Pesquisa mostra qual melhor composição de fungicidas Agrolink


Continuidade, mas sem Meirelles – Portal Canal do Produtor



Baixar 110.83 Kb.
Página3/5
Encontro29.07.2016
Tamanho110.83 Kb.
1   2   3   4   5

Continuidade, mas sem Meirelles – Portal Canal do Produtor

A presidente eleita, Dilma Rousseff, já definiu os integrantes da sua equipe econômica, e deve anunciar os nomes até o final de novembro, semana que vem. Ao que tudo indica, nenhum deles poderia ser identificado como a marca de sua gestão, pois já estão no atual governo Lula. A última dúvida era em relação ao comando do Banco Central, mas ela confirmou ontem a interlocutores que não manterá no cargo o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A preferência inicial de Dilma para o comando do BC era pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, mas ela deve nomear para o lugar de Meirelles o atual diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini, um nome que não causaria qualquer temor no mercado.

Para o Ministério do Planejamento, já está praticamente definida a ideia de escolher a gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior, com quem Dilma trabalhou na Casa Civil. Outra tendência é manter no cargo o atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi o primeiro a ser convidado para permanecer no cargo.

Neste cenário, Nelson Barbosa passa a figurar como um curinga na equipe econômica. Ele poderia ser deslocado para algum ministério técnico, como Desenvolvimento ou Previdência, dependendo da necessidade. Ainda que em uma função menos nobre que a que ocupa hoje, Nelson Barbosa será um dos técnicos mais próximos a Dilma, tem dito a própria. Ontem, Barbosa e Miriam Belchior foram recebidos por Dilma na Granja do Torto, oficialmente para discutir o andamento do PAC e do Minha Casa, Minha Vida. Logo após a saída de Barbosa, foi a vez de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reunir com Dilma.

Escolhas mostram influência de Lula

Com a definição da equipe econômica próxima, fica cada vez mais evidente a influência do presidente Lula na composição dos principais cargos do governo Dilma. Ela ainda terá mais uma conversa com Lula para bater o martelo, provavelmente na viagem que fará com ele à Guiana para participar da reunião de líderes da União de Nações Sul-Americanas, quinta-feira.

O quebra-cabeça da equipe econômica começou a ser resolvido depois da notícia de que Meirelles condicionara sua permanência no governo Dilma à manutenção da autonomia do Banco Central. Dilma ficou contrariada com a informação, e isso foi o que acabou inviabilizando a possibilidade de mantê-lo. Dilma quer deixar evidente que, independentemente do nome escolhido, o BC terá autonomia.

Dilma ainda não conversou com Tombini, mas, segundo um integrante da equipe de transição, ele teria carta branca até mesmo para aumentar os juros para evitar uma ameaça inflacionária. Mesmo assim, Dilma vai exigir da autoridade monetária ousadia para que seja cumprida a meta de redução da taxa de juros a médio prazo. Ela já apontou como parâmetro ideal uma taxa real de 2% ao ano em 2014.

Há pelo menos um ano Tombini vem sendo preparado para assumir o comando da autoridade monetária. No início de 2010, quando Henrique Meirelles cogitava sair do cargo para disputar as eleições, Tombini já era citado como seu sucessor. O diretor tem um perfil mais desenvolvimentista do que seu chefe, o que agrada à presidente eleita, mas equilíbrio para não tomar decisões mais bruscas, o que agrada ao mercado financeiro. Trocar Meirelles por Tombini não traria ruídos, e haveria a percepção de que o próximo governo manteria o principal tripé econômico: metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário.

Tombini é gaúcho, funcionário de carreira do BC e já trabalhou no Fundo Monetário Internacional, entre 2001 e 2005, quando voltou para o Brasil para assumir como diretor do banco.


Governo suspende ações para conter entrada de capital por crise na EU – Portal Canal do Produtor


A crise da dívida na Irlanda e a ameaça de uma nova onda de turbulência financeira na Europa devem retardar a adoção de mais medidas de controle de capital no Brasil. Para a equipe econômica, é preciso saber o quanto a crise vai se espalhar e aumentar o risco para os investidores. Quando há grandes temores no mercado, a tendência é que os aplicadores procurem um porto seguro, como os EUA. Isso poderia acabar reduzindo o fluxo de capitais para o mercado brasileiro.

Além disso, a mudança de governo não recomenda a adoção de medidas potencialmente polêmicas, como a imposição de quarentena a capitais externos.

— Estamos em um período de transição. É melhor aguardar — disse uma fonte da área econômica.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem reiterado que o comportamento do câmbio mostra o sucesso das medidas que já foram adotadas para evitar uma excessiva valorização do real frente ao dólar. Estudos da assessoria técnica de Mantega dizem que a moeda brasileira perdeu força ante à americana nas últimas semanas.

— Isso é resultado do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — disse um técnico.

Excesso de liquidez estimula fluxo de capital

O governo tem consciência de que o arrefecimento da crise, porém, não é garantia de interrupção da enxurrada de dólares. A argumentação é que o mundo vive um período de extrema liquidez. Portanto, ainda que os investidores sejam aconselhados pelos bancos a terem cautela na exposição ao real, eles têm margem (volume de recursos) de sobra para bancar um risco maior.

— A liquidez é tão grande que os investidores têm margem para continuar entrando nos mercados. É preciso ver onde vai parar toda essa volatilidade — disse o técnico.

No cardápio das equipes econômica e de transição estão diversas alternativas de controle de capital. Para os técnicos, medidas que reduzam a rentabilidade do investidor que quer ingressar no país são as mais eficientes. Isso incluiria mais aumento do IOF ou a imposição de uma quarentena para a entrada de dinheiro no país.

Há ainda medidas prudenciais como limitar exposição que aplicadores podem ter na moeda local ou mexer de alguma maneira na margem das operações com derivativos. Nesse sentido, o governo já aumentou o IOF que incide sobre as garantias que os aplicadores precisam depositar no país para atuar no mercado futuro. Já a opção de dificultar a saída de capital do país foi descartada, pois é considerada ineficaz.

Na terceira semana de novembro (com quatro dias úteis) a balança comercial brasileira registrou déficit de US$663 milhões, resultado de US$3,931 bilhões em importações e US$3,268 bilhões em exportações. Além disso, a média diária das encomendas subiu 17,7% na comparação com a semana anterior, para US$982,8 milhões, enquanto as vendas, pelo mesmo critério, caíram 16,8%, para US$817 milhões.




Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal