Plano de Aula União Ibérica e Invasões Holandesas Objetivo geral da aula



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Plano de Aula – União Ibérica e Invasões Holandesas
Objetivo geral da aula
> Sensibilizar o aluno quanto a simultaneidade da história, fazê-lo compreender como os eventos históricos em diferentes locais estão relacionados. Ao relacionar as disputas de poder europeias nos séculos XVI e XVII(Império Habsburgo) com a tomada do nordeste da América Portuguesa pelos holandeses (1630-1654), pretende-se atentar ao aluno para a correlação de eventos na história, pois frequentemente divisões entre “história geral” e “história do Brasil” inculcam uma noção de independência entre as duas trajetórias. A ideia é tentar quebrar um pouco essa visão.
Objetivos básicos do conteúdo – A ideia é fixar esses 4 pontos nos alunos e suas correlações (não com esse vocabulário, obviamente)
> União Ibérica

- O Rei de Portugal morreu sem deixar herdeiros, gerando vacância de poder

- Filipe II de Espanha, um dos candidatos na linha de sucessão, conseguiu marcar sua posição devido ao grande poder de sua Casa Nobiliárquica

> Invasões Holandesas

- A Holanda, em guerra com a Espanha, invade o nordeste brasileiro que agora estava sob domínio espanhol na tentativa de quebrar o monopólio do açúcar.

- A Holanda tinha uma boa experiência colonial na Ásia através da E.I.C. e visava o lucro também nas Américas, por meio da recém-criada W.I.C.


Objetivos específicos do conteúdo – A ideia é que, durante a aula, o aluno possa entender os 4 pontos anteriores através desses pontos mais detalhados. Mesmo que posteriormente ele não absorva todo o conteúdo (o que é absolutamente normal), que no decorrer da explicação eles entendam essas relações.
> União Ibérica

- Nessa época, a religião era um dos principais motivos de luta na Europa. Dificilmente católicos, protestantes, judeus e muçulmanos conviviam sem conflito. D. Sebastião, rei de Portugal e católico fervoroso, decidiu ele mesmo liderar um exército contra os muçulmanos no norte da África, onde Portugal tinha possessões. D. Sebastião foi e nunca mais voltou, morreu em combate no ano de 1578.

- As monarquias (e outras unidades políticas nobiliárquicas) europeias viviam em conflito, uma constante disputa de poder que envolvia riquezas, religião e alianças para equilibrar o poder. Todos queriam cada vez mais território, o que significava mais poder. Como conseguir territórios para sua família? Ou por meio de guerras, conquistando novas terras, ou por meio de casamentos, que se bem orquestrados garantiriam mais terras aos herdeiros.

- Uma combinação de ambos fez emergir uma grande potência, o chamado Impérios Habsburgo, originário da Áustria, mas que no seu auge, dominava também a Espanha, a Sardenha, Nápoles, a Sicília, o Franco Condado e, principalmente, os Países Baixos, um território muito rico devido a forte atividade comercial e produção têxtil.

- Acontece que, quando D. Henrique morre, também sem deixar herdeiros, diversos candidatos surgem para o trono (sucessores indiretos). Entre todos os candidatos, Filipe II de Espanha (Habsburgo e, portanto, também soberano em todos os outros territórios citados além de todo o império colonial na América e Ásia), descendente direto de D. Manuel, o Venturoso (Rei de Portugal na época em que Cabral chegou no Brasil) se impõe sobre os outros candidatos, invade Portugal e assume também o trono português.
>Invasões Holandesas no Brasil
- Ao ser anexado pela Espanha, Portugal herda todos os inimigos de Filipe II (dos Habsburgo em geral). Aqui vale frisar que as disputas para manter o equilíbrio de poder na Europa colocam Filipe II com seu vasto Império isolado politicamente.

- A Holanda era um dos principais inimigos, pois foi também herdada pelos Habsburgo, mas seu primeiro soberano, Carlos V, dava certa autonomia para a região. Filipe II, ao contrário, quis impor a religião católica e cerceou as liberdades administrativas dos Países Baixos, que se juntam como unidade política formando as Províncias Unidas dos Países Baixos, sob um governo de nobres e grandes mercadores.

- A Holanda, até então, fora parceira comercial de Portugal, sendo a maior distribuidora do açúcar brasileiro na Europa e também a principal refinadora de açúcar em território Europeu. Depois da anexação, o comércio de Portugal com a Holanda foi proibido e esta última decide por tomar as zonas produtoras na América (nordeste brasileiro), pois já tinha algum know-how da produção (refinavam na Europa) e já eram centro distribuidor. Dessa forma, minariam uma importante fonte de lucro dos Habsburgos e aumentariam substancialmente seu próprio lucro.

- Após uma tentativa fracassada de conquistar Salvador em 1624-25, corsários holandeses interceptam um carregamento de prata espanhol (1628), conseguindo assim financiamento para uma segunda expedição, dessa vez mais numerosa e visando conquistar Pernambuco (1630). Apoiados por algumas nativos e luso-brasileiros, conseguem vencer a resistência e instalam um governo sob comando da W.I.C. Em 1937, a W.I.C. envia Mauricio de Nassau para chefiar a nova colônia holandesa. Para adquirir apoio, ele garante empréstimos baratos e tolerância religiosa.

- Não só no Brasil os holandeses atacaram territórios coloniais de Portugal, mas também na África, onde tomaram parte de Angola para garantir o suprimento de escravos.

- Com o tempo, a situação foi ficando complicada, pois os grandes comerciantes (em sua maioria holandeses que controlavam as estruturas de poder e exportação) e os senhores de engenho (responsáveis pela produção) tinha interesses divergentes e esses últimos se endividaram com os primeiros, gerando situação desconfortante. O governo de Maurício de Nassau gastava muito (fez reformas em Refica, trouxe profissionais, tinha grandes despesas militares, etc.) sendo esse demitido pela W.I.C. em 1644. Quatro anos antes, Portugal deixara de pertencer à Espanha dos Habsburgos(1640), iniciando a dinastia de Bragança, que decretou o fim do conflito com a Holanda.



- A situação foi ficando crítica e em 1945 começam a eclodir diversas rebeliões, principalmente em Pernambuco, contra o domínio holandês. Os holandeses, que já não estavam tão bem de recursos (e as suas tropas eram mercenárias contratadas, isto é, alto custo), foram proibidos de comercializar em portos ingleses devido ao Ato de Navegação de Oliver Cromwell (1951). A Holanda entra em guerra naval com a Inglaterra e “esquece” do Brasil, ao mesmo tempo que Portugal envia reforços militares para Pernambuco (1653) com auxílio dos ingleses. Por fim, os brasileiros expulsam de vez os holandeses em 1654, mas só é reconhecida a perda do território pela Holanda em 1661, sob pagamento de indenização por parte dos portugueses.


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