Pluralismo: transnacionalismo



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Demetrius Cesário Pereira



PLURALISMO: TRANSNACIONALISMO


  • Processo decisório: ênfase no processo político interno aos Estados

  • Transnacionalismo: ênfase nas ligações entre sociedades que incluem mais do que relações interestatais. Extensão de políticas pluralistas além das fronteiras do Estado. RI conduzidas pelos governos são suplementadas por relações entre indivíduos, grupos e sociedades que têm importantes conseqüências no curso dos eventos.

  • O que aumentaria os laços transnacionais?




  1. Modernização




  • Realistas: qualidade constante das RI, continuidade.

  • Pluralistas: exagero, pois a natureza das RI mudou, havendo uma diferença entre o mundo diplomático do séc. XVII, com seu sistema europeu e do séc. XXI com mais de 180 Estados.

  • Explicação é dada pela modernização, tida por pré-requisitos econômicos, políticos e sociais para (e conseqüência da) industrialização e desenvolvimento tecnológico

    • Crescimento da tecnologia científica: maior controle sobre a natureza

    • Melhoras na comunicação e transportes

    • Revolução Industrial possibilita consumo em massa

    • Laços globais como legados do colonialismo e a extensão da ideologia política e diplomática européia

  • Autonomia nacional dificultada

  • Confusão entre política externa e doméstica, política econômica e externas são politizadas.

  • Estados cooperam por seu interesse próprio, chegando a criar organismos internacionais

  • Teia de aranha: imagem pluralista, num sistema mais complexo composto não simplesmente por Estados, mas incluindo interações e comportamento de atores não-estatais como multinacionais, grupos terroristas, bancos internacionais, e organizações internacionais. Retrata também transações como migração, turismo, comunicações e comércio.



  1. Integração




  • David Mitrany: busca entender como laços transnacionais levam à integração internacional.

  • Sociedade moderna criou inúmeros problemas tecnológicos que podem ser solucionados por especialistas (e não políticos). Problemas comuns requerem respostas colaborativas dos Estados.

  • Colaboração num campo técnico pode levar a uma futura colaboração em campos relacionados (ramificação).

  • Custo de quebrar esses laços funcionais dariam aos líderes razão para refletir. Particularmente, acreditava que unificação econômica poderia levar à integração política.

  • Não via RI como um jogo de soma zero, mas um jogo de soma variável em que todos podem se beneficiar. Não seria idealismo, mas a necessidade real de cooperação em problemas comuns.

  • Teoria funcionalista de Mitrany tomou impulso com a criação da CECA em 1952 e a CEE em 1956, que seriam uma promessa de integração política para a Europa

  • Em que condições integração é possível?

  • Realidade não se coadunava com a visão hobbesiana das RI.

  • Ernst Haas (neofuncionalismo): considerava integração como um processo em que atores políticos são persuadidos a transferir confianças, expectativas e atividades políticas para um novo centro cujas instituições possuem jurisdição sobre os Estados.

  • Não concorda com a separação de tarefas técnicas da política, ou bem-estar de poder. Para que haja integração, elites políticas devem considerar seu interesse.

  • Haas tenta estipular condições e processos em que indivíduos resolvem colaborar para entender como os Estados cooperam, ou seja, como encorajar o grupo a caçar o cervo ao invés da lebre.

  • Problemas: quantidade de atores que podem buscar uma variedade de objetivos incompatíveis entre si. Além disso, alguns objetivos podem depender de cooperação. Incerteza nas relações meios-fins (causas e soluções). Lidar com o probelma numa área pode ter implicações negativas em outra. Exemplo: substituição do carvão por petróleo como fonte de energia (impacto ambiental).

  • O controle dessa complexidade seria uma tarefa política, concluindo que uma teoria da integração regional estaria subordinada a uma teoria geral da interdependência.

  • UE: integração mais como uma resposta a estímulos externos que processos internos

  • Percepção e compreensão da natureza das RI:

    • Rebaixamento do Estado como unidade de análise

    • Desagregação do Estado

    • Outras formas de organização política (não estatal)

    • Condições facilitadoras da cooperação internacional




  1. Interdependência, Regimes, Multilateralismo




  • Interdependência: concepção que está na essência da visão pluralista da política mundial (como a balança de poder realista e a dependência globalista)

    • Realistas: vulnerabilidade (evitada ou minimizada)

    • Pluralistas: efeitos recíprocos entre países ou entre atores em diferentes países

  • Custos relacionados à interdependência: sensibilidade. Porém benefícios podem superar custos

  • Foco nos múltiplos canais que conectam as sociedades (relações interestatais, transgovernamentais e transnacionais).

  • Ausência de hierarquia entre os temas (segurança X economia)

  • Interdependência complexa faz com que força militar perca utilidade

  • Implicações benignas: influência da visão liberal (ao menos oportunidade de construir boas relações)

  • Envolve construção de regras, procedimentos e instituições associadas ou organizações internacionais para administrar relações nessas áreas temáticas (regimes internacionais)

  • Regime: termo da política doméstica, referindo-se a uma ordem governamental (democrático, autoritário, etc) ou um conjunto de regras a instituições estabelecidas para administrar relações entre indivíduos, grupos ou classes em um Estado.

  • Regime internacional: devido à ausência de autoridade central, regras são voluntariamente estabelecidas pelos Estados para prover certo grau de ordem nas RI (Grotius).

  • Regimes podem ter organizações internacionais ou não-governamentais associados a eles.

  • Stephen Krasner define regimes como “princípios, normas, regras e procedimentos decisórios implícitos ou explícitos ao redor dos quais as expectativas dos atores convergem em uma dada área das relações internacionais” (Viotti, p. 215).

  • Não é uma organização internacional. Estas podem cuidar de mais de um regime, como a ONU.

  • Preocupações da literatura sobre regimes: como e por que são formados? Como regimes afetam o comportamento do Estado ou resultados coletivos em áreas temáticas? Como e por que regimes evoluem ou dissolvem-se?

  • 3 escolas de pensamento:

    • teorias realistas (do poder) enfatizam papel da anarquia e o impacto da distribuição relativas das capacidades. Ex: teoria da estabilidade hegemônica

    • teorias do interesse (neoliberais) destacam papel dos regimes na realização de interesses comuns. Ex: Robert Keohane (institucionalismo neoliberal), possibilitando o alcance de benefícios mútuos X neorealistas (limitação ao comportamento do Estado, ganhos relativos empecilho)

    • teorias cognitivas (do conhecimento) são críticas das outras duas, argumentando que interesses não são dados, mas criados (processos decisórios)

  • Construtivismo social: foco na construção social da política mundial e identidades em particular. Com a cooperação, são construídas identidades coletivas, levando a uma maior colaboração, transformando a estrutura do sistema internacional.

  • Multilateralismo> forma institucional que coordena relações interestatais com base em princípios de conduta:

    • Indivisibilidade (ex: ataque contra um é ataque contra todos)

    • Não-discriminação (cláusula da nação mais favorecida)

    • Reciprocidade difusa (equilíbrio a longo prazo)

  • Regimes e multilateralismo são veículos para acomodar diferenças e promover o interesse comum.

  • Pensamento voluntarista: estadistas podem modelar a ordem mundial, através do aprendizado.

  • Desafio: desenvolver teorias que levem em conta fatores internos e externos.

  • Robert Putnam: jogos de dois níveis - conflitos domésticos sobre interesse nacional são inevitáveis, havendo conciliação entre os imperativos nacionais e globais.



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