Petros 2 – retirada de direitos dos trabalhadores



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PETROS 2 – RETIRADA DE DIREITOS DOS TRABALHADORES

Caros,


como trabalhador da ativa, e participante do PETROS 2, identifiquei no impedimento de entrada no Plano PETROS(Benefício Definido (Risco da Empresa) e sua substituição pelo PETROS 2 (Contribuição Definida e Benefício Indefinido (Risco do Trabalhador)), uma exclusão de direitos contra toda a nova geração, contra todos os novos empregados.

Considero retirada, devido, por exemplo, à redução do auxílio doença projetado de 90% (no Plano Petros) para 80% de nosso salário participação (no PETROS 2). Isso significa uma perda direta de 11,11%, de forma unilateral e sem as respectivas indenizações.



Comparativo

Auxílio-Doença

Plano PETROS X Plano PETROS 2


BENEFÍCIO
PLANO

PETROS
autoshape 16

BENEFÍCIO
PETROS 2
autoshape 16



INSS


INSS

Ainda, na mesma tacada e sentido, e de pior perspectiva, limitaram e reduziram as contribuições paritárias ao plano Petros 2 , entre 6 a 11% (enquanto no Plano PETROS é de até 14,9%, independente da idade) e, assim, reduziram brutalmente a participação paritária da Companhia, em até 59,73%, para a formação da poupança de aposentadoria dos Novos Empregados.

Se analisarmos o contexto em que se fizeram essas retiradas de direitos trabalhistas, o chamado processo de REPACTUAÇÃO, veremos que a questão é pior ainda, mais prejudicial do que poderíamos ou possamos acreditar. Explico. Nos Informativos Recursos Humanos, RH_Informa e informe Negociação (ex.: Informativo Recursos Humanos, 7 de agosto de 2006, EDIÇÃO N° 21 - http://portalpetrobras.petrobras.com.br/conteudo/petr_banco_anexos/rh/3168.pdf ; Jornal RH – Pág.13 - Por que Repactuar? http://portalpetrobras.petrobras.com.br/conteudo/petr_banco_anexos/rh/jornalrh_9.pdf ), da época, “comunicaram” aos participantes do Plano PETROS, aquele com contribuição de 14,9% do empregado e 14,9% da Companhia, que se não repactuassem, seria necessário um aumento de 68% nas contribuições para ser possível honrar os benefícios assegurados, contratualmente, isto é, os 90% do salário participação com todas as limitações de tetos etc e tal. Portanto, quem já vinha descontando 14,9% teria que passar a ser descontado em 25,03% !!! Um absurdo total !!!! Confiscariam ¼ do salário dos trabalhadores !!!!






Seria necessário . . .



E as contribuições

passariam de



Para . . .

25,03%

14,9%

Descontado do salário


P


Somente uma contribuição de 25,03%, no Plano PETROS, garantiria a complementação de um benefício de 90% do salário participação!!!
ercebam a situação dos Novos Empregados no Petros 2 e na época: a Companhia “comunicou” aos colegas mais experientes, participantes do Plano PETROS, que para conseguir honrar a complementação de um benefício de 90% do salário participação seria necessário contribuir com 25% de seus salários, enquanto que, para os novos empregados ofertava e ofertou plano, o Petros 2, em que somente se poderia e se poderá contribuir de 6% a 11% e, sem o compromisso de alcançar uma complementação de um benefício de 90% do salário participação.




Quanto . . . as contribuições reduzidas e limitadas, do Petros 2, entre 6% e 11%, garantirão de aposentadoria aos novos empregados?

Vocês acreditam que essa conta fecha? Se para honrar a complementação de 90% do salário participação a empresa informou que teria que aumentar a contribuição para 25,03% de sua parte, mais 25,03%, da parte dos empregados, imaginem . . . quando nós estivermos para nos aposentar, que percentual do salário participação, nossas contribuições de 6% a 11%, que não chegam à metade dos 25,03%, sustentarão de fato? Seria . . . , uns 50, 40, 30% de nosso salário?



Não se iludam com os números dos Simuladores de Benefícios da PETROS, pois a inflação comerá o valor projetado, isto é, daqui uns 20 ou 30 anos, uma aposentadoria de R$ 10.000,00, não comprará (inflação) aquilo que compramos, agora, em 2012, com uns R$ 2.000,00. Pior, nem o valor projetado será alcançado, pois até as taxas de rentabilidade previstas e utilizadas nesses simuladores contam com e preveem cenários de taxas de juros folgadas. Os cenários têm apontado em outra direção.

Vigiemos e lutemos contra a sistemática retirada dos direitos dos trabalhadores.


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