Pesquisa e projeto



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PESQUISA E PROJETO

Nenhuma ação transformadora poderá ser bem sucedida se ignoramos a natureza das coisas com que lidamos. (Bazarian).

1 A CIÊNCIA

A ciência é um produto social, pois dela todos podem-se utilizar. É através dela que as pessoas fazem suas descobertas e explicam a realidade e como os eventos e coisas são gerados.

A ciência é uma forma especial de conhecimento da realidade. Etimologicamente vem do latim SCIENTIA, que provém de SCIRE, que significa “aprender” ou “Conhecer”.

Ciência é uma forma de proceder para:



  1. Desenvolver métodos efetivos de responder questões e de solucionar problemas;

  2. Forma especial de conhecer a realidade.




    1. DEFINIÇÃO

conjunto de ATITUDES e ATIVIDADES racionais, dirigido ao conhecimento sistemático com objetivo limitado, capaz de ser submetido a verificação. ESFORÇO HONESTO DE INVESTIR SOBRE A NATUREZA.
1.1.1 CARÁTER DA CIÊNCIA.

possui duas dimensões naturais



  1. dimensão contextual - conteúdo;

  2. dimensão metodológica - operacional.


1.1.2 APARENCIA EXTERIOR DA CIÊNCIA.

lógico e técnico

a) Lógico - observação racional e controlada dos fatos, interpretação adequada dos fenômenos; contribuir para a verificação, experimentação e reobservação dos fenômenos e fundamentar os princípios da generalização, princípios e leis.

b) Técnico - registrar condições onde os fenômenos ocorrem; sua freqüência, persistência, sua decomposição, recomposição, comparação e seu aproveitamento.


1.1.3 APARENCIA INTERIOR DA CIÊNCIA.

  1. Aumentar o conhecimento;

  2. Realizar novas descobertas;

  3. Aproveitamento espiritual;

  4. Aproveitamento material;

  5. Estabelecer o controle sobre ambiente físico.

A ciência começa pela observação das coisas e termina pela demonstração de suas causas.

A ciência procura chegar as conclusões gerias e sistemáticas a respeito da realidade e isto é tarefa da inteligência e não dos sentidos corporais. Não existe ciência do particular.


1.1.4 DIMENSÕES DO CONHECIMENTO

  1. Popular - senso comum, dado pela familiaridade com uma coisa. Explo:água, sua estrutura;

  2. Religioso - a crença de que as verdades tratadas são infalíveis, indiscritíveis, por serem sobrenaturais ou dogmas de fé;

  3. Filosófico - emerge da experiência através da elaboração e verificação de hipóteses;

  4. Sistemático - contém sistema de referência que se inter-relacionam (teorias, hipóteses, fontes de informação e propriedades relacionais);

  5. Cumulativo - seleciona os fatos mais significativos e operacionais (acumulação seletiva de condições e realidades);

  6. Falível - não é definitivo;

  7. Verificável - testa a consistência de suas hipóteses de forma empírica ou demonstrável;

  8. Explicativo - fatos explicados de diferentes maneiras em diferentes ocasiões;

  9. Preditivo - age dentro de um plano preditível, baseando-se em informações fidedignas, específicas e válidas;

  10. Útil - trazer benefícios para a comunidade e a melhoria da qualidade de vida.

Portanto, a ciência é um produto que pode ser utilizado para conhecer a realidade através de um método científico.
1.1.5 O CIENTÍFICO DE FORMA METODOLOGICA

É um procedimento racional, arbitrário para atingir determinado resultado. MÉTODO - é a forma de proceder ao longo de caminho. Esta forma de “proceder “ aumenta a probabilidade de que a informação obtida seja significativa para o tema proposto.



PORTANTO, SER CIENTÍFICO É SEGUIR UM MÉTODO.
1.1.4 PENSAMENTO CIENTÍFICO

  1. Indutivo - parte-se de dados particulares, suficientemente contatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Exemplo: Premissas - Cobre conduz energia. Zinco conduz energia, Cobalto conduz energia. Ora, cobre, zinco e cobalto são metais.




  1. Dedutivo - idéias dever ser através da dedução lógica de premissas de valores universais - geral e particular. A informação da conclusão, já estava pelo menos, implicitamente, nas premissas. Exemplo: Todo mamífero tem um coração. Ora todos os cães são mamíferos. Logo todos os cães têm um coração.




  1. Hipotético-dedutivo - Karl Popper - o método científico parte de um PROBLEMA ao qual se oferece uma espécie de solução provisória com vistas à eliminação do erro. PROBLEMA - surge de conflitos frente às expectativas e teoria existentes; SOLUÇÃO - consistindo numa conjectura (nova teoria); TESTES DE FALSEAMENTO - tentativas de refutação ou corroboração.




  1. Dialético - ação recíproca, tudo se relaciona; mudança dialética, negação da negação, tudo se transforma; passagem de quantidade para a qualidade; interpenetração dos contrários, contradição luta dos contrários.


1.1.5 MÉTODOS ESPECÍFICOS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

  1. Histórico - promovido por BOAS, as atuais formas de vida social, as instituições e os costumes têm origem no passado, é importante pesquisar suas raízes e compreender sua natureza e função. Investiga acontecimentos e processos e instituições do passado.

  2. Comparativo - empregado por Tylor. Estuda as semelhanças e diferenças entre diversos tipos de grupos, sociedades ou povos, contribui para uma melhor compreensão do conhecimento humano.

  3. Monográfico - Le Play - parte do princípio de qualquer case que se estude em profundidade pode ser considerado representativo de muitos outros, ou até de todos os casos semelhantes. Consiste no estudo de grupos ou comunidades, profissões, condições, instituições, com a finalidade de obter generalizações.

  4. Estatístico - planejado por Quetelet - os processos estatísticos permitem obter de conjuntos complexos, representações simples e verificar se possuem relação entre si. Ele significa redução de fenômenos sociais, políticos, econômicos, administrativos, etc, a termos quantitativos e a manipulação estatística.

  5. Tipológico - Max Weber - compara fenômenos sociais complexos e cria tipos ou modelos ideais, constituídos a partir da análise de aspectos essenciais do fenômeno.

  6. Funcionalista - utilizado por Malinowski - é mais um método de interpretação do que investigação. Considera de um lado a sociedade em suas tramas sociais e de outro, como um sistema de instituições correlacionadas entre si, agindo e reagindo umas em relações às outras.

  7. Estruturalista - desenvolvido por Lévi-Strauss - parte da investigação do fenômeno concreto, eleva-se a nível do abstrato, por intermédio da constituição de um modelo que represente o objeto em estudo, retornando para o concreto como realidade estruturada e relacionada a experiência do sujeito social. Ex: Casamento.



2 CONSTRUÇÃO E ELABORAÇÃO DA PESQUISA

A pesquisa sempre começa com alguma forma de pergunta ou de problema. Ou seja, o objeto, fato ou acontecimento que leva o pesquisados a conhecer de modo científico a sua origem, funcionamento e conseqüências.

A busca da resposta a esta pergunta, é através do emprego de processos científicos.

Tais processos foram criados para aumentar a probabilidade de que a informação obtida seja significativa para a pergunta proposta.

As perguntas precisam ter uma característica comum, devem ser de tal ordem que a observação ou a experimentação no mundo natural possam dar a informação necessária.
2.1 PESQUISA.


  1. Intelectuais - baseadas no desejo e na satisfação de conhecer e compreender;

  2. Práticas - baseadas no desejo de conhecer e compreender a fim de torna-se capaz de fazer algo melhor ou de maneira eficiente.

A pesquisa social dá respostas finais as perguntas que estuda, pois a pesquisa social não é um processo dedutivo, no qual tudo decorre de algumas premissas já definidas, é uma busca continua da verdade, na qual as respostas provisórias conduzem a um refinamento dos problemas a que se aplicam e dos processos pelos quais se obtiveram tais respostas.

A teoria Social estuda a filosofia da ciência e a natureza da sociedade. Para que o pesquisador possa definir o seu espaço científico, ele necessita definir valores, quantidade e qualidade da natureza dos dados ou informações.

Os juízos de valores não fazem parte da estrutura da ciência, mas fazem parte do motivo de sua criação. Todo pesquisador quando escolhe seu tópico ou tema de pesquisa, exprime seu “julgamento” ou “sentimento”, quanto ao que é importante estudar e pesquisar.

Para manter a racionalidade do processo científico, é necessário ter consciência de como e onde interferem tais valores.



2.2 PROCESSO DE RACIONALIDADE

Racionalidade é uma condição ou estado de ação.

Racionalização é o processo de desenvolvimento da ação, informação (interpretação), que busca a ação social, através da tradição, parte afetiva, racional e de valores das pessoas.
SOCIEDADE TRADICIONAL SOCIEDADE MODERNA

(tradição, autoridade) (razão, legalidade)





2.3 RACIONALIDADE



EXATA EXATA TEORÉTICA TEORÉTICA

PRÁTICA ABSTRAT


relação meio-fim, meio-fim, cálculo preocupada c/ valores, valor

cálculo utilitário, utilitário, base o conhecimento em si mesmo,

base organiza- individual,valores pelo conhecime- nível macro

cional, conjunto individuais egoís- to (ênfase na social (cutura).

de indivíduos. ticos. abstração.
EFICIÊNCIA ---- COMBINAÇÃO DE RECURSOS --- PRODUTIVIDADE

EFICÁCIA ------- ÊNFASE NOS OBJETIVOS FINAIS


O mundo é uma dicotomia e o pesquisador deve aprender a trabalhar estas dicotomias em um continuum...
1 PÓLO EPISTEMOLÓGICO 2 PÓLO MORFOLÓGICO

Formas de Análise

Métodos (dialética, fenomenológico, Tipo ideal, sistemas, modelos estru-

hipotético dedutivo). turais.

Exerce a função de vigilância críti- Enuncia regras de estruturação, de

ca. Garante a observação da produ- formação do objeto cientívico dentro

ção. Objeto científico x senso comum de um quadro de análise.



3 PÓLO TEÓRICO 4 PÓLO TÉCNICO

Quadro de Referência Modelos de Investigação

Positivismo, funcionalismo, estrutura- Estudo de casos, levantamentos,

lismo. experimentos,comparação,simulação.

Guia a elaboração das hipóteses e Controla a coleta de dados, esfor-

conceitos. Propõe regras de interpre- ça-se por confrontá-los com a teoria

tação dos fatos. que o suscitou . Não garante exatidão
A responsabilidade e o objetivo da ciência é criar um conjunto de princípios que tornem possível a compreensão e a predição das interações humanas.

O processo de pesquisa consiste em atividades interrelacionadas que se sobrepõem, em vez de seguir uma seqüência.

A importância de saber como se faz pesquisa em ciências sociais, implica que quando ocuparem cargos em empresas, estas exigiram profissionais com capacidade de avaliar se os estudos realizados por outras pessoas possuem confiança e se seus resultados podem ou não ser aplicados em situações específicas para aquela empresa. Ë uma ferramenta para a tomada de decisão.

3 CIENCIA A REALIDADE SOCIAL

O senso comum tende a considerar o fato como realidade, verdadeiro e definitivo, inquestionável e auto evidente. Da mesma forma, imagina a teoria como especulação, idéias não comprovadas que uma vez submetidas a verificação, ser revelaram verdadeiras e passam a constituir fatos e até leis.



  1. teoria e o fato não são diametralmente opostos, mas inextricavelmente inter-relacionados, constituindo elementos de um mesmo objeto - a procura da verdade - sendo portanto, indispensável a abordagem científica;

  2. Teoria - é um conjunto de princípios fundamentais, que se constituem em um instrumento científico apropriado na procura e principalmente na explicação dos fatos;

  3. Teoria e fato - são objeto de interesse dos cientistas, e não existe teoria sem ser baseada em fatos, e por sua vez a compilação dos fatos ao acaso, sem um princípio ou explicação, não se produz a ciência. Acumula-se fatos sem sistematização, não relacionados, amorfos, dispersos sem possibilidade de ligação e explicação.

Portanto, a teoria serve como um sistema de conceitualização e de classificação dos fatos.
Todavia, a organização social da pesquisa não escapa aos conflitos políticos e sociais. Os cientistas não estão acima da disputa social e política; ao mesmo tempo sua ciência não ser reduz à ideologia dos atores que se confrontam (BRYNE, 1977).

O conhecimento gerado pela pesquisa científica promove disputas de controle sobre outras pessoas/setores/instituições. A cooptação cria para o pesquisador o risco de ser manipulado por qualquer grupo de pressão, com informações “truncadas”.

O uso do conhecimento como prática de controle é presente na história da humanidade e tem-se tornado uma instituição altamente lucrativa. Devido a esse “uso inadequado” a prática profissional de quem realiza pesquisa, sofre confrontos e dificuldades de ordem política e estratégica. Afinal, o controle, o poder, a busca pela sobrevivência humana ainda fundamenta-se no mito “quem sabe manda, quem não sabe executa (obedece)”.

Por outro lado, a sociedade ocidental tem grande consideração e aprovação pela ciência. Em outras épocas e lugares, santos, filósofos, homens santos, líderes políticos, comerciantes foram venerados e estimados. E, a conseqüência desta aprovação cultural pela pesquisa, esta no aumento recebido em seu beneficio através de ajuda política e financeira para o desenvolvimento da ciência.

Através da ciência, nossa sociedade pode alcançar outros valores a nível individual e de cultura. Valores de quantidade de vida, ecologia, conseqüências ambientais, etc. Além disso, toda pesquisa que contribuem para o bem-estar sempre são intensamente amparadas.

Cabe destacar que para BRUYNE (1977), as ciências humanas são falsas ciências, elas requerem e acolhem outros modelos tomados empregados de outras áreas de conhecimento (pluralidade). Por isso, seu caráter parcelado e aberto é constantemente questionado, sempre em busca de novos métodos, conceitos e meios de investigação e verificação, principalmente quando se trata de pessoas.

Portanto, a ética do pesquisador em não se envolver pessoalmente com seus resultados e evitar o uso inadequado de suas descobertas, torna a ciência, segundo GOODE (1979), a mais impiedosa das atividades públicas das quais o homem pode se ocupar, devida a responsabilidade nela embutida.

4 AS PESQUISAS.NA PRÁTICA.


  1. Exploratórios - objetiva familiarizar-se com o fenômeno ou conseguir nova compreensão deste, (descoberta);

  2. Descritivos - apresenta precisamente as características de uma situação, grupo, indivíduo. Verifica a freqüência com que algo ocorre ou está ligada outra coisa (precisão);

  3. Experimentos - ocorre manipulação da variável dependente, enfatiza a validade interna do estudo, há sempre relação de causa-efeito, enfatiza a variável independente isolando-a, atua em grupos experimentais e de controle, permitem inferências;

  4. Levantamentos - não ocorre manipulação da variável dependente, dá ênfase na validade externa, às vezes tem relação de causa-efeito, e enfatiza a variável dependente, procura responder questões específicas;

  5. Estudo de caso - é intensivo, aprofundado, estuda um caso real, uma organização é o mais comum, mais de uma organização é considerado estudo de multicaso, enfatiza a validade interna.



4.1 DELINEAMENTO DO TIPOS DE ESTUDOS





  1. AS VARIAVEIS NA PESQUISA

a) Variável independente - (x) é aquela que influencia, determina ou afeta outra variável, é o fator manipulado geralmente pelo investigador.

b) Variável dependente - (y) consiste em fatores, fenômenos, valores a serem explicados ou descobertos, em virtude de serem influenciados, determinados ou afetados pela variável independente. É o fator de altera-se a medida que o investigador modifica a variável independente,


Exemplo:

Fatores (preço, atendimento, garantia) Satisfação dos clientes



Variável Dependente (y) Variável Independente (x)
Variando (y) podemos verificar como a satisfação dos clientes será afetada ou como a freqüência ou ausência de cada fator a satisfação dos clientes.
4.2.1 CONDIÇÕES PARA A CAUSA – EFEITO

podemos afirmar que x e y podem ser medidos ao mesmo tempo; x precede y no tempo e não deve haver variáveis rivais.

a) Validade interna: o os estudos que evitam afirmações causais, interpretações do investigador, ele só as descreve. Há necessidade de uma revisão bibliográfica muito extensa e cuidadosa, e a tradução dos dados em medidas estatísticas apropriadas. Procura saber o máximo que puder sobre o problema a ser pesquisado e que não haja manipulações ou inferência de valores do investigador. Estudos em profundidade.


  1. Validade externa: estudos que levam a conclusões generalizadas, é um estudo de amplitude pois o plano de amostra é grande de caráter probabilístico.


4.3 COORTES E FONTES DE DADOS

Existem dois tipos de coorte: o transversal e o pseudo-transversal.



  1. Coorte Transversal: é um coorte transversal em um momento no tempo sem considerar a evolução dos dados no tempo.

1997




  1. Coorte Pseudo-Transversal: é o coorte dado em dois ou mais momentos no tempo sendo possível construir sua história e tendências. Caráter longitudinal. Explo: evolução das vendas durante x anos.

1990 1991 1992 1993


4.3.1 AS FONTES PRIMÁRIAS OU SECUNDARIAS.

  1. Fontes de dados primárias: são os dados pela primeira vez através do instrumento de pesquisa determinado (questionário, entrevista, observação), (dados moles);

  2. Fontes de dados secundárias – são os dados existentes sobre o assunto devidamente registrados (dados duros).


4.3.2 A QUANTITATIVA E QUALITATIVA NA PESQUISA.

  1. Quantitativas – os dados são duros, numéricos com possibilidade de mensuração; implica em precisão; o elemento indutivo é mais fraco; o sistema é o hipotético dedutivo; a validade interna e externa é maior; existe maior controle da objetividade do estudo; maior cientificidade devido aos estudos anteriores; resultados com confiabilidade maior podendo-se replicar e generalizar;

  2. Qualitativas – os dados são moles com possibilidade de mensuração; a precisão é menor; o elemento intuitivo é mais forte; não se pode medir em grau que variam os fatores pesquisados; o sistema é o hipotético dedutivo; a validade fica em um espaço muito movediço; e a objetividade é menor, a cientificidade fica pluralista e a confiabilidade é menor, pode ser replicado e de certo modo generalizado.


4.3.3 COLETA QUE SÃO UTILIZADOS.


  1. Pesquisa Quantitativa - entrevistas, questionários, observação, testes, índices e relatórios escritos e a técnica de analise dos dados: métodos estatísticos (distribuição de freqüência, correlação, associação, etc.);

  2. Pesquisa Qualitativa - entrevistas em profundidade; uso de diários; observação participante; entrevistas em grupo; texto, documentos, técnicas projetivas e a técnica de análise dos dados (análise de conteúdo (busca obter significados de natureza sociológica, psicológica, histórica, comportamental, além de características gramaticais, fonológicas, cognitivas, ideológicas etc.); construção de uma teoria.




  1. ANALÍSE DOS FATORES PESQUISADOS.

  1. Homogeneidade - não misturar critérios de classificação;

  2. Exclusividade - o mesmo elemento não pode ser classificado em mais de uma categoria;

  3. Concretude - codificadores diferentes devem chegar ao mesmo resultado;

  4. Exaustividade - classificar a totalidade;

  5. Objetividade - fidelidade.

DICA: NUNCA SE GENERALIZA O RESULTADO DE UMA PESQUISA PARA ALÉM DO UNIVERSO PESQUISADO.
4.5 CICLO DO MÉTODO CIENTÍFICO

  1. Conhecimento prévio;

  2. Definição do problema;

  3. Hipóteses ou perguntas de pesquisa;

  4. Conseqüências rivais;

  5. Testagem;

  6. Análise dos resultados;

  7. Avaliação das hipóteses/perguntas para Refutar ou Corroborar;

  8. Teoria;

  9. Novo problema;

  10. Nova investigação.



4.6 FASES DA PESQUISA

  1. Formulação do problema de pesquisa;

  2. Hipótese ou perguntas da pesquisa;

  3. Objetivos gerais e específicos;

  4. Metodologia;

  5. Referencial teórico;

  6. Coleta de dados;

  7. Análise dos dados;

  8. Conclusões.


4.7 FORMULAÇÃO DA PESQUISA

A formulação do problema de pesquisa não coloca o pesquisador imediatamente em posição de considerar os dados de coligirá e quais os métodos a empregar e como analisará tais dados.


4.7.1 O PROBLEMA DA PESQUISA

  1. Pergunta sobre as relações entre os fenômenos ou variáveis a serem pesquisados (deve implicar em possibilidade de testagem empírica);

  2. A característica do problema: ser viável metodologicamente (ser testável, ponte entre teoria e fato) e financeiramente (dinheiro; tempo; recursos humanos; etc.) Além disso, deve ter relevância Teórica (contribuir para a área) e Prática (ser útil).


4.8 HIPÓTESE OU PERGUNTAS DE PESQUISA

Ë uma proposição que se supõe, talvez sem acreditar nela, a fim de chegar as suas conseqüências lógicas e por esse método, o seu acordo com os fatos conhecidos ou que possam ser verificados.

Ex.


  • Se existir privação na infância, então existira deficiência escolar mais tarde.

  • Se elevado o grau de desorganização familiar, então maior probabilidade de marginalização do menor.

a) Função da hipótese:– ser um guia para o tipo de dados que precisam ser levantados; orientar a busca de ordem entre os fatos a solução de problemas e a maneira de organizá-los.


b) A criação:– palpite; resultados de outros estudos; conjunto de teorias. Para serem cientificamente úteis, precisam ser testáveis ou no mínimo conter implicações para testagem.
4.8.1 OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

Nortearão a pesquisa direcionando o pesquisador em relação as etapas que ele deverá cumprir.

Os verbos devem estar no infinitivo com verbos impessoais. Ex.: verificar, comparar, analisar, levantar, diagnosticar, propor.
4.9 METODOLOGIA

A metodologia de modo geral contém três grandes tópicos.



  1. Perspectiva do Estudo – contém o tipo de estudo, tipo de fontes de dados, tipo de instrumento de coleta utilizado, técnica de análise de dados utilizada;

  2. Delimitação do Estudo - onde será realizado o estudo, data de coleta dos dados e a população pesquisada;

  3. Limitação do Estudo - descrever as limitações encontradas quanto ao instrumento de coleta de dados e outras dificuldades que possam ocorrer.


4.10 REFERENCIAL TEÓRICO

É o levantamento de estudos realizados ou teorias sobre o tema pesquisado, localizando-os dentro de correntes epistemológicas e os seus aspectos atuais e de utilidade.

Tais textos podem ser analisados das seguintes formas:


  1. Análise Textual – Professor ( faz referências do autor; esclarecimento do vocabulário específico e estabelece uma unidade de leitura) , Estudante (leitura rápida do texto para obter visão global assinalando as palavras desconhecidas, forma um esquema visando à estrutura redacional);

  2. Análise Temática – Estudante- releitura para aprender o conteúdo; nova leitura para separar as idéias centrais das secundárias, verifica a correlação entre alas, procura resposta para questões sobre o que versa o texto, reconhece o processo de raciocínio do autor, redige um esquema que revele o pensamento lógico de autor;

  3. Análise Interpretativa e Crítica –Estudante- correlaciona as idéias do autor com outros sobre o mesmo tema; realiza uma crítica fundamentada em argumentos válidos, lógicos e convincentes, faz um resumo para discussão;

  4. Problematização- Estudante, Grupo ou Classe (debate as questões explícitas e implícitas no texto e levanta novas questões pertinentes ao texto) –Professor e Estudantes ( coloca opiniões pessoais sobre as questões do texto e externa colocações fundamentadas em obras de outros autores);

  5. Conclusão Pessoal – reeladoração do processo de compreensão da mensagem do autor, elaboração em resumo aduzindo reflexões e críticas.

4.11 COLETA DE INFORMAÇÕES.

Os dados podem ser coletados através dos seguintes instrumentos:



  1. Pesquisa Quantitativa - entrevistas, questionários, observação, testes, índices e relatórios escritos;

  2. Pesquisa Qualitativa - entrevista em profundidade; uso de diários; observação participante; entrevistas em grupos; textos, documento, técnicas projetivas.


4.11.1 ENTREVISTAS.

  1. Vantagens - podem ser utilizadas em quase todos os segmentos da população; as pessoas cooperam mais quando precisa apenas falar; é muito flexível podendo o pesquisador reformular a questão de outra maneira para maior entendimento; o pesquisador pode observar o estado emocional e o comportamento do entrevistado como se expressa e os seus sentimentos; carregados ou verificar sentimentos subjacentes de uma opinião; o pesquisador pode contra-argumentar e verificar a reação.

  2. Desvantagens - é mais dispendioso que os questionários; não podem ser aplicados a uma população ao mesmo tempo; dificulta a padronização das questões; o respondente é identificar pelo pesquisador e pode duvidar de sua boa fé em divulgar sua identidade; pressiona o entrevistado a dar uma resposta imediata.


4.11.2 QUESTÕES PODEM SER DIRIGIDAS QUANTO:

  • Verificação dos fatos desde que tenham credibilidade;

  • Verificação de crenças quanto aos fatos;

  • Verificação de sentimentos;

  • Verificação a descoberta de padrões de ações;

  • Verificação ao comportamento presente ou passado.


4.11.3 ENTREVISTA EM GRUPO.

Técnica muito utilizada em pesquisas de mercado. Junta-se os grupos e isso permite e incentiva o debate no grupo. Para tanto deve com antecedência limitar os temas e Ter um moderador para orientar o processo.


4.11.4 QUESTIONÁRIO.

  1. Vantagens – é menos dispendioso que a entrevista; pode ser aplicado o grande número da população ao mesmo tempo; tem natureza impessoal e assegura a uniformidade de uma mensuração para outra; a população pode Ter maior confiança em seu anonimato sentindo-se livre para expressar-se livremente; a população não sofre pressão para dar uma resposta na hora, podendo pensar sobre o tema;

  2. Desvantagens – podem exigir respostas por escrito e complexas limitando a população que possui tal capacidade; como não existe contato direto, as pessoas podem simplesmente não responder os questionários; fatores que afetam (o patrocinador, o formato, a quantidade de questões, a facilidade de preenchê-lo, a natureza da carta que pede cooperação, natureza das pessoas que recebem o questionário).


4.11.5 OBSERVAÇÃO

Torna-se uma técnica científica na medida em que:



  • serve a um objetivo formulado de pesquisa;

  • é sistematicamente planejado;

  • é sistematicamente registrada e ligada as proposições mais gerais;

  • é submetida a verificações e controles de validade e precisão.


4.11.5.1 A OBSERVAÇÃO NA VIDA REAL OU EM LABORATÓRIO.
A observação pode acontecer na vida real ou em laboratório. A sua aplicação é limitada pela duração dos acontecimentos. O pesquisador enfrenta quatro questões amplas:

  • O que deve ser observado?

  • Como registrar as observações?

  • Que processos devem ser utilizados para tentar garantir a exatidão da observação?

  • Que relação deve existir entre o observador e o observado?


4.11.5.2 TIPOS OBSERVAÇÃO

  1. Observação assistemática – quando o observador é membro do grupo observado, observação participante;

  2. Observação sistemática – focaliza determinados aspectos do comportamento e pode ser feita em campo ou em experimentos controlados – laboratório. Observa-se o participante, a situação, o objetivo, o comportamento, freqüência e duração.


4.12.6 DIÁRIOS

O pesquisador distribui diários aos integrantes da amostra selecionada e solicita que observam fatos e impressões durante certo período. Uma estrutura de itens é apresentada para dar um foco ao diarista. Esta técnica exige que a população tenha um certo nível de habilidade verbal e escrita.


4.13 TÉCNICAS PROJETIVAS

São utilizadas quando o objetivo do pesquisador é enfocar um nível mais profundo do respondente do que as escalas de atitude. Busca-se estudar a percepção das pessoas sobre o assunto pesquisado. Esta técnica implica em níveis moderados de ambigüidade.


4.14 MENSURAÇÃO
A qualidade da pesquisa depende não apenas da adequação do seu planejamento, mas da produtividade dos processos de mensuração empregados. O pesquisador necessita saber o que deseja medir e como deve ser medido.

O processo de mensuração consiste de uma técnica para corrigir dados, além de um conjunto de regras para usar tais dados.

O objetivo é conseguir provas merecedoras de crédito e significativas para o problema de pesquisa.

A mensuração só é possível se ocorrer uma certa uma certa correspondência entre as relações empíricas de objetos e acontecimentos, de um lado e as regras da matemática de outro.

As diferenças nos resultados que podem ocorrer são:


  1. na característica (fator) que se procura medir;

  2. devidas a fatores pessoais, da situação, a variações na aplicação; a amostragem de itens; a falta de clareza do instrumento, a fatores mecânicos e a fatores de análise.

Nas Ciências Sociais, muitas distinções são de natureza “qualitativa”. No entanto, tanto na ciência como na vida diária, é muitas vezes desejável fazer distinções de “grau e não de qualidade”.

A medição em Ciências Sociais será sempre indireta, dependendo do desenvolvimento do conhecimento das relações regulares entre as características.


4.15 ESCALAS

  • NOMINAIS – verifica a equivalência e não-equivalência Ex. sexo, idade, etc.;

  • ORDINAL – posições identificadas mais ou menos mas sem suposições de distância entre elas;

  • INTERVALO – distancias entre as posições iguais;

  • RAZÃO – além dos intervalos iguais possuem o zero absoluto. Utilizada na Física.

As escalas são colocadas diretamente nos instrumentos de coleta de dados.





Nome

Descrição

Exemplo


Dicotômica

Uma questão com duas respostas possíveis.

Você está satisfeito com seu salário?

( ) Sim ( ) Não



Múltipla escolha

Uma questão com três ou mais alternativa.

Quais são as características deste produto que são de sua maior preferência?

( ) tamanho ( ) cor ( ) preço ( ) qualidade



Escolha direcionada

Uma questão direcionando a quantidade de resposta.

Selecione e numere as três maiores propriedades para a sua empresa.

( ) sobreviver nos próximos 10 anos;

( ) tornar-se líder em qualidade;

( ) investir nos funcionários;

( ) mudar radicalmente à missão da empresa;

( ) outro ____________________________.




Escala Likerte

Uma declaração com a qual o respondente mostra o grau de concordância ou discordância.

Geralmente as pequenas empresas prestam melhores serviços do que as empresas grandes.

1 ( ) Discordo Totalmente

2 ( ) Discordo

3 ( ) Nem concordo nem discordo

4 ( ) Concordo

5 ( ) Concordo Totalmente



Diferencial Semântico

Uma escala que conecta duas palavras antagônicas onde o respondente assinala o ponto que representa a sua opinião.

Empresa X

Grande ----------------------------- Pequena

Experiente ------------------------- Inexperiente

Moderna --------------------------- Antiquada



Escala de Importância

Uma escala que classifica a importância de algum atributo.

Para mim, os serviços prestados na Empresa X são:

Importante 1 ___

Muito importante 2 ___

Um pouco importante 3 ___

Não muito importante 4 ___

Sem importância 5 ___




Escala da Avaliação

Uma escala que avalia algum atributo de “ruim” à excelente”.

Para mim, os serviços da Empresa X são:

Excelente Muito Bom Bom Médio Ruim

( )------------( )----------( )-------( )--------( )


Escala de Intenção e compra ou uso

Uma escala que descreve à intenção do respondente.

Se o produto “x” estiver disponível a um certo custo entre a e b, eu:

Seguramente compraria 1 ___

Provavelmente compraria 2___

Não tenho certeza 3 ___

Provavelmente não compraria 4 ___

Certamente não compraria 5 ___




Totalmente desestruturado ou questões abertas.

Uma questão que o respondente pode responder em número quase ilimitado de maneiras.

Qual é a sua opinião sobre a empresa “X”?

R:


Questões abertas com alguma estrutura.

Uma questão que oriente o respondente.

Liste em ordem de importância a sua opinião sobre a Empresa “X”.

1 _______________________________

2 _______________________________

3 _______________________________



Associação de palavras

As palavras são apresentadas um por vez, e os respondentes mencionam a primeira que vem a mente.

Qual é a primeira palavra que vem em sua mente quando você ouve o seguinte:

Empresa “X”______________________

Qualidade ________________________

Produtos _________________________

Atendimento ______________________


Complemento de frases.

Apresenta-se uma frase incompleta para ser preenchida pelo respondente.

Quando escolho os produtos desta empresa, o fator mais importante desta decisão é _________________

_____________________________________ .



Complemento de história.

Apresenta-se uma história incompleta que deve ser concluída pelo respondente.

Comprei um produto na Empresa “X” há poucos dias, percebi que havia um defeito no produto. Isto despertou em mim os seguintes pensamentos e sentimentos......... (Complete a história).

Complete a ilustração.

Mostra-se uma ilustração com personagens fazendo uma afirmação. Os respondentes devem identificar-se com eles e preencher os balões.

Ilustração.



Teste de percepção temática.

Os respondentes devem criar uma história sobre o que acham que está ocorrendo na ilustração.

Ilustração.





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