Plano de Pesquisa



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Plano de Pesquisa
Uso da vitamina C como agente de prevenção da gripe tipo A para idosos com mais de 65 anos residentes em instituições de saúde e clínicas de repouso

Nomes,


TADI – Turma 44, Grupo 8

Problema e Justificativa


O vírus Influenza – responsável pela gripe – pode atingir, durante períodos de surto, cerca de um a cada dez adultos e 1 a cada 3 crianças. Os idosos acima de 65 anos são os mais afetados pela gripe, principalmente aqueles que residem em instituições de saúde e clínicas de repouso (1). Isto se deve à grande concentração de portadores potenciais do vírus Influenza e à baixa imunidade que tais indivíduos apresentam quando comparada à outros grupos.

O virus Influenza pode ser classificado em três tipos principais A, B e C, sendo que o tipo A é o que circula mais abundantemente entre a população. O tipo A é responsável por cerca de 80% dos casos de gripe(2).

Encontra-se disponível atualmente, na literatura médica, farta quantidade de estudos sobre a a ação da vitamina C como agente de prevenção da gripe. Estes estudos mostram claros indícios de sua eficácia, no entanto não é possível isolar estudos direcionados à idosos acima de 65 anos moradores destas instituições.

Vale ainda ressaltar que a administração de vitamina C ao grupo supracitado justifica-se na busca pela busca de uma forma natural e acessível para a prevenção da gripe A.

Objetivos


O presente trabalho tem como objetivos principais confirmar se a vitamina C ajuda a prevenir a incidência de gripe tipo A em um grupo de idosos com mais de 65 anos, residentes em instituições de saúde e clínicas de repouso, bem como descobrir qual deve ser a quantidade mínima diária administrada para que a prevenção seja efetiva.

Este estudo pretende ainda buscar informações pertinentes sobre as fontes naturais de vitamina C para o atingimento das quantidades mínimas diárias necessárias de vitamina C a serem testadas.

Introdução
1. Referencial Teórico

A gripe é vulgarmente considerada um problema de saúde banal e por isso sem grande importância para a maioria da população. A história e os números traduzem uma realidade diferente. Desde o século XVI até aos nossos dias estima-se que, em cada século, tenham ocorrido 3 pandemias de gripe, epidemias à escala global. A epidemia descrita como a mais mortífera ocorreu em 1918 tendo dizimado cerca de 20 milhões de pessoas. Foi apelidada de “gripe espanhola” por ter sido neste país que ocorreram os primeiros casos.

Num ano médio, durante surtos de gripe, 1 em cada dez adultos e uma em cada 3 crianças são infectadas, podendo as taxas anuais exceder os 30% nas crianças.

Um início súbito de arrepios, febre, dores de cabeça, dores musculares, mal estar geral e falta de forças, olhos lacrimejantes ou inflamados e tosse configuram mais um potencial caso de gripe. A doença transmite-se por partículas da saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros.

O vírus Influenza, responsável pelo problema, tanto em humanos como em outros animais (suínos, bovinos, aves, etc), tem sido intensamente estudado sabendo-se atualmente da existência de três tipos diferentes: o tipo A, B e C.

O tipo A, responsável por quase 80% dos casos de gripe, é o aquele que circula mais abundantemente na população e que tem maior capacidade de modificar a sua estrutura, gerando várias estirpes e sub-tipos (por exemplo, o H1N1, o H3N2). Devido as contantes modificações e aos diferentes tipos existentes, em cada Inverno podem circular entre nós várias famílias de vírus, o que dificulta o desenvolvimento de uma forma de prevenção eficaz.

O quadro clínico da gripe pode variar desde infecções assintomáticas, doenças das vias respiratórias superiores, até pneumonia fatal com super infecção bacteriana.

Os grupos que estão em maior risco de complicações são:



  • Pacientes maiores de 65 anos

  • Pacientes em qualquer idade com :

- doenças pulmonares crônicas

- doença renal crônica

- diabetes mellitus

- cardiopatias

- imunossuprimidos

Atualmente não existem medicamentos capazes de combater diretamente a gripe, restando a prevenção através da vacinação e o tratamento das complicações que surgem no seguimento da infecção.

A vitamina C ou ácido ascórbico é a vitamina antiescorbútica. É absorvida a partir do intestino delgado para o sangue por um mecanismo ativo e por difusão. Passa rapidamente para dentro dos tecidos adrenais, do rim, fígado e do baço. As quantidades excessivas são excretadas na urina.

O ácido ascórbico está envolvido na síntese do colágeno, no desenvolvimento do tecido conjuntivo, no processo de cicatrização e recuperação após queimaduras e ferimentos, na resistência a infecções, na absorção do ferro, entre outras funções. É importante na resposta imune e em reações alérgicas.

À vitamina C ainda atribui-se o fato de previnir a gripe. Vários estudos foram realizados, sem alcançar uma decisão unânime. Acredita-se, porém, que os benefícios pelo ácido ascórbico estejam mais na redução da severidade dos sintomas da gripe do que na prevenção do resfriado(3).

A ingestão de vitamina C sugerida pela National Academy of Sciences à pessoas com mais de 65 anos é de 70 mg/dia para mulheres e 90mg/dia para homens (4).



2. Hipóteses, Variáveis e Definições

Hipótese

A premissa inicial deste projeto se baseia na prevenção da gripe tipo A através da ingestão de alimentos que contenham vitamina C em grandes quantidades(5). Para tanto, distintas tabelas nutricionais serão seguidas pelos pacientes em estudo.


Para que a hipótese acima se confirme faz-se necessário que o grupo 1 de pacientes, inicialmente submetido à dieta rica em vitamina C permaneça por tempo determinado seguindo a dieta do grupo 2 e vice-versa, como descrito em Metodologia. A resposta desejada é que em ambos os casos a dieta rica em vitamina C demonstre resposta significativa com relação à diminuição dos casos de gripe.


Variáveis

Serão escolhidos apenas pacientes com 65 anos ou mais, de ambos os sexos e que residam em instituições de saúde e clínicas de repouso.

Inicialmente deve-se pré-selecionar pacientes que apresentem histórico de alta propensão à gripe A. Idealmente, todos os pacientes em estudo devem pertencer à mesma instituição.

A fim de se isolar o efeito do ácido ascórbico, nenhum paciente em estudo receberá a vacina contra a gripe durante o período em estudo.

Duas dietas distintas em relação à quantidade de ácido ascórbico presente serão aplicadas aos grupos.


Metodologia
1. Plano de Coleta de Dados
Dois grupos de 50 pacientes cada serão avaliados durante o período de dois anos.

Cada grupo será submetido as dietas propostas, sendo um ano por dieta.

Haverá 6 meses de intervalo entre dietas aplicadas.

O Esquema 1 abaixo ilustra o rodízio entre grupos e dietas.


Durante os períodos do ano um e dois os pacientes serão acompanhados semanalmente a fim de se quantificar o número de casos de gripe tipo A.



2. Plano de Análise dos Dados
A quantidade de casos de gripe em cada grupo será totalizada para os períodos especificados.

A comparação entre grupos se dará pela comparação dos totais de casos de gripe entre grupos. Para tanto é necessário aplicar tratamento estatístico pertinente.


Referências


1 – Portal de saúde pública, http://www.saudepublica.web.pt


2 – INFLUENZA, Influenza Activity in Switzerland, http://www.influenza.ch/
3 – Emedix, Vitaminas e sais minerais, http://emedix.com.br/vit/vit009_1f_vitaminac.php
4 - Dietary Reference Intakes Table, Food and Nutrition Board, National Academy of Sciences, 2002.
5 - Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999


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