Política de investimentos para o exercício de 2008 (aprovada pelo conselho deliberativo em 26 de dezembro de 2007) I. Diretrizes Gerais



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FUNASA

FUNDAÇÃO SAELPA DE SEGURIDADE SOCIAL






POLÍTICA DE INVESTIMENTOS
PARA O EXERCÍCIO DE
2008

(APROVADA PELO CONSELHO DELIBERATIVO EM 26 DE DEZEMBRO DE 2007)


I. Diretrizes Gerais



    • As decisões sobre os investimentos da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA devem atender e cumprir, rigorosamente, as determinações contidas nos artigos 6 e 7 do Regulamento Anexo à Resolução CMN 3.456 de 1º de junho de 2007, assim como nos demais instrumentos legais pertinentes ao assunto emitidos pelo Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Secretaria de Previdência Complementar do MPAS ou outros órgãos competentes.



    • As proposições sobre a Política Anual de Investimentos da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA, devidamente fundamentadas, deverão ser elaboradas pela sua Diretoria Administrativa-Financeira e encaminhadas pela Diretoria Executiva para deliberação pelo Conselho Deliberativo da Fundação.



    • A Política anual de Investimentos da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA deverá, obrigatoriamente, ser aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fundação, sendo revista anualmente, de acordo com a regulamentação específica.



    • Esta Política de Investimentos especifica os objetivos e limitações para investimentos da gestão dos recursos garantidores da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA, por meio da determinação dos segmentos a serem utilizados, dos ativos permitidos em cada segmento, das faixas de alocação estratégica, das características e restrições da própria gestão em cada um destes segmentos. São vedadas quaisquer operações que infrinjam dispositivos estatutários ou regulamentares da Fundação.



    • A presente Política de Investimentos da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA foi revisada para o próximo exercício considerando um contexto de maiores exigências, controles e responsabilidades por partes das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, buscando incorporar os princípios de governança corporativa referentes às práticas de gestão de recursos, acompanhamento e controle, seleção de gestores, critérios de análise, separação de funções e tomada de decisão isenta e imparcial, gestão de riscos, relacionamento com os participantes, alocação estratégica, a fim de otimizar a alocação, preservar a independência e a prevalescência de procedimentos que garantam uma governança saudável e prudente para a Entidade, harmonizando e unificando práticas para as administrações futuras.



II. Princípios Basilares



    • A Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA, através daqueles envolvidos direta ou indiretamente na sua elaboração (diretores, conselheiros, funcionários, administradores, gestores, consultores e auditores) seguirá fielmente e em caráter irrevogável, os princípios que representam o cerne das normas e orientações desta Política de Investimentos. Tais princípios são de compromisso com:




      • Adoção dos mais altos padrões de conduta ética no tratamento dos recursos da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA;

      • Respeito pelo patrimônio conquanto se busca sua preservação;

      • Busca constante da minimização dos riscos e maximização dos retornos, por meio de uma “alocação ótima”, tendo como parâmetros os referenciais (benchmarks) definidos nesta mesma política;

      • Busca permanente da preservação do equilíbrio atuarial;

      • Rigor e disciplina férrea aos objetivos desta política;

      • Emprego da transparência no uso de informações e na composição de relatórios e apresentações, buscando o melhor e mais claro diálogo com a patrocinadora, os participantes e beneficiários, órgãos fiscalizadores e sociedade civil;

      • Implementação de procedimentos de avaliação e análise periódica de informações sobre o desempenho dos investimentos e do mercado financeiro, obtidas de fontes consideradas seguras, visando balizar as decisões de investimentos;

      • Implementação de medidas que propiciem a profissionalização do processo de gestão seguido de programa de treinamento e aperfeiçoamento dos recursos humanos e materiais da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA, envolvidos na gestão dos recursos, a fim de que o monitoramento da gestão/administração dos recursos, e dos demais prestadores de serviços relacionados possa aprimorar e complementar o processo de gestão;

      • Instituição de processos descentralizados de decisão, dividindo responsabilidades e resultados positivos e negativos pelas conseqüências das estratégias tomadas no que concerne a alocação, supervisão e acompanhamento dos recursos garantidores das reservas técnicas da Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA.


III. Parâmetros da Política de Investimentos




  1. Entidade Fechada de Previdência Complementar

Fundação SAELPA de Seguridade Social-FUNASA

  1. Exercício

A política de investimentos aqui apresentada, passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2008, pelo período de doze meses.

  1. Ata do Conselho Deliberativo/Data Assembléia

A Política de Investimentos será submetida pela Diretoria-Executiva ao Conselho Deliberativo da Entidade que analisará e aprovará até 31 de Dezembro de 2007, conforme preceitua o art. 6º do Regulamento anexo à Resolução 3.456/2007.

  1. Plano de Benefício

O plano de benefícios tratado nesta política é o de Benefício Definido – BD.

  1. Meta Atuarial do Plano de Benefícios

Indexador: Média aritmética simples do INPC + IPCA

Taxa de Juros: 6%a.a.

  1. AETQ – Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado

O Conselho Deliberativo designou a Sra. Rosilda Régis Vieira da Costa como AETQ, de acordo com os preceitos do artigo 56, § 1° do Regulamento Anexo à Resolução 3.456 de 1º de junho de 2007, a qual responderá por todos os segmentos referidos neste regulamento anexo.


  1. Margem de alocação

Os limites para alocação no segmento de renda fixa referem-se à alocação em fundos fechados de investimento. Os limites para alocação no segmento de renda variável referem-se à alocação em fundos abertos de investimento. Exceto pelo descrito no quadro resumo da política de investimentos, serão observadas, nos demais casos, as regras estabelecidas pela Secretaria de Previdência Complementar, conforme o Regulamento Anexo à Resolução 3.456 de 1º de junho de 2007.

Alocação dos Recursos

7. Margem de Alocação

8.Diversificação

L.Inferior (%)

Alvo (%)

L.Superior (%)

7.1. Renda Fixa

75%

88,5%

100%

-

7.1.1 Carteira de RF com baixo risco de crédito

75%

88,5%

100%

Máximo entre 5% e 10% do PL do fundo em títulos privados de mesma emissão ou co-obrigação, conforme critérios de avaliação de risco de crédito descritos nesta política, exclusivamente para fundos fechados.

7.1.2 Carteira de RF com médio/alto risco de crédito

0%

0%

5%

-

7.2 Renda Variável

0 %

0%

0%

-

7.2.1 Carteira de Ações em Mercado

0 %

0%

0%

-

7.2.2 Carteira de Participações

0%

0%

0%

-

7.2.3 Carteira de RV – Outros Ativos

0%

0%

0%

-

7.3 Imóveis

0%

4,0%

6%

Redução gradual da posição, conforme os limites determinados pelo Reg.Anexo à Resolução 3.456/07.

7.3.1 Carteira de Desenvolvimento

0%

0%

0%

Não serão disponibilizados recursos, neste exercício.

7.3.2 Carteira de Aluguéis e Renda

0%

3,5%

4%

-

7.3.3 Carteira de Fundos Imobiliários

0%

0%

0%

Não serão disponibilizados recursos, neste exercício.

7.3.4 Carteira de Outros Investimentos Imobiliários

0%

0,5%

2%

-

7.4 Empréstimos e Financiamentos

1,0%

2,5%

15%

-

7.4.1 Carteira de Empréstimos a Participantes

1,0%

2,5%

15%

-

7.4.2 Carteira de Financiamentos Imobiliários

0%

0%

0%

Não serão disponibilizados recursos, neste exercício.

  1. Diversificação

Exceto ao descrito no quadro resumo da política de investimentos, serão observadas, nos demais casos, as regras estabelecidas pela Secretaria de Previdência Complementar, conforme o Regulamento Anexo à Resolução 3.456/2007.

  1. Cenário Macroeconômico e Análise Setorial para Investimentos

    1. Horizonte de Curto Prazo

A princípio, os cenários para o ano de 2008 fundamentam-se em três linhas de direção: uma otimista, uma básica (mais provável) e uma pessimista, norteadas pelas seguintes expectativas e complementadas pelos cenários de médio e longo prazos:

Cenário

Curto Prazo - 2008

Médio Prazo

Longo Prazo

Otimista

Base

Pessimista

2009

2010

2011

Probabilidade (%)

35

45

20

-

-

-

PIB (%)

5,3

4,7

4,0

4,3

4,4

4,5

IPCA (%)

3,5

4,0

5,0

4,0

4,1

3,7

IGP-M (%)

3,8

4,3

4,8

3,9

4,0

3,5

SELIC %a.a. (fim do ano)

10,25

10,50

12,00

10,00

9,25

8,50

SELIC/CDI %a.a. (média anual)

10,75

11,00

11,50

10,50

9,75

9,00

Dívida/PIB (%)

40,50

42,25

47,00

40,00

37,25

36,50

US$ /R$ (fim do ano)

1,70

1,80

1,88

1,76

1,80

1,78

Saldo B.Comercial (US$ bi)

43,0

40,0

38,0

35,0

32,0

30,0

Transações Correntes (US$ bi)

3,0

-1,0

-4,5

-2,0

-4,0

-1,0

Ibovespa (%)

26%

18%

12%

27,0

30,0

28,0

As expectativas baseiam-se nas seguintes premissas para o ano de 2008: menor ritmo de redução dos juros pelo COPOM, em função da crise de crédito provocada pelos problemas ocorridos no segmento sub-prime do mercado hipotecário norte-americano e do aumento da inflação no Brasil; perspectivas desanimadoras quanto a discussão de propostas de reforma do judiciário, trabalhista, previdenciária e tributária; manutenção da estabilidade econômica; continuidade na condução da política macroeconômica calcada no monetarismo e na busca do equilíbrio fiscal, com pequena ampliação do superávit primário; continuidade na mudança do perfil da dívida pública interna, com crescimento significativo da participação de papéis pré-fixados em detrimento dos atrelados à SELIC e dos indexados à inflação, além do alongamento dos prazos; menor redução da inflação, mas ainda com cumprimento da meta; redução pontual dos recolhimentos compulsórios; aumento na taxa de crescimento do PIB; aumento do investimento estrangeiro direto – IED, para US$34 bilhões; possibilidade de não ocorrência de superávit no saldo de transações correntes; redução gradual nas taxas de desemprego; possibilidade concreta de “upgrade” na classificação de risco do Brasil pelas agências de “rating”, atingindo o nível de grau de investimento, possivelmente no 2º semestre de 2008, e redução do risco Brasil abaixo dos 150 pontos-base; movimento de alta na Bolsa de 23%. Possibilidade concreta de continuidade no descolamento da economia dos BRICS (Brasil, Rússia, índia e China) em relação à americana, que deve à principio, iniciar um processo de desaceleração.

São considerados os seguintes componentes de risco: o consistente aumento nas despesas do governo, que ficam sujeitas ao aumento da arrecadação, contaminando as contas públicas; reversão da queda dos juros nos EUA, com redução no IED no Brasil; fortalecimento do Real frente ao dólar, dificultando e desincentivando as exportações; resistência dos índices de inflação a maiores quedas, repercutindo num intervalo mais longo no processo de redução das taxas de juros; possibilidade de diminuição no ritmo de crescimento da China, inibindo o crescimento das nossas exportações; recrudescimento da crise no Oriente Médio e possibilidade de novas pressões sobre os preços do petróleo; aumento dos juros na zona do euro (desestímulo ao IED e ao investimento indireto no Brasil).

A forma de análise para a escolha dos setores será externa. O cenário descrito favorece as recomendações descritas a seguir quanto à alocação:

No segmento de renda fixa: redução na participação dos títulos públicos indexados à SELIC em favor dos pré-fixados; acomodação na alocação em papéis indexados à inflação (IPCA ou IGP-M) e ao câmbio; participação maior de papéis de emissão privada (com classificação de baixo risco de crédito) em função da eventual queda dos juros e maior competitividade destes papéis; maior alocação em CDBs, CCBs, CCCBs e CRIs, com criteriosa classificação de risco e monitoramento dos garantidores; alongamento dos prazos de vencimento dos papéis de renda fixa (públicos e privados) e aumento da duration da carteira como um todo; emprego mais freqüente de derivativos para proporcionar hedge e reduzir a duration da carteira; aumento na participação das operações de crédito via FIDCs.

No segmento de renda variável: não haverá alocação no segmento, neste exercício.

No segmento de imóveis: em função das condições e oportunidades no mercado imobiliário, poderá haver a redução gradual da posição em imóveis.

No segmento de empréstimos e financiamentos: dada a sua flexibilidade e baixo nível de risco, ampliação da carteira de empréstimos a participantes e assistidos (respeitadas as restrições impostas pelo regulamento dos empréstimos e a legislação em vigor).

Observações quanto à alocação em todos os segmentos: as alocações recomendadas devem ser rebalanceadas em função de alterações na conjuntura econômica, na reacomodação da fronteira eficiente, no desempenho das carteiras e no monitoramento dos riscos envolvidos e resultados proporcionados. A otimização dos recursos tem como fim primordial a consecução do equilíbrio atuarial, e para tanto será preservada a autonomia dos gestores, desde que esteja em consonância com os objetivos e parâmetros desta política de investimentos e com as determinações da Diretoria Executiva, aprovadas pelo Conselho deliberativo.

A forma de análise para a escolha dos setores será externa, respeitando-se a normatização vigente e os dispositivos determinados pela Política de Investimentos da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA.

Fatores como ambiente político-econômico, re-posicionamento da fronteira eficiente, comportamento das carteiras em termos de risco e de desempenho, ocorrência de divergências, podem implicar na modificação da alocação dos ativos, implicando num constante monitoramento dos segmentos e respectivas carteiras, objetivando a manutenção do equilíbrio entre ativo e passivo atuarial. A gestão buscará sempre a fiel e rigorosa harmonia no cumprimento das recomendações e parâmetros desta política de investimentos, obedecendo às determinações da Diretoria Executiva, aprovadas pelo Conselho Deliberativo.



  1. Objetivos da Gestão

    1. Meta de Rentabilidade da FUNASA

      • Segmento de Renda Fixa: a meta de rentabilidade líquida será de 100% do CDI.

      • Segmento de Renda Variável: como não haverá alocação neste exercício, não haverá meta.

      • Segmento de Imóveis: a meta de rentabilidade empregada será de 100% da meta atuarial.

      • Segmento de Empréstimos e Financiamentos: a meta de rentabilidade empregada será de 100% do CDI.



    1. Limites de risco

      1. Segmento de renda fixa: além do cálculo da DNP, nos moldes previstos pela legislação vigente, será adotado o limite de risco de mercado através do uso conjunto dos conceitos de reserva mensal (RM) e máxima perda mensal (MPM), conjugados com o conceito do VaR (valor em risco). A MPM será de 60% do CDI mensal (apurada diariamente). O VaR adotará a metodologia paramérica, (Delta-Normal) com nível de significância de 95% (noventa e cinco por cento) e horizonte temporal de 1 dia (apurado diariamente), considerando uma volatilidade apurada através de média móvel com pesos exponenciais (EWMA - exponential weighted moving average) e fator de decaimento de 0,95. Diariamente serão comparadas a reserva mensal e o VaR no próprio dia de análise (D0). VaR superior à RM ou perdas em D0 que atinjam a RM, levará à redução e/ou liquidação de posições geradoras do risco e/ou a montagem de estratégias de proteção (hedges) para as posições que representem risco.

  • Reserva Mensal (RM) – corresponde a uma medida financeira, expressa em reais (R$), que representa o “orçamento de risco” disponível para o fundo no mês corrente, a fim de maximizar sua rentabilidade, sob a condição de atender à “rentabilidade mínima tolerável” no período (mês corrente). Assim sendo, a reserva mensal corresponderá à perda máxima tolerável (medida pela MPM).

  • Rentabilidade mínima tolerável (RMT) – corresponde à variação mensal do CDI deduzida da MPM. Logo, para uma MPM de 60% do CDI, teremos uma RMT de 40% do CDI mensal.

      1. Segmento de Renda Variável: não haverá alocação neste exercício, e portanto, não haverá meta.

      2. Segmento de imóveis: será adotada a DNP mensal e acumulada nos últimos 12 meses para monitoramento do segmento, empregando-se os critérios descritos abaixo para revisão da alocação, através de justificativa técnica e relatório de providências ao ocorrer:

  • DNP mensal negativa em três meses consecutivos;

  • DNP mensal negativa em no mínimo quatro de seis meses consecutivos e

  • DNP acumulada negativa nos últimos 12 meses.

      1. Segmento de Empréstimos e Financiamentos: será adotada a DNP mensal e acumulada nos últimos 12 meses para monitoramento do segmento, empregando-se os critérios descritos abaixo para revisão da alocação, através de justificativa técnica e relatório de providências ao ocorrer:

          • DNP mensal negativa em três meses consecutivos;

          • DNP mensal negativa em no mínimo quatro de seis meses consecutivos e

          • DNP acumulada negativa nos últimos 12 meses.

    1. Metas de Gestão dos Custos Administrativos e Operacionais

A meta de gestão dos custos administrativos e operacionais do programa previdencial é de 15% da receita previdencial corrente de 2008. Os custos administrativos e operacionais do programa de investimentos serão custeados pelo próprio programa.

  1. Testes Comparativos e de Avaliação para Acompanhamento dos Resultados dos Gestores e da Diversificação da Gestão Externa dos Ativos

Os testes e a avaliação de desempenho dos gestores das carteiras do segmento de renda fixa serão realizados com fundos da mesma categoria e características. Serão considerados a rentabilidade diária, mensal e anual e o decorrente índice de sucesso. Para avaliar-se a gestão ativa, considerada como o retorno em excesso em proporção à exposição ao risco ocorrida, serão empregados os índices de Sharpe, Sortino, Treynor, Modigliani e Jensen, assim como o Gráfico de Balzer. Para avaliar-se a gestão passiva, entendida como a aderência a um “benchmark” (referencial) será adotada a divergência não planejada (Tracking Error) conforme recomendado pela SPC. Os parâmetros adotados para os demais testes comparativos serão a utilização de séries padronizadas em termos de cálculo dos retornos, periodicidade, horizonte de tempo, e participação no mercado.
Quanto à diversificação da gestão externa dos ativos para carteiras dos segmentos de renda fixa e variável, esta Política de Investimento deverá manter o modelo operacional vigente na Fundação que preserva a liquidez, a autonomia do responsável pela gestão, e minimiza os riscos operacionais, de crédito e evita conflitos de interesse, dada a dinâmica do mercado e a necessidade de constante aperfeiçoamento e decorrente revisão da estrutura de gestão.

Para as aplicações destinadas à renda fixa, dada a necessidade de se observar à relação custo/benefício, somente deverão ser realizadas em fundos exclusivos quando o valor total da inversão por fundo exclusivo for igual ou superior a R$ 50 milhões.


Os principais aspectos operacionais e funcionais do modelo que eventualmente poderá ser adotado são: maior aderência ao perfil do investidor; maior controle externo e interno, uma vez que os fundos são fiscalizados pela CVM e sofrem auditoria interna e externa; maior transparência da gestão da carteira de investimentos (ativos financeiros); maior facilidade na administração da carteira de ativos financeiros (controle gerencial, liquidação financeira, serviço de suporte de retaguarda); maior flexibilidade na movimentação de ativos e na substituição de gestor/administrador do fundo; maior adaptação à política ativa de otimização da alocação de ativos em carteira própria ou em melhores fundos de terceiros, através de um “short list” dos fundos passíveis de aplicação; maior controle sobre os riscos inerentes aos ativos financeiros (Risco de Mercado, Risco de Crédito, Risco de Liquidez, Risco Fiduciário, Risco Operacional, Risco de Modelagem e Risco de Gestor); maior racionalização tributária a partir do deferimento do IR e economia de IOF e da CPMF (0,38%) incidente sobre a movimentação da carteira (compra e venda de ativos financeiros) com ganhos de rentabilidade; maior visibilidade no acompanhamento da performance da carteira (benchmark); maior integração com os passivos atuariais através do emprego de um modelo de gestão integrada de ativo e passivo.


  1. Critérios de Contratação – Administração de Carteiras de Renda Fixa e Renda Variável

Serão adotados critérios qualitativos referentes à capacidade de análise e de síntese dos relatórios, à antecipação de eventos, ao fluxo de informações produzidos, ao grau de transparência da instituição, à capacidade técnica dos seus funcionários, à clareza e “timing” no atendimento, aos instrumentos e ferramentas utilizados na gestão de carteiras e aos sistemas de gestão de riscos e seu funcionamento.

Além disso, serão empregados os seguintes critérios quantitativos: avaliação da performance dos seus respectivos fundos (dentro da classe específica) voltados para investidores institucionais, de acordo com os índices mencionados no item 13 desta Política de Investimentos, tanto em termos ativos, quanto em termos de aderência (passivos), conforme o tipo de gestão adotado; representatividade da carteira de clientes institucionais.



  1. Estratégia de Formação de Preço – Investimentos e Desinvestimentos

Serão empregados nas decisões de compra e venda de ativos: modelos de avaliação relativa (fundamentalistas), podendo, a critério do gestor, serem utilizados modelos de análise técnica (grafistas).

Para os modelos de avaliação relativa, buscam-se ativos sub-avaliados e também identificam-se ativos sobre-avaliados em função dos seus fluxos de caixa, crescimento e perfil de risco. Utilizam-se valores padronizados para a comparação e identificação dos ativos, baseados nos ganhos proporcionados, no valor contábil e no valor de reposição dos ativos ou na sua receita bruta, e que são mais conhecidos como múltiplos. As diferenças encontradas são analisadas em função de características como risco e crescimento ou outras que determinem a razão das diferenças encontradas. Possíveis incoerências são representativas e devem ser consideradas na avaliação dos ativos. A forma de análise será externa.

Assim sendo, caberá ao gestor utilizar informações de natureza macroeconômica, fundamentalista, setorial e de crédito, além de pesquisas quantitativas, para fundamentar suas decisões.

No caso dos modelos de análise técnica, identificam-se os ativos sub e sobre-avaliados através da utilização de séries históricas de preços, retornos, volume de transações e quantidade de contratos. Parte-se do pressuposto que o mercado é movido por componentes racionais e irracionais. Como os fatores irracionais provocam efeitos persistentes no tempo, essas “tendências” são objeto de estudo para a identificação de alterações que indiquem novas relações de oferta e procura e novos preços, referenciados por pisos (linhas de sustentação) e tetos (linhas de resistência). O modelo de análise será externo, cabendo ao gestor a determinação das técnicas a serem empregadas.

O uso e substituição de estudos técnicos e fundamentalistas estará sujeito às inovações introduzidas pelo meio acadêmico e absorvidas pela indústria financeira. Serão considerados na parametrização dos mesmos os custos administrativos e operacionais inerentes à manutenção e movimentação das carteiras.


  1. Definição do Padrão de Cálculo da Divergência Não Planejada e do Controle Interno

Será adotado o método de cotas e utilizada planilha própria seguindo-se o disposto na Instrução Normativa SPC nº 14, de 18 de janeiro de 2007.

  1. Observações

    1. Diretrizes de Alocação dos Recursos

A alocação do recurso pelo agente Administrador (Gestor de Recursos) objetiva uma gestão especialista, porém, sem agressividade ou seja, com níveis de tolerância a risco de mercado e crédito compatíveis aos objetivos desta entidade.

O emprego de faixa de limites para a alocação de ativos em cada segmento objetiva uma administração discricionária. Dentro dos parâmetros estabelecidos deverão ser determinados os limites de alocação das carteiras balanceadas, tendo em vista a obtenção de retornos, líquidos das despesas relativas à própria administração de recursos (Taxas de administração, corretagem e demais taxas que vierem a ser cobradas pelo administrador), superior as metas.

A alocação de recursos entre os diversos segmentos e carteiras, seguirá os princípios da Teoria do Portfólio de Harry Markowitz e do CAPM - Modelo de Precificação de Ativos de Capital, de William Sharpe, absorvendo também as inovações significativas que surgirem na gestão de carteiras e de risco.


    1. Segmentação das Aplicações

Conforme especificado na Resolução 3.456 de 1º de junho de 2007, esta política de investimentos se refere à alocação dos recursos da entidade em cada um dos seguintes segmentos de aplicações:

. Segmento de Renda Fixa

. Segmento de Renda Variável

. Segmento de Imóveis

. Segmento de Empréstimos e Financiamentos

Serão consideradas, também, as respectivas carteiras de cada segmento, conforme especificado na já mencionada Resolução 3.456 de 1º de junho de 2007, as quais respeitarão as margens e limites de diversificação estabelecidos nos itens 7 e 8 desta Política de Investimentos.

As carteiras de renda fixa deverão ser compostas por títulos públicos federais pré e/ou pós fixados, títulos privados de emissão de instituição financeira e empresas não financeiras com risco de crédito aprovado pela Diretoria. Todo e qualquer título enquadrado nesta modalidade, deverá ser classificado por agência de “rating”, devidamente autorizada a operar no Brasil, como baixo risco de crédito, conforme critérios estabelecidos no item 15.4.

Em relação ao risco de crédito no mandato de renda fixa, os gestores de recursos deverão observar estritamente as regras impostas pela Secretaria de Previdência Complementar, e Banco Central do Brasil, assim como as restrições apresentadas no quadro de escalas de rating, no que tange aos limites por emissor. No tocante à aplicação de recursos em papéis públicos, é vedada a negociação de Títulos Públicos Estaduais e Municipais e moedas de privatização.

Todas as operações envolvendo derivativos de renda fixa ou renda variável serão realizadas exclusivamente na modalidade “com garantia”. Não serão permitidas operações com derivativos para fins de alavancagem, nem tampouco operações de day-trade.
A gestão dos investimentos em imóveis é da exclusiva competência da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA. É vedado aos Gestores de Recursos da Fundação realizar investimentos em novos ativos imobiliários. Investimentos com lastro em operações envolvendo imóveis e/ou recebíveis imobiliários, somente poderão ser efetivados com autorização prévia e expressa do Conselho Deliberativo da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA.

Para o ano referente a esta Política de Investimentos deverão ser empreendidas ações no sentido de reduzir gradualmente a posição da carteira de imóveis administrada diretamente pela Fundação.

Será de competência do Conselho Deliberativo, por proposta da Diretoria Executiva, definir a taxa de juros, índice de correção, prazos e nível de pulverização das concessões de empréstimos aos participantes, respeitados os níveis mínimos exigidos pela Secretaria de Previdência Complementar. A alocação máxima permitida nesse segmento será de 15% do patrimônio total da FUNDAÇÃO. A administração e controle desse segmento será feita pela Entidade em conjunto com a contabilidade, que ficará incumbida de consolidar e repassar as informações dessa carteira para Secretária de Previdência Complementar.


    1. Fundos e Carteiras Próprias de Investimento

As diversas carteiras de investimentos deverão atender às exigências de liquidez para o atendimento aos compromissos correntes da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA e serem flexíveis no sentido de possibilitar posicionamentos estratégicos com respeito às oportunidades dos mercados. Qualquer desenquadramento deverá ser corrigido sem que haja ônus de qualquer natureza (operacional, financeira etc) à Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA.

Caberá aos gestores externos das carteiras de renda fixa e de renda variável a responsabilidade em selecionar livremente os ativos que irão compô-las, de papéis, desde que respeitados os limites e parâmetros para cada segmento e respectiva classe de investimento e as demais recomendações e diretrizes estabelecidas por esta Política de Investimentos.

Os gestores dos recursos deverão observar os limites estabelecidos para os níveis de exposição ao risco de mercado, de liquidez e de crédito dos ativos integrantes das carteiras de cada segmento, bem como de suas modificações durante a vigência desta Política de Investimentos, a fim de preservar a solvência do plano, buscando o melhor desempenho possível, tendo como base os índices de performance pré-determinados (“benchmarks”) pela FUNDAÇÃO.
As Carteiras de Renda Fixa não poderão ter papéis de emissão dos gestores de recursos que totalizem mais de 3% (três por cento) dos ativos por eles administrados, sem a prévia autorização da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA.

A Carteira de Renda Variável não poderá ter ações dos gestores de recursos, sem a prévia autorização da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA.

A fim de otimizar-se o processo de monitoramento dos fundos de investimentos exclusivos da FUNDAÇÃO, em conformidade com a Política de Investimento, este será estruturado em funções independentes de custódia, de administração (controladoria), de gestão (seleção de ativos) e de auditoria, buscando assegurar as melhores práticas de gestão, suporte, controle dos recursos e negociação dos títulos e valores mobiliários, bem como garantir o enquadramento adequado das aplicações às exigências e aos limites de seleção e diversificação, atingindo-se assim as metas contratadas. Conseqüentemente, a independência no exercício das referidas funções é imprescindível para os termos de “compliance”, e para obter-se maior transparência e um monitoramento eficiente sobre os riscos que envolvem todos os aspectos de uma gestão de ativos, representados em uma carteira de um fundo de investimento financeiro.

A aplicação do modelo de independência das funções, decorrente do aperfeiçoamento das ferramentas de gestão, implica na aplicação do conceito de Muralha da China ou “Chinese Wall”, utilizado pelas instituições financeiras em relação as gestoras de recursos (empresas de “Asset Management”), além de ser uma exigência legal, instituída pela Resolução BACEN 2.554/1998, busca proporcionar maior segurança aos participantes da FUNDAÇÃO.



    1. Gestão de Risco

O gerenciamento do risco de liquidez, de crédito, de mercado, fiduciário e operacional, de modelagem e dos segmentos de renda fixa e de renda variável, dada a sua pertinência, será de responsabilidade das instituições gestoras dos recursos e do custodiante, ficando a cargo da FUNDAÇÃO e do prestador de serviços contratado o seu acompanhamento e monitoração.

O gerenciamento dos riscos inerentes aos segmentos de imóveis e de empréstimos e financiamentos a participantes bem como do risco de gestor será de responsabilidade da FUNDAÇÃO, através da sua área financeira.



      1. Gestão do risco de crédito

O gerenciamento do risco de crédito será realizado através dos limites estabelecidos no sub-item 15.4.2 desta Política de Investimentos e na instância dos limites por emissores será de responsabilidade dos gestores.

Os títulos e valores mobiliários de emissão privada, observados os limites para emissões individuais, por exposição máxima para cada carteira isolada, para fazer parte da carteira de renda fixa, terão que ser obrigatoriamente objeto de avaliação de risco de crédito, por agência classificadora, e sofrerem uma avaliação por parte da Diretoria Executiva.

A Diretoria Executiva, mediante os relatórios e informações fornecidas pelas instituições gestoras, a seu critério, poderá vetar a realização de operações que envolvam risco de crédito ou determinar a exclusão de títulos da carteira.

A FUNDAÇÃO, através da área financeira, será responsável pelo gerenciamento do risco de crédito inerente ao segmento de empréstimos e financiamentos a participantes e assistidos.



      1. Exposição ao risco de crédito

A exposição ao risco de crédito dos recursos garantidores das reservas técnicas da FUNDAÇÃO será limitada de acordo com as especificações do sub-item 15.4.3, no que tange à tolerância de risco, conforme estabelecido pela Resolução 3.456 de 1º de junho de 2007, no que tange aos percentuais de alocação dos recursos por segmento e carteiras e aos limites de concentração por emissor, sendo que os títulos privados, para fazerem parte das carteiras do segmento de renda fixa terão que obter, necessariamente, a avaliação de baixo risco por agência classificadora em funcionamento no país.

A FUNDAÇÃO, com vistas a minimizar os riscos de crédito, observados os parâmetros fixados pela Resolução e por esta Política de Investimentos, a seu critério, estabelece no quadro apresentado na página a seguir, as condições a que estarão sujeitas as categorias de títulos e valores mobiliários, tanto no curto quanto no longo prazo, para serem consideradas de baixo risco de crédito, e fazerem parte das suas carteiras.

Assim sendo, a Diretoria Financeira, através dos relatórios e informações fornecidos pela instituição(ões) responsável(eis) pela gestão dos recursos, acompanhará o fiel cumprimento das exigências de classificação de risco “rating” de crédito para a alocação em ativos na sua carteira.

Serão aceitas as classificações de risco emanadas pelas seguintes agências de “rating”: LF Ratings, SR Ratings, Austin Rating, Fitch, Moody’s, e S&P

Não poderá ser feita alocação em título que não possua ao menos uma nota mínima nas escalas abaixo discriminadas. Ao analisar-se o enquadramento, deverá atentar-se para o prazo do título, a fim de se observar a escala apropriada.

No caso de rebaixamento de algum papel para um nível de risco considerado como médio ou alto, e portanto, fora dos parâmetros relacionados nas tabelas abaixo, o gestor deverá comunicar imediatamente à Entidade do desenquadramento, para que, seguindo as disposições legais, seja feita a sua venda, dentro dos prazos permitidos na legislação.



Adicionalmente ao estabelecido pela Resolução CMN nº 3.456 de 1º de junho de 2007, deverão ser respeitados os limites adicionais máximos por emissor, através do enquadramento estabelecido pela FUNDAÇÃO, em termos de percentual máximo em relação ao PL (Patrimônio Líquido) do FI no qual venham a ser alocados.

15.4.3 - Escalas de rating (classificação de risco) adotadas pela Fundação

ESCALAS NACIONAIS DE “RATINGS” CONSIDERADAS COMO DE BAIXO RISCO DE CRÉDITO PELA ENTIDADE PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E NÃO FINANCEIRAS EMISSORAS DE TÍTULOS – NOTAS DE LONGO PRAZO

AGÊNCIA

LF

SR

Austin

Fitch

Moody’s

S&P

LIMITE POR EMISSOR

NOTAS ACEITAS

AAA

br AAA

AAA

AAA (bra)

Aaa.br

br AAA

CMN 3456/07

AA+

br AA+

AA+

AA+ (bra)

Aa1.br

br AA+

CMN 3456/07

AA

br AA

AA

AA (bra)

Aa2.br

br AA

AA-

br AA-

AA-

AA- (bra)

Aa3.br

br AA-

A+

br A+

A+

A+ (bra)

A1.br

br A+

CMN 3456/07

A

br A

A

A (bra)

A2.br

br A

A-

br A-

A-

A- (bra)

A3.br

br A-

BBB+

br BBB+

BBB+

BBB+ (bra)

Baa1.br

br BBB+

CMN 3456/07

BBB

br BBB

BBB

BBB (bra)

Baa2.br

br BBB

BBB-

br BBB-

BBB-

BBB- (bra)

Baa3.br

br BBB-

ESCALAS NACIONAIS DE “RATINGS” CONSIDERADAS COMO DE BAIXO RISCO DE CRÉDITO PELA ENTIDADE PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E NÃO FINANCEIRAS EMISSORAS DE TÍTULOS – NOTAS DE CURTO PRAZO

AGÊNCIA

SR

Fitch

Moody’s

S&P

LIMITE POR EMISSOR

NOTAS ACEITAS

sr AA

F1 (bra)

BR 1 / ST 1

br A1

CMN 3456/07

sr A

F2 (bra)

BR 2 / ST 2

br A2

CMN 3456/07




F3 (bra)

BR 3 / ST 3

br A3

CMN 3456/07

A Diretoria deverá ser consultada previamente pelo gestor, para todas as operações que corresponderem à alocações que sejam superiores ao seu limite de alçada. Fica estipulado em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), o limite de alçada da Diretoria Executiva, entendido como limite mínimo (piso) à partir do qual, deve-se obter a sua autorização para a realização de qualquer operação em termos de alocação dos recursos em fundos fechados de investimento.

As comunicações entre gestor e Diretoria Executiva deverão ser comprovadas via e-mail, devendo todas as deliberações da Diretoria Executiva ser registradas em ata.



    1. Gestão do risco de mercado

A instituição responsável pela custódia dos títulos e valores mobiliários será a responsável pela consolidação do risco de mercado da carteira da FUNDAÇÃO, cabendo-lhe ainda a padronização das formas de valorização a serem utilizadas pelos gestores e a consolidação das diversas carteiras em uma única, permitindo a apuração do risco de mercado das carteiras individuais, bem como do risco global dos segmentos de renda fixa e renda variável.

As instituições gestoras sem prejuízo das responsabilidades da instituição custodiante serão co-responsáveis pelo gerenciamento do risco de mercado das carteiras dos segmentos de renda fixa e renda variável sob administração, empregando para tanto a metodologia do VaR e a análise de stress.

No tocante ao risco sistêmico, o beta, seja de cada ativo, ou da carteira, será adotado como medida para sua mensuração pela Entidade. A FUNDAÇÃO, através da sua área financeira, poderá contar com consultoria externa, que será responsável pelo acompanhamento e avaliação mensal do risco de mercado, do risco sistêmico, dos segmentos disponíveis para aplicação, através dos relatórios, séries históricas e informações encaminhados pelas instituições e pelo atuário.

A FUNDAÇÃO, através da área financeira, será responsável pelo gerenciamento do risco de mercado inerente aos segmentos de imóveis e de empréstimos e financiamentos a participantes e assistidos.



    1. Gestão do risco de liquidação

As instituições gestoras serão responsáveis pelo gerenciamento do risco de liquidação dos títulos de emissões privadas das carteiras dos veículos utilizados pela FUNDAÇÃO, para direcionar os recursos garantidores das reservas técnicas do Plano de Benefícios.

As movimentações de compra e venda de títulos e valores mobiliários somente deverão ser realizadas com instituições financeiras idôneas, para as quais as instituições gestoras mantêm análise periódica de limite de crédito e através de negociação em Bolsa de Valores, Bolsa de Mercadoria e Futuros e de Clearing Houses, autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários.

As instituições gestoras anualmente informarão a FUNDAÇÃO as instituições financeiras com as quais realizam operações de mercado, bem como os limites operacionais estabelecidos para cada instituição e terão que observar os seguintes critérios:


  • Toda venda significativa de ações (entendida como venda cujo valor de mercado seja igual ou maior que 10% do PL da carteira) será obrigatoriamente realizada por corretora previamente aprovada;

  • Todas as operações efetuadas pelas carteiras serão obrigatoriamente na modalidade “Com Garantia”, ou seja, o risco de contraparte passa a ser das Bolsas e de suas Câmaras de Compensação.

A FUNDAÇÃO, através da sua área financeira, será responsável pelo gerenciamento do risco de liquidação do segmento de imóveis.

A FUNDAÇÃO, através da sua área financeira, será responsável pelo gerenciamento do risco de liquidação inerente aos empréstimos e financiamentos a participantes, cabendo-lhe promover as ações necessárias junto à Patrocinadora, no intuito de assegurar a eficiência do gerenciamento do risco.



    1. Gestão do Risco Fiduciário

A FUNDAÇÃO, buscando minimizar o risco fiduciário relacionado à custódia dos ativos das suas carteiras (segmentos de renda fixa e renda variável, contratará instituição financeira credenciada e habilitada pelo Banco Central do Brasil e/ou Comissão de Valores Mobiliários para os serviços de custódia de títulos e valores mobiliários. Será exigida experiência comprovada em custódia de ativos de terceiros por no mínimo 24 meses e com rating nacional de longo prazo igual ou superior a AA.

    1. Gestão do risco operacional dos investimentos

As instituições gestoras e a FUNDAÇÃO, com o intuito de minimizar os riscos operacionais, serão responsáveis pela adoção de procedimentos padrão na comunicação de ordens destinadas à realização de operações que impliquem na compra ou venda de títulos e valores mobiliários.

As instituições gestoras deverão apresentar à FUNDAÇÃO seus procedimentos padrão de comunicação interna envolvendo os comandos de ordens para a movimentação dos títulos e valores mobiliários, bem como seus procedimentos voltados para minimizar os riscos operacionais.

A FUNDAÇÃO, através da Diretoria Financeira, será responsável pelo gerenciamento do risco operacional inerente aos segmentos de imóveis e de empréstimos e financiamentos a participantes e assistidos.


    1. Acompanhamento e Controle

A Diretora Superintendente, com o suporte da Diretoria Administrativa Financeira deverá solicitar e fiscalizar as ações do gestor dos recursos, de forma que o mesmo se comprometa a divulgar, ampla e imediatamente, qualquer fato relevante relativo aos investimentos dos recursos sob sua administração, de modo a garantir a Diretoria Executiva acesso às informações que possam, direta ou indiretamente, influir em suas decisões quanto à permanência do mesmo. O gestor deverá diariamente, colocar à disposição da Diretoria Executiva da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA, informações sobre o número de cotas, valores , etc. de forma que possa ser analisado, consolidado e divulgado para o Conselho Deliberativo, Patrocinadoras e Participantes da Entidade todas as informações relativas à performance, ao risco e posição de investimentos da carteira.
Caberá à Diretora Superintendente, com o apoio da Diretoria Administrativa Financeira da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA monitorar as aplicações e performance dos Gestores dos Recursos sobre os investimentos da Fundação, propondo à sua Diretoria Executiva a manutenção ou substituição dos administradores, quando for cabível.
Também constituirão responsabilidades da Diretora Superintendente, com o auxílio da Diretoria Administrativa Financeira da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA a identificação e análise de oportunidades de investimento; análise da legislação aplicável, propondo medidas de otimização tributária; preparação e apresentação de propostas de investimento ao Conselho Deliberativo; monitoramento da implantação das propostas aprovadas; submissão à Diretoria Executiva de proposta para contratação/ substituição do Agente Custodiante; monitoramento e controle do Agente Custodiante, e dos serviços de consolidação e controle de risco que sejam realizados por qualquer prestador de serviços; controle dos limites de enquadramento da carteira administrada.

A Diretoria-Executiva, visando a viabilização do plano de aplicação de recursos da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA, sem prejuízo das suas atribuições básicas, será responsável pelo estabelecimento das condições operacionais da Política de Investimentos que será submetida à aprovação do Conselho Deliberativo, cabendo ainda à Diretoria Executiva: examinar e deliberar sobre a diversificação e macro alocação dos recursos, dentro dos limites fixados pela política de investimentos; avaliar o cenário macroeconômico; adotar medidas que aumentem os padrões de profissionalização da gestão; avaliar a pertinência dos procedimentos técnicos operacionais e de controle, utilizados na alocação de ativos e na avaliação de risco de mercado; implementar e manter um sistema de controle da divergência não planejada entre o valor da carteira e o seu valor projetado, que levará em consideração a taxa mínima atuarial, para todos os segmentos do programa de investimentos; determinar a estratégia de formação de preço ótimo no carregamento de posição em investimentos e nos desinvestimentos; deliberar sobre as condições da gestão compartilhada; deliberar sobre matéria que envolva a terceirização da gestão.

A Diretora Superintendente, nos termos do parágrafo primeiro do art 54 do Regulamento anexo à Resolução CMN nº 3.456 de 1º de junho de 2007, sem prejuízo de suas atribuições e responsabilidades regimentares, será a responsável pela implementação das deliberações da Diretoria Executiva, pela fiel execução desta Política de Investimentos e responderá perante a Secretaria de Previdência Complementar pela gestão, alocação, supervisão e acompanhamento dos recursos, bem como pela prestação de informações relativas a aplicação dos mesmos, sem prejuízo da responsabilidade solidária dos demais administradores.

A Diretora Superintendente deverá, diretamente ou através de consultoria externa, monitorar as ações dos Gestores de Recursos, de forma que os mesmos comprometam-se a: divulgar, ampla e imediatamente, qualquer fato relevante relativo aos investimentos dos recursos sob sua responsabilidade, de modo a garantir à Diretoria Executiva acesso às informações que possam, direta ou indiretamente, influir em suas decisões quanto à permanência do mesmo; disponibilizar, na freqüência solicitada, relatório consolidado de performance da posição, do gerenciamento do risco e da estratégia de investimentos das carteiras.



A Diretora Superintendente da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA, nos termos do parágrafo segundo do art 58 do Regulamento anexo à Resolução CMN nº 3.456 de 1º de junho de 2007, será também responsável pela manutenção do sistema de controle da divergência não planejada.

    1. Critérios para Seleção de Administradores e de Gestores

De acordo com a determinação da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo, as Administradoras de Recursos e as Gestoras de Recursos da Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA para o exercício de 2008 deverão se enquadrar nos mesmos critérios, a seguir relacionados: performance histórica em termos de rentabilidade associada ao risco, taxas cobradas, processo de decisão e política de investimentos, currículo dos principais administradores, flexibilidade na administração de recursos dos clientes, tradição e solidez, atualização tecnológica.


    1. Critérios para Seleção de Custodiante

A Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA selecionará, de acordo com a determinação da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo, uma ou mais instituições devidamente habilitadas para os serviços de custódia de títulos e valores mobiliários e para atuar como agente custodiante, pelo BACEN ou pela CVM, visando garantir maior grau de segurança ao controle destes ativos e centralizar o fluxo de caixa dos fundos de investimentos, dos segmentos de renda fixa e variável, seguindo as normas e critérios estabelecidos pelo Regulamento Anexo à Resolução CMN nº 3.456 de 1º de junho de 2007.

    1. Critérios para Seleção de Consultorias Externas

A Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA poderá, se necessário, contar com o suporte de consultoria externa contratada para prestar assessoria financeira e econômica particularmente no que tange: à realização de processo seletivo para escolha e substituição de gestores de recursos, das corretoras e do custodiante; à prestação de serviços de assessoramento técnico à Diretoria Executiva, referentes à operacionalização da Política de Investimentos, aos controles e avaliações dos recursos garantidores das reservas técnicas; à análise da conjuntura econômica e elaboração de cenários macroeconômicos nos horizontes de tempo determinados pela SPC; ao acompanhamento e avaliação mensal do risco de mercado, dos segmentos de renda fixa e renda variável, através dos relatórios e informações encaminhados pelas instituições gestoras e pelo responsável pela custódia/controladoria dos recursos aplicados no mercado financeiro; à realização das atividades de controle e avaliação de performance através de indicadores de desempenho de retorno e risco mencionados no item 11 desta Política de Investimentos; à elaboração de ranking diário, mensal e anual de avaliação de performance de rentabilidade frente ao mercado; ao desenvolvimento, implantação e atualização de um modelo de gestão integrada de ativo e passivo que possibilite uma melhor alocação de ativos parametrizada nos compromissos atuariais e a identificação do ponto ótimo na curva de risco/retorno para a alocação otimizada dos ativos. Os critérios para sua contratação deverão considerar: solidez, tradição, currículo dos consultores, credibilidade, experiência comprovada, transparência, imparcialidade, nível tecnológico, quantidade de clientes atendidos e preço.

    1. Critérios para Seleção de Auditor Independente

A Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA contratará Auditor Independente, de acordo com a determinação da Diretoria Executiva, a fim de verificar a autenticidade e validar os demonstrativos contábeis referentes ao processo de investimento, e que será responsável pela veracidade das informações. Os critérios para contratação serão: solidez, credibilidade, tradição e experiência atestada, carteira de clientes e preço competitivo.

    1. Comunicação com os Participantes e Assistidos

A Fundação SAELPA de Seguridade Social - FUNASA cumprirá toda e qualquer exigência legal, no tocante à divulgação das informações de sua gestão aos participantes e ao público em geral, podendo ainda, a Diretoria Executiva da FUNASA divulgar, a seu critério, fatos relevantes referentes às diretrizes e condições gerais do processo de gestão dos recursos garantidores das reservas técnicas.

    1. Relacionamento com a Patrocinadora

A Fundação SAELPA de Seguridade Social – FUNASA se encontra em situação de rigoroso cumprimento às limitações estabelecidas nos Artigos 22, II, b, 2 ; Artigo 49, II e Artigo 52 da Resolução 3.456/07 do Conselho Monetário Nacional, devendo manter esta posição durante todo o ano de 2008.

15Considerações Finais



A Fundação, a partir do dia 1º de janeiro de 2008, colocará em prática sua política de investimentos em conformidade com todas as indicações definidas nesse relatório, passando a vigorar e substituir quaisquer documentos tratando do assunto, que porventura existam, anteriores a ela, mesmo que anexos a contratos de gestão individuais.




Apresentado pela Diretoria Executiva


João Pessoa, 17 de dezembro de 2007.

Rosilda Régis Vieira da Costa Elenita Maria de Figueiredo Nóbrega

Diretora Superintendente Diretora Administrativa Financeira


Manuel Henrique de Almeida

Diretor de Seguridade



Av. Epitácio Pessoa – 1250 – Edf. Concorde S/303 – 3ºand.-João Pessoa-PB CEP 58.040-000

Tel. (0XX83) 3244.8090 – Fax. (0XX83) 3244.8095 e-mail:expeditoc@funasaseg.com.br



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