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Dilma vai anunciar integrantes do ministério em várias etapas – Portal Política para Políticos



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Dilma vai anunciar integrantes do ministério em várias etapas – Portal Política para Políticos

Primeiro a equipe econômica e a cota dos partidos fica por último

A participação do PMDB no ministério de Dilma será definida na segunda semana de dezembro. Nos próximos dias, Dilma vai anunciar a equipe econômica e, na semana seguinte, deverá escolher os ministros que atuarão no Planalto, os chamados ministros da Casa. E logo virá a parte mais difícil, a negociação com os partidos. Em setores do PMDB, três nomes já estariam praticamente certos: o senador Edison Lobão, o ministro da Agricultura Wagner Rossi e o ex-presidente da Caixa Econômica, Moreira Franco.

Jantar


O presidente eleita Dilma Rousseff vai participar de jantar em homenagem ao presidente Lula, oferecido pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul) em Georgetown, na Guiana. Ontem, Dilma reuniu-se com a coordenadora do PAC, Miriam Belchior e mais outros assessores na Granja do Torto. Dilma faz hoje contatos finais para anunciar seus ministros.

Diplomação


O TSE marcou para o dia 17 de dezembro, às 17h, a cerimônia de diplomação de Dilma Rousseff e Michel Temer, que será realizada no plenário do Tribunal. A data escolhida para a diplomação marca o fim do período eleitoral e é também o último dia previsto para a entrega do documento a candidatos eleitos aos cargos de senador, governador, deputado federal e deputado estadual e distrital. A responsabilidade de diplomação dos eleitos para esses cargos é dos tribunais regionais eleitorais de cada Estado. O diploma atribui aos deputados federais e senadores duas importantes prerrogativas. Eles não podem ser presos a não ser em flagrante de crime inafiançável e serão julgados pelo STF.

Lei Kandir


Governadores eleitos de todo o pais vão reunir-se em Brasília com a mesa da Câmara e líderes dos partidos para discutir e pressionar os deputados à aprovação do projeto de lei complementar que prevê que a União continue a ressarcir os Estados pelos créditos da lei Kandir. Participam os governadores eleitos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de janeiro, entre outros da base aliada e da oposição, que se empenham para que o governo destine recursos do orçamento para repassar aos Estados.

No ano passado, depois de um impasse, a União destinou R$ 3,9 bilhões do orçamento para esse fim. Agora, os governadores ameaçam não repassar aos exportadores os créditos devidos se o governo federal não incluir a verba no orçamento. Desde 2006 a União alega não ter mais obrigação de fazer os repasses, uma vez que a emenda constitucional nº 42, que prevê a transferência da verba, condiciona o pagamento à aprovação de uma nova lei complementar.


Monteiro Neto e Jorge Viana disputam Pastas – DCI ONLINE

BRASÍLIA - Cresce a briga pelos cargos de primeiro escalão no governo de Dilma Rousseff. A cada dia que passa surgem novos nomes para engrossar a disputa. Os mais recentes são o ex-governador do Acre e eleito senador Jorge Viana (PT), cotado para assumir o Ministério do Meio Ambiente; e o do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado federal e senador eleito Armando Monteiro Neto (PTB-PE), cogitado para assumir a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As atenções continuam em torno da forma com que a futura presidente pretende conduzir o governo e a escolha de sua equipe. Os primeiros passos já começaram a definir um esboço do contexto político que se dará a partir de janeiro. Além de Monteiro e Viana, ao menos 30 nomes estão cotados para assumir cargos do primeiro e segundo escalão.

Considerada uma política sem força, Izabella Teixeira deverá perder o posto para Viana, ou até mesmo para um peemedebista. Um nome citado pelos próprios apoiadores da atual ministra é o do senador eleito Eduardo Braga (PMDB), ex-governador do Amazonas, com quem ela procura se proteger para ganhar sobrevida.

O ex-ministro Carlos Minc defende a permanência de Izabella na pasta. Três fatores, porém, a aproximam de Dilma. Em primeiro lugar, o fato de ser mulher. Em segundo, semelhanças de estilo. O último é que a ministra possui uma postura mais desenvolvimentista e menos radical às questões de meio ambiente.

"Ela diminui os conflitos sem diminuir o rigor nos licenciamentos. Não é tão conflitiva quanto eu. Sou muito brigão", disse Minc.

A definição para o MDIC deve ser solucionada em breve. Na posse do novo presidente da CNI, Robson Andrade, na noite da última quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Armando trocaram elogios. E nem fizeram nenhuma referência ao atual ministro, Miguel Jorge, considerado carta fora do baralho. "O novo presidente da CNI deve se sentar com Dilma e o ministro de Desenvolvimento e Comércio, que eu não sei quem é, para estabelecer um calendário de viagens pelo mundo", disse Lula.

Outro nome forte no PMDB é o do atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), que tem o apoio do vice-presidente eleito, Michel Temer, para permanecer na pasta. Um dos mais fiéis aliados de Temer, Rossi foi presidente da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) até 1º de abril deste ano, quando assumiu a vaga no ministério deixada por Reinhold Stephanes, reeleito deputado pelo PMDB do Paraná.

Rossi refutou o que ele chamou de "especulação idiota" sobre sua recondução ao comando da Pasta. No entanto, Rossi admitiu que é "um cumpridor de ordens do partido". "Se vier a ser convidado, atuarei com a mesma dedicação. Se não for, estarei gratificado."

O ministro da Agricultura defendeu ainda o continuísmo na Pasta e afirmou que as políticas agrícolas atuais "deram certo" e que "não precisam ser mudadas" para o próximo governo.

O deputado ruralista Moacir Micheletto (PMDB-PR), que presidiu a comissão especial da Câmara que alterou o Código Florestal Brasileiro, diz que a bancada peemedebista se reúne amanhã para indicar "a priori" Wagner Rossi para o Ministério da Agricultura. "O que se sabe é que o PMDB ficará com o ministério", afirmou o parlamentar.

Dilma deve aceitar o pedido do presidente Lula de manter José Sérgio Gabrielli no comando da Petrobras ano que vem.

A manutenção de Gabrielli no cargo deve implicar também a permanência de Maria das Graças Foster como diretora de Gás e Energia da Petrobras.

Dilma deve anunciar esta semana que Henrique Meirelles deixará a presidência do Banco Central, depois do mal-estar porque ele teria imposto condições para permanecer no cargo.



Ministros enfrentam dificuldades para seguir na Agricultura e Meio Ambiente - Correio Braziliense

Cotados a permanecer no governo da petista Dilma Rousseff e a manter o controle das habituais tensões entre as duas pastas, os ministros Wagner Rossi (PMDB), da Agricultura, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, enfrentam dificuldades para seguir nos cargos e são fustigados por concorrentes dispostos a conquistar os ministérios. A fila para a Agricultura é a mais longa, e inclui o ex-ministro Reinhold Stephanes (PMDB-PR), deputado federal reeleito. Reinhold, sucedido por Wagner Rossi neste ano no Ministério da Agricultura, critica a gestão do atual ministro e classifica de "retrocesso" a adoção de determinadas medidas.

No Ministério do Meio Ambiente, Izabella não tem força política e pode perder o posto para o senador eleito pelo Acre Jorge Viana (PT) ou para um peemedebista. Um nome citado pelos próprios apoiadores da atual ministra é o do senador eleito Eduardo Braga (PMDB), ex-governador do Amazonas. "Sei que ele está querendo", afirma o deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc (PT-RJ), que lidera o apoio à permanência de Izabella na pasta.

A definição para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) passa por uma situação semelhante. Um dos nomes mais cotados é o do deputado federal e senador eleito Armando Monteiro Neto (PTB-PE), ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na posse do novo presidente da CNI, na noite da última quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Armando trocaram elogios. "O novo presidente da CNI deve se sentar com Dilma e o ministro de Desenvolvimento e Comércio, que eu não sei quem é, para estabelecer um calendário de viagens pelo mundo", disse Lula em discurso a industriais e a lideranças classistas. O atual ministro, Miguel Jorge, estava sentado à mesa principal do evento. "A tendência é buscar outros nomes. Não seria surpresa se houvesse outro nome", disse Armando Monteiro ao Correio.

Equilíbrio

A definição dos três ministérios, tradicionalmente, leva em conta um equilíbrio entre as demandas do setor produtivo e as cobranças dos setores de defesa do meio ambiente. O anúncio dos novos ministros do Meio Ambiente e da Agricultura deve ficar para o último bloco de ministros a ser definido por Dilma, em meados de dezembro. As pastas entrariam nas cotas dos partidos aliados, em especial o PMDB. Nesse cenário, tanto Wagner Rossi quanto Izabella Teixeira perdem força.

"Um ministro da Agricultura não pode ficar sabendo das decisões relacionadas ao meio ambiente pelo Diário Oficial", afirma Reinhold Stephanes. Segundo ele, decisões de governo nos últimos seis meses - como o aumento do preço de defensivos agrícolas e a queda do preço do trigo - prejudicaram os produtores rurais. "O ministro da Agricultura não foi capaz de reagir. É preciso manter as forças equilibradas." Reinhold, que esteve à frente do Ministério da Agricultura entre 2007 e março de 2010, coloca-se como ministeriável no governo de Dilma. Outros nomes, segundo ele, são os do ex-governador do Paraná Osmar Dias (PDT) e do senador eleito Waldemir Moka (PMDB-MS).

Indicação

O deputado ruralista Moacir Micheletto (PMDB-PR), que presidiu a comissão especial da Câmara que alterou o Código Florestal Brasileiro, diz que a bancada peemedebista se reúne na próxima quarta-feira, 24, para indicar "a priori" Wagner Rossi para o Ministério da Agricultura. "O que se sabe é que o PMDB ficará com o ministério", afirma o parlamentar. Antes de assumir a pasta, Rossi presidiu a COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Ele é ligado ao grupo do vice-presidente eleito, deputado Michel Temer (PMDB-SP).

Para o Ministério do Meio Ambiente, o ex-ministro Carlos Minc passou a defender a permanência de Izabella Teixeira na pasta. A ministra é uma técnica de carreira do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não tem experiência partidária e conquistou o cargo de ministra sucedendo Minc, em março deste ano. Dois fatores, porém, aproximam-na de Dilma. Um é o estilo semelhante ao da presidente eleita, além do fato de ser mulher - Dilma já manifestou a intenção de ampliar a presença feminina nos ministérios. O outro é a postura mais desenvolvimentista e menos radical em relação às questões de meio ambiente. Enquanto o governo de Fernando Henrique Cardoso concedeu em média 7,3 licenças ambientais por mês e a gestão de Marina Silva (2003 a 2008), 23 licenças, Minc e Izabella passaram a liberar quase 40 licenças do gênero por mês.

Secretaria

Carlos Minc já divulgou que irá ocupar o cargo de secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro. Definido seu futuro político, o ex-ministro passou a defender a permanência de Izabella Teixeira na pasta ambiental. "Ela diminui os conflitos sem diminuir o rigor nos licenciamentos. Não é tão conflitiva quanto eu. Sou muito brigão", diz Minc, que afirma manter contatos nessa fase de transição de governo com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e com o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

CONFLITO DE INTERESSES

O discurso do novo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na cerimônia de posse na última quarta-feira, evidencia as divergências entre o setor produtivo e ambientalistas, via de regra reproduzidas pelos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de um lado, e do Meio Ambiente, de outro. "Por que transformar o meio ambiente em uma arena dominada por interesses sectários que oneram, atrasam e, no extremo, podem até inviabilizar projetos estratégicos para o país?", questionou Robson.

A contradição mais recente dentro do governo foi em relação ao novo Código Florestal. A flexibilização das regras para reservas legais e áreas de preservação nas propriedades rurais foi duramente atacada pelo Ministério do Meio Ambiente. O Ministério da Agricultura defendeu a proposta, que foi aprovada numa comissão especial da Câmara e que seguirá para votação em plenário.

Em razão de duelos como esses, as indicações para os dois ministérios costumam estar associadas - é uma forma de equilibrar as demandas de governo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, já travou duelos com a área de meio ambiente, quando era ministra da Casa Civil, para acelerar as concessões de licenças ambientais a grandes empreendimentos, principalmente usinas de geração de energia previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Como presidente, Dilma promete tocar grandes obras, com enormes impactos ambientais, mas ao mesmo tempo precisará atender os compromissos firmados com setores ambientalistas durante a campanha. A votação expressiva obtida pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, candidata do PV à Presidência, obrigou uma mudança de postura em relação a alguns aspectos. Dilma já disse ser contra, por exemplo, a anistia das multas aplicadas a desmatadores, como prevê o novo Código Florestal.

Técnicos do Ministério do Meio Ambiente ouvidos pelo Correio afirmam que a presidente eleita terá pouco espaço para atropelar a legislação ambiental ou trâmites legais da concessão de uma licença, por exemplo. "Há leis a seguir, como a Lei do Clima, que estabelece metas de redução do desmatamento. Instâncias colegiadas e compromissos institucionais precisarão ser cumpridos", diz um desses técnicos. (VS)

A Embrapa e o Código Florestal (Artigo) – Correio Braziliense

O uso de tecnologia agrícola e o impulso econômico alcançado levantam dúvidas e questionamentos, por razões diversas, tanto no plano nacional quanto no internacional em relação ao modelo brasileiro de desenvolvimento agropecuário. Essas inquietações consideram desde problemas de erosão de solos à perda de biodiversidade; do recorrente tema do desmatamento às recentes discussões sobre as relações entre o desenvolvimento das áreas destinadas à agropecuária e seus impactos nas mudanças climáticas; ou, ainda, o debate entre produção de agroenergia e alimentos. Como consequência, vem se estabelecendo uma aparente dualidade nas visões sobre o futuro da agricultura nacional, polêmica cujo eixo nuclear gira em torno da sustentabilidade da moderna agricultura brasileira.

A Embrapa tem agido, rapidamente, para produzir respostas sempre assentadas na melhor ciência disponível àquelas indagações e questionamentos. O governo e a Embrapa entendem ser possível a expansão da produção agropecuária nas próximas décadas sem a necessidade de incorporação de novas áreas de matas nativas, nos seus diversos biomas, ao sistema produtivo agropecuário. Basta, para isso, um conjunto adequado de políticas públicas, o uso de tecnologias disponíveis para recuperação e melhor uso dos solos, a gestão eficiente dos recursos naturais e a maior qualificação da

assistência técnica pública e privada. Um ordenamento territorial construído rigorosamente, por meio de indicadores de sustentabilidade socioambiental, é essencial.

O debate recente sobre o Código Florestal se insere no âmbito das considerações acima. Certamente essa lei, quando sancionada, representou uma louvável iniciativa do Estado brasileiro. No entanto, tantos anos passados, é inevitável que requeira uma rediscussão, sem pretender com isso que se abandone o fundamento da preservação ambiental, que é determinação explícita do artigo 225 da Constituição.

Várias propostas foram apresentadas ao Congresso Nacional para permitir que a sociedade brasileira, mediante amplo debate de seus representantes, possa fazer as escolhas técnicas e políticas que vão determinar a qualidade de nosso futuro. Consoante com as orientações políticas setoriais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Embrapa apoia essa discussão, na convicção de que o Brasil saberá alcançar um entendimento que concilie a nossa vocação agrícola com a necessária preservação do nosso patrimônio ambiental.

Compreende, no entanto, que existem pontos críticos no atual debate. Não se exime de analisar e se posicionar sobre esses pontos, que podem e devem ser discutidos com base nos conhecimentos e métodos tecno-científicos disponíveis. Assim, já mobilizou o conhecimento disponível, produziu relatórios técnicos para fundamentar a discussão pública e ofereceu contribuições efetivas em temas como o zoneamento ecológico e econômico (ZEE), a regionalização da cana-de-açúcar, no programa da cultura do dendê no zoneamento climático de mais de 30 culturas que embasam a política agrícola.

No entanto, não propõe qualquer comentário sobre os aspectos relacionados às decisões políticas, que se situam fora das atribuições da empresa. Temas como a regularização ambiental da propriedade e Áreas de Preservação Permanente (pluviais e de topo de morro) por exemplo, podem e devem ser discutidos à luz do conhecimento técnico-científico disponível.

A Embrapa está pronta para fornecer subsídios adicionais aos legisladores. Novos estudos e equipes técnicas continuam a ser preparados para que mais conhecimentos sobre esse tema possam amparar as decisões futuras A presidente eleita afirmou que o governo buscará "construir consensos, mas sem abrir mão do futuro. E o futuro tem de combinar desenvolvimento com preservação do meio ambiente. Crescimento com igualdade de oportunidades. Desenvolvimento com sustentabilidade, ou seja, com respeito ao meio ambiente". Nós, da Embrapa, procuramos apoiar essa posição com a ciência gerada pelos nossos pesquisadores.

O fim da miséria (Artigo) – Valor Econômico

A presidente eleita, Dilma Rousseff, elegeu a erradicação da miséria como prioridade. Será possível? A resposta depende de várias escolhas. A linha de miséria vai definir o tamanho do problema assumido pelo Estado. Se a linha for de um salário mínimo de 2009 por pessoa o déficit a ser suprido pelas novas ações será R$ 314 bilhões ano. Se a linha cair a meio salário mínimo, será R$ 70 bilhões, agora se a linha caísse de novo à metade, teríamos um déficit de R$ 14,3 bilhões por ano. Aumentos na linha aumentam mais do que proporcionalmente o déficit assumido. Na passagem de um quarto para um salário mínimo o déficit é multiplicado por 22,4. O governo deve fixar de uma vez por todas sua linha oficial de pobreza, caso contrário usa-se frações de salário mínimo, um mal numerário.

Trabalho aqui com a linha da FGV, de R$ 138 mês por pessoa, média nacional ajustada por diferenças regionais de custo de vida. Valor próximo de um quarto do novo mínimo e do maior valor de entrada ao Bolsa Família. Pela linha da FGV, o déficit seria de R$ 21,7 bilhões ano, ou R$ 9,33 reais por brasileiro por mês. Esse número corresponde ao déficit de renda que coincidiria com o custo mínimo de um programa de transferência de renda, que desse a cada miserável o suficiente para chegar à linha traçada. Por exemplo: quem tem zero recebe R$ 138, quem tem R$ 100 recebe R$ 38, quem tem R$ 138 não recebe nada, e assim por diante. Se optássemos por um programa de renda mínima de R$ 138 para todo brasileiro, o valor seria multiplicado por 14, uma impossibilidade orçamentária.

O custo ficará menor ao longo do tempo se o bolo continuar a crescer com mais fermento entre os mais pobres. Num cenário continuista, o contingente de miseráveis que era de 49 milhões em 2003, 29 milhões em 2009, cairia para 17 milhões em 2014, já com crescimento populacional. O custo mínimo cairia para R$ 11,8 bilhões/ano. Se levarmos em conta a renda não monetária que corresponde a 25% da renda dos pobres, que será possível no novo sistema de estatísticas baseado em consumo em confecção nas oficinas do IBGE, esse custo adicional de R$ 7 bilhões ano, menos de 0,25% do PIB.

O primeiro conselho é deixar a economia fazer o melhor trabalho possível de crescimento inclusivo, ajudado por reformas pró-trabalho como desoneração da folha de pagamentos etc. O segundo é, além de dar o peixe agora, ensinar os pobres a prover seu sustento no futuro, baixando os custos futuros do programa e abrindo as portas de entrada na cidadania. Terceiro, há que se buscar sempre o mais pobre do pobres, dando mais a quem tem menos. A função objetivo do programa seria chegar ao menor orçamento para se aliviar uma dada pobreza, e a alocação mais justa para um dado orçamento (para os iniciados: visar o P2 e não o P0). O quarto princípio seria ir para além da renda reportada pelas pessoas e levar em conta toda a informação disponível no Cadastro Social Único tal como presença de vulnerabilidades (mulheres grávidas, pessoas com deficiência etc) e o acesso a ativos (educação e trabalho de todos familiares, tipo de moradia, acesso a serviços públicos e outros programas sociais). Isso equivale a buscar quem é pobre, e não quem está pobre, ou diz que está pobre. Isso será crucial se a opção preferencial for de fato pelo mais pobre. A experiência do Família Carioca, em lançamento pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, ilustra a opção prática de dar mais a quem tem menos, de tratar os diferentes pobres na medida de sua diferença, construindo sobre a estrutura do CadÚnico e do Bolsa Família o mapa e o caminho mais próximo do fim da miséria.

Bolsa Família 2.0 é o nome do jogo. Pode-se aproveitar sua escala industrial acoplando incentivos a poupança, microsseguros, microcrédito e consignação dando mais liberdade de escolha aos pobres para uso dos recursos, ao mesmo tempo criando condicionalidades mais elaboradas que os desafiem a serem menos pobres no futuro. O Prova Brasil e o Enem possibilitam premiar avanços dos estudantes pobres, sem tensionar a relação escola-aluno. Há ainda que se inibir desincentivos dos beneficiários ao trabalho usando esquemas à la EITC americano.

Nem todas as soluções para cada família virão de Brasília. Há que se turbinar o federalismo social entre os três níveis de governo. Aumentar a quantidade e qualidade dos agentes de desenvolvimento social. O exemplo dos agentes de crédito do Crediamigo incentivados por prêmios por produtividade são ilustrativos. Criar a um custo adicional técnicos dedicados às famílias pobres, seguindo o exemplo chileno do Puente defendido por Ricardo Paes de Barros. Cada família teria uma espécie de Bernardinho, levantando a bola para ela cortar sua escolha de programa customizado.

Os frutos mais baixos do combate à miséria já foram colhidos, será necessário nova tecnologia. A reiterada ênfase nas crianças - em particular a primeira infância - seguindo a lógica e o instinto femininos da futura presidente sugere inversão dos termos do debate de compensar perdas passadas para prevenir males e criar oportunidades futuras, que é mais barato, e muito melhor.


Mais uma chance para o Independência – Valor Econômico

Credores do frigorífico Independência decidiram, ontem, suspender por 60 dias a assembleia convocada para discutir um novo plano para recuperação da empresa. A suspensão permitirá que os credores tenham mais tempo para negociar com potenciais investidores, entre eles um grupo de investidores de um conglomerado familiar da América Latina, que apresentou sua proposta ontem.

"Esse período permitirá que os credores conversem com esse investidor e com outros também", disse o advogado do Independência, Luiz Fernando Paiva, depois da suspensão da assembleia.

A proposta do grupo de investidores - representado ontem na assembleia por Alfredo Chang - prevê a compra de ativos do Independência e a criação de uma nova empresa. O plano prevê ainda a conversão de parte da dívida do Independência em ações da nova companhia.

A dívida total da empresa é estimada em mais de R$ 2 bilhões. Uma fatia de U$ 800 milhões dessa dívida seria convertida em ações da companhia, segundo a proposta. A família Russo, controladora do Independência, ficaria fora da nova empresa.

Durante a assembleia, Paiva chegou a dizer que a não aprovação do plano de reestruturação do Independência poderia levar a empresa à falência, segundo a Bloomberg. Ao Valor, disse que as conversas "foram positivas" e que há "uma melhor compreensão dos credores sobre a necessidade de um investidor". Admitiu, porém, que "não vai adiantar nada se a proposta dos investidores não contentar os credores". Mas evitou falar em risco de quebra do Independência, que está em recuperação judicial desde novembro de 2009.

No mês passado, sem capital de giro e sem conseguir pagar dívidas que venciam, o frigorífico paralisou todas as suas operações. No fim de setembro, a empresa já havia anunciado que não pagaria juros de suas notas sênior com vencimento em 2015. O eurobônus de US$ 165 milhões havia sido emitido em março deste ano e o objetivo dos recursos era pagar fornecedores e capital de giro.

De acordo com Paiva, a proposta do Independência de suspender o pagamento de suas dívidas por 60 dias não chegou a ser discutida na assembleia com os credores ontem. Questionado se a empresa terá como pagar seus débitos nesse período, foi evasivo e disse que poderá responder à pergunta nos próximos dias. (Com Bloomberg)





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