Pierre Rosanvallon



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Pierre Rosanvallon

Pierre Rosanvallon, nascido em Blois em 1948, é um historiador e intelectual francês. Seus trabalhos são voltados principalmente para a história da democracia e do modelo político francês, e para o papel do Estado e a questão da justiça social nas sociedades contemporâneas.

Rosanvallon ocupa desde 2001 a cátedra de história moderna e contemporânea do político no Collège de France1, permanecendo, também, no cargo de diretor de estudos na Escola de altos estudos em ciências sociais (École des hautes études en sciences sociales - EHESS).

Ele foi um dos principais teóricos da autogestão associada à CFDT. No seu livro, L’âge de l’autogestion, Rosanvallon defende uma herança filosófica sábia, vinda ao mesmo tempo de Marx e de Tocqueville, e anuncia uma “reabilitação do político” por meio de autogestão.

Biografia

Formação


  • Diplomado pela École des hautes études commerciales (HEC)

  • Doutor em ciências de gestão

  • Doutor de 3º ciclo em historia

  • Doutor em letras e ciências humanas

Carreira

Rosanvallon tem sido sucessivamente um permanente sindical da Confederação francesa democrática do trabalho (CFDT), membro do Partido socialista unificado (PSU) e a seguir do Partido socialista.

Em 1982, ele constitui com François Furet a Fundação Saint-Simon, que passa por autodissolução em 31 de dezembro de 19992. Em 1995, Rosanvallon apóia a posição da CFDT sobre a parte da reforma da Seguridade social referente ao seguro doença, apresentada pelo governo Juppé em 1995, assinando, notadamente, uma petição publicada no jornal Le Monde a favor desta3.

Rosanvallon é membro desde 2002 do Conselho científico da Biblioteca nacional da França4, desde 2004 do Conselho científico de L’École normale supérieure5, após de ter renunciado em 2005 à presidência em protesto à nomeação de Monique Canto-Sperber para a direção da escola da Rua d’Ulm.

Ele cria em 2002, com apoio financeiro de grandes empresas (Altadis, Lafarge, AGF, EDF, Air France...), La République des idées, um “ateliê intelectual” o qual preside6. Sua ambição é de “refundir uma nova crítica social”, desatada do que ele chama de “arqueoradicalismo” ou de “ideologia radical-nostálgica”7. Este grupo edita uma revista, La Vie des idées, assim como uma coleção de livros nas edições Le Seuil e, em 2006, organizou o fórum de Grenoble sobre a “nova crítica social”.

A partir de outubro de 2007, ele passa a dirigir o site Internet La vie des idées que publica as crônicas e ensaios, contribuindo ao debate de idéias em inúmeras disciplinas.

Em maio de 2009, no âmbito da République des Idées, ele organiza novamente um fórum na Casa da Cultura de Grenoble, “Réinvinter la Démocratie8.

Obras


  • L’Âge de l’autogestion, Le Seuil, col. Points Politique, 1976, 246 p.

  • Pour une nouvelle culture politique (com Patrick Viveret), Le Seuil, col. Intervention, 1977.

  • Le Capitalisme utopique. Histoire de l’idée de marché, Le Seuil, col. Sociologie politique, 1979 ; col. Points Politique n° 134, 1989 (sob o título Le Libaralisme économique) ; nova edição sob o título inicial, Points Essais n° 385, 1999.

  • La Crise de l’État-providence, Le Seuil, 1981; col. Points Politique, 1984 ; Points Essais n° 243, 1992.

  • Misère de l’économie, Le Seuil, 1983.

  • Le Moment Guizo, Gallimard, Bibliothèque des sciences humaines, 1985.

  • La Question syndicale. Histoire et avenir d’une forme sociale, Calmann-Lévy, col. Liberté de l’esprit, 1988 ; Nova edição, col. Pluriel, 1990 e 1998.

  • La République du centre. La fin de l’exception française, com Françoit Furet e Jacques Julliard, Calmann-Lévy, col. Liberté de l’esprit, 1988 ; nova edição, Pluriel, 1989.

  • L’État en France de 1789 à nos jours, Le Seuil, L’Univers historique, 1990 ; col. Points Histoire, 1993 e 1998.

  • Le Sacre du citoyen. Histoire du suffrage universel en France, Gallimard, Bibliothèque des Histoires, 1992 ; Folio-Histoire, 2001.

  • La Monarchie impossible. Histoire des Chartes de 1814 et 1830, Fayard, Histoire des constitutions de la France, 1994.

  • Le Nouvel Âge des inégalités (com Jean-Paul Fitoussi), Le Seuil, 1996 ; Points Essais n° 376, 1998.

  • La nouvelle question sociale. Repenser l’État-providence, Le Seuil, 1995 ; col. Points Essais, 1998 (2 edições).

  • Le Peuple introuvable. Histoire de la représentation démocratique en France, Gallimard, Bibliothèque des Histoires, 1998 ; Folio-Histoire, 2002.

  • La Démocratie inachevée. Histoire de la souveraineté du peuple en France, Gallimard, Bibliothèque des Histoires, 2000 ; Folio-Histoire, 2003.

  • Pour une histoire conceptuelle du politique, Le Seuil, 2003.

  • Le Modèle politique français. La société civile contre le jacobinisme de 1789 à nos jours, Le Seuil, 2004 ; Points-Histoire n° 354, 2006.

  • La contre-démocratie. La politique à l’âge de la défiance, Le Seuil, 2006 ; Points Essais n° 598, 2008.

  • La Légitimité démocratique. Impartialité, réflexivité, proximité, Le Seuil, 2008.

As obras de Pierre Rosanvallon foram traduzidas em 18 idiomas (alemão, inglês, árabe, chinês, espanhol, finlandês, grego, húngaro, italiano, japonês, polonês, português, romeno, russo, esloveno, sueco, turco, ucraniano) e editadas em 23 países (Fonte: Catálogo da Biblioteca geral do Collège de France).



Sobre Rosanvallon, seu itinerário e sua conduta intelectual

  • Itinerários intelectuais dos anos 1970 : Pierre Rosanvallon, Revue Française d’Histoire des Idées Politiques n° 2, 1995.

  • Faire l’histoire du politique (entrevista com Pierre Rosanvallon), Esprit n° 209, février 1995, p. 25-42.

  • Sur quelques chemins de traverse de la pensée du politique en France, entrevista com Pierre Rosanvallon, Raisons Politiques n° 1, février-avril 2001, p. 50.

  • Geneviève Verdo, Pierre Rosanvallon, archéologue de la démocratie, Revue historique n° 623, 2002, p. 693-720.

  • Jean-Claude Monod, Les recompositions du modèle politique français. Le jacobinisme amendé selon Pierre Rosanvallon, Esprit, juillet 2004.

  • Christophe Gaubert, Révolution culturelle et production d’un « intellectuel de proposition » (Pierre Rosanvallon), em Sylvie Tissot (sob a dir. de), Reconversions militantes, Presses Universitaires de Limoges, 2005.

  • Intellectual History and Democracy (entrevista com Pierre Rosanvallon de Javier Fernández Sebastián), Journal of the History of Ideas, vol. 68, n° 4, 2007.

  • Démocratie ou contr-démocratie ? (Duas leituras de Pierre Rosanvallon por Nadia Urbinati e Thierry Ménissier), Critique n° 731, avril 2008.

Referências

  1. Decreto de 5 de dezembro 2001 - dispõe sobre a nomeação e a titulação [arquivo].

  2. « Ces architectes en France du social-libéralisme », Manière de voir n° 72, « Le nouveau capitalisme », décembre 2003- janvier 2004.

  3. Ver « Le décembre des intellectuels français », Raisons d’agir, Paris, 1997.

  4. Resolução de 11 de janeiro 2002 - dispõe sobre a nomeação para o conselho científico da Biblioteca nacional da França.

  5. Resolução de 17 de setembro 2004 - dispõe sobre a nomeação para o conselho científico da Escola normal superior (École normale supérieure).

  6. L’Expansion, 1er décembre 2002

  7. Citado no Le Monde, 21 novembre 2005

  8. http://www.repid.com/reinventer-la-democratie.html [arquivo]


Links associados

  • Página de Pierre Rosanvallon do Collège de France (biografia, bibliografia, resumos de aulas) : http://www.college-de-france.fr/default/EN/all/his_pol/biographie.htm

  • http://www.laviedesidees.fr, magazine de análise e de informação sobre o debate de idéias, dirigido por P. Rosanvallon



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