Plano de ensino



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Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED




PLANO DE ENSINO




DEPARTAMENTO:


História

ANO/SEMESTRE:

2012/1

CURSO:


História

FASE:



DISCIPLINA:

História da África I

TURNO:

Noturno

CARGA HORÁRIA:

72 h/a

CRÉDITOS:

04

PROFESSOR(A):

Claudia Mortari Malavota (claudiammortari@gmail.com)



1 EMENTA


As civilizações africanas entre os séculos XVI e XIX. O impacto da colonização européia e a escravidão moderna. A presença das culturas islâmicas. A partilha do continente africano.



2 HORÁRIO DAS AULAS (OPCIONAL)

DIA DA SEMANA

HORÁRIO

CRÉDITOS

Segunda-feira

20h:00min – 21h40min

02

Quarta-feira

18h:10min – 19:50min

02

3 OBJETIVOS



3.1 OBJETIVO GERAL

Analisar algumas características das diversas sociedades africanas, especificamente aquelas pertencentes a chamada África Sul Saariana, entre os séculos XVI e XIX. O objetivo é compreender o dinamismo dessas sociedades nas suas formas de organização, no que há de comum e de específico entre elas, nas suas determinações e dinâmicas internas e nas relações estabelecidas entre os povos africanos e os de fora do continente.


3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Compreender criticamente a construção do conhecimento acerca da história da África objetivando apontar caminhos para constituição de um olhar que, a partir do estudo de aspectos concernentes as sociedades africanas, evidencie as suas histórias e visões de mundo afastada de estereótipos e preconceitos.

- Apontar as características da historiografia africana e africanista visando compreender seus contextos históricos de produção e as mudanças de abordagens.

- Estudar os processos de organização das sociedades africanas, especificamente aquelas pertencentes a chamada África Sul Saariana, entre os séculos XVI e XIX, suas diversidades e complexidades objetivando construir uma visão crítica acerca dos seus processos de permanências e mudanças.

- Compreender as formas de escravidão que existiram na África visando problematizar as suas características.

- Apontar as características do sistema de fornecimento de escravos africanos para o tráfico atlântico visando compreender que este foi o elemento que motivou transformações fundamentais nas sociedades, dentro e fora do continente, que se envolveram com ele.

- Problematizar o processo de construção de novas configurações de identidade no interior do continente a partir da influência do tráfico atlântico e também no Novo Mundo, a partir da diáspora imposta pelo tráfico de escravos.

- Estudar o contexto da segunda metade do século XIX em África a partir do processo de disputas européias visando compreender as causas internas e externas da ocupação colonial e o processo de Partilha da África.

- Construir a concepção da relevância do estudo da história africana para uma melhor compreensão da própria história brasileira visando a apropriação por parte dos acadêmicos do seu compromisso com uma prática pedagógica e de pesquisa que evidencie e valorize a história da África e dos africanos.





4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


1. Introdução aos estudos africanos

1.1. Porque estudar História da África?

1.2. A invenção da África: a historiografia.

1.3. Repensando a África: diversidade, dinamismo e movimento.

1.4. Formas africanas de lidar com o passado: oralidade, mitos, ritos, tradições.
2. As civilizações africanas entre os séculos XVI e XIX: formas de organização socioeconômica e política e aspectos da sua cultura.

2.1. Os estados sudaneses ao redor do Saara

2.2. A Costa do Ouro: entre o Sael e o Atlântico

2.3. O Benin e o Delta do Níger

2.4. A África Centro-Ocidental: o Congo e Angola

2.5. A costa oriental da África: a Zambézia


3. O Impacto da colonização européia e a escravidão moderna

3.1. A escravidão em África

3.2. O tráfico atlântico: a África das feitorias e encraves costeiros.
4. A partilha do continente africano no final do século XIX: dominação e resistência.

4.1. A partilha européia e a conquista da África: a Conferência de Berlin.

4.2. A perspectiva africana da partilha

4.3. A nova fisionomia do continente





5 METODOLOGIA


Aulas expositivas-dialogadas.

Leitura e discussão de textos.

Seminários e trabalhos em grupos.

Utilização de imagens, mapas, filmes e fontes históricas.

Atividade orientada.

Visita de estudos.





6 CRONOGRAMA DAS AULAS (OPCIONAL)

MÊS

DIAS






7 AVALIAÇÃO


ATIVIDADE

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

PESO

Seminário (Grupo)

Objetividade, problematização, domínio de conteúdo, pertinência da interpretação e da análise e apresentação. Texto escrito

25

Prova 1. (Problemática, com consulta, individual).


Conteúdo e análise crítica, argumentação, apropriação das leituras realizadas e dos debates feitos em sala. Utilização da norma culta na redação. Originalidade na escrita do texto. Pontualidade na entrega.

25

Prova 2. (Problemática, com consulta, individual).


Conteúdo e análise crítica, argumentação, apropriação das leituras realizadas e dos debates feitos em sala. Utilização da norma culta na redação. Originalidade na escrita do texto. Pontualidade na entrega.

25

Prova 3. (Problemática, com consulta, individual)

Conteúdo e análise crítica, argumentação, apropriação das leituras realizadas e dos debates feitos em sala. Utilização da norma culta na redação. Originalidade na escrita do texto. Pontualidade na entrega.

25

8 BIBLIOGRAFIA (Sujeita a alterações ao longo do semestre)


1. BÁSICA

APPIAH, Kwame Anthony. Ilusões de raça. In: Na Casa De Meu Pai. A África na Filosofia da Cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

BARRY, Boubacar. Reflexões sobre os discursos históricos das tradições orais em Senegâmbia. In: BARRY, Boubacar. Senegâmbia: o desafio de uma história regional. Salvador, SEPHIS, s/d, pp. 5-34

HAMPATÉ BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO (coord.). História Geral da África I. Metodologia e pré-história da África. São Paulo: Ática; Paris: UNESCO, 1982, pp.181-218.

HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita a história contemporânea. Belo Horizonte: Selo Negro, 2005.

KI-ZERBO, J., BOUBOU, Hama. Lugar da história na sociedade africana. In: In: KI-ZERBO (coord.). História Geral da África I. Metodologia e pré-história da África. São Paulo: Ática; Paris: UNESCO, 1982, pp. 61-71.

LOVEJOY, Paul e. A escravidão na África. Uma história e suas transformações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

M’BOKOLO, Elikia. África negra. História e civilizações. Salvador/São Paulo: EDUFBA/Casa das Áfricas, 2009.

MEILLASOOUX, Claude. Antropologia da escravidão. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1995.

PRATT, Maire Louise. Ciência, consciência planetária e interiores. In: Os Olhos do Império: relatos de viagem e transculturação. Bauru/São Paulo: EDUSC, 1999.

SERRANO, Carlos, WALDMAN, Maurício. Memória D’África. A temática africana na sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.

SILVA, Alberto da Costa e. A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Fundação Biblioteca Nacional, 2002.

SOUZA, Marina de Mello e. Catolicismo e comércio na região do Congo e de Angola, séculos XVI e XVII, em Nas rotas do império, organizadores: João Fragoso, Manolo Florentino e outros. Ilha de Vitória, EDUFES, 2006, pp.279-297.

THORNTON, John. A África e os africanos na formação do Mundo Atlântico, 1400-1800. Rio de Janeiro: Editora Capus, 2003.

VANSINA, J, A tradição oral e sua metodologia. In: KI-ZERBO (coord.). História Geral da África I. Metodologia e pré-história da África. São Paulo: Ática; Paris: UNESCO, 1982, pp. 157-179.


2. COMPLEMENTAR
ALENCASTRO, Luis Felipe de. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico sul, São Paulo, Comapnhia das Letras, 2000.

BLACKBURN, Robin. A construção do escravismo no Novo Mundo. Do barroco ao moderno, 1492-1800. Rio de Janeiro, Record, 2003.

CONRAD, Robert. Tumbeiros. São Paulo: Tumbeiros, 1987.

CURTIN, Philip D. Tendências recentes das pesquisas históricas africanas e contribuição à história em geral, em História Geral da África I. Metodologia e Pré-História da África, coordenação Joseph Ki-Zerbo. São Paulo, Editora Ática/UNESCO, 1980, pp 73-89.

DAVIS, David Brion. O problema da escravidão na cultura ocidental. Tradução de Wanda Caldeira Brant. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

FERREIRA, Roquinaldo. Dinâmica do comércio intracolonial: geribitas, panos asiáticos e guerras no tráfico angolano de escravos (século XVIII), em O antigo regime nos trópicos. A dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII), organizadores João Fragoso, Maria Fernanda Bicalho e Maria de Fátima Gouvêa. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001, Cap 11, pp 339-378.

FLORENTINO, Manolo Garcia. Em Costas Negras: Uma História do Tráfico Atlântico de Escravos entre a África e o Rio de Janeiro (sécs. XVIII e XIX). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1996.

ILIFFE, John. Os Africanos: história de um continente. Lisboa: Terramar, 1999.

KI-ZERBO, J. História da África Negra. Volume I. Lisboa: Europa-América, 1991.

LAW, Robin. A carreira de Francisco Félix de Souza na África Ocidental (1800-1849), em Topoi 2, março de 2001, IFCS/UFRJ, Rio de Janeiro: 7Letras, pp.9-39.

MACKENZIE, J. M. A partilha da África 1880-1900. São Paulo: Ática, 1994.

MILLER, Joseph C. África central durante a era do comércio de escravizados, de 1490 a 1850, em Diáspora negra no Brasil, org. Linda M. Heywood, São Paulo: Editora Contexto, 2008.

NETO, Edgard Ferreira. "História e Etnia". In: CARDOSO, Ciro Flamarion, VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História. Ensaios de Teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

ROLAND, Oliver. A experiência africana: da pré-história aos dias atuais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.

SILVA, Alberto da Costa e. Os primeiros anos de Francisco Félix de Souza na costa dos escravos, em África 22-23, Revista do Centro de Estudos Africanos, USP, São Paulo, 1999/2000/2001, pp.9-23.

SILVA, Alberto da Costa e. Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro, Nova Fronteira: EdUERJ, 2004.

SILVA, Alberto da Costa e. Um rio chamado Atlântico - a África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo, Ática, 2ª edição, 2008.

VAINFAS, Ronaldo; SOUZA, Marina de Mello e. Catolização e poder no tempo do tráfico: o reino do Congo da conversão coroada ao movimento antoniano, séculos XV-XVIII. Tempo. Revista do Departamento de História da UFF, Rio de Janeiro: 7Letras, v.3, n.6, p.95-118, dez. 1998. (disponível on line)



WESSELING, H. L. Dividir para dominar. A partilha da África 1880-1914. Rio de Janeiro: UFRJ / Revan, 1998.


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