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Recursos Energéticos
Isabel Cabrita e António Baeta Neves*
Janus 1997

Portugal é altamente dependente do exterior em recursos energéticos. Os fracos recursos de que dispõe, e tem vindo a utilizar, têm mantido a produção nacional de energia praticamente constante no último decénio. Em termos globais, a contribuição dos recursos nacionais para o balanço de energia atingiu o seu máximo no ano de 1988, com cerca de 18%. Face às condições pluviométricas que se verificaram de 1995 para 1996, é igualmente de esperar um aumento da contribuição nacional para a produção de electricidade. Para além da componente hidroeléctrica na contribuição para o balanço nacional em energia primária tem-se a utilização de resíduos florestais e biomassa.


No que se refere à contribuição estrangeira, o petróleo continua a ser, de longe, o recurso energético mais importado, apesar do aumento que se vem verificando também nas importações de carvão. Sendo Portugal altamente dependente do exterior no fornecimento de recursos energéticos fósseis, a estratégia que o país tem definido para minimizar o efeito de tal dependência é a de diversificação de fontes e fornecedores. Assim, em termos de fluxos de importação de recursos energéticos fósseis, o carvão é fornecido por mais de nove países de diferentes continentes, e o petróleo bruto provém de países da África, Médio Oriente e América do Sul, além da Noruega, Reino Unido e Rússia. O carvão importado dirige-se fundamentalmente às centrais termoeléctricas e sectores cimenteiro e siderúrgico, representando no balanço global de energia primária nacional um valor que não excede os 17%. O petróleo bruto importado é refinado em Portugal, obtendo-se os combustíveis líquidos e gasosos derivados que fornecem vários sectores, transportes, indústria e, em menor escala, o sector doméstico. Além disso, produz-se a nafta química que alimenta o sector petroquímico como matéria-prima, gerando vários produtos finais, como são exemplos os plásticos, os decapantes e as fibras sintéticas.
Em termos de recursos endógenos, Portugal explora urânio para exportação. Refere-se que a França foi o principal importador de 1986 a 1991, com cerca de 136 t/ano, à qual se juntou a RFA em 1989, com 31,71. Em 1993 e 1994, Espanha e Alemanha foram os principais importadores — aproximadamente 1191 para estes países em 1993. Em 1995, apenas a Alemanha importou urânio (cerca de 331). Estes valores são muito baixos quando comparados com os valores de importação de recursos energéticos fósseis. Além disso, o potencial nacional em recursos renováveis é elevado, tendo para além da biomassa e das fontes hídricas e mini-hídricas, recursos como o solar, o geotérmico e o eólico, e ainda o potencial de utilização da energia das ondas. Portugal tem ainda acordos internacionais de "processing", isto é, de transformação química de produtos refinados derivados de petróleo, o que o leva a proceder a trocas que incluem os combustíveis, os óleos lubrificantes e, em menor escala, produtos químicos para serem usados como matéria-prima. O saldo exportação/importação de derivados do petróleo tem sido desfavorável a Portugal de 1986 a 1993, e em 1994 apresentou um saldo positivo. Neste balanço foram o fuelóleo e o gasóleo os principais produtos exportados, verificando-se também uma situação favorável para as gasolinas e o jet-fuel.
A competitividade dos recursos está associada a factores económicos, além dos factores que têm a ver com a segurança do fornecimento e, cada vez mais, factores ambientais. Relativamente aos preços médios da energia importada constata-se que enquanto os preços dos combustíveis importados se têm mantido estáveis, ou até têm vindo a baixar desde 1990, o preço da electricidade importada tem vindo regularmente a aumentar, sendo actualmente o carvão o combustível economicamente mais competitivo. Concretizando, verifica-se que entre 1990 e 1994, o tep (toneladas equivalentes de petróleo bruto) da electricidade importada se elevou de 11,69 para 19,37 contos, enquanto o da hulha desceu de 13,8 para 9,93 contos. Por sua vez, no mesmo período, o preço do petróleo bruto baixou de 22,65 contos/tonelada para 18,72, enquanto o dos refinados passava de 25,14 contos/tonelada para 22,9. Convém referir, de uma forma simples, que a unidade tep permite, por convenção, comparar os preços das várias fontes de energia, incluindo os combustíveis e a energia eléctrica, com o do petróleo bruto em termos de conteúdo energético — assim, por exemplo, pode dizer-se que uma tonelada de petróleo bruto fornecerá a mesma energia que um tep de qualquer outro dos produtos combustíveis ou de energia eléctrica.
Informação Complementar
Oportunidades
As tendências e acordos existentes a nível da carta europeia de energia e da liberalização do mercado energético, levam a perspectivar situações de maior concorrência a nível internacional, em princípio ditada pela competitividade dos vários recursos, em que a tecnologia desempenha um papel primordial no equilíbrio economia - ambiente. A investigação e desenvolvimento pode constituir uma riqueza nacional e, bem explorada, poderá criar oportunidades, à indústria portuguesa, de fabricação e exportação de tecnologias nacionais. No domínio dos recursos energéticos e tecnologias, a internacionalidade dos projectos é muito significativa. Para além da UE, tem-se participado em pro­jectos de cooperação nomeadamente com países de África, da América Latina, e da OCDE. A existência de condições favoráveis à criação de competência nacional no domínio tecnológico, através de uma adequada estrutura de I&D, é funda­mental se se pretende desenvolver, auto­nomizando, a sociedade portuguesa. O desenvolvimento de novos combustíveis e de substituição, bem como de processos de conversão que garantam a reciclagem e o acréscimo de recursos, não só garante a continuidade de existência de condições de conforto e sobrevivência da sociedade moderna, como dá tempo a que novos desenvolvimentos surjam em matéria tecnológica de recurso a fontes alternativas.
* Isabel Cabrita

Doutorada em Engenharia Química pela Universidade de Sheffield. Investigadora do INETI. Professora Catedrática na UAL.



* António Baeta Neves

Licenciado em Engenharia Mecânica. Técnico Superior do INETI. Docente na UAL.









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