Políticas educacionais do campo: percurso neila da Silva Reis – ufpa



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7. CONCLUSÃO
Os pressupostos evidenciados por tais autores acenam que prevalece a regra da tradição conservadora, trazendo conseqüências, como a continuidade de sua forma técnica e econômica para o Projeto Educacional até as últimas décadas, assim, prioriza-se o caráter instrumental, em detrimento das dimensões sociais, políticas e culturais. Esta é uma das faces das políticas e planos que envergam práticas autoritárias, impedindo a participação política qualificada dos atores sociais e, em dimensão maior, um projeto democrático nacional, pois, nas sociedades capitalistas, o planejamento, a reforma e expansão das instituições educacionais são instrumentos dinâmicos, visando a uma formação voltada para o mercado. Nesta dinâmica, este planejamento, como assinala (OFFE, 1990), é constituído por dados orientadores, entretanto, os interesses do próprio sistema dominante remetem às suas invalidações.

Cabe ressaltar a validade ética e pedagógica desses pressupostos legislacionais para as escolas do campo, que são produtos institucionais, mas que tiveram nascedouro, a partir da luta de movimentos sociais. Nesse cenário de disputas de projetos societários é necessário acrescentar que é relevante socialmente, também, saber o quê, de quem parte e o porquê desses programas e projetos, tendo em vista que, tanto as criações, permanências e transformações são aportes decorrentes das intenções iniciais, podendo haver ajustes e re-ajustes para dissociar as demandas sociais. Como afirma Germano (1999), o sistema educacional não detém poderes para resolver a problemática do desemprego e da pobreza. Assim, para evitar intencionalidades que visam à hegemonia, o ponto de partida, concerne a desenvolver a luta, organização e ação associativa como instância contra-hegemônica, sem exigências burocráticas, para a participação de forma contínua e crítica e a implementação do que está estatuído – e ainda o que está ausente na lei.


7. REFERÊNCIAS
. DOCUMENTAL
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