônio ouro-pretano, com o exercício de ir “além das evidências do patrimônio material” (CARVALHO et al., 2009) ressaltados na educação patrimonial.

Sua realização delineia-se a partir da perspectiva de preservar num primeiro momento os monumentos talhados em rocha, denominados Cantaria. E posteriormente correlaciona-os com medidas a preservar e conservar os mesmos. Para tal, criou-se em 2000 a Oficina de Cantaria, com o intuito de restaurar as peças de cantaria; e, em 2002 o Projeto Educação e Arte para Crianças, como uma alternativa a preservação do patrimônio da cidade, em linhas gerais:


A oficina de cantaria localizada no campus da Universidade levou as crianças ao contato com esse oficio tão utilizado no século XVIII nas minas, e de forma lúdica fez com que esses meninos e meninas tornarem-se multiplicadores desse conhecimento e principalmente protetores das obras de sua cidade.(PEREIRA et al., 2009)
A importância dada ao valor paisagístico de Ouro Preto-MG engloba significados simbólicos para o homem e para a comunidade em questão, “sendo ela representativa da noção de lugar e história e que identifique, especialmente, determinado povo” (SOUZA, 2006.) Estabelecidas as conexões entre o patrimônio vigente na cidade e a possibilidade de instrumentalizar a preservação do mesmo com a sociedade, o Projeto Cantaria desenvolve-se através do processo dialético de teoria e prática. Alimentando as estruturas de pesquisa, ensino e extensão, no viés da multi, inter e transdisciplinaridade, conforme as exigências do Plano Nacional de Extensão Universitária (BRASIL, 2000/2001). Salientadas na importância da extensão universitária que possibilita,
a formação do profissional cidadão e se credencia, cada vez mais, junto à sociedade como espaço privilegiado de produção do conhecimento significativo para a superação das desigualdades sociais existentes, como prática acadêmica que interliga a Universidade nas suas atividades de ensino e de pesquisa, com as demandas da maioria da população. (SCHEIDEMANTEL et al., 2004)
Estabelecidas as pretensões do projeto em questão, o artigo que ora se apresenta se constitui na tentativa de desenvolver argumentos que demonstram como a multidisciplinaridade contribui na eficácia do trabalho desenvolvido. E como os alunos participantes, através da integração entre os diversos cursos, beneficiam-se com a possibilidade de criar laços que vão além das esferas de conhecimentos oferecidas no cotidiano da universidade. Para tanto, dividiremos o trabalho em dois momentos: análise teórica da questão da multidisciplinaridade; e o desenvolvimento no âmbito da prática, através de algumas entrevistas com alunos do curso de Engenharia de Minas que participaram ou participam do projeto.
Metodologia: Sobre o conceito de multidisciplinaridade e sua aplicação na formação dos engenheiros da escola de minas através do trabalho extensionista

O conhecimento atualmente passa por diversas fragmentações. Com o avanço da tecnologia e o acesso fácil à informação, as áreas epistemológicas estão cada vez mais especificadas e restritas. O conhecimento acadêmico também enfrenta essas possibilidades. A formação dos engenheiros está voltada para o conhecimento técnico, a fim de suprir as demandas sociais nesse sentido.
A era da globalização nos coloca em comunicação com todo o planeta, mostrando a interdependência e o destino comum da espécie humana. No entanto ela não tem criado solidariedade entre os povos e as comunicações, sobremaneira, marcadas por valores técnicos e mercantis, também não fizeram emergir tal compreensão. Na medida em que consideramos a humanidade planetária, surge a necessidade de ressignificar o conceito de totalidade. (SANTOS E SOMMERMAN, 2009)
Conforme Marco Aurélio Cremasco, o engenheiro além de ser partícipe do processo de organização e funcionamento das atividades dos projetos em que participa deve está diretamente envolvido com outras “responsabilidades”. Nas palavras do autor:
Não se pode mais vê-lo [o engenheiro] como um projetista ou um gerente de produção. Este profissional deve estar plenamente cônscio de suas ações pessoais e profissionais. Torna-se evidente, portanto, que a formação do engenheiro não deve ser pautada tão-somente na técnica. (CREMASCO, 2009)
Atribuindo assim ao engenheiro uma responsabilidade social, visto que a sociedade, segundo Cremasco, “espera que as tomadas de decisões por parte das empresas sejam resultados de análise e reflexão ética” (idem) exigindo que se considere os efeitos das ações, honrando o direito dos outros.

O conceito de multidisciplinaridade na formação superior vem sendo aplicado na tentativa de que o graduando de engenharia se envolva com outras áreas do conhecimento, reconhecendo nessas últimas, sua importância pra sua formação humanística. A multidisciplinaridade permite que as várias áreas do conhecimento sejam reconhecidas e apreendidas em um mesmo objeto.


A ligação entre ciências exatas e ciências humanas provoca uma mudança de olhar. Trata-se da propriedade emergente do conjunto. Quando se fragmenta o todo, perde-se a propriedade emergente que nasce da inter-relação total. […] A interação das partes com o todo ocorre através de diálogos desses elementos e desses com o sistema total. (MORIN, 2003)
Esta multidisciplinaridade envolvida pelas atividades extensionistas, permite que o engenheiro tenha uma formação mais completa que vai além do aprendizado tecnológico, o aprendizado humanístico. A formação secundária conscientizará o futuro engenheiro de sua responsabilidade social, sobretudo de seu posicionamento ético profissional. A participação ativa em projetos de extensão como o discutido aqui neste artigo, confere ao estudante uma formação que amplie seus horizontes intelectuais.
Aplicabilidade do conceito de multidisciplinaridade no Projeto Cantaria e seus resultados

O caráter multidisciplinar conforme já citado fomenta elos entre as mais variadas ciências. Um exemplo do que discutimos nesse artigo é o Projeto Cantaria, desenvolvido no Departamento de Engenharia de Minas (DEMIN) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e orientado pelo professor Carlos Alberto Pereira, há 10 anos, o qual possibilita alunos de diversas áreas do conhecimento e principalmente aos futuros engenheiros de minas, a oportunidade de desenvolverem pesquisas em diversas áreas científicas além do envolvimento com várias causas de cunho social.

Um dos trabalhos multidisciplinares envolvidos em tal projeto é intitulado como “Cultura, Educação e Arte para Crianças” que consiste em aulas complementares oferecidas pelos alunos em questão às crianças carentes da comunidade ouro-pretana.

Tal projeto objetiva desenvolver o conhecimento cultural e científico das pessoas através da valorização do patrimônio histórico de Ouro Preto, incentivar e inserir a comunidade na vida acadêmica de uma Universidade Federal, assim como inserir o próprio estudante da UFOP no cotidiano da comunidade dando oportunidade para que os mesmos atuem frente às questões sociais. Dessa forma, o graduando de engenharia de minas envolvido na Extensão Universitária tem a possibilidade de descobrir os anseios de uma comunidade e criar soluções para a melhoria e bem estar de todos. Logo, além de deter o conhecimento científico adquirido durante os anos do curso o estudante complementa sua formação e se prepara para aplicar sua desenvoltura social.

Numa primeira etapa do projeto os alunos participantes pesquisam metodologias de educação infantil e elaboram os planos de aulas. Nesse momento vários estudantes como os de letras, pedagogia, biologia, história, direito e engenharia de minas levam em consideração o caráter multidisciplinar das atividades a serem praticadas com as crianças buscando sempre que possível a diversificação de temas e matérias a serem ministradas. A partir disso os mesmos se empenham em visitar as escolas da cidade e juntamente com os professores e pais selecionar as crianças que irão integrar o projeto. As próximas etapas consistem em diversas atividades que envolvem reuniões, discussões, organização da salinha de estudos das crianças, compra dos materiais, construção do calendário, dentre outros. Em seguida dá-se a etapa de execução das aulas que não se restringem ao espaço da salinha, mas também englobam visitas a laboratórios de mineralogia, petrografia, botânica, ginásio esportivo e oficina de cantaria, bem como excursões a museus e parques da cidade. Apesar do projeto se despedir das crianças no período das férias escolares, um seminário comemorativo organizado pelo grupo de discentes expõem os resultados alcançados aos pais, professores e demais envolvidos, finalizando apenas o processo efetivo das aulas. No entanto, seguem-se outras atividades como análise e conclusão do trabalho, elaboração de relatórios, artigos e outros meios de registro do projeto a fim de aprimorá-lo para os próximos anos. É possível também a apresentação em seminários e congressos o que valoriza os estudantes e torna pública a dinâmica de um projeto de extensão universitária permitindo a troca de saberes entre as mais variáveis áreas do conhecimento.

De acordo com as escolas participantes e pelos próprios alunos o projeto tem alcançado ótimos resultados como a melhoria no desenvolvimento da educação e cultura das crianças. Percebe-se que as mesmas apresentam um aumento no grau de atenção às aulas e melhoram o comportamento na escola e em casa, além de aprenderem o significado da cantaria e sua relevância na cidade, o que as tornam multiplicadoras do patrimônio histórico e cultural. De maneira análoga, os discentes envolvidos se transformam numa espécie de elo entre a Universidade e a comunidade possibilitando um intercâmbio de informações e saberes, ou seja, uma troca de conhecimento. Assim, eles se sentem valorizados pelo trabalho e se mantém entusiasmados com as pesquisas. Tal efeito promove uma melhoria nas notas e incentiva os mesmos cada vez mais ao estudo e aprendizagem, como enfatiza a ex-aluna de química e atual doutoranda, Júnia Alexandrino: “Foi muito importante ver a grandeza desse tipo de trabalho, incentivou muito meus estudos, pois quando comecei a trabalhar com extensão até minhas notas melhoraram.” (Arquivo do Projeto; 07/06/2010)



O engenheiro de minas além de possuir um perfil profissional técnico e científico, e utilizar de novas tecnologias e inovações na resolução dos problemas na mineração através do conhecimento acadêmico, econômico, político e ambiental, deve também ter uma visão crítica e humanística em atendimento às necessidades da sociedade. Assim um grande empreendimento minerador ao detectar uma área próspera em recursos minerais deve prospectá-la de forma não somente a atender as questões econômicas, mas também preservar ou atenuar os impactos que serão submetidos à comunidade vizinha através de ações que a beneficiem. Isso ocorre em vista do grande abalo que uma mineradora causa, tanto ao meio ambiente quanto às pessoas indiretamente próximas às atividades exercidas. Dessa forma, medidas sustentáveis são desenvolvidas para mitigar os problemas ambientais e também os culturais que podem estar ameaçados dentro de uma sociedade como programas relacionados à melhoria nas qualidades sanitária, educacional e intelectuais das pessoas da região. Tais medidas podem ser realizadas através de aulas de reforço escolar, pintura, dança música, organização de bibliotecas, hortas e estufas comunitárias, publicação de cartilhas de ensino e de relatórios de sustentabilidade oferecidos a todas as pessoas. Além de ressaltar alguns aspectos citados pela aluna Clarissa P.Silveira Carvalho, a respeito do trabalho desenvolvido por ela:
Comecei a trabalhar na Cantaria como voluntária e fui percebendo com a abrangência do projeto e como ele envolve a sociedade e os graduandos. Aos poucos fui conhecendo mais sobre o projeto, sobre a realidade de Ouro Preto, da vontade de resgatar e manter a cidade uma obra de arte. Tudo isso me auxiliou na universidade como graduanda, pois aprendi a planejar seminários, a desenvolver trabalho em equipe além de publicar artigos científicos.(Arquivo do Projeto; 04/06/2010
Nesse sentido percebe-se, portanto, que os alunos de engenharia de minas participantes dos projetos de Extensão Universitária da UFOP além de dominar as áreas de exatas e de se manterem atualizados quanto às questões de mineração possuem também a oportunidade de aumentar a responsabilidade social e a obrigação de garantir um bem estar à comunidade ao seu entorno desde a sua graduação. De acordo com um ex-aluno participante do projeto Julio de Oliveira Gigli ao se referir à importância do Projeto de Extensão na sua formação enquanto engenheira é salientado por ele que:
Os projetos em geral são de grande importância na vida do engenheiro, devido à compreensão da metodologia científica, visão de planejamento embutido em cada etapa do respectivo projeto, entendimento do potencial humano envolvido em situações técnicas. Aprende-se a trabalhar com erros, entender o significado e importância dos mesmos, ver a dificuldade e a tortuosidade dos caminhos que levam às mais simples descobertas. E em especial em projetos de extensão encontra-se além de todas as características dos projetos científicos um conhecimento humano muito maior bem como uma gratificação enorme por ter feito algo realmente relevante para o povo brasileiro. “Nosso povo e nossa história.” (Arquivo do Projeto; 09/06/2010)
Portanto o projeto em questão capacita o estudante de engenharia de minas a trabalhar em equipe, inclusive nas multidisciplinaridades, gerenciar e administrar os recursos humanos, aumentar a comunicação, principalmente a língua portuguesa, planejar, criar, adquirir uma postura ética e profissional e responsabilidade para com o meio ambiente e inclusão social. O caráter multidisciplinar do projeto de extensão em questão permite que não só os alunos de engenharia, mas alunos de outros cursos enriqueçam seu campo de visão, suas experiências e seus conteúdos, uma vez que são trocadas as experiências acadêmicas de variados cursos que os alunos envolvidos no projeto assistem.
Conclusões e resultados obtidos

O trabalho desenvolvido ao longo dos 10 anos do Projeto Cantaria rendeu bons frutos à comunidade ouro-pretana. Além dos monumentos restaurados pela Oficina de Cantaria e das aulas de educação patrimonial realizadas durante todo esse período, a cidade fora agraciada com três bibliotecas comunitárias que surgiram dentro do mesmo. Essas bibliotecas foram resultados da necessidade da sociedade, pois, como filosofia o projeto em questão acredita que os programas sociais devem ser geridos dentro da própria sociedade.

No âmbito científico foram publicados durante esse período um livro intitulado A Arte da Cantaria, oito capítulos de livros, aproximadamente 40 artigos nas áreas de educação, cultura e extensão universitária; e três monografias no curso de História referentes a pesquisas realizadas no projeto. Todos esses trabalhos representam a idéia de multidisciplinaridade envolvida no cerne do projeto, pois todos os trabalhos acadêmicos e sociais apresentados são fruto da união de diversas áreas do conhecimento e que encontram suporte no Departamento de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto.
Autorizações/ Reconhecimento

As entrevistas com os ex-alunos participantes do projeto, Clarissa P. Silveira Carvalho, Júnia Alexandrino e Julio de Oliveira Gigli, foram devidamente autorizadas para publicação e o Termo de Consentimento está arquivado no Projeto Cantaria.


Agradecimento

Fundação Gorceix.


Entrevistados

ALEXANDRINO, Júnia Soares. Entrevista realizada no dia 07 de junho de 2010.

CARVALHO, Clarissa Paula Silveira. Entrevista realizada no dia 04 de junho de 2010.

GIGLI, Julio de Oliveira. Entrevista realizada no dia 09 de junho de 2010.




Referências Bibliográficas
BRASIL. Plano Nacional de Extensão Universitária. 2000/2001 Disponível em: http://proex.epm.br/projetossociais/renex/plano_nacional.htm Acesso: 14/05/2010
BAMBERG, Paula. Um programa Social de Extensão como espaço de formação dos alunos de engenharia. Anais do XXXIV Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia. Passo Fundo, 2006.
CREMASCO, Marco Aurélio. A responsabilidade social na formação do engenheiro. In: Instituto Ethos de Empresa e Responsabilidade Social. (Org.). Responsabilidade social das empresas. 1 ed. São Paulo: Editora Peirópolis, 2009, v. 7, p. 17-42.
CARVALHO, Clarissa P. Silveira; GLOSS, Crislayne; PEREIRA, Fabrício Luiz; SILVA, Priscila Coelho; NUNES, Célia M. Fernandes; PEREIRA, Carlos Alberto. O patrimônio para além das evidências materiais: educação e extensão universitária. In: IV Congresso Brasileiro de Extensão Universitária, 2009, Dourados. IV Congresso Brasileiro de Extensão Universitária, 2009. v. 1. p. 432-444.
DOMINGUES, Ivan. Conhecimento e Transdisciplinaridade II Aspectos Metodológicos. Belo Horizonte, editora UFMG, 2005.

LONGO, H.I. Por uma educação transformadora para o ensino de engenharia. Anais do XX Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia, Rio de Janeiro. 1992 p. 39.


MIRANDA, Marcos Paulo de Souza. Tutela do Patrimônio Cultural Brasileiro: doutrina – jurisprudência – legislação. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.
PEREIRA, Fabrício Luiz; NOVAES, Éder Liz; PRADO, Amanda Costa; SILVA, Fabiano Gomes da; PEREIRA, Carlos Alberto. Oficina de Cantaria: Reinvenção na conservação patrimonial. In: IV Congresso Brasileiro de Extensão Universitária, 2009, Dourados. IV Congresso Brasileiro de Extensão Universitária, 2009. v. 1. p. 221-231.
SANTOS, Akiko. SOMMERMAN, Américo. Complexidade e Trasndisciplinaridade em busca da totalidde perdida. Porto Alegre: Editora Sulina, 2009.

SCHEIDEMANTEL, Sheila Elisa; KLEIN, Ralf; TEIXEIRA, Lúcia Inês. A Importância da Extensão Universitária: o Projeto Construir. Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo Horizonte: UFMG, 2004.



Multidisciplinary perspectives through extension activities in the formation of mining engineers


Abstract: Since 2000 it has been developed by Mining Engineering’s Departament of Federal University from Ouro Preto (UFOP) the Project Cantaria. This Project proposes to restore monuments of stonemasonry from Ouro Preto and some near cities. Moreover, to make the local population aware about the importance of the patrimony’s preservation. In that sense, it was created the extension Project Education and Art for Children, which is associated to the knowledge about the patrimony with classes from different cientific fields. The purpose of this article is discuss how the Project is organized, in the view of two analysis (i) the importance of extension in the formation of mining engineer and (ii) how the process f multidisciplinarity is involved in construction of this knowledge.
Key words: multidisciplinarity, Stonemasonry, Formation of engineers, university extension


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal