Pesquisa mostra qual melhor composição de fungicidas Agrolink



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Belo Horizonte, 23 de novembro de 2010.

Pesquisa mostra qual melhor composição de fungicidas - Agrolink


As lavouras de soja nessa fase do desenvolvimento das plantas vivem a fase mais crítica para a incidência da ferrugem asiática. Para orientar os sojicultores do Estado, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, engenheiro agrônomo e fitopatologista Alexandre Roese fez importantes considerações que certamente irão colaborar com o produto no combate a esse mal.

A ferrugem asiática da soja (FAS) é uma doença causada por um fungo biotrófico (que só sobrevive e se reproduz em plantas vivas), e que causa desfolha das plantas de soja, e, consequentemente, perda de produtividade, esclarece o pesquisador. O fungo causador da doença, Phakopsora pachyrhizi, está amplamente disseminado no Brasil onde ocorre desde o ano de 2001. De lá para cá, a ferrugem tem sido a principal doença da soja, exigindo muita atenção por parte dos produtores e da assistência técnica.

Evitar que uma lavoura de soja tenha ferrugem é praticamente impossível, garante Roese. Mas é possível evitar que a doença atinja altas severidades, ou seja, que a situação fuja do controle do agricultor. Por isso é muito importante observar rigorosamente o período de vazio sanitário. Essa medida, assim como a semeadura logo no início do período de cultivo e o monitoramento constante da lavoura e das condições climáticas, ajuda o agricultor a retardar a ocorrência da doença. É importante também que o agricultor esteja pronto para realizar a pulverização de fungicidas assim que for necessário, seja pela ocorrência da doença ou de forma preventiva.

O pesquisador salienta que existe a tendência de o fungo que causa a ferrugem se tornar mais agressivo com o passar do tempo, porque, assim como todo microrganismo, ele tem a capacidade de mutação, o que lhe permite sobreviver em condições adversas. Por exemplo: uma condição totalmente adversa para o fungo causador da ferrugem é sobreviver e se reproduzir em plantas que receberam fungicidas (que servem exatamente para matar os fungos). Mas alguns indivíduos dessa população de fungo poderão sofrer uma mutação que lhes permita sobreviver a doses do fungicida que antes eram letais. Com o uso contínuo desse mesmo fungicida, a população desse fungo resistente tende a aumentar, até chegar a provocar um nível de doença que causa prejuízo para o produtor; e o pior: o fungicida que antes controlava a doença, já não controla mais porque o fungo se tornou resistente. O fungicida não sofre nenhuma mudança, mas o fungo sofre mudanças que lhe permitem sobreviver ao fungicida. Esse processo é acentuado com o uso constante do mesmo fungicida, com o emprego de doses diferentes das recomendadas, com aplicações mal realizadas ou em momentos inadequados. E é justamente por esses motivos que a escolha do fungicida e os cuidados no momento da aplicação são fundamentais para a eficiência do controle.

E o pesquisador entao questiona: qual é o melhor fungicida para o controle da ferrugem? Com relação à escolha do fungicida, dois fatores devem ser observados: a composição e a exposição.



A composição do produto

O pesquisador Roese prossegue afirmando que com relação à composição, tem-se observado desde a safra 2007/2008, através de experimentos, que os fungicidas a base de triazol sozinho têm sido inferiores na eficiência de controle da ferrugem quando comparados com os produtos formulados com misturas de triazol e estrobilurina. Esses resultados de baixa eficiência dos triazóis, quando aplicados sozinhos, foram inicialmente observados na região Centro Oeste do Brasil, e têm se repetido ao longo dos anos. Por isso a primeira recomendação é que se opte por fungicidas formulados com misturas de triazol e estrobilurina.

Com relação à exposição, devemos observar a recomendação do FRAC (Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas), de evitar a exposição a um mesmo fungicida por longo período ou o seu uso em áreas muito extensas. A lógica por trás dessa recomendação é que o fungo que causa a ferrugem pode se adaptar às condições adversas (aplicação de fungicida) e desenvolver populações resistentes. Observa-se ainda, através dos ensaios de eficiência de fungicidas, que existem diferenças de eficiência entre os triazóis e entre as estrobilurinas. Mesmo pertencendo ao mesmo grupo químico (triazóis, por exemplo), observa-se que alguns produtos são mais eficientes que outros, e também que alguns produtos perdem sua eficiência (devido a populações do fungo menos sensíveis àquele fungicida específico) antes que outros, pois apesar de pertencerem ao mesmo grupo químico, o mecanismo de reconhecimento do fungicida pelo fungo é diferente para cada produto. Ou seja, mesmo que todos os triazóis tenham o mesmo modo de ação sobre o fungo, e também as estrobilurinas tenham todas o mesmo modo de ação, o sítio específico de reconhecimento do fungicida pelo fungo é diferente para cada produto. Com base nisso, explica o agronomo da Embrapa de Dourados, a resposta para a pergunta sobre qual é o melhor fungicida para a ferrugem é: a alternância de misturas de triazóis com estrobilurinas é a melhor opção para o controle químico da ferrugem. Mesmo que um determinado produto tenha proporcionado o melhor controle da ferrugem nos experimentos, não é aconselhável aplicar esse produto diversas vezes consecutivas, pois isso pode induzir o patógeno a desenvolver resistência ao fungicida. O ideal é fazer a rotação de produtos, com triazol e estrobilurina diferentes a cada aplicação. Além de melhorar a eficiência do controle, essa estratégia ajuda a manter os fungicidas no mercado por mais tempo, conclui Alexandre Roese.


Distribuição dos abates mundiais de bovinos - Agrolink


Em 2009 foram abatidas 236 milhões de cabeças de bovinos, conforme o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sigla em inglês).

Segundo estimativas da Scot Consultoria, o Brasil abateu no mesmo ano algo em torno de 40,2 milhões de bovinos.

No cenário mundial, o Brasil fica atrás apenas da China em total de abates. O país asiático abateu em 2009, 42,4 milhões de bovinos, ainda de acordo com o USDA.

A terceira posição fica com os Estados Unidos, que abateram 34,5 milhões de cabeças. Vale ressaltar que os EUA são os maiores produtores de carne do mundo, fato alcançado com o elevado peso de carcaça, na comparação com Brasil e China.

Os 27 países da União Européia abateram em 2009 28,6 milhões de bovinos e ficam com a quarta posição.


Planeta passa longe de meta do clima - Agrolink



Mesmo que todos os países cortem muito suas emissões de CO2, a Terra ainda aquecerá mais que 2ºC, diz ONU

Para cumprir o que foi prometido na última cúpula do clima, seria preciso desligar todos os transportes do globo


Se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.


O quão longe acaba de ser calculado por um grupo internacional de cientistas: 5 bilhões de toneladas de gás carbônico estarão "sobrando" na atmosfera em 2020.
Ou seja, para cumprir o que se comprometeram a fazer na conferência do clima de Copenhague e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo.
O recado foi dado hoje pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), num relatório intitulado "The Emissions Gap" ("A Lacuna das Emissões").
O documento será entregue em Helsinque à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres.
Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague, o pífio documento que resultou da conferência.
O resumo da ópera é que, se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente- ou seja, a soma de todos os gases-estufa "convertidos" no potencial de aquecimento do CO2.
Se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. "Isso elimina a chance dos 2ºC, e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100", disse à Folha Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório.

SEM SOLUÇÃO


A implementação estrita do acordo também não resolve: as emissões globais cairiam para 52 bilhões de toneladas, ainda uma China de distância da meta de 2ºC.
Por "implementação estrita" os pesquisadores querem dizer duas coisas. Primeiro, as nações estão contando duas vezes emissões cortadas na área florestal. Se um país pobre planta florestas para vender créditos de carbono a um país rico, a dedução deveria estar apenas na conta do país rico. Mas costuma estar na de ambos.
"Na própria lei brasileira do clima está escrito que as reduções de emissão podem ser obtidas por MDL [venda de créditos de carbono para nações ricas]", diz Ribeiro.
Outro ponto espinhoso é a venda de créditos em excesso por países como a Rússia, cujas emissões já são menores que as metas de Kyoto. O país ficou com créditos sobrando.

Ministra do Meio Ambiente defende adiamento da votação do Código Florestal - Agrolink


São Paulo - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse ontem (22) que o Código Florestal não deve ir à votação este ano, como desejam alguns deputados federais. Segundo ela, a discussão sobre a proposta precisa ser ampliada na sociedade. “O tema requer mais debate. A proposta que está em discussão é insuficiente.”

Para a ministra, o projeto não pode ser votado no final da legislatura. “Até porque a sinalização que temos da sociedade é da insuficiência do debate.” Segundo ela, a aprovação da proposta, da forma como ela foi concebida, pode provocar vetos. “Somos a favor da modernização do Código Florestal, mas precisamos aperfeiçoar o debate, considerando as diferenças regionais.”

De acordo com Izabella Teixeira, há uma “elite política, tradicional e associada à agropecuária” que não deseja ampliar o debate sobre o código. A ministra disse que também há extremismo entre os ambientalistas. Isso, acrescentou, prejudica o diálogo sobre o tema. “Quando falo em elite são os segmentos que não querem debater por serem radicais, tanto do lado ambiental quanto do lado da agricultura”.

Perguntada sobre a sua expectativa em relação à 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá ainda este mês, em Cancún (México), a ministra disse que acredita que haverá avanços. “Se conseguirmos aprovar a agenda que está na mesa, que é um pacote com a prorrogação da segunda fase do Protocolo de Kyoto, medidas em torno do hedge e de adaptação e mitigação, que seguem a agenda de Copenhague, avançaremos na agenda.”

As negociações durante a conferência serão complexas, mas o Brasil vai a Cancun com disposição para negociar e ter resultados. “O papel do Brasil será de um negociador e de um facilitador”, afirmou a ministra.

País terá preço firme em 2011 e safra recorde de café em 2013 - Agrolink




SÃO PAULO - A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.

Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.

Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.

Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.

No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.

Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".

Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".

"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".

Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.



Agronegócio de Minas Gerais bate recordes com exportação - Agrolink



Valores das vendas internacionais são os maiores da história . Desempenho do Estado supera média nacional

O ano de 2010 será marcado por recordes nas exportações do agronegócio de Minas Gerais. De janeiro a outubro deste ano, as vendas do Estado para o mercado internacional somaram US$ 6,1 bilhões. O valor já é superior às exportações do agronegócio mineiro de todo o ano (12 meses) de 2008 e de 2009, até então os recordes estaduais, com US$ 5,9 bilhões e US$ 5,6 bilhões, respectivamente. Outro número histórico deste ano foi atingido com as vendas externas de outubro, maior faturamento mensal já registrado pelo agronegócio de Minas. Os dados foram divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

“Os recordes deste ano são resultado da valorização de preços dos produtos agrícolas no mercado internacional e do aumento da participação dos produtos de Minas em outros países. Além do crescimento no faturamento, também aumentamos a quantidade vendida para o exterior. O nosso desempenho superou a média nacional”, explica o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana. O valor das exportações do agronegócio mineiro nos dez primeiros meses do ano cresceu 33% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques movimentaram US$ 4,6 bilhões. Na quantidade exportada, o crescimento mineiro foi de 14%, ao atingir 5,9 milhões de toneladas de produtos agropecuários enviados ao exterior. Já a média do agronegócio nacional apresentou um crescimento de 16,5% no valor exportado (US$ 64 bilhões) e de 6,5% da quantidade vendida (99,3 milhões de toneladas).

O café é responsável pela maior parte do faturamento do agronegócio estadual. As vendas nos dez primeiros meses deste ano somaram US$ 3,1 bilhões. Um aumento de 34,8% na comparação com o mesmo período de 2009. As exportações de açúcar também se destacaram com um crescimento de 100,1% no faturamento, que atingiu US$ 853 milhões. Com este valor, a açúcar passou a ser segundo produto na pauta de exportações do agronegócio mineiro.

“Tanto no caso do café quanto do açúcar, o aumento do preço do produto no mercado internacional garantiu a alta do faturamento. Neste ano, houve maior procura por cafés de qualidade produzidos em Minas. Com o açúcar, ainda foi registrado um expressivo aumento de 47% da quantidade vendida para o exterior”, comenta Gilman Viana.

O grupo das carnes – bovina, suína e aves - apresentou um faturamento de 16,2% maior com as exportações deste ano, na comparação com os primeiros dez meses do ano passado. O valor comercializado foi de US$ 631,8 milhões. Neste caso, o crescimento dos valores das vendas da carne bovina (20,6%) e de aves (28,2%) compensaram a queda do faturamento das exportações da carne suína (-27,7%).

As vendas de madeiras e derivados também tiveram bom desempenho neste ano. De janeiro a outubro elas movimentaram US$ 600,2 milhões. Um crescimento de 79,2% na comparação com os dez primeiros meses de 2009. Além da carne suína, os produtos que tiveram desempenho negativo de faturamento no acumulado de 2010 foram: álcool  (-34,1%), farelo de soja (-50,8%), soja em grão (-20,2%), couro (-26,7%) e algodão (-13,9%).

Outubro


O valor das exportações do agronegócio mineiro em outubro foi o maior valor mensal da história já registrado pelo Estado. Os negócios somaram US$ 808 milhões. O valor superou o faturamento de agosto de 2010, que até então era o recorde estadual, com US$ 709,5 milhões.

Exportações do agronegócio de Minas Gerais

- 2010 (10 meses): US$ 6,1 bilhões
- 2009 (10 meses): US$ 4,6 bilhões
- 2008 e 2009 (12 meses – antigos recordes anuais): US$ 5,9 bilhões e US$ 5,6 bilhões
- Outubro de 2010 (recorde mensal): US$ 808 milhões
- Principais produtos exportados: café, açúcar, carnes, madeira e derivados

As informações são da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.


Mais tempo para vacinar contra aftosa no MT - Agrolink


O término da última etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, programada para 30 de novembro, pode ser prorrogado para 15 de dezembro. De acordo com o diretor de relações institucionais da Federação da Agricultura Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rogério Romanini, que protocolou um documento junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), o objetivo é atender uma solicitação dos produtores rurais que nos últimos dias têm entrado em contato com a entidade, alegando dificuldades com a vacinação.

Segundo a Famato, são vários os fatores que justificam a prorrogação. Entre eles que os animais foram muito castigados pelo longo período de seca em Mato Grosso e, mesmo com o início do período de chuvas, os pastos não tiveram tempo suficiente para se recompor, retardando a recuperação do animais. Conforme a entidade, se por um lado as águas ajudam no crescimento de massa verde da pastagem, por outro, torna o manejo de cerca de 28 milhões de cabeças ainda mais difícil, acarretando estresse nos animais. O médico veterinário da Coordenadoria de Pecuária da Famato, Carlos Augusto Zanata, explica que só o fato de deslocar o rebanho com caminhadas dos pastos aos currais e mantê-los presos por um longo período para a vacinação, pode implicar em prejuízos.

O presidente do Indea-MT, Valney Sousa Corrêa, explica que já foi encaminhado um parecer à Superintendência do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com sede em Cuiabá, para que seja avaliada a solicitação. "A decisão de uma eventual prorrogação não é do Estado. O Indea coordena a campanha de vacinação de forma responsável, respeitando todas as normas pré-estabelecidas em cumprimento de uma Lei Federal". Corrêa diz ainda, que assim que o Mapa der uma posição quanto à prorrogação do prazo o Indea irá divulgar.

A última etapa da campanha de vacinação começou em 1º de novembro e vai até o dia 30 deste mês. O prazo para os pecuaristas comunicarem a vacinação às 138 Unidades Locais de Execução do Indea instaladas em todo o Estado é até 10 de dezembro, sendo que para aqueles da região de fronteira e no Pantanal vai até o dia 17. A Famato defende ainda que a comunicação ao Indea após a vacinação possa ser prolongada até 31 de dezembro.

Na última fase é obrigatória a vacinação dos animais de todas as idades, sendo que na etapa de maio foram vacinados 11.557.116 do rebanho de bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses de idade, e 99,69% de animais foram vacinados.




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